30/10/2009 - 19:06
SÃO PAULO | Pouco antes das 17h (de Brasília), Bruno Senna celebrou em seu Twitter o contrato que tinha assinado para o ano que vem, ainda que não tivesse em nenhum momento mencionado que se tratava da Campos.
Quase duas horas depois, as mensagens “Queria agradecê-los pela torcida! Depois de muitas semanas de trabalho e negociações, finalmente conseguimos acertar as coisas” e “Estou muito contente e quero compartilhar essa alegria com vocês. Agora é hora de trabalhar ainda mais para chegar com a melhor preparação para a próxima temporada” foram removidas. Ainda deu para pegar um print das que foram colocadas em inglês.

Curiosa a SPB, Síndrome de Piloto Brasileiro, essa de falar as coisas e depois negar ou voltar atrás.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2010, Bruno Senna, Campos, Rubens Barrichello, SPB, Twitter
18/10/2009 - 19:46
INTERLAGOS | As palavras de Rubens Barrichello após a corrida de hoje:
_ Foi uma pena ter tido problema com o pneu, mas a gente não tinha performance para ganhar corrida, essa é a verdade. Interlagos é o amor da minha vida e sempre me trouxe boas recordações. Ontem foi na raça, a gente não tinha carro pra estar na pole. Hoje foi uma performance em que saí no meio de um tráfefgo danado, e aquilo me atrapalhou um pouco, perdi a posição pro Kubica naquilo, e vim numa luta dura para manter o carro rápido, mas ele não estava. Eu chegaria em terceiro hoje, estava até conseguindo abrir um espaço para o Hamilton, quando o pneu furou. Senti que o carro estava balançando, ele me passou, tentei lutar ainda, mas estava para o tudo ou nada e quase rodei na entrada dos boxes quando o pneu furou.
_ É uma felicidade grande poder voltar a liderar corrida e saber que, aonde eu estiver, a gente vai ter um carro competitivo. Saio daqui com a cabeça erguida. Foi um campeonato merecedor do Button, ele fez uma primeira metade melhor, e a segunda foi melhor para o meu lado, mas não o suficiente para me manter na frente. A gente acordou muito tarde pro campeonato pelo problema técnico de freio.
_ Sempre sonhei com a volta por cima, de lutar por corridas. Sempre tive uma carreira decente, e seria muito chato terminar as corridas como um carro como aquele da Honda. Veio a calhar. Acho que foi um ano vitorioso e tenho que agradecer por tudo aquilo que aconteceu, são altos e baixos.
_ O carro não era competitivo o suficiente. Eles tentaram colocar a maior quantidade de gasolina suficiente, mas isso detonou o pneu, e quando eu tive aquelas quatro ou cinco voltas a mais, era muito tarde para recuperá-lo.
_ O ano passado já estavam jogando flores no meu caixão, e eu apareci esse ano com toda força e dedicação e com a raça de um brasileiro, mas a gente tem que saber perder num momento desse. Não era meu, e já que não era meu, preferiria que fosse do meu companheiro. Saio daqui chateado, mas de cabeça erguida, com o dever cumprido.
_ Um vice-campeonato, como já dizia o meu grande amigo Nelson Piquet, é o primeiro dos perdedores. Eu vou lutar para ganhar a corrida de Abu Dhabi. Onde eu acabar, acabou.
_ A Red Bull estava mais forte que a gente, de qualquer forma. mas se tivesse chovendo hoje, teria ajudado mais para ganhar a corrida
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: domingo, F1, GP do Brasil, Interlagos, Rubens Barrichello
18/10/2009 - 12:37
INTERLAGOS | No ano passado, dias antes do GP do Brasil, procurei uma série de pessoas ligadas ao “outro” lado, analistas que poderiam indicar o que astros, números, energias e espíritos zombeteiros diriam sobre a decisão entre Lewis Hamilton sobre Felipe Massa. A única que me atendeu decentemente foi Aparecida Liberato.
A todos que sabem como foi a decisão de 2008, as algumas indicações que a numeróloga apontou são, de fato, surpreendentes. Dados os nomes completos, data de nascimento e dia de realização da corrida, Aparecida funcionou como profetiza.
Por exemplo, a irmã de Gugu disse que “Hamilton não terá sua melhor performance no dia 2″, em referência à prova no início de novembro. “Felipe vive um ano de visibilidade até seu próximo aniversário e em novembro não viverá as dificuldades que teve em outubro, como na China”. Em um embate entre os dois, “vejo que Massa tem 70%, 80% de ser campeão” e que “condições limitadoras vão impedir que Hamilton chegue em uma boa colocação”. Por fim, a conclusão: “Os números de Massa são melhores, considerando sua energia no ano e em novembro. Mas ainda assim não significa que ficará com o título.”
Aparecida também falou que “Vettel terá seu melhor ano em 2009″ e que “uma nova opção se abre para Alonso em um futuro próximo”.
Por isso pedi que novamente Aparecida desse um panorama, antes dos treinos, obviamente, do que os números apontam — e, vale dizer, Rubens Barrichello é apegado a isso. E Liberato analisou que, muito provavelmente, a decisão do campeonato vai para Abu Dhabi.
Barrichello, segundo Aparecida, tem um ano numerológico — que se inicia no dia de nascimento, no caso 23 de maio — com “energia de luz, sucesso e popularidade”, “porém nem o mês de outubro e nem o dia 18 contribuem com energia positiva”. Aparecida apontou que “Há uma série de contradições e obstáculos que vão exigir muita paciência por parte de Rubinho” porque “energia de outubro e do dia 18 estão na mão contrária da energia do seu ano”.
O ano de Jenson Button é “promissor e bastante competitivo, exigindo ajustes o tempo todo”. De acordo com Aparecida, “não é uma energia fácil, pois não poderá perder o foco já que corre o risco de desorganizar”. A avaliação é que “em outubro, e principalmente no dia 18, ele corre riscos de alguma coisa mudar repentinamente. Ele estará mais competitivo do que nunca e tentará o impossível”. E arrebatou: “Sua impulsividade poderá causar acidentes.”
A Vettel, o ano é de “expansão e oportunidades” em que “velhos assuntos dão lugar a novos”. “E a energia do dia 18 não ajuda para que ele seja vencedor da corrida. É um número restritivo”, assegurou.
Como os três não apresentam números bons para este 18 de outubro, perguntei sobre a decisão do título. “O que tem melhor possibilidades é o Button, de acordo com sua energia, porém não posso dizer que ele ganha o título hoje”, falou.
Mencionei, também, três nomes além dos que batalham pela taça. Um fato interessante é o de Lewis Hamilton. “Ele vive o primeiro ano de um ciclo de 9 anos e tem de enfrentar uma nova realidade e condições”, disse Aparecida, que explicou que a energfia do inglês no mês de outubro “é para que ele atue com diplomacia em relação às pessoas, pois elas podem interferir na sua autonomia”, o que remete à McLaren estar tentando tirar seu poder de vetar Kimi Raikkonen para ser seu companheiro no ano que vem. Aparecida também comentou que a data de hoje “não contribui com energia próspera” para Hamilton.
Também colocados os nomes de Raikkonen e Alonso, Aparecida avaliou que “são os que, de acordo com seus números, terão maiores chances de boa classificação durante o GP. Eles serão comentados e receberão a atenção da imprensa.”
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 18 de outubro, Aparecida Liberato, Fernando Alonso, GP do Brasil, Jenson Button, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton, numerologia, Rubens Barrichello, Sebastian Vettel
16/10/2009 - 18:15
SÃO PAULO | E disse Rubens Barrichello, tempo atrás, nesta sexta:
_ O dia foi ótimo. Começou bem, senti o carro de uma certa forma bem equilibrado na primeira sessão, mas deu para ver quem tem muita gente competitiva, especialmente a Red Bull e a Toro Rosso. A gente passou muito tempo com muita gasolina para a corrida, e no final a gente colocou um pneu novo, e ele gerou muita temperatura, e veio mais tempo. A gente ainda tem aquele problema com o pneu frio, encontramos alguns problemas no aquecimento. Mas com o pneu novo e, principalmente, o mole, a gente colocou o mesmo tanto de gasolina, e o carro melhora de uma hora para outra. Foi uma sexta-feira normal, de muito teste e aprendizado, de sair a hora certa para a pista, quando sair com pneu de chuva e de slick.
_ A temperatura não é alta. Há dois dias, falavam que o melhor dia seria domingo, mas hoje já mostra que pode ficar assim o fim de semana inteiro, com essa chuvinha fraca. Vai na raça, vai na garra, vai ficar legal, mas era melhor se tivesse mais calor.
_ Não tenho bola de cristal, mas pelo que parece, não só pelos anos de 17 anos de F1 e também vai pelos anos de kart, quando começa assim uma sexta, vai ficar muito parecido o resto.Hoje, se eu tivesse que arriscar um palpite, é sobre o ritmo de corrida, e o da Red Bull estava muito forte, principalmente do Mark Webber.
_ Hoje eu sai atrás do Hamilton pra ver o que acontecia quando ele apertasse o botãozinho do Mac5 dele, e ele vai embora, não tem condições, principalmente na subida. Você só sente o cheiro, então é perigoso ficar atrás e não conseguir passar.
_ O Buemi é um franco-atirador. Como em Suzuka, ele tá bem. Ele é novo para a pista, pode ter seus problemas, mas tá bem rápido e pode ser um intruso. Tem que analisar um Alonso que é sempre forte aqui. E tem sempre a McLaren e a Ferrari como bons carros, especialmente o Hamilton e o Raikkonen.
_ O Felipe é um especialista de Interlagos, ele tem um conhecimento maior daqui dos outros que estão guiando, então tem um décimo ou dois com ele no pacote, mas se a Ferrari estiver mais atrás do que isso, nem o Felipe conseguiria. (E você é especialista?) Eu acho que sim. Primeiro que é uma pista que eu gosto bastante, segundo que é bom você saber que está sendo observado, que tem uma vibração boa. E terceiro porque, apesar de ter nascido guiando na pista velha, aprendi na nova com um F1, mas ela tem uma coisa especial que um brasileiro tira uma casquinha a mais.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: GP do Brasil, Interlagos, Rubens Barrichello, sexta
15/10/2009 - 18:43
SÃO PAULO | Rubens Barrichello, na entrevista de hoje:
_ O negócio é lutar pela vitória no Brasil me deixa vivo, num momento em que eu sempre sonhei com isso. Pode ser que o carro esteja como em Suzuka, mas o foco é a vitória.
_ Eu acho que o fator chave para mim é que eu me dei o direito de melhorar mesmo em situações difíceis. Os três anos de Honda foram apagados no ponto de vista de expectativa, para a televisão, mas para mim não, eu sempre tive competitivo. E eu tiro isso como um aprendizado. Eu estou super ciente, com os pés no chão, e não é uma coisa para desviar a atenção. Eu estou feliz, mesmo. No ano passado, eu vim aqui como torcedor do Felipe, e mesmo assim eu ouvia muito meu nome na torcida. Eu não vejo a hora de subir naquele caminhão. Vai ser um momento muito emocionante. O torcedor nunca esqueceu de mim, e tem muita gente que torce forte. É um momento bom, mesmo.
_ Posso ter falado minhas besteiras ao longo do tempo, mas nunca tive vontade de falar. Eu sou explicativo, e nesse contexto todo pode sair uma frase assim que seja vista torta, mas no final eu sempre acho que, qualquer que seja a origem da pessoa, mas especialmente brasileiro, ela sabe que eu mereço. Eu me sinto merecedor, e acho que, quando comecei a ver isso, o brasileiro viu isso em mim. Foi uma troca de energia legal.
_ O brasileiro tem muito disso. Eu recebo muita mensagem no Twitter, de gente me desejando boa sorte e colocando alguma coisa contra o Button. Tenho certeza de que o brasileiro vai se comportar bem, sem hostilidade. No ano passado, o pessoal queria que eu batesse no Hamilton pra ajudar o Massa, e agora queriam que o Massa voltasse só pra bater no Button. É o lado ‘vamo com tudo’ do brasileiro. O tal do Twitter fez com que houvesse uam aproximação do público com os pilotos. Dos quatro ou cinco que têm, os meus fãs mandam mensagens pra eles, e sempre foram respeitosos.
_ Meu futuro… a coisa boa dele é que eu me garanto 100% na F1 no ano que vem. Pela minha vontade e pelas expectativas pelo que está acontecendo.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: entrevista, F1, Interlagos, Rubens Barrichello
15/10/2009 - 18:00
SÃO PAULO | Rubens Barrichello, 8 anos e poucos dias mais velho, já viu em Felipe Massa a figura de um pai. À beira da aposentadoria pela falta de perspectivas, até propenso a assinar com qualquer equipe só para continuar na F1, Massa, 28 anos, aconselhou o amigo mais velho a desistir.
A cena aconteceu durante o fim de semana do GP do Japão do ano passado e foi contada por Barrichello na tarde desta quinta-feira (15), com direito a demonstração. “O Felipe me abraçou na corrida de Fuji e falou: ‘Véio, não se dê o direito de guiar um carro que não vai, você já mostrou tudo’. Parecia meu pai, e falando com carinho”, revelou o “filho”.
Barrichello manteve a esperança de conseguir algo na equipe que surgisse da Honda. Foi em março que acabou vendo que havia feito bem em não seguir a cabeça de Massa. “Eu estava sentado num cantinho que eu gosto da casa, num momento de meditação, não zen, mas tranquilo, e o Ross Brawn ligou numa quarta-feira pra falar que ele poderia confirmar que eu era o piloto convidado a guiar. A partir daquele momento, a Silvana (esposa) falou que não acreditava mais, e acho que ninguém mais acreditava.”
Perguntei a Barrichello, então, se ele chegou a pensar como sua mulher. “Eu não sei se é do brasileiro ou do ser humano em si, mas todo mundo tem uma vozinha branca e uma vozinha vermelha, um falando que vai dar, outro falando que não vai dar”, exemplificou o piloto a caracterização do anjo e do diabo. “Eu sempre fui muito positivo e quando falava com o Ross, no topo daquelas entrevistas que diziam que o Bruno (Senna) tinha assinado, mantive o pé no chão e ele deixava bem claro: ‘Faça exercício. Esteja pronto para uma ligação’.”
E tudo que Barrichello, diante da voz profetizante de Brawn, fazia era “dormir bem de noite”. “Mas do que não querer parar, eu queria continuar. Então foi com muita ajuda de amigo, de leitura, numerologia, que eu adoro, foi indo assim”. Por isso, independente do título ou não, Barrichello vê o ano como uma conquista “Não querendo tirar o meu ‘corpo’ da reta, este é um ano vencedor.”
O detalhe da tal demonstração é que eu, ao lado de Barrichello na entrevista, fui o Massa da história. Recebi o abraço. Oh!
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: aposentadoria, F1, Felipe Massa, Fuji, pai, Rubens Barrichello
13/10/2009 - 16:24
SÃO PAULO | Barrichello, na coletiva da Bridgestone, há pouco, sobre a Williams:
“Eu li tudo que foi falado, mas quero deixar claro que não tem nada assinado. Fico feliz em saber que hoje tenho oportunidades para o ano que vem. Existem conversas, sem dúvida, mas ainda não tem papel assinado.”
Num segundo momento, sobre o mesmo assunto:
“Essas duas equipes [Brawn e Williams] são as com mais chances para o ano que vem, mas ainda não tem nada acertado.”
Esse teatrinho que ele armou deve ser realmente necessário.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2010, Rubens Barrichello, teatro, Williams
12/10/2009 - 17:54
SÃO PAULO | Rubens Barrichello trocou a Brawn pela Williams, em furo de reportagem de Felipe Paranhos, baiano colega do Grande Prêmio. Às vésperas da decisão, os caros internautas acreditam que a Brawn vai, descarada ou discretamente, apoiar Jenson Button? E a ida para a Williams é boa para Barrichello?
Comentem à vontade. E no dia das crianças, sem xingamentos, por favor. Elas também leem aqui. Acho.
Autor: Victor - Categoria(s): F1, Parlatório
Tags: Brawn, F1, Parlatório, Rubens Barrichello, Williams
05/10/2009 - 21:36
SÃO PAULO | Alguns dias para resolver problemas, um problema no publicador, a poeira varrida sem problema, e vamos lá.
_ Barrichello vai disputar seu 17º GP do Brasil. Precisa obrigatoriamente chegar entre os quatro primeiros e torcer para uma combinação de resultados para que Button não seja campeão em Interlagos. E o brasileiro só conseguiu isso duas vezes na carreira, em 1994 e 2004.
_ A evolução de Barrichello nas declarações e na postura de analisar a situação em que se encontra é notória. Deixou o choro de lado para falar a realidade. Tem demonstrado otimismo, sem ser utópico. Trocou o rancor pela prudência. Pode não ser campeão, mas, de fato, 2009 foi seu ano.
_ Não fosse aquele drive-through em Cingapura por excesso de velocidade, comprovadamente errado em sua forma de medição, Vettel seria hoje a maior ameaça ao título de Button. Porque tanto o inglês quanto a Brawn caíram demais.
_ Robert Kubica desistiu da proposta da Toyota e será anunciado às 6h, no nosso horário, pela Renault nesta terça. Seu companheiro é uma incógnita; Romain Grosjean é o que menos tem chances. Heikki Kovalainen pode voltar. E a vaga na McLaren, então, será de Kimi Raikkonen.
_ Nelsinho Piquet terá a companhia de Vitor Meira no teste do próximo dia 12 pela Nascar Truck. Ambos vão andar com o carro da equipe Red Horse. Nelsinho, no entanto, não procura vaga na categoria. Vai mais para atender a um chamado de Fernando Paiva, detentor dos direitos da Nascar no Brasil.
_ Aliás, Nelsinho passou o fim de semana em Miami, onde esteve em um evento promovido pela ApexBrasil e pela fabricante de roupas Izod. Deve ficar por lá para ver a etapa final da Indy, que acontece no fim de semana no oval de Homestead.
_ Copa em 2014, Olimpíadas em 2016. E há mais de um mês, os governantes da Bahia prometiam anunciar a prova da Indy lá. De lá pra cá, só a informação de que o Rio de Janeiro voltou à competição. O que, nesta altura dos acontecimentos, parece ter se igualado com Salvador na estaca zero.
Autor: Victor - Categoria(s): F-Indy, F1
Tags: Brawn, F1, Nascar, Nelsinho Piquet, Robert Kubica, Rubens Barrichello, Sebastian Vettel
27/09/2009 - 14:19
SÃO PAULO | É tudo muito bonito, bem iluminado, caprichadinho, uma nova praça que já ficou muito mais falada do que muitos locais que recebem a F1 há zilhões de temporadas, mas Cingapura não tem lá corridas das mais animadas. Aliás, é quase um dogma em relação às provas de rua. São alguns momentos interessantes, mas disputas e trocas de posições são artigos em falta.
É por isso que, dadas as condições normais de temperatura e pressão, a pole de Hamilton ontem, mais pesado, já delineava que sua vitória seria fácil, “simples”, como o próprio definiu. É bem verdade que Rosberg e Vettel trataram de deixar sua vida mais mansa, com erros que lhes trouxeram punições, mas dificilmente alguém conseguiria demover o redentor Hamilton.
Lewis, aliás, seria uma grande pedra no sapato brawniano se a McLaren tivesse este carro desde o começo da temporada. A partir da Hungria, quando praticamente colocou um novo modelo na pista, Hamilton conseguiu 28 pontos, menos apenas do que Raikkonen, que fez 30 e nadinha, absolutamente nadinha, hoje. Barrichello, com o sexto lugar, foi a 25. Button, quinto, somou 16.
Button, aliás, sai como vitorioso do fim de semana (oh!, não diga?). Digo. Antes Barrichello precisava tirar 3,5 pontos por corrida. Sua meta agora é de mais de 5, visto que não adianta empatar na classificação geral — são 15 pontos mais um que Jenson tem pelo número de vitórias a mais. E só em uma corrida durante a temporada toda, a de Valência, Barrichello conseguiu somar mais do que cinco pontos que o companheiro.
Apesar do discurso otimista, “pra frentex”, como diria Ivan Capelli, e do “barrichellocentrismo” que permeiou a transmissão — todos os ocorridos tinham de beneficiar Rubens —, o resultado de Cingapura é um baque. Barrichello, ainda, revelou o que a TV acabou não mostrando: um problema no segundo pit-stop.
A transmissão da prova mostrava por diversos ângulos o problema que tirou Webber da corrida, com o disco de freio, e só pegou a saída dos pits de Barrichello, sem resgatar as imagens dos segundos anteriores. Disse o brasileiro que não conseguiu engatar o ponto morto e não entrou o anti-stall, que já havia o atrapalhado nas largadas da Austrália, da Turquia e da Bélgica, e o motor se foi. “Perdi uns 10 segundos”, lamentou.
Não foram bem 10 segundos, mas foram, de fato, decisivos. Em sua primeira parada, na volta 19, Barrichello gastou 25s101; Button, 25s845 quando parou na 29. Na segunda, na 46, o tempo perdido por Rubens foi de 27s438; o inglês, 22s408, na 51, mais ou menos na linha das últimas paradas dos demais. Isto é, Barrichello perdeu 5s030 em relação ao companheiro. Ao retomar o ritmo de prova, o brasileiro tinha cerca de 25s de desvantagem para Button antes da parada deste. Se tivesse, portanto, não perdido tempo no pit, provavelmente voltaria à frente de Jenson.
Semana que vem no Japão, Button já pode ser campeão, embora a tendência seja que Barrichello salve o match point e tente nova sobrevida em Interlagos. No caso de não ficar com o título, os problemas com o anti-stall serão responsabilizados. Do mesmo modo que a mangueira do pit de Massa recebeu a culpa, injustamente sozinha, em 2008.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: anti-stall, Cingapura, F1, Jenson Button, Lewis Hamilton, Rubens Barrichello
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