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10/09/2009 - 12:29

O depoimento de Nelsinho à FIA

SÃO PAULO | O site F1SA divulgou o depoimento que Nelsinho Piquet deu à FIA, em que confessa ter causado intencionalmente o acidente na volta 14 do GP de Cingapura. Aqui está a carta, dividida em três  imagens para melhor visualização:

E vai um Parlatório embutido: os caros internautas se sujeitariam a isso — não estando na pele dele, digo, mas a fazer algo sob pressão para garantir o seu em detrimento de algo ou alguém? 

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
20/08/2009 - 12:27

Mais duas novatas

SÃO PAULO | O GrandPrix, conceituado site de automobilismo inglês, soltou uma notícia hoje que é de deixar com o inseto sifonáptero e suctório, áptero e de corpo comprimido, com pernas muito desenvolvidas, apropriadas para o salto, e que se alimenta de sangue quente dos vertebrados atrás da concha auditiva situada na parte lateral da cabeça. A FIA estaria para anunciar a entrada de dois novos times para 2010, que tendem a ser a Prodrive e a Epsilon Euskadi.

O grid para o ano que vem já está composto por 12 vagas, descartando a BMW. O máximo, de acordo com o regulamento esportivo divulgado ontem pela própria entidade, é de 13. Diz o GrandPrix que tanto a equipe de David Richards quanto a espanhola do nome complicado têm grana suficiente para correr na F1 e que só esperam a confirmação de que vão correr para dar início aos trabalhos, até comparando a situação à “do ovo e da galinha”.

A notícia do site inglês só faz uma ressalva final à BMW, que deve usar sua fábrica em Hinwil para o desenvolvimento de seus carros “amigáveis”. Mas camufla algo, certamente.

Porque, em se confirmando a entrada das duas, significa que uma equipe das que estão garantidas cai fora. 

E pode reacender toda aquela questão de que ou Renault ou Toyota pensa em tirar o time de campo. Na verdade, a base seria, assim, repassada a ou Prodrive ou Euskadi, algo que seria permitido nas linhas obscuras do Pacto da Concórdia recém-assinado. Ainda se fala nas rodinhas de F1 que a continuação da Renault é firme como prego na areia.

A ver.  

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
19/08/2009 - 15:22

As mudanças e o gol da F1

SÃO PAULO | Regras mudadas para 2010 na F1.

Acabou a história de cada equipe ter uma estratégia diferente na durante a superpole. Os dez pilotos aptos a disputá-la vão colocar o combustível que quiserem, portanto o mínimo possível. Decorrência da proibição do reabastecimento durante as corridas.

Ou seja, o mais rápido, de fato e de direito, será o pole. E todo mundo larga com gasolina até a boca.

Serão rifados oito pilotos no Q1 e no Q2, cada. Os carros passam a ter um peso mínimo de 620 kg, incluindo o KERS. E os pontos permanecem como forma de definição do campeão, deixando Bernie Ecclestone irritadiço e putinho, afinal queria o sistema de medalhas.

Finalmente a FIA e a F1 marcaram um gol.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
08/07/2009 - 15:12

Guerra à vista

SÃO PAULO | Durou 14 dias, questão de hora a mais ou menos, a paz na F1. A reunião da Fota, das equipes expulsas — Force India e Williams — e das três novatas — USF1, Campos Meta e Manor — com a FIA em Nürburgring nesta quarta (8) não resultou em acordo total com relação às regras de 2010 teve consequências que voltaram a colocar a categoria em risco. Após ouvir que suas equipes não estavam inscritas no campeonato do ano que vem e que não tinham direito de voto nos regulamentos técnico e esportivo, a Fota decidiu deixar o encontro do Grupo Técnico de Trabalho.

Charlie Whiting, representante da FIA, e, portanto, voz de Max Mosley, informou na reunião que as oito equipes unidas sob a sigla da Fota — Ferrari, McLaren, BMW, Renault, Toyota, Toro Rosso, Red Bull e Brawn — não estão garantidas no campeonato do ano que vem, mesmo a lista que a entidade divulgou em 24 de junho apresentando suas inscrições. Assim, só as outras cinco teriam direito de palpitar nas regras do ano que vem.

A Fota se rebelou, e seus representantes pediram que a reunião fosse adiada. Whiting continuou relembrando as palavras recentes de Mosley, de que só uma aprovação unânime das regras de 2010 resultaria em um novo Pacto da Concórdia, isto é, numa melhor divisão das fatias financeiras da F1. 

Novamente, a Fota subiu nas tamancas. Os membros ficaram se olhando com cara de espanto. Acharam um absurdo tais palavras porque, para a Fota, devidamente inclusa na temporada do ano que vem, estava claro que o Conselho Mundial havia decidido e que a FIA havia emitido até em comunicado que “as regras de 2010 serão as mesmas de 2009 bem como os outros regulamentos acordados antes de 29 de abril”. “Em nenhum momento nas discussões em Paris houve qualquer pedido para aprovação unânime na mudança de regras”, declarou a Fota há pouco em nota.

Veio, então, o pavio para o reinício da briga.

“Subsequentemente, ir contra a vontade do Conselho Mundial e os detalhes do acordo em Paris põe o futuro da F1 em risco”, continuou a Fota. “E como resultado disto, os representantes da Fota no Grupo Técnico de Trabalho não puderam exercer seus direitos e não tiveram escolha a não ser terminar sua participação”, completou o comunicado da associação das equipes.

No fundo, Mosley ganhou duas semanas para que as equipes esquecessem essa ideia de rachar a F1 e terem menos tempo para formarem um novo campeonato. O papo de que a Fota não está inscrita beira a insanidade, afinal houve a tal lista com as inscrições, as regras estavam definidas e tudo mais. A briga está aí de novo. Bem reacesa. 

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
03/07/2009 - 10:54

Cartas marcadas

No centro, conversando com Lapthorne e WhitmarshSÃO PAULO | Uma matéria do “The Guardian” de hoje pode dar início a um enredo para mais uma das novelas da F1, com traços de mistério provavelmente inéditos. Envolve o acordo entre a Manor e a Virgin. Algo podre.

A Virgin, empresa de Richard Branson que entrou na F1 neste ano e quase foi dona do espólio da Honda, tem praticamente um contrato de patrocínio fechado com a nova equipe inglesa da categoria para 2010. Só que as tratativas, o avanço — e a provável conclusão — deste vínculo foram feitos no mais tardar até 29 de maio, 14 dias antes de a FIA anunciar que a Manor estava escolhida junto com USF1 e Campos Meta para entrar na F1.

Manor, lembre-se, sequer aparecia na lista pública das pré-inscritas.

O lugar cativo da Manor se depreende através de um e-mail de Alan Donnelly, que vem a ser representante oficial de Max Mosley e dono de uma empresa de consultoria, a Sovereign Strategy. É de conhecimento de alguns na F1 que a SS já prestou serviços de relações públicas à Manor — via Jane Nottage, sócia de Donnelly. No dia 29 de maio, Donnelly mandou a correspondência eletrônica a um membro da realeza da Arábia Saudita contendo um arquivo anexo de apresentação para um acordo de investimento e de patrocínio.

No corpo do e-mail, Donnelly explicou ao destinatário que a Virgin tinha ligação firmada com a Manor, tendo até 20% da equipe. O braço de Mosley contou que viajaria no dia seguinte, sábado, para a Arábia e que encontraria o tal membro da realeza às 15h do domingo, 31 de maio. Participariam do encontro, também, representantes da Manor e da Virgin.

Oficialmente, Donnelly diz ter viajado à Arábia para se encontrar com o ministro do Esporte local, além de investidores em novos circuitos e na F1. E que não participou em nenhum momento do processo de seleção das três novas equipes.

A Prodrive já começou a reclamar, meio que indignada em ter reconstituído um projeto sério e gente de currículo notável para que tudo eventualmente estivesse armado. Ao lado da USF1, o grupo de David Richards era dado como certo como aprovado para o ano que vem — só uma eventual vingança, descabida, da FIA em relação a 2007, quando a Prodrive desistiu, eliminaria o time. Não à toa foi uma surpresa ver o nome da Manor.

Se acenderem o pavio dessa história, a Fota vai começar a pedir que se abra a caixa preta da FIA. A coisa vai feder. Taí o mote para uma nova briga. 

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
24/06/2009 - 10:31

A paz que a F1 precisa

SÃO PAULO | E chegou ao fim a segunda temporada de 2010, uma F1 no espaço. Já.

O que a Fota queria é tirar Max Mosley do poder. Conseguiu. E recolocou a F1 nos trilhos.

Foi bem rápida, a segunda sequência da série. Imaginava-se que duraria mais. Por enquanto, os detalhes são poucos: Mosley não concorre à reeleição, mas nenhum candidato natural surge; não se fala em limite de  gastos, mas vai haver corte de custos; não haverá dois campeonatos em 2010, mas o esquema será como nos anos 90.

Fico na dúvida se Mosley sai de cabeça erguida. Foi o cara que batalhou e deu cabo à briga. Que bateu o pé, esperneou e enfrentou as equipes até provocar esse esboço de cisão. Disse que não haveria jeito de abdicar da ideia do teto orçamentário, mas acabou abdicando do trono. Tem aquela história que às vezes é preciso dar um passo atrás para depois dar dois à frente. A F1 vai andar só porque suas pernas permitiram.

Enfim, a paz. A próxima novela vai ser ver até quando tudo fica tudo normal.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
19/06/2009 - 13:59

2010, uma F1 no espaço

SÃO PAULO | Vamos lá.

FIA e Fota estavam bem perto de chegar a um acordo, e as duas partes claramente acenaram com tal possibilidade em posições notoriamente diferentes dos ataques que se sucederam nos últimos 50 dias. As duas estavam dispostas a ceder. Naturalmente, é surpreendente saber de uma das partes que a briga continua. O motivo real ainda não se sabe. E como não se sabe, deduz-se que uma das duas, ou as duas, voltaram a bater o pé em seus princípios.

Em qualquer enrosco que se tem na vida, é muito comum que as partes espalhem a terceiros o ocorrido, cada uma a seu modo, de acordo com seu interesse e ressaltando determinado ponto que faça convencer a quem conta de que tem razão. A postura de FIA e Fota, bem como no embate em que se envolveram, também conflita.

A Fota logo se preocupou em mandar um comunicado à imprensa, abrindo-o com o breve histórico da associação que representa as equipes e logo demonstrando seus pensamentos e bases distintos dos da FIA, também envolvendo Bernie Ecclestone/FOM diretamente, sem citá-los. E que para não ficar num eterno bate-cabeça, até porque havia um prazo a ser cumprido, resolveu por bem reunir todos os seus membros na criação de um campeonato a seu bel-prazer.

É certo que a Associação das Equipes fez um encontro particular na sede da Renault, mas é difícil crer que a FIA tenha sabido pela imprensa que havia uma cisão. A FIA preferiu o silêncio e verificar as consequências do anúncio. O site oficial da F1 sequer divulgou a nota da Fota. A FIA não se importou em novamente esclarecer seu ponto de vista ou mesmo noticiar que não havia um consenso. Esperou a manhã de sexta e até os treinos livres do GP da Inglaterra para anunciar, em parcas linhas, que vai processar a Fota e em especial a Ferrari, com quem tem um laço atado e visceralmente não muito claro.

Enquanto isso, os membros da Fota tentam ser comedidos durante um fim de semana de corrida, mas acabam dando detalhes de seus pensamentos. A BMW fala em um Mosley irredutível e que não há outro caminho a não ser a dissidência. A Red Bull já não é tão radical e vê em Ecclestone a solução — o Ecclestone da qual a Fota como um todo se queixa. A McLaren dá um ar de mistério e vem com um papo de que as equipes mais fortes estarão juntas num campeonato que será reconhecido como o maior, sem dizer claramente que se trata de algo paralelo. A Fota está junta, mas se percebe que as posições não são tão unas assim.

Cada um, claro, tem sua opinião diante do caso. Tem quem ache um desastre o racha e tem quem veja que é divertido porque vai haver dois campeonatos para acompanhar. Nem oito nem 80. Até posso acreditar que as intenções e preocupações de Mosley sejam legítimas com relação ao corte de custos diante de um mundo em ressaca da crise mundial, mas o que me fica de impressão é que é problema das montadoras e das equipes o quanto querem gastar. Se no fim acabarem quebrando, azar da péssima administração e do mau gasto de seus recursos. E aí, sim, a FIA acabaria saindo muito por cima dessa história toda, como pai que avisa ao filho aventureiro dos riscos, e colocaria na F1 as equipes que realmente apostassem na competição com a consciência de que tudo deve ser calculado e não esbanjado.

Ainda haverá alguma mudança nesse cenário. A atitude da FIA em ir à Justiça e de não anunciar as equipes do ano que vem até que a pendenga seja resolvida também afeta aquelas que esperam por uma oportunidade na F1. A Corra Lola e a N.Sync cansaram de esperar. As outras vão acabar fazendo o mesmo. Vai saber até quando isso vai ser arrastado. E todas elas, eventualmente, precisam tocar seus projetos ou abandoná-los. 

A primeira temporada da série da F1 acabou. A odisseia da segunda vai começar. 2010, uma F1 no espaço.  

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
18/06/2009 - 21:35

Os novos astros

SÃO PAULO | Considerando que todos os pilotos que correm em equipes pertencentes à Fota vão deixar a F1 e rumar para a nova categoria, já se pode pensar em três fatos no que restar do campeonato de Bernie Ecclestone.

1) Que a Williams será a nova equipe top da F1, como era até 1997.

2) Que Nico Rosberg será o piloto mais famoso, isso se não se mandar da Williams.

3) Que Giancarlo Fisichella pode não se aposentar, com risco de se tornar campeão em 2010.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
18/06/2009 - 21:24

Boizinho chucro

SÃO PAULO | É, e a Fota rachou a F1. Parecia que tinha enfiado o rabinho entre as pernas cedendo depois de longos dias de briga, a FIA também acenou com um acordo, e agora surge este comunicado surpreendente de que as partes não falam, de fato, a mesma língua.

Não é boizinho chucro, como disse o blogueiro Alan Dias. A Fota comprou o nelore mais caro do mundo. Honrou cada centavo pago nele ao jogá-lo na arena contra Max Mosley e seus comparsas. E virou totalmente o jogo, porque põe o boi do veterano dirigente na reta.

O mundo da América já aprendeu que dividir uma categoria importante em duas não trouxe benefício algum. Não há cabimento achar que vá dar certo um campeonato sem Ferrari e cia., mas com a chancela F1, e com equipes como Marche, Piscinon do Compadi, N.Sync e outras que ninguém ainda sabem quem são. A Lola é quem deve estar chorando os bois derramados.

O GP da Inglaterra foi para o espaço, em termos de importância, diante desta notícia. Tudo que surgir vai ser em decorrência da decisão de BMW, Brawn, Ferrari, McLaren, Red Bull, Renault, Toro Rosso e Toyota de abandonar a F1.

A segunda parte desta grandiosa novela, por vezes sacal, vai se desenrolar em como fazer para que unam Fota e a F1 novamente. E isso vai longe.

Só para completar: Ben Linus, o personagem de Michael Emerson em Lost, todo ardiloso, sempre com um plano na cabeça, jamais pensava que algo lhe pudesse dar errado. Viu a filha, Alex, ser morta a sua frente. Max Mosley está em situação semelhante. 

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
18/06/2009 - 21:02

Momento Twitter

SÃO PAULO | Caralho, a F1 já era.

Volte em instantes.

Autor: Victor - Categoria(s): F1, Momento Twitter Tags: , , ,
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