SÃO PAULO | A Evelyn Guimarães falou agora há pouco com Gualter Salles, sócio da Vogel. A ação que ingressariam na Comissão Disciplinar da CBA contra a revogação da punição a Cacá Bueno em Brasília será retirada.
Ao que me disse a ótima Evelyn, Gualter teve acesso às imagens de todos os pit-stops e verificou que as demais equipes tiveram o mesmo procedimento, inclusive a Vogel, indo de encontro, assim, com a defesa apresentada pelo time de Cacá, Red Bull. “Gualter disse que não quer penalizar uma equipe, se as outras tiveram a mesma atitude”, contou a Evelyn.
Logo mais, a matéria no Grande Prêmio. E fica um ar, agora, de coisa mal contada.
SÃO PAULO | É na próxima sexta-feira que deve chegar à Comissão Disciplinar da CBA a ação que a Vogel move contra o vaivém — no caso, o “vem” — do resultado da etapa de Brasília da Stock Car no último domingo. Cacá Bueno, terceiro colocado da mencionada corrida, foi punido com o acréscimo de 20 segundos em seu tempo final, e hora e pouca depois, a direção de prova revogou a pena, gerando a cólera do grupo de Petrópolis.
O advogado Marcelo Aiquel, gaúcho, gremista atuante, foi contratado pela Vogel. “Recebi oficialmente hoje da CBA o resultado da alteração do protesto e em três dias ingresso com a ação”, falou Aiquel ao Blog Victal.
A punição a Cacá foi aplicada porque foi comprovado que os mecânicos da Red Bull deixaram a garagem antes da parada total do carro do piloto durante sua parada para reabastecimento nos pits. O vídeo abaixo comprova que o protesto, que partiu da Vogel, tinha razão.
Cacá, então, caíra 15 posições na classificação da prova, deixando Thiago Camilo, piloto da Vogel, sete pontos atrás no campeonato. A notícia da punição foi dada pessoalmente pelo diretor Carlos Montagner aos jornalistas e assessores na sala de imprensa. Ao que consta, a suspensão do ‘time penalty’ — baseada em um vídeo em que a Red Bull mostrou que a ação das demais equipes nos boxes foi semelhante à sua — foi dada quando tais profissionais, em sua grande maioria, já haviam deixado o autódromo de Brasília.
Aiquel vai viajar para o Rio na próxima quinta-feira. “Vou falar com o presidente da Comissão”. O assunto é para que o caso seja julgado até o começo do próximo mês. “Vou fazer um pedido para um trâmite urgente para que o julgamento aconteça antes da etapa de São Paulo”, contou Aiquel. Depois, em caso de derrota nesta primeira instância, o processo vai parar no STJD.
Porque, se a história ficar arrastada, o campeonato pode terminar sub-judice. “E quero fazer esse pedido em nome da lisura, dos patrocinadores, dos promotores e dos pilotos”, encerrou o advogado.
Algumas equipes, informalmente, se ofereceram para ajudar a Vogel.
SÃO PAULO | Pois é. Nada de Amir Nasr em Brasília na Stock Car.
Amir é de Brasília. É do automobilismo. Ficar de fora de uma corrida em quase 30 anos no esporte já não foi fácil, no caso no Rio de Janeiro. E assim foi em Curitiba. “No money, no race.”
E a Stock já perdeu a Action Power, e vai perder a Avallone, que vai se associar — ou simplesmente migrar com alguns membros de sua atual equipe para a Full Time —, e a coisa segue difícil para muitos.
O automobilismo, aqui, vai perdendo muito da sua essência. O automobilismo, e também por outras coisas de bastidores, comandos e falta de comandos, vai perdendo a graça.
É jornalista, palmeirense e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está no Grande Prêmio e no iG, isso há 7 anos. Neste tempo, escreveu para “Folha de S.Paulo”, “Lance!” e “Quatro Rodas”, foi repórter da edição brasileira da “F1 Racing”, cobriu F1, Stock Car, as 500 Milhas de Indianápolis e outras categorias ‘in loco’, conheceu cidades como São Luís e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari, além de transformar sua estranha torcida pela Dinamarca em febre. Já pensou em ser ator. “Influência de maus amigos”, explica. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem.”