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Arquivo da Categoria F1

17/11/2009 - 23:07

Um ano sem Kimi

SÃO PAULO | Disse Steve Robertson ao Turun Sanomat, o mais importante jornal da Finlândia: Kimi Raikkonen não corre em 2010.

Não chegou nem a conversar com a Brawn, nem com a Mercedes. Era só a McLaren, mesmo, a única opção. E como Anthony Hamilton vetou e, ao que tudo indica, Jenson Button vai ocupar o lugar de Heikki Kovalainen, restou ao campeão de 2007 a aposentadoria provisória.

“Um ano fora não significa nada para Kimi”, declarou Roberston. “A F1 vai sentir falta dele.”

A Ferrari não sentiu. E vai sentir só no bolso, afinal vai pagar a multa pela rescisão do contrato que tinha vigor até 2010. Mas talvez aquela figura calma, desligada, inclinada a uma vodca e uma farra no período de férias vá fazer mesmo falta. Nunca fala nada com nada e sempre está alheio. E é esse jeito tô nem aí que faz dele uma figura até que querida.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags:
17/11/2009 - 10:23

Sinais do adieu

SÃO PAULO | Timo Glock estava praticamente fechado com a Renault. Foi para Abu Dhabi mesmo sem condições de correr pela Toyota, por conta daquele acidente no treino classificatório do Japão, para sacramentar o acordo. Aí a Toyota deu tchau e a Renault vem estudando como pegar esse caminho.

Aí a Manor confirma hoje que assinou com o alemão  para o ano que vem, e Glock vem e diz que quer fazer sucesso partindo do zero, alçando a equipe às conquistas, e fala do projeto, e comemora, e zás.

Hum…

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
16/11/2009 - 14:42

Tá ficando atoladinho

SÃO PAULO | Joselito, o sem-noção, ficaria com inveja de Luca di Montezemolo.

Montezemolo é nas horas vagas barbeiro em Valência.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
16/11/2009 - 11:58

O dilema de um campeão

SÃO PAULO | Jenson Button vive uma situação das mais complexas. Agora com um título nas costas, ainda que desmerecido por muitos — e muito disso se deve ao fato de as conquistas do começo da temporada terem ficado esquecidas pela ausência delas no fim —, o inglês tem de fazer uma escolha entre duas equipes que certamente vão figurar entre as protagonistas em 2010, mas onde ele, Button, ficará relegado como um segundo piloto de luxo.

É claro que a Mercedes vai injetar dinheiro e unir toda a bagagem que tem na F1 com a sapiência de Ross Brawn para dar sequência ao ano vitorioso que a equipe do engenheiro inglês teve em sua única temporada na categoria. Mas a montadora é uma daquelas empresas que valorizam ao extremo a nacionalidade. Não à toa vão assinar, ou já assinaram, com Nico Rosberg. E terá atenções e regalias como a de piloto principal, ainda que Nico não tenha nenhuma vitória para contar história. Até aí, Button só tinha uma no início de 2009. E o salário que a Mercedes pretende oferecer não deve chegar nem perto do que a McLaren pode lhe ofertar.

Já a McLaren volta a ser independente, inglesa por essência, mas extremamente dependente de Lewis Hamilton. Ter Button em seu elenco faria dela quase uma Force Britain, só que deixaria o atual campeão na condição de suporte do campeão do ano passado. Se não foi Fernando Alonso aquele que mudou o foco da McLaren, não será Button quem terá força para tal. Um acordo com a equipe, pois, deve se resumir meramente à questão salarial e do status de correr pela equipe tradicional do que propriamente tentar lutar pelo título de 2010.

Para as duas equipes deve ser valioso manter o número 1 em seus carros, ainda mais para a Mercedes, que volta à F1 na condição de escuderia após 55 anos.  Ambas conscientes, e Button também, de que ao piloto é uma imagem meramente ilustrativa.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
10/11/2009 - 14:19

Parlatório: Schumacher, Prost, Senna

SÃO PAULO | É nesta ordem do título que o “The Sun” apontou os três maiores pilotos da história da F1. Michael Schumacher, o piloto que “atingiu a estratosfera” com sete títulos. Alain Prost, que conquistou quatro com “habilidade de misturar vitórias com o conflito e a controvérsia”. E Ayrton Senna, três vezes campeão, fica atrás dos dois. A matéria completa está no Grande Prêmio.

Mais um motivo para o debate dos caros internautas e da avaliação do sensacionalista tabloide inglês.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
06/11/2009 - 12:19

Drops do esporte

SÃO PAULO | À minha direita, a bela visão do Parque de Riga da rua mais suprema de São Paulo. À minha frente, Gian Oddi e Paulo Tescarolo. Além do computador que demorou a reconhecer a internet. Notícias em drops:

_ Duas equipes da Stock Car planejam, em estado avançado, a realização de uma sociedade para o ano que vem. Uma delas é a Avallone. A outra é a Full Time, como escreveu nos comentários o jornalista Alan Magalhães. É fato.

_ Beto Monteiro, da F-Truck, vai fazer três dias de testes na Nascar, em dois ovais, entre os dias 17 e 22 de novembro. Um desses circuitos é Nashville.

_ Pouco mais de 40 dias depois de ter sido defenestrado da F1 e ter praticamente todas as suas rendas cortadas, via gerenciamento de pilotos e tal, Flavio Briatore já está quebrado. Acostumado a ter muita grana, não poupou. Já tem algumas dívidas.

Autor: Victor - Categoria(s): F1, Stock Car Tags: , , , , , ,
05/11/2009 - 13:21

A Renault e o Chapolin

SÃO PAULO | Daí, como se esperava, os repórteres chegaram em Carlos Ghosn, que estava em um evento da própria Renault, e perguntaram se a montadora vai continuar na F1, como resposta à reunião às pressas que foi feita ontem em Paris. Ao estilo Chapolin, pediu calma, que não criassem pânico.

Mas não respondeu. Só falou que vai anunciar algo até o fim do ano.

Não é preciso contar com muita astúcia para analisar o seguinte: ora, se fosse continuar, Ghosn já teria confirmado a presença da Renault no ano que vem, encerrando por vez as especulações. Veio com o movimento friamente calculado de que só vai falar daqui algumas semanas. O que faz crer que, se a decisão não foi tomada, ou se a Renault segue como fornecedora de motores ou tira todo o time de campo. 

Todos suspeitavam desde o princípio.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
03/11/2009 - 20:47

Toyota perto de dar o fora

SÃO PAULO | Seguinte: o jornal Mainichi, tido como um dos mais importantes do Japão, está nas bancas nesta já quarta-feira por aquelas bandas com a notícia de que a Toyota pode anunciar sua saída da F1 neste dia 4, antecipando a informação que pretendia dar numa coletiva no domingo.

Diz o honorável jornal que, face o prejuízo nas vendas daquela que é a maior montadora do mundo, o quadro de diretores mandou cortar suas operações na F1, até porque a previsão para o ano que vem também é de déficit. O presidente Akio Toyoda vai formalmente abrir amanhã um encontro da cúpula da empresa.

Alguns jornais na Europa também começaram a pipocar a informação. Procurada, a assessoria da Toyota não se manifestou. Já se fala que a equipe-montadora vai repassar seu time para que atenda, ainda que parcialmente, a assinatura do Pacto da Concórdia, em que se comprometeu em ficar na F1 até 2012.

A saída da Toyota é vista com interesse pela Qadbak, a compradora da BMW que não tem vaga garantida para o ano que vem por birra de suas colegas.  

Aguardemos as próximas horas, pois.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
02/11/2009 - 11:52

Parlatório

PRAIA GRANDE | Agora que a temporada terminou, fiquei aqui, à beira-mar, pensando em qual havia sido o ponto alto de 2009, nas pistas.

Confesso que não foi uma tarefa fácil. O campeonato, teve um momento, passou a impressão que seria uma boiada para Jenson Button. E nenhuma corrida foi marcante.

Talvez por ser recente, elejo o ‘highlight’ de 2009 o primeiro trecho da prova de Kobayashi em Interlagos. O japa é encardido. É bão. Aí lembrei do desempenho de Fisichella na Bélgica. Promovi um empate justo.

O ‘trash’ também não é fácil. Cheguei a pensar naquilo que me pareceu ser uma troca desnecessária de posições entre Barrichello e Button no fim do GP da Alemanha. Abu Dhabi enquanto pista também entra na lista. Grosjean bateu à porta para também figurar, mas seria muito. O piti do Trulli com o Sutil em Interlagos merece menção. Mas aí lembrei do fim precoce do GP da Malásia por falta de luz. De doer. Ganhou.

Agora é a vez de vocês. Mandem bala.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
02/11/2009 - 01:48

Bridgestone fora

PRAIA GRANDE | Foi um dia bem cretino, o meu, porque eu mal consegui ver a corrida, acometido de uma dor de cabeça dos trópicos, e aí tive uns outros problemas que só me deixaram livre, mesmo, lá pelas 4 da tarde. Depois do jogo dos verdáceos futuramente campeões contra os co-irmãos sem teto, acabei recebendo um convite para descer para a praia e tentar, em vão, aproveitar o feriado.

A Praia Grande, megalópole que engloba Santos, Itanhaém, Mongaguá e São Vicente, é um permanente canteiro de obras. Cresceu muito, para não dizer pra caralho. Pena que é um poço de assaltos. Que seja, estava eu pronto para dar uma voltinha aqui quando pingou a mensagem de que a Bridgestone vai deixar a F1 em 2010.

Chocante. A crise já passou, tal, mas para os japas, a coisa foi feia. Vide Honda (e quase Toyota), Suzuki e Subaru no rali e Kawasaki na MotoGP. Alegam que vão se dedicar a outros projetos, mas a verdade é que o harakiri está na garganta.

O primeiro contato da Bridgestone com a F1, na verdade, aconteceu há mais de 30 anos. Como era permitido à época, a fábrica nipônica colocou seus pneus nos carros do louvável Kazuyoshi Hoshino nos GPs do Japão de 1976, Tyrrell, e 1977, Kojima. Só veio a ser fornecedora oficial em 1997, como opção aos que usavam Goodyear.

Chegou a ser a única fabricante durante quatro temporadas, a partir de 1998, e voltou a enfrentar uma adversária em 2002, quando a Michelin se aventurou pela F1. Mas o episódio do GP dos EUA de 2005 serviu como mote para a FIA adotar, em nome do corte de custos, a tática de transformar a F1 em monomarca na canetada.

O asfalto novo de Indianápolis para aquele ano foi um terror para a Michelin. Resumidamente, o curvão provocava, no prazo de no máximo 15 voltas, estouros nos pneus. Chegou até a se cogitar colocar uma chicane improvisada no dia da corrida para que a velocidade fosse diminuída e os compostos não sofressem. Sem achar uma solução, a Michelin aconselhou que seus times parceiros não corressem. E a prova de 20 carros foi reduzida a seis, de Ferrari, Jordan e Minardi, em cena inédita na categoria.

No fim de 2006, um ano antes do previsto por contrato, a Michelin picou a mula hasteando a bandeira da necessidade da concorrência. E aí deixou novamente o monopólio à Bridgestone.

Pirelli e Goodyear devem começar a se assanhar. Enquanto eu, às quase 2, vou dar a volta na praia.

Autor: Victor - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
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