06/11/2009 - 17:21
SÃO PAULO | Pois é. Nada de Amir Nasr em Brasília na Stock Car.
Amir é de Brasília. É do automobilismo. Ficar de fora de uma corrida em quase 30 anos no esporte já não foi fácil, no caso no Rio de Janeiro. E assim foi em Curitiba. “No money, no race.”
E a Stock já perdeu a Action Power, e vai perder a Avallone, que vai se associar — ou simplesmente migrar com alguns membros de sua atual equipe para a Full Time —, e a coisa segue difícil para muitos.
O automobilismo, aqui, vai perdendo muito da sua essência. O automobilismo, e também por outras coisas de bastidores, comandos e falta de comandos, vai perdendo a graça.
Autor: Victor - Categoria(s): Stock Car
Tags: Amir Nasr, Brasília, Stock Car
06/11/2009 - 12:19
SÃO PAULO | À minha direita, a bela visão do Parque de Riga da rua mais suprema de São Paulo. À minha frente, Gian Oddi e Paulo Tescarolo. Além do computador que demorou a reconhecer a internet. Notícias em drops:
_ Duas equipes da Stock Car planejam, em estado avançado, a realização de uma sociedade para o ano que vem. Uma delas é a Avallone. A outra é a Full Time, como escreveu nos comentários o jornalista Alan Magalhães. É fato.
_ Beto Monteiro, da F-Truck, vai fazer três dias de testes na Nascar, em dois ovais, entre os dias 17 e 22 de novembro. Um desses circuitos é Nashville.
_ Pouco mais de 40 dias depois de ter sido defenestrado da F1 e ter praticamente todas as suas rendas cortadas, via gerenciamento de pilotos e tal, Flavio Briatore já está quebrado. Acostumado a ter muita grana, não poupou. Já tem algumas dívidas.
Autor: Victor - Categoria(s): F1, Stock Car
Tags: Avallone, Beto Monteiro, Drops do esporte, F1, Flavio Briatore, Stock Car, Truck
05/11/2009 - 16:20
SÃO PAULO | A coletiva é daqui alguns minutos lá em Indianápolis, mas já é possível dizer que a IZOD, nova patrocinadora principal da Indy, fechou um contrato de seis anos com a categoria. O acordo, pois, vai até 2015 e beira os US$ 60 milhões, no total.
A IZOD é uma marca que pertence à Phillips-Van Heusen, da indústria da moda. A PVH.N também é dona da Calvin Klein.
Autor: Victor - Categoria(s): F-Indy
Tags: 2015, Indy, IZOD, patrocinador
05/11/2009 - 14:37
SÃO PAULO | O comentário do “Megapower” no outro tópico da Stock Car me fez lembrar uma das coisas que tinha para postar hoje. Giuliano Losacco vai voltar em 2010 para o time onde foi campeão.
O gavião-chefe havia me cantado a notícia ontem. Losacco, há duas temporadas na JF, conquistou seu segundo título na categoria com A.Mattheis, em 2005 — em 2004, como bem retificaram os internautas Juliano Delantonio e Felipe Wilhelms, foi pela RC. Losacco terá a companhia de Xandinho Negrão.
Autor: Victor - Categoria(s): Stock Car
Tags: 2010, A.Mattheis, Giuliano Losacco, Stock Car
05/11/2009 - 13:21
SÃO PAULO | Daí, como se esperava, os repórteres chegaram em Carlos Ghosn, que estava em um evento da própria Renault, e perguntaram se a montadora vai continuar na F1, como resposta à reunião às pressas que foi feita ontem em Paris. Ao estilo Chapolin, pediu calma, que não criassem pânico.
Mas não respondeu. Só falou que vai anunciar algo até o fim do ano.
Não é preciso contar com muita astúcia para analisar o seguinte: ora, se fosse continuar, Ghosn já teria confirmado a presença da Renault no ano que vem, encerrando por vez as especulações. Veio com o movimento friamente calculado de que só vai falar daqui algumas semanas. O que faz crer que, se a decisão não foi tomada, ou se a Renault segue como fornecedora de motores ou tira todo o time de campo.
Todos suspeitavam desde o princípio.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2010, Carlos Ghosn, Chapolin, futuro, Renault
04/11/2009 - 16:39
SÃO PAULO | É, o velho e promíscuo Max estava certo. Não se deve confiar nas montadoras. A Honda, a BMW e a Toyota se foram no espaço de um ano. A porta ainda não se fechou.
Isso porque a Renault chamou seu quadro de diretores para uma reunião de emergência em Paris hoje para discutir seu futuro na F1. Há a possibilidade de tanto a montadora francesa anunciar que vai apenas fornecer motores no ano que vem quanto definir sua retirada total da categoria, como fizeram as três outras colegas de área.
Participam da reunião o atual chefe da equipe, Bob Bell — que substituiu Flavio Briatore — e Jean-François Caubet, diretor-geral. Mas serão apenas espectadores, por assim dizer. Não terão poder de decisão nenhum. Vão acompanhar o que o grupo chefiado por Carlos Ghosn — que não gosta da F1 e se viu num embaraço mundial por conta da história da armação no GP de Cingapura do ano passado — sacramentar. E a tendência, claro, é o adeus.
Um anúncio é esperado até o fim desta semana. Não para amanhã, porque Ghosn vai participar de um evento em que a Renault promove a apresentação de um projeto de fazer carros não-poluentes, e a notícia de uma debandada colocaria tal evento à sombra.
A eventual saída da Renault deixaria em péssimos lençóis o ótimo Robert Kubica. Que teve de deixar a BMW por conta de sua desistência da F1 e já havia fechado contrato com os franceses para correr em 2010. Timo Glock, idem: dispensado pela Toyota, o alemão vinha sendo visto como o principal nome para sentar na segunda vaga renaultzística.
Autor: Victor - Categoria(s): Sem categoria
Tags: 2010, F1, Renault, saída
04/11/2009 - 16:00
SÃO PAULO | Vieram me perguntar se eu não falaria mais da Stock Car aqui, e eu respondi: “Claro que sim”, e aí, um gavião-chefe me contou algumas coisas.
Por exemplo: a RCM, que hoje tem Valdeno Brito e Marcos Gomes (num laço com a Action Power), não vai manter nenhum de seus dois pilotos. A dupla será paranaense no ano que vem: Lico Kaesemodel, atualmente na AMG, e Alceu Feldmann, que deixa a Boettger.
Valdeno, aliás, deve perder o patrocínio da Blausiegel, que vai se concentrar em Allam Khodair.
Autor: Victor - Categoria(s): Stock Car
Tags: Alceu Feldmann, Allam Khodair, Lico Kaesemodel, Marcos Gomes, RCM, Stock Car, Valdeno Brito
03/11/2009 - 20:47
SÃO PAULO | Seguinte: o jornal Mainichi, tido como um dos mais importantes do Japão, está nas bancas nesta já quarta-feira por aquelas bandas com a notícia de que a Toyota pode anunciar sua saída da F1 neste dia 4, antecipando a informação que pretendia dar numa coletiva no domingo.
Diz o honorável jornal que, face o prejuízo nas vendas daquela que é a maior montadora do mundo, o quadro de diretores mandou cortar suas operações na F1, até porque a previsão para o ano que vem também é de déficit. O presidente Akio Toyoda vai formalmente abrir amanhã um encontro da cúpula da empresa.
Alguns jornais na Europa também começaram a pipocar a informação. Procurada, a assessoria da Toyota não se manifestou. Já se fala que a equipe-montadora vai repassar seu time para que atenda, ainda que parcialmente, a assinatura do Pacto da Concórdia, em que se comprometeu em ficar na F1 até 2012.
A saída da Toyota é vista com interesse pela Qadbak, a compradora da BMW que não tem vaga garantida para o ano que vem por birra de suas colegas.
Aguardemos as próximas horas, pois.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: F1, Mainichi, saída, Toyota
02/11/2009 - 11:52
PRAIA GRANDE | Agora que a temporada terminou, fiquei aqui, à beira-mar, pensando em qual havia sido o ponto alto de 2009, nas pistas.
Confesso que não foi uma tarefa fácil. O campeonato, teve um momento, passou a impressão que seria uma boiada para Jenson Button. E nenhuma corrida foi marcante.
Talvez por ser recente, elejo o ‘highlight’ de 2009 o primeiro trecho da prova de Kobayashi em Interlagos. O japa é encardido. É bão. Aí lembrei do desempenho de Fisichella na Bélgica. Promovi um empate justo.
O ‘trash’ também não é fácil. Cheguei a pensar naquilo que me pareceu ser uma troca desnecessária de posições entre Barrichello e Button no fim do GP da Alemanha. Abu Dhabi enquanto pista também entra na lista. Grosjean bateu à porta para também figurar, mas seria muito. O piti do Trulli com o Sutil em Interlagos merece menção. Mas aí lembrei do fim precoce do GP da Malásia por falta de luz. De doer. Ganhou.
Agora é a vez de vocês. Mandem bala.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2009, F1, highlight, Parlatório, trash
02/11/2009 - 01:48
PRAIA GRANDE | Foi um dia bem cretino, o meu, porque eu mal consegui ver a corrida, acometido de uma dor de cabeça dos trópicos, e aí tive uns outros problemas que só me deixaram livre, mesmo, lá pelas 4 da tarde. Depois do jogo dos verdáceos futuramente campeões contra os co-irmãos sem teto, acabei recebendo um convite para descer para a praia e tentar, em vão, aproveitar o feriado.
A Praia Grande, megalópole que engloba Santos, Itanhaém, Mongaguá e São Vicente, é um permanente canteiro de obras. Cresceu muito, para não dizer pra caralho. Pena que é um poço de assaltos. Que seja, estava eu pronto para dar uma voltinha aqui quando pingou a mensagem de que a Bridgestone vai deixar a F1 em 2010.
Chocante. A crise já passou, tal, mas para os japas, a coisa foi feia. Vide Honda (e quase Toyota), Suzuki e Subaru no rali e Kawasaki na MotoGP. Alegam que vão se dedicar a outros projetos, mas a verdade é que o harakiri está na garganta.
O primeiro contato da Bridgestone com a F1, na verdade, aconteceu há mais de 30 anos. Como era permitido à época, a fábrica nipônica colocou seus pneus nos carros do louvável Kazuyoshi Hoshino nos GPs do Japão de 1976, Tyrrell, e 1977, Kojima. Só veio a ser fornecedora oficial em 1997, como opção aos que usavam Goodyear.
Chegou a ser a única fabricante durante quatro temporadas, a partir de 1998, e voltou a enfrentar uma adversária em 2002, quando a Michelin se aventurou pela F1. Mas o episódio do GP dos EUA de 2005 serviu como mote para a FIA adotar, em nome do corte de custos, a tática de transformar a F1 em monomarca na canetada.
O asfalto novo de Indianápolis para aquele ano foi um terror para a Michelin. Resumidamente, o curvão provocava, no prazo de no máximo 15 voltas, estouros nos pneus. Chegou até a se cogitar colocar uma chicane improvisada no dia da corrida para que a velocidade fosse diminuída e os compostos não sofressem. Sem achar uma solução, a Michelin aconselhou que seus times parceiros não corressem. E a prova de 20 carros foi reduzida a seis, de Ferrari, Jordan e Minardi, em cena inédita na categoria.
No fim de 2006, um ano antes do previsto por contrato, a Michelin picou a mula hasteando a bandeira da necessidade da concorrência. E aí deixou novamente o monopólio à Bridgestone.
Pirelli e Goodyear devem começar a se assanhar. Enquanto eu, às quase 2, vou dar a volta na praia.
Autor: Victor - Categoria(s): F1
Tags: 2010, Bridgestone, F1, Praia Grande
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