03/08/2009 - 09:07
SÃO PAULO | Oficialmente, Nelsinho Piquet deixa de ser piloto da Renault a partir desta segunda (3). O Blog Victal confirma a informação de que o GP da Hungria foi o último do brasileiro na equipe.
A assessoria de Nelsinho vai emitir um comunicado nas próximas horas ratificando sua demissão. A saída de Piquet foi decidida no meio da semana passada, entre quarta e sexta-feira.
| Paul Gilham/Getty Images |
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Brasileiro, mas nascido na Alemanha, Piquet foi anunciado piloto de F1 em 10 de dezembro de 2007, na condição de companheiro de Fernando Alonso, que quebrava seu acordo com a McLaren para voltar à Renault. Mal em suas primeiras provas, provocou rumores de que seria dispensado. A situação foi anestesiada com um segundo lugar casual no GP da Alemanha do ano passado. Mas novos desempenhos módicos vieram, e com a chegada do fim da temporada, a possibilidade de uma substituição por Lucas Di Grassi quase se tornou real. No GP do Brasil, que encerrou o ano, uma reunião entre o pai Nelsão e Flavio Briatore em Interlagos selava a surpreendente continuidade em 2009.
Mas a Renault impôs condições para a permanência de Nelsinho. Até o meio do Mundial, o brasileiro teria de atingir ao menos 40% da pontuação que Alonso conquistasse. Com o R29, modelo de mediano para fraco, e ainda sem os mesmos desenvolvimentos aerodinâmicos contidos no carro do espanhol, Piquet ficou no zero. Fora da pista, ouviu críticas constantes do chefe Flavio Briatore, que chegou ao ponto de pressioná-lo 15 minutos antes da largada da corrida em Nürburgring, lembrando-o da cláusula de seu contrato.
Nelsinho chegou a ser demitido após o citado GP da Alemanha, em que largou em décimo — a primeira vez que conseguia sair à frente de Alonso na carreira — e terminou em 13º. Na terça-feira seguinte, de manhã, os Piquet se reuniram com Briatore, e novamente conseguiram manter o piloto na equipe, então para a prova na Hungria.
Lá, Nelsinho teve o mesmo carro que o parceiro. As críticas seguiram. As alegações por seu desempenho foram transformadas em desculpas pelo dirigente italiano, de forma irônica. Piquet, enfim, desabafou. Respondeu que Briatore não entendia “porra nenhuma” do que acontecia na Renault, escancarando o cenário do inferno. Para piorar, ficou com o 14º lugar no grid, enquanto Alonso obtinha a pole. Foi 12º em sua corrida final na equipe francesa.
Em números, foram 28 GPs, 19 pontos, uma sétima colocação como melhor posição de largada e um pódio.
O Blog Victal apurou que, por ora, a chance de Nelson Piquet adquirir uma equipe — no caso o espólio da BMW, em parceria com Peter Sauber — é zero.
Atualização: Nelsinho confirmou a saída. Chamou Briatore de “carrasco”. Ao repórter Felipe Motta, sobre os rumores de que seu pai vai comprar a BMW, disse que “não caga dinheiro”.
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: demissão, F1, Nelsinho Piquet, Renault
24/07/2009 - 16:52
SÃO PAULO | As declarações de Nelsinho Piquet nesta sexta, na Hungria, tendem a colocar um ponto final na passagem do piloto pela Renault. O Blog Victal apurou que este ponto final, na verdade, já tinha sido colocado após a prova na Alemanha.
Piquet chegou a ser demitido, sim, após o GP em Nürburgring de duas semanas atrás. Uma fonte atrelada à Renault comentou que “foi incrível o modo como ele foi mandado embora e depois foi readmitido”. A saída fora consumada ainda no domingo em terras tedescas. “Nelsinho estava totalmente fora”, continuou a fonte.
Dá sentido à história o fato de Piquet ter se ausentado do Twitter, ferramenta da qual tem se utilizado diuturnamente, por dois dias. Quando voltou, postou uma mensagem ironizando Galvão Bueno, que havia garantido, em seu programa “Bem, Amigos!” da segunda à noite, o afastamento do brasileiro.
Galvão — digo isso tomando uma boa dose de um Dreher — estava certo. Sua fonte, muitíssimo ligada a Piquet e ao grid da F1 — e digo bota ligada nisso — havia lhe passado a informação certa. Ambos só não contavam com uma reunião em Mônaco, na terça de manhã, entre Briatore, Nelsão e Nelsinho, que proporcionou a volta do último.
Em conversa com outras fontes adjacentes ao caso, há também a preocupação de quem colocar lugar de Nelsinho. A opção natural é Romain Grosjean, claro. Só que o suíço passa por uma fase ruim na GP2. Hoje, em Hungaroring, bateu no treino classificatório com o francês Franck Perera. Cometeu erros na Alemanha. Não foi bem na Inglaterra. Pensam aqueles que defendem Grosjean que não é a hora: é mais fácil fazê-lo campeão da categoria de base do que atirá-lo ao leão Fernando Alonso e ser devorado inescrupulosamente.
Pensa-se também que a Renault não faria o mesmo que a Toro Rosso, à la Jaime Alguersuari, sem fazê-lo rodar. Assim, um dos fatores que pode ter salvado Nelsinho momentaneamente é a complicação que seria gerada para botar um piloto verde, sem treinos e longe de ser uma solução, de um dia para outro — duas semanas, na linha exata de tempo — para representar a marca francesa. Aí a vaga cairia no colo de Lucas Di Grassi, que tem mais experiência com o carro da Renault. E Grosjean esperaria até 2010.
O próprio Di Grassi, no entanto, acredita que Grosjean seja o favorito nas famosas CNTP, ressaltando o P, que aprendemos nas maçantes aulas de Química.
Hoje, Nelsinho se cansou das declarações críticas de Briatore. Disse que o dirigente não entende porra nenhuma, que é seu manager, mas pisa em sua cabeça, e de que não tem amigos e só pensa em negócios. Das duas, uma: ou Piquet está cônscio de que é o fim da linha ou uma influência de alguém muito forte, maior até do que o pai, o banca até o fim do ano — e não se descarta disso a figura de Bernie Ecclestone.
A dose desceu macia e reanimou.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: Alemanha, demissão, F1, Nelsinho Piquet
16/07/2009 - 11:39
SÃO PAULO | A confirmação da saída espirrada de Sébastien Bourdais da Toro Rosso na manhã desta quinta é a última ponta da “Estrela de Davi” demissionária dos pilotos campeões oriundos dos EUA na F1.
Curiosamente — ou não —, os últimos seis pilotos que brilharam na Indy e na antiga Cart foram demitidos.
1) Michael Andretti, filho de Mario, campeão em 1978, deixava a América para expandir seu sucesso na F1 em 1993, após título na Indy pela Newman/Haas (1991). Coitado. Pegou Ayrton Senna como seu companheiro na McLaren, em tempos de domínio da Williams. Durou 13 provas e poucos contos de reis. Voltou para casa com a nem tão garbosa esposa.
2) Jacques Villeneuve foi revelação da temporada 1994 da Indy, vencedor das 500 Milhas e campeão em 1995. Testou à beça para entrar na F1, pela porta da Williams, estreou com pole na Austrália, caiu de produção ao longo do ano e foi vice de Damon Hill. Em 1997, conquistou o título de forma histórica sobre Michael Schumacher. Um 1998 apagado, e o canadense partia para a aventura da BAR. Durou cinco anos, até ser mandado embora por David Richards. Voltou à categoria no fim de 2004 pela Renault, para cobrir a demissão de Jarno Trulli. Sequer pontuou. Em 2005 foi contratado pela Sauber e continuou lá na transformação na BMW. De novo sem sucesso, foi enxotado no meio da temporada 2006. Fez 166 provas.
3) Alessandro Zanardi trazia a fama pelo pintar e bordar que fazia com os adversários na Cart depois da saída de Villeneuve da categoria. Conquistou os títulos de 1997 e 1998 pela Ganassi, e a Williams logo o chamou para o lugar de Villeneuve — oh!. Zanardi, na verdade, voltava à F1, depois de uma passagem quase largada no início da década, correndo por Jordan, Minardi e Lotus. Mas o italiano pegou uma F1 nova, de pneus com ranhuras. Não conseguiu acompanhar o ritmo de Ralf Schumacher, e isso, de fato, pega muito mal. O alemão fez 35 pontos em 1999; Zanardi, zero. Foi o único dos seis que completou a temporada, mas seu contrato para o ano seguinte foi rasgado. No total, 44 corridas.
4) Juan Pablo Montoya deu sequência aos feitos de Zanardi na Ganassi e tornou-se ídolo na América. Estreou em 1999 e foi campeão, de cara. Ainda ficou mais um ano na Indy até que a Williams o chamasse para que voltasse ao “eixo europeu” em 2001. Seu início foi impressionante. Depois, tornou-se mais um. Em 2005, foi contratado pela McLaren. Que o expulsou após a etapa dos EUA em 2006, quase que por pedido do colombiano, que participou de 95 etapas da F1.
5) Cristiano da Matta precisou de um título em 2002 pela Newman/Haas quando a Cart começava a entrar em decadência para chamar a atenção da Toyota. O mineiro só durou 28 corridas até que os japoneses lhe dessem o cartão vermelho.
6) Sébastien Bourdais pegou o lugar de Da Matta na equipe americana e emplacou quatro títulos na sequência. Não emplacou na F1 em nada. Foram 27 provas pela Toro Rosso, que o dispensou após tomar chumbo do então novato Sebastian Vettel e não conseguir andar na frente do debutante Sébastien Buemi.
O que a história de “parceria” entre Indy e F1 conta, portanto, é que Ganassi e Newman/Haas fornecem e a Williams, prioritariamente, pega. Os pilotos das primeiras são, atualmente, Dario Franchitti, Scott Dixon, Graham Rahal e Robert Doornbos. Franchitti está velho para tentar algo, Dixon até que ainda tem uma chance — e já foi campeão —, Rahal é novo e Doornbos teve sua chance. Que seja Dixon, então, o próximo. Que ele aproveite o tempo que eventualmente tiver. E que tenha em mente que seu trabalho se daria em contagem regressiva.
Autor: Victor - Categoria(s): F-Indy, F1
Tags: campeões, demissão, estrela de Davi, F1, Indy
14/07/2009 - 13:11
SÃO PAULO | Nelsinho Piquet não vai ficar na Renault. Primeiro porque a equipe não quer mais. E nem a família Piquet aguenta mais a Renault. Numa hipótese muitíssimo otimista, para não dizer surreal, corre na Hungria com o mesmo equipamento que Fernando Alonso e provavelmente dá adeus se não for bem.
O Blog Victal apurou uma série de informações a respeito do clima na Renault. É classificado como um “mal-estar generalizado”, muito porque Flavio Briatore é tido como um “louco”.
Uma fonte confirmou que havia, mesmo, no contrato de Piquet com a Renault uma cláusula de performance até a metade da temporada, portanto até o GP da Alemanha do último domingo. As notícias sobre uma possível demissão começaram a pipocar dias após a prova na Inglaterra — em que Nelsinho, diga-se, não teve performance ruim.
Nelsão e Briatore se reuniram a portas fechadas no motorhome da equipe em Nürburgring. A pressão acontece de forma intensa, “um jogo de empurra-empurra”. A ponto de Briatore chegar no grid, momentos antes da largada da corrida, e “conversar” sobre o contrato e a eventual saída. Por outro lado, a cláusula não é levada a sério pela família Piquet porque o brasileiro só teve um carro igual ao de Fernando Alonso em duas corridas na temporada. Briatore, claro, tem ciência desse fato, “mas se faz de desentendido”.
Por exemplo: Alonso tem em seu carro escapamento, assoalho, bico, asa traseira e um conjunto de amortecedores diferentes de Nelsinho. Daí a diferença de 0s8 no desempenho do companheiro.
Sobre a última corrida, a Renault mudou de última hora a estratégia dos carros porque “Alonso estava com medo do pneu mole não aguentar as 18 voltas que ele teria de dar” no primeiro trecho da corrida. Então fizeram o mesmo no carro de Nelsinho, contra sua vontade. Andaram para trás, o pneu não esquentava e o carro estava pesado. A briga, segundo uma fonte, é de “cachorro grande”. E a saída de Nelsinho, que já retirou do Twitter a informação de que é piloto da Renault, é iminente.
Atualização: Nelsinho anunciou no Twitter que corre na Hungria. É uma espécie de vai-ou-racha, afinal vai ter o mesmo carro que Alonso lá.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: demissão, F1, Nelsinho Piquet, pressão, Renault
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