Arquivo de agosto, 2009
25/08/2009 - 13:00
SÃO PAULO | Como diriam na TV, este blog tem uma pausa até 31 de agosto. Voltamos em setembro, ou a qualquer momento, em edição extraordinária.
Pequenos pitacos estão no Twitter, o @vitonez (ou www.twitter.com/vitonez). Até lá.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: aleluia!, descanso, Pausa
22/08/2009 - 16:28
SÃO PAULO | Cinco anos atrás, o mesmo Flavio Briatore que há alguns dias livrou-se de Nelsinho Piquet após uma série de contratempos, brigas, picuinhas, e farto do desempenho tacanho do brasileiro, resolvera dar uma bica nos fundilhos de Jarno Trulli, que vinha em temporada melhor do que Fernando Alonso e repentinamente, em suas últimas provas pela Renault, apresentou-se de forma irreconhecível. Em ato notório de proteção ao espanhol, a segunda vaga ficou aberta, e Briatore pegou Jacques Villeneuve.
Villeneuve havia sido defenestrado da BAR, time que ajudou a erguer com Craig Pollock, mas onde já não apitava mais depois da chegada de David Richards. O canadense, cujas credenciais de campeão falavam por si só, não andava em um carro de F1 tinha exatamente um ano. Foi à China. E sofreu.
Em 24 de setembro de 2004, Villeneuve fez dois treinos livres. Tomou 0s3 em ambos de Alonso. No dia seguinte, chegou até a ser melhor que o espanhol na terceira sessão, mas voltou a ficar atrás na quarta, 0s7. Nas duas classificações, empate, mas Alonso largou em sexto e Villeneuve, em 12º.
Villeneuve alegou à época que estava fora de forma. Queixou-se de dores e disse que os carros haviam evoluído tanto que estava difícil se acostumar com a tocada. Não à toa passou em branco nas três provas finais, sem pontuar. Chegou a dizer Peter Sauber, que o contratou para 2005: “É normal que um piloto de F1, após um ano de ausência e em uma nova equipe, precise de alguns quilômetros em teste e em corridas para entrar em forma.”
Luca Badoer conhece o modus operandi e os carros da Ferrari há 11 anos. Há dez meses não andava nos modelos italianos e desde 1999 não participava de uma corrida de F1. A Ferrari, que estufou o peito ao saber que Michael Schumacher substituiria Felipe Massa, perdeu-se ao se deparar com a desistência do alemão. E num lavar de mãos, resolveu “recompensar” Luca Badoer.
Entre Badoer e Marc Gené, o outro piloto de testes, estava óbvio que Gené aparecia com mais credenciais. Até porque correria em seu país. E porque estaria afastado havia menos tempo que Badoer, já que Gené competiu em algumas provas no meio desta década pela Williams.
A Ferrari deu de ombros para uma história nem tão distante, a de Villeneuve, talvez no afã de anunciar alguém para a vaga-tampão, e tinha pelo menos duas opções que poderiam trazer resultados mais eficazes, Sébastien Bourdais, enxotado pela Toro Rosso, e Piquet. Preferiu Badoer, a antítese da expectativa que se tinha para ver o retorno de Schumacher. Em termos mais vulgares e populares, a impotência que não se resolve com Viagra.
Badoer foi, então, para a pista, que não conhecia, sem preparo, excedendo quatro vezes o limite de velocidade nos pits. Descartados os treinos livres, o piloto terminou a 1s5 do segundo pior tempo da classificação, a do novato Jaime Alguersuari. Badoer alegou que trata a corrida como um teste, e ao que parece, a Ferrari foi conivente com a desculpa.
A Toro Rosso, de história recente e performance fraca em 2010, até pode se dar ao luxo de trocar um piloto por um novato que nunca havia treinado com um carro de F1 e, no caso de fracasso, apontar seu noviciado como razão. A Ferrari não pode e não tem de se sujeitar a isso. A Ferrari pôs um carro na última posição do grid não por punição, quebra ou qualquer falha mecânica. A Ferrari é que é a falha. E já não é de hoje que a Ferrari falha, e os problemas no campeonato de 2008 com Massa servem suficientemente de resposta.
A Ferrari, ao promover Badoer, deu-lhe um presente de grego, um cavalo de Troia vermelho que não vai conseguir comandar neste retorno à F1. Para a equipe, o resultado da imagem abalada e do erro histórico são semelhantes à destruição da cidade.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: cavalo de Troia, F1, Fernando Alonso, Ferrari, Jacques Villeneuve, Luca Badoer, Michael Schumacher, Renault
22/08/2009 - 15:51
SÃO PAULO | Dias atrás, falou-se que a FIA estava para anunciar a entrada de duas novas equipes para 2010, provavelmente a Pendrive e a Cumpadi, e isso poderia e deveria significar que uma das que estão garantidas junta-se à BMW na opção do abandono.
Duas notícias interessantes hoje:
1) A Williams quer romper o acordo com a Toyota, que lhe fornece motores. A Toyota não faz objeção alguma à quebra do contrato.
2) A Toyota não deve ter Jarno Trulli, que parecia certo na equipe. O italiano adianta que a questão se encontra na grana — não que ele queira receber mais, até topa em redução salarial, mas disse que a equipe/montadora passa por um corte de custos. E Trulli encerra: “A Honda caiu fora, a BMW caiu fora, e elas não serão as únicas.
Aí olha-se para o grid e se vê Timo Glock em 13º e Trulli em antepenúltimo, e nenhum sinal de evolução para o carro.
Hum.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: F1, Jarno Trulli, Toyota, Williams
21/08/2009 - 18:10
SÃO PAULO | Fábio Seixas acaba de informar no Twitter que a Manor, por conta do patrocínio da empresa de Richard Branson, será rebatizada para Virgin Racing em 2010.
O que, para os padrões da TV brasileira, vai transformá-la em um VR. Que é algo bem utilizado nos almoços deste país varonil.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2010, F1, Manor, Virgin, VR
21/08/2009 - 11:52
SÃO PAULO | Ao ver o resultado dos primeiros treinos, como era esperado, pode-se concluir que a Ferrari recompensar Luca Badoer é como o Oscar dar um prêmio ao conjunto da obra para Steven Seagal.
Autor: Victor - Categoria(s): F1, Momento Twitter
Tags: F1, Luca Badoer, Momento Twitter, Oscar, Steven Seagal
20/08/2009 - 12:27
SÃO PAULO | O GrandPrix, conceituado site de automobilismo inglês, soltou uma notícia hoje que é de deixar com o inseto sifonáptero e suctório, áptero e de corpo comprimido, com pernas muito desenvolvidas, apropriadas para o salto, e que se alimenta de sangue quente dos vertebrados atrás da concha auditiva situada na parte lateral da cabeça. A FIA estaria para anunciar a entrada de dois novos times para 2010, que tendem a ser a Prodrive e a Epsilon Euskadi.
O grid para o ano que vem já está composto por 12 vagas, descartando a BMW. O máximo, de acordo com o regulamento esportivo divulgado ontem pela própria entidade, é de 13. Diz o GrandPrix que tanto a equipe de David Richards quanto a espanhola do nome complicado têm grana suficiente para correr na F1 e que só esperam a confirmação de que vão correr para dar início aos trabalhos, até comparando a situação à “do ovo e da galinha”.
A notícia do site inglês só faz uma ressalva final à BMW, que deve usar sua fábrica em Hinwil para o desenvolvimento de seus carros “amigáveis”. Mas camufla algo, certamente.
Porque, em se confirmando a entrada das duas, significa que uma equipe das que estão garantidas cai fora.
E pode reacender toda aquela questão de que ou Renault ou Toyota pensa em tirar o time de campo. Na verdade, a base seria, assim, repassada a ou Prodrive ou Euskadi, algo que seria permitido nas linhas obscuras do Pacto da Concórdia recém-assinado. Ainda se fala nas rodinhas de F1 que a continuação da Renault é firme como prego na areia.
A ver.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2010, Epsilon Euskadi, F1, FIA, Prodrive
19/08/2009 - 15:22
SÃO PAULO | Regras mudadas para 2010 na F1.
Acabou a história de cada equipe ter uma estratégia diferente na durante a superpole. Os dez pilotos aptos a disputá-la vão colocar o combustível que quiserem, portanto o mínimo possível. Decorrência da proibição do reabastecimento durante as corridas.
Ou seja, o mais rápido, de fato e de direito, será o pole. E todo mundo larga com gasolina até a boca.
Serão rifados oito pilotos no Q1 e no Q2, cada. Os carros passam a ter um peso mínimo de 620 kg, incluindo o KERS. E os pontos permanecem como forma de definição do campeão, deixando Bernie Ecclestone irritadiço e putinho, afinal queria o sistema de medalhas.
Finalmente a FIA e a F1 marcaram um gol.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: classificação, F1, FIA, regras de 2010
19/08/2009 - 13:20
SÃO PAULO | A revista inglesa SportsPro divulgou em sua mais recente edição as marcas mais ricas do mercado esportivo mundial. E chama atenção um detalhe: a Ferrari está acima da F1.
Na lista, a Ferrari, junto ao grupo Fiat, aparece na sétima colocação, com um valor estimado em US$ 1,55 bilhão. A F1 surge apenas em nono, com US$ 1,45 bilhão. Acima das duas está a Nascar, em quarto (US$ 1,9 bilhão).
No top-100, estão inclusas a McLaren (US$ 580 milhões, 61º lugar), o GP de Mônaco (US$ 520 milhões, 69º lugar), a Hendrick, da Nascar (US$ 335 milhões, 93º lugar) e a MotoGP (US$ 330 milhões, 96º lugar).
Não duvidaria Luca di Montezemolo viajar para Londres só para esfregar a revista na cara de Max Mosley.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: F1, Ferrari, SportsPro, valor
19/08/2009 - 10:07
SÃO PAULO | O Pablo Carrilho, um dos caros internautas deste blog, estudante de Jornalismo no Rio de Janeiro, me escreveu ontem à noite para falar sobre uma entrevista que ele fez com Ruy Cézar, nomeado Secretário Especial da Prefeitura para as Olimpíadas 2016 e que pertenceu ao governo do ex-prefeito César Maia, também na função de secretário, “um dos carrascos do autódromo de Jacarepaguá”, como define o Pablo. Pedi a ele que colocasse seu e-mail na íntegra. Ei-lo:
“Há três meses entrevistei o Ruy Cézar. A conversa foi deprimente, cada palavra proferida pelo secretário me doía, mas somente agora, após ouvir esse papo vergonhoso de trazer a Indy pra um circuito gambiarra no Aterro, resolvi dividir com outros apaixonados pelo automobilismo essa frustração. Nessa conversa percebi o tamanho do descaso que existe da prefeitura em relação ao Autódromo.
Após perguntar bastante sobre o planejamento para as olimpíadas, consegui chegar no Centro Olímpico de Treinamento, que, segundo Nuzman, substituiria o autódromo independentemente da confirmação do Rio como sede dos jogos. Perguntei sobre esse projeto para Ruy Cesar e a resposta foi diferente do que o Nuzman havia anunciado. De acordo com o secretário, se não houver olimpíadas, teremos um mini-COT “mantendo” o autódromo:
“Se o Rio de Janeiro não for escolhido vai acontecer o Centro de Treinamento Olímpico, mas em menor dimensão, e preserva-se o autódromo na Barra da Tijuca. E aí nós faremos uma obra de remodelagem do autódromo, (…) com pista padrão internacional sendo homologada. Ela perde apenas cerca de 1 km . Só faríamos uma derivação dela onde existe hoje a arena esportiva e o velódromo, em vez de passar por trás dos dois, ela passaria na frente.”
Como eu estava cansado de ouvir aquela papagaida de “unidade” entre os três níveis de poder e o COB, questionei sobre a declaração do Nuzman. O secretário não gostou nada e foi categórico: “Uma coisa é o discurso do comitê, e outra coisa é o discurso de quem é proprietário do terreno.”
Lindo, não? Dá até impressão de que estão ligando para o autódromo…
Quando percebi que o teatrinho estava indo longe demais, quis saber se haveria risco de a prefeitura não cumprir mais uma promessa e destruir a pista (lembrando que, quando era secretário do governo do César Maia, Ruy Cesar prometeu que o autódromo não sofreria alteração alguma com as obras para o Pan). De repente toda aquela simpatia forçada de político querendo fazer média deu lugar a uma indignação injustificável. Para Ruy Cesar, as obras para o Pan não afetaram em nada a pista:
“A pista está lá! Se quiser fazer, é só fazer! Só que você vai passar na porta da Arena, mas isso não tem problema nenhum. Pô, em Mônaco eles passam na porta de quantos? Cafés, Tabacarias… A pista está preservada, a redução é opção da CBA. Pra gente estava tranquilo. Eles é que propuseram essa redução.”
Descaradamente querem nos fazer de idiotas. Se ele realmente acha que aquelas construções não atrapalham em nada, imagina como será esse “Centro de Treinamento Olímpico em menor dimensão”? Como ele acha possível construir algo dentro do autódromo sem atrapalhar a pista? É inacreditável…
Inacreditável não é, Pablo. Porque isso aqui, ô, ô…
Autor: Victor - Categoria(s): Outros
Tags: Jacarepaguá, Olimpíadas, Pablo Carrilho, Rio de Janeiro, Ruy Cézar, Sonho meu
18/08/2009 - 12:32
SÃO PAULO | Uma boa conversa com Carlo Gancia há pouco, e muitos pontos a serem debatidos sobre a corrida da Indy no Brasil em 2010.
Primeira declaração de Gancia, referente a Ribeirão Preto. “O tempo é curto para angariar os fundos. A prefeita [Dárcy Vera] tem feito todos os esforços, mas talvez não consiga a licitação a tempo, e está trabalhando para realizar uma prova no futuro.”
Ou seja, a cidade do interior paulista já está fora da disputa para sediar a etapa nacional. Há, de fato, dificuldades culturais e de poder público, inerentes a uma cidade que não é capital de um estado, que inviabilizam a realização da corrida. Sem contar que não foram angariados os fundos necessários. Não houve ainda um comunicado oficial, mas Ribeirão Preto — fornecedora do etanol brasileiro à Indy, e que pintou como favorita absoluta a receber os carros da categoria —, não concorre mais para 2010.
Sobram Rio de Janeiro e Salvador. O assunto se concentrou mais na capital baiana, até pela realização da corrida da Stock Car lá na semana passada. Sobre a pista, Gancia disse que “há a necessidade de colocar os blocos de concreto sobre o meio-fio”, porque aí “se ganha cerca de 80 cm de largura”. Também, “no começo, tinham estudado uma variante, e não sei por que não optaram por ela, que entrava em um lugar que tem três pistas, com uma reta maior”.
Gancia avaliou que a pista utilizada pela categoria brasileira é pequena e não permitiu ultrapassagens. “Precisaríamos de um traçado com uma reta real, mais comprida, e uma curva fechada na sequência. E de um pit-lane mais comprido”, ressaltou. Ainda segundo Gancia, a pista da Indy em Salvador teria de ser esticada em “600 ou 700 metros” e deveria concentrar maiores esforços na montagem dos alambrados.
De início, Gancia e a organização da Indy haviam mencionado um prazo de dez a 15 dias para escolha da cidade. Já se passaram 18 da confirmação da etapa brasileira. Carlo evitou estabelecer uma data ou um limite para um anúncio. “As leis brasileiras são diametralmente opostas às dos EUA. Se fosse no Canadá, por exemplo, o contrato já estaria assinado.” Sem contar o fato de que no Brasil é “preciso saber negociar com os advogados”, disse um dos representantes da Indy em território tupiniquim, que, no momento da ligação, contou estar avaliando no Google Maps justamente as ruas das capitais do Rio e da Bahia.
Autor: Victor - Categoria(s): F-Indy
Tags: 2010, F-Indy, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador
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