04/11/2009 - 16:39
SÃO PAULO | É, o velho e promíscuo Max estava certo. Não se deve confiar nas montadoras. A Honda, a BMW e a Toyota se foram no espaço de um ano. A porta ainda não se fechou.
Isso porque a Renault chamou seu quadro de diretores para uma reunião de emergência em Paris hoje para discutir seu futuro na F1. Há a possibilidade de tanto a montadora francesa anunciar que vai apenas fornecer motores no ano que vem quanto definir sua retirada total da categoria, como fizeram as três outras colegas de área.
Participam da reunião o atual chefe da equipe, Bob Bell — que substituiu Flavio Briatore — e Jean-François Caubet, diretor-geral. Mas serão apenas espectadores, por assim dizer. Não terão poder de decisão nenhum. Vão acompanhar o que o grupo chefiado por Carlos Ghosn — que não gosta da F1 e se viu num embaraço mundial por conta da história da armação no GP de Cingapura do ano passado — sacramentar. E a tendência, claro, é o adeus.
Um anúncio é esperado até o fim desta semana. Não para amanhã, porque Ghosn vai participar de um evento em que a Renault promove a apresentação de um projeto de fazer carros não-poluentes, e a notícia de uma debandada colocaria tal evento à sombra.
A eventual saída da Renault deixaria em péssimos lençóis o ótimo Robert Kubica. Que teve de deixar a BMW por conta de sua desistência da F1 e já havia fechado contrato com os franceses para correr em 2010. Timo Glock, idem: dispensado pela Toyota, o alemão vinha sendo visto como o principal nome para sentar na segunda vaga renaultzística.
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: 2010, F1, Renault, saída
03/11/2009 - 20:47
SÃO PAULO | Seguinte: o jornal Mainichi, tido como um dos mais importantes do Japão, está nas bancas nesta já quarta-feira por aquelas bandas com a notícia de que a Toyota pode anunciar sua saída da F1 neste dia 4, antecipando a informação que pretendia dar numa coletiva no domingo.
Diz o honorável jornal que, face o prejuízo nas vendas daquela que é a maior montadora do mundo, o quadro de diretores mandou cortar suas operações na F1, até porque a previsão para o ano que vem também é de déficit. O presidente Akio Toyoda vai formalmente abrir amanhã um encontro da cúpula da empresa.
Alguns jornais na Europa também começaram a pipocar a informação. Procurada, a assessoria da Toyota não se manifestou. Já se fala que a equipe-montadora vai repassar seu time para que atenda, ainda que parcialmente, a assinatura do Pacto da Concórdia, em que se comprometeu em ficar na F1 até 2012.
A saída da Toyota é vista com interesse pela Qadbak, a compradora da BMW que não tem vaga garantida para o ano que vem por birra de suas colegas.
Aguardemos as próximas horas, pois.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: F1, Mainichi, saída, Toyota
29/07/2009 - 05:34
SÃO PAULO | Bem, bem, e a BMW anunciou agora há pouco em Munique que seu projeto na F1 subiu no telhado. Acabou. Os amigos não vão cantar mais Bavaria, Bavaria, Bavaria. Bastou um revés, e já era.
A BMW é uma equipe que tentava se impor como alternativa ao domínio de Ferrari e McLaren. Mas seus alemães tinham características tão japonesas, metódicas, que se privaram de evoluir para pensar neste ano e fizeram da equipe descartável e insossa. Não à toa, tomaram a mesma decisão da Honda.
Vale ressaltar alguns pontos:
1) A saída da BMW abre vaga para mais uma equipe no grid da F1. Como não parece que a FIA e a FOM tenham sido avisadas com antecedência, a entidade de Max Mosley vai precisar ver quais daquelas que foram preteridas ainda têm interesse em entrar na categoria. Consideremos que todas estejam ainda com os projetos engatilhados: se não escolherem a Pendrive, é marmelada.
2) A não ser que alguém apareça e compre o espólio da BMW.
3) O destino de Robert Kubica e Nick Heidfeld. O primeiro não deve ter muitos problemas para arrumar um lugar, e já se fala até que pode ser o polonês o substituto de Felipe Massa na Ferrari nas provas em que o brasileiro estiver ausente — provavelmente até o fim da temporada. Heidfeld já deu o que tinha que dar. Já não tem o que fazer na F1. Deve se aposentar, ou ser aposentado, melancolicamente. Christian Klien, então, coitado…
4) O anúncio bota fim a um longo sonho de Augusto Farfus Jr.. Farfus sempre quis e esperou uma chance na F1. Anos atrás, deixou a Alfa Romeo, ligada à Fiat, portanto Ferrari, no Mundial de Turismo para se vincular à BMW e esperar que fosse lembrado por Mario Theissen e curriola. Nunca foi. E por não ter tido nenhuma chance, não apareceu. E ninguém vai lhe dar essa chance. Uma pena.
Após a corrida final em Abu Dhabi, a BMW terá escrito uma história curtíssima de quatro anos, depois de ter abraçado a Sauber. Uma vitória, com dobradinha, no Canadá no ano passado, e só. No fim das contas, a BMW não vai deixar muitas saudades. Nem muita história.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: BMW, F1, saída