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quarta-feira, 20 de julho de 2011 Europa, Ásia | 08:00

Surfando no sofá alheio, em Istambul

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Se você for para Istambul, recomendo que fique na casa do seu amigo turco para não gastar dinheiro em um hotel.

Ah, você não tem um amigo turco em Istambul? Pois arrume um já!

É o que eu fiz pelo CouchSurfing, um site que já é hit mundial entre os mochileiros e qualquer outro viajante que prefira não pagar hospedagem e goste de fazer amizades novas. (Só no Brasil tem quase 81 mil membros).

A Mesquita Azul

A Mesquita Azul, principal ponto turístico de Istambul

Fiquei na casa do Erol Fazlioglu, 39 anos, engenheiro e conhecedor de capitais mundiais. Ele até me preparou café da manhã turco todos os dias: chá, queijo, verduras e pão tostado.

Como funciona o CouchSurfing? Você cria um perfil no site (de graça), e os outros membros podem entrar em contato com você para ver se seu sofá (ou cama extra, ou rede, ou colchão no chão da sala) estará disponível nas datas que precisa. Você pode fazer o mesmo quando viajar.

À primeira vista, parece um milagre: um tipo de Hoteis.com de graça, com disponibilidade em quase todas as cidades do mundo. Mas aprendi nos últimos meses que não é precisamente tão fácil. Nem deve ser.

Mulher de roupa ultraconservadora brinca com crianças em Istambul

Mulher de roupa ultraconservadora brinca com crianças em Istambul

As rejeições são comuns para os principiantes (como eu). Um lugar para dormir pode não custar nada de dinheiro, mas custa tempo e criatividade.

Para vocês evitarem os problemas que eu enfrentei, vou compartilhar minhas duas experiências, na França e na Turquia. (CouchSurfers brasileiros, contem as suas nos comentários!)

Buscar um sofá é como se candidatar ao emprego

Cheguei à França – em Nice – no final de maio, pensando em ficar em albergues por cinco noites. Não tinha feito reserva – erro! – e nenhum albergue (nem hotel barato) da cidade tinha disponibilidade no sábado, 28 de maio, um dia antes do Grand Prix de Mônaco. Eu já tinha um perfil no CouchSurfing, mas nunca tinha usado. Era isso, ou dormir na estação de trem.

Pescadores em Istambul

Pescadores em Istambul

Busquei Couchsurfers na área e escrevi breves pedidos a cinco ou seis deles. Fui rejeitado por todos. Ah, pensei, seria pela data, ou pelo pedido feito meio em cima da hora. Até receber a resposta negativa de um cara chamado de Yves.

Ele me escreveu: “Como verá no meu perfil (o qual você obviamente não leu) seu pedido está longe de atender aos meus pré-requisitos… assim que não é uma surpresa que minha resposta seja negativa.” Yves ainda me disse que teria sido muito legal se eu tivesse ficado na casa dele – um francês que fala português de Portugal conversando com um americano que fala português do Brasil e bebendo caipirinhas.

Que mala, pensei. Mas quando li o perfil do Yves, no qual ele pede que você escreva exatamente por que você acha que se daria bem e se divertiria com ele, eu mudei de ideia: eu fui o mala. Ele foi até legal de me explicar o que eu havia feito de errado. A lição: buscar um sofá pelo CouchSurfing não é como reservar um hotel online, é como se candidatar para um emprego. Você precisa escolher com cuidado a “empresa” para a qual quer “trabalhar”, e mandar uma “carta” mostrando que você seria o candidato ideal para o “posto”.

Abajures à venda no Grand Bazaar em Istambul

Abajures à venda no Grand Bazaar em Istambul

Tentei de novo em Istambul. Já tinha colocado mais detalhes no meu perfil, com mais fotos nos quais aparento ser a pessoa mais simpática e confiável possível.

E escrevi para meus possíveis anfitriões. “Adorei sua foto na bicicleta”, disse para um tal de Soner. Rejeitado. Para um italiano de Nápoles que estava morando em Istambul, narrei com detalhes sobre quanto gostava da cidade natal dele. Rejeitado. Etc, etc. Rejeitado, rejeitado. Droga.

Ter referências sempre ajuda

Percebi mais dois problemas. Primeiro, sou homem, e todo mundo prefere (ou confia mais em) mulheres como hóspedes. Esse problema não ia se resolver sem cirurgia. Segundo, o fato de ser principiante no CouchSurfing significava que no meu perfil não tinha referência nenhuma de membros que tinham me recebido em suas casas, nem dos que tinham ficado na minha.

Meu anfitrião, o Erol, se prepara para comer um sanduíche típico (e barato) de Istambul: peixe e verdura

Meu anfitrião, o Erol, se prepara para comer um sanduíche típico (e barato) de Istambul: peixe e verdura

Consegui resolver esse último problema: fiz uma busca no site para encontrar os membros recém-cadastrados em Istambul. Quem não tem referências não pode pedir referências, pensei. E mandei uma mensagem a Erol, que começou com “Você é novato ao CouchSurfing? Eu também!”

Deu certo! Erol falou que tinha adorado o fato de eu ter aprendido todas as capitais mundiais quando eu era criança (algo que está no meu perfil), pois ele tinha feito a mesma coisa. E não foi só isso, ele começou a me mandar mapas de como chegar à casa dele, e me perguntar o que eu queria fazer em Istambul, que ele estaria livre nos dias que eu ia ficar na cidade.

Beleza. Visitamos mesquitas e galerias de arte, comemos lambacun (um tipo de pizza turca) e até fomos a um banho turco onde te lavam, dão massagem e esfoliam uma quantidade nojenta de células da pele morta. Erol me ensinou a palavra mais útil do idioma, “az,” que significa “quero só um pouquinho de açúcar no meu café turco (esse que parece lama).” E fomos tomar “brejas” na rua de Nevizade, que é lotada de bares. (Erol é de família muçulmana, mas não é praticante – assim que não seguia a proibição de álcool do Islã).

Quando nossa conversa foi atingida por um desses momentos de silêncio constrangedor, nós fizemos um jogo sobre as capitais mundiais. (Sim, ele acertou Brasil-Brasília, minha primeira pergunta, óbvio. Nada de Buenos Aires.)

- Leia mais dicas de viagens no iG Turismo

Aula de cultura turca

A visita às atrações turísticas, até eu poderia ter feito sozinho. Mas o que fizemos no último dia, não. Erol tinha um amigo que morava na ilha de Buyukada, uma das pequenas “Prince’s Islands” que ficam a uma hora da cidade por barco e servem de escape para os moradores de Istambul durante o verão. São lugares bem charmosos e montanhosos, com casas antigas, vista para o mar e, a melhor parte, nenhum veículo motorizado. Os habitantes e turistas circulam a pé, de bicicleta ou nos “táxis” (que são carruagens a cavalo).

A vista da mesa de jantar em Buyukada

A vista da mesa de jantar em Buyukada

O amigo de Erol nos encontrou no porto e nos levou para fazer compras. Depois subimos e subimos e subimos um morro – até chegar ao apartamento dele, com vista panorâmica das outras ilhas, e vista de perto das famílias de gaivotas que moravam nos tetos das casas vizinhas.

Lá Erol e eu ficamos sentados na varanda, tomando raki (um licor turco com sabor de anis) e conversando, enquanto o amigo preparava um jantar de peixe. Comemos com queijo turco, salada russa, e pão, apreciando o pôr-do-sol. Adoraria dizer que conversamos exclusivamente sobre política, filosofia e arte, mas como somos três homens solteiros (e meio infantis), nosso anfitrião também nos mostrou como ele consegue espantar as gaivotas nos tetos vizinhos com um apontador a laser (desses que usam para apresentações). Mas como somos homens sensíveis, não espantamos as gaivotas pais de família, só os solteiros.

Óbvio que conversamos também sobre as mulheres. Expliquei as “regras” de paquerar e namorar nos Estados Unidos e no Brasil, e perguntei como funcionava na Turquia. Decidi tirar minha maior dúvida. “Vocês namorariam uma mulher que usasse véu?”

Café de manhã turco, preparado pelo Erol

Café de manhã turco, preparado pelo Erol

Esperava palavras politicamente corretas tipo “Seria um pouco diferente, mas claro que dependeria da mulher e da situação. Tudo é possível.”

Mas não foi assim que eles responderam. A verdade é que nem responderam, ficaram aturdidos. Se entreolharam. “É que nunca pensei nisso,” falou um deles – nem lembro qual – e o outro concordou. Não era que o fato de uma mulher usar ou não véu fosse irrelevante. Pelo contrário, era tão longe da realidade deles, que ambos nunca tinham pensado na possibilidade de namorar alguém assim. Seria como se eu tivesse perguntado “você namoraria uma mulher com quatro olhos?”

Existem muitas coisas sobre a sociedade turca que um estrangeiro como eu não consegue entender numa só visita ao país, nem em dez. Mas foi um bom começo descobrir esse abismo que existe entre os turcos religiosos conservadores e os turcos agnósticos liberais, como Erol e seu amigo.

Uma revelação que devo 100% ao CouchSurfing, com um agradecimento especial para o seu membro mais cara-de-pau, o Yves.


- Leia também: Seth erros para evitar no CouchSurfing…  e em Istambul

Notas relacionadas:

  1. O lado multicultural de Londres
  2. Minha viagem incrível para Sanliurfa (sem chegar a Sanliurfa)
Autor: Seth Kugel Tags: , , , ,

quarta-feira, 11 de maio de 2011 América Latina, Brasil | 07:30

Razões para encarar a Amazônia de barco

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Os amigos paulistanos e cariocas que me perdoem, mas meus brasileiros favoritos não conheci em terra firme. Trata-se de uma família que viajou comigo no ano passado em um barco que navegava de Manaus a Porto Velho. Era um casal rondonense com três filhas entre 3 e 10 anos: Israeli, Isabele e Valéria.

Foi no “Dois Irmãos”, um desses barcos que servem de ônibus fluvial entre cidades de Amazônia que não são ligadas por estrada. Kléber, o marido, me contou que a família tinha passado um ano e pouco em Santarém, cuidando de um parente doente. Voltavam para Porto Velho para retomar a vida que tinham antes. No início, todos iam ficar na casa de um amigo solteiro. “Todos os cinco na casa de um cara?”, perguntei, pensando no meu apartamento em Nova York. “É um amigo muito bom”, respondeu Kléber.

Fotos Seth Kugel

O barco Dois Irmãos num porto no Rio Madeira

Mas entendi bem rápido por que o amigo seria tão generoso com eles. Essa família era muito unida, generosa e extremamente doce. A menina mais velha, Israeli, passava o tempo fazendo palavras cruzadas e tentando aprender um jogo de cartas com duas senhoras peruanas. Isabele recebia tratamentos no “salão de beleza” de outra vizinha de rede que sabia mexer com cabelos. A menor, Valéria, fazia travessuras e depois sorria de forma tão charmosa que derretia o coração de qualquer um que pensasse em reclamar. “Tem cara de anjo, mas só a cara”, diziam Israeli e Isabele, já acostumadas às malandragens da irmãzinha.

Em que outro tipo de viagem teria sido possível fazer amizade com essa família? Nem sei dizer. Mas durante os quatro dias em que minha rede ficou pendurada perto das deles, teria sido impossível não virarmos amigos.

Fotos Seth Kugel

As irmãs Israeli e Isabele fazem visita ao meu espaço

Além de conversar com os pais, eu dava algumas aulas de inglês a Isabele, jogava cartas com Israeli e as duas senhoras peruanas e recebia visitas de Valéria logo cedo pela manhã (claro que queria reclamar, mas aquele sorriso…). A família cuidava da minha máquina fotográfica e do meu notebook enquanto tomava banho. Conversávamos e jantávamos todos juntos, sentados no chão, em um espaço entre as suas redes.

Acho a Amazônia muito problemática para turistas. Os que querem ver uma grande variedade de bichos exóticos deveriam pensar no Pantanal. Os que querem visitar comunidades indígenas devem saber lidar com grandes distâncias, obstáculos burocráticos e questões éticas. Os que querem ficar em Manaus ou Belém e só fazer roteiros urbanos, tudo bem, mas visitar a Amazônia sem conhecer a natureza não faz muito sentido.

Na minha opinião, a solução ideal é incluir uma viagem de barco dentre os seus planos. Além de fazer amizades e ver a paisagem, você entra em um dos poucos lugares – quase pré-históricos – em que celular não pega e email não chega. E é muito barato.

Fotos Seth Kugel

A querida família de Kléber

Já fiz essa viagem três vezes: de Tabatinga a Manaus em 2004 (como mencionei na minha primeira coluna), de Manaus a Porto Velho em 2010 e agora, em fevereiro, de Belém a Santarém. E não vejo a hora de pendurar minha rede de novo.

O custo é mínimo. O preço varia de 30 a 50 reais por dia, valor que pode incluir todas as refeições. Em alguns outros barcos, tem a opção do viajante comprar fichas de almoço e jantar a bordo, que custam entre 5 e 7 reais. É preciso também uma rede, sempre disponível nas cidades de embarque a um valor de 25 a 40 reais.

Em uma viagem normal, fazer amizades com os habitantes locais exige um esforço grande. Mas nesses barcos, nem a pessoa mais tímida pode evitar uma conversa com o “vizinho”. Você vai comer, dormir e até escovar os dentes ao lado dos seus colegas de bordo. É óbvio que vão conversar. E muito.

Fotos Seth Kugel

Processando vídeos na minha rede

Conheci muitas pessoas e ouvi muitas histórias em todos os três barcos. Um monte de eletricistas que iam de Manaus a Porto Velho para procurar emprego. Uma jovem que ia visitar o pai no Acre e passou o tempo todo estudando para o concurso da Polícia Militar de Amazonas (claro que, morrendo de curiosidade, peguei o livro e estudei um pouco também – uma boa opção de emprego se caso esta coluna não der certo). Uma menina de 17 anos que estudava em Belém e voltava uma vez por ano para ver os pais numa cidade pequena às margens do Rio Tapajós. Um dentista peruano que se havia se mudado para Manaus em busca de um salário melhor. Uma mulher grávida que fugia do marido que batia nela e que me contou toda a sua história.

Mas você não vai encontrar só amizades a bordo. Tem a paisagem, com um quase sempre inesquecível pôr-do-sol (quando você pensar em esquecê-lo, na próxima tarde, virá outro melhor).

Fotos Seth Kugel

Passando por uma comunidade ribeirinha

Mas talvez a (outra) melhor parte é conhecer as comunidades ribeirinhas, com casas humildes e pitorescas, e observar os barcos com ou sem motor que os habitantes usam como se fosse carro para fazer compras, visitar os vizinhos, ir para o médico e levar as crianças à escola.

Às vezes, os barcos recebem a visita dos que eu chamo de “piratas”: crianças e adolescentes que se aproximam das grandes embarcações, prendem a canoa ao barco com um gancho, sobem ao convés e vendem comidinhas aos passageiros. Adoro observar quais mercadorias chegam a bordo em cada cidade onde o barco para. Na última viagem, o convés inferior estava todo lotado de cebolas. Pareciam suficientes para dar bafo à Amazônia inteira.

Fotos Seth Kugel

Prepare-se para ver um belo pôr-do-sol todo o fim de tarde

Há também entretenimento a bordo – quer dizer, mais ou menos. O convés superior é a área social. Nos barcos que eu conheci sempre tinha uma televisão com sinal ruim, uns alto-falantes usados exclusivamente para tocar forró e tecno-brega em alto volume e uma lanchonete pequena. É lá também que rolam os romances entre os passageiros.

Mas, mesmo com toda essa atividade, ainda te sobra muito tempo. A melhor opção: ler na rede, sentindo a brisa constante.

Apesar das minhas experiências mágicas a bordo desses barcos, reconheço que não é uma viagem para qualquer turista. Os banheiros são simples e compartilhados por muitas pessoas e, apesar dos esforços da tripulação, nunca chegam a ficar precisamente limpos. Dica: procure os toaletes do convés inferior, perto dos motores: são menos frequentados e, consequentemente, mais limpos.

Fotos Seth Kugel

O PF no barco custa de R$ 5 a 7

E, se der o azar de pegar um barco muito lotado, dormir na rede fica mais difícil com um bombeiro aposentado dormindo a um centímetro do seu braço esquerdo e uma mulher grávida a um milímetro do direito.

Quanto à comida – bom, não é gourmet, nem tem pratos exóticos amazônicos, como tacacá e doce de cupuaçu. O cardápio a bordo se resume a duas letras: PF – arroz, feijão, macarrão, farinha e carne ou peixe. Quer frutas? Leve frutas. Quer biscoito? Pode comprar na lanchonete, mas leve para garantir. Alguns barcos têm água filtrada de graça, outros vendem, mas levar uma garrafa de 5 litros é uma boa ideia.

Eu também recomendo levar pimenta, algo que aprendi com o tenente aposentado Isidoro Rebelo Tenório, que viajava de Santarém a Humaitá para ver como ia a construção da sua casa. Ele era generoso em me deixar jogar algumas gotinhas de sua pimenta nesses PFs sem graça.

Infelizmente, as amizades feitas a bordo não sempre são muito duradouras. Gostaria de poder dizer, por exemplo, que ainda mantenho contato com Kléber e sua linda família. Uma vez tentei mandar um email para o endereço que me deram, para dizer que a Valéria saiu num vídeo que tinha feito da viagem. Mas não tive resposta.

Se alguém lá em Porto Velho ler este post e reconhecer a família, mostre essa coluna (e o vídeo) para eles, por favor. E peça para que entrem em contato comigo. Saudades dessa cara de anjo, apesar de ser só a cara.

SETH ERROS

O que NÃO fazer se for viajar de barco

1) Chegar sem verificar a data do embarque. Os barcos não saem todos os dias. Apesar de existir algumas informações no site Navegando e Lendo, tem que confirmar da forma antiga: ligar.

2) Comprar passagem por agência. É mais barato comprar a bordo ou no porto de embarque.

3) Chegar no último minuto. Muitas pessoas chegam de manhã para botar suas redes nos melhores lugares.

4) Colocar a rede perto do motor. Dormir lá é como ter um companheiro que ronca supersonicamente.

5) Viajar de camarote. É como ir a McDonalds e pedir uma McCaviar. No barco se viaja na rede e ponto.

6) Esquecer seus livros e seu iPod. Não dá para conversar o dia todo.

7) Ficar no barco durante as paradas. Nada mais interessante do que passar uma hora numa cidade pequena da Amazônia, comendo sorvete de uxi e observando o ritmo da vida local.

Notas relacionadas:

  1. República Dominicana: o Brasil Caribenho
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