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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Europa | 05:06

Nem Lisboa, nem Porto: fugindo do roteiro comum em Portugal

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Aposentados desfrutam do sol de inverno em Val d'Aguia, perto de Bragança

Aposentados desfrutam do sol de inverno em Val d'Aguia, perto de Bragança, zona rural de Portugal

“Mas eu não falo a língua!” Esse, imagino, deve ser o medo de muitos brasileiros que viajam para o exterior pela primeira vez e querem viajar independentemente, explorar a cultural local, fazer amizades com o povo, voltar com histórias de aventura. Mas ao final optam por ficar com roteiros típicos, dos tours em grupo e dos resorts isolados.

Claro que é possível ser um viajante independente sem falar o idioma local – a prova está na minha experiência naquela cidadezinha turca no ano passado. Mas a verdade é que eu também tenho medo de viajar se não falo a língua local do país.  E se me perco? E se não encontro um hotel? E se for picado por uma cobra e não souber explicar ao médico? Isso se tiver médico…

Para o viajante iniciante, então, existe uma solução óbvia: Portugal. Nada contra uma viagem a Lisboa, ao Porto e ao Algarve, mas, para os aventureiros, é uma oportunidade perdida. Em Portugal você tem liberdade total!  Sei, esse povo fala bem engraçado, mas os sotaques são uma parte da aventura.

A cidade principal de Trás-os Montes é Bragança, que tem um castelo maravilhoso do século 15

A cidade principal de Trás-os-Montes é Bragança, que tem um castelo maravilhoso do século 15

Como talvez você já tenha lido na coluna da semana passada, em dezembro, visitei Portugal pela primeira vez. Não fui a Lisboa e só passei um dia no Porto por necessidade. Meu destino principal foi uma região que se chama Trás-os-Montes, uma zona rural no extremo nordeste do país.

Já ouviu falar? Duvido. Eu também nunca tinha ouvido falar desse lugar antes de uma amiga portuguesa, Luísa Pinto, que conheci em Madri no ano passado, me contar. (Mais uma razão para fugir dos grandes grupos quando viaja: assim, você conhece pessoas que te contam segredos do país delas)

Bastou a Luísa me dizer o nome da região (Trás-os-Montes, parece um lugar mágico da Disney) e da aldeia onde os pais dela foram criados (“Gostei”, gostou?). Os pais criaram a Luísa no Porto, mas sempre mantiveram uma casa em Gostei e ainda passam muito tempo lá, trabalhando a terra, comendo as frutas, castanhas e verduras que cultivam, e passando tempo com a família. (Das 50 pessoas que moram em Gostei, Luísa estima que a metade são parentes)

A cidade principal da região é Bragança, que tem um castelo maravilhoso do século 15 e mais algumas atrações. Mas para mim a atração principal da região é a zona rural e suas aldeias, que infelizmente estão ficando, a cada ano, mais vazias, algumas abandonadas por quase todos, menos os idosos.

Luísa me levou para Gostei, mas só pôde ficar um dia, assim que me deixou nas mãos dos pais e de um primo dela, Luis.

Pelourinho e igreja na pequenina cidade de Gostei.

Pelourinho e igreja na pequenina cidade de Gostei

Essas aldeias, apesar de algumas serem meio abandonadas, são maravilhas. Não maravilhas como as cidadezinhas medievais da França, onde tudo está tão bonitinho para os turistas que visitam para comprar lembranças nas lojas e tomar algo nos cafés charmosos demais para serem reais. Aqui é tudo meio decaído, é como, literalmente, voltar ao passado. A roupa de uma mulher que vi parecia ter saído diretamente do século 18, só que naquela época era bem pouco comum andar com abóboras dentro de uma sacola da Zara.

Gostei ainda tem sua igrejinha e lá fora o pelourinho. Perto, uma ponte romana. Na casa dos pais da Luísa fazem o próprio vinho com uvas plantadas nas suas próprias terras; e o vinho é bom mesmo. Na casa dos tios, a família (como muitas outras da região) faz todos os anos as alheiras, embutindo uma mistura de várias carnes e pão dentro do intestino de porco e pendurando em cima da chaminé para serem defumadas.

Luísa tinha me avisado para chegar no inverno, época em que, além da tradição pré-natalina de fazer alheiras, há outra igualmente famosa: as matanças de porco. Fomos para uma em uma aldeia não tão longe de Gostei chamada Quinta do Vilar.

Homens do vilarejo de Quintas do Vilar preparam a tadinha de porca

Homens do vilarejo de Quintas do Vilar preparam a tadinha de porca

Eu estava com medo de ficar com tanto nojo do processo que viraria vegetariano. Não foi o caso. De jeito nenhum. Mas para os que não foram criados nas zonas rurais, o processo é meio forte. Para levar a porca de 125 quilos até o banco de madeira onde ela seria sacrificada foi necessária a força de até seis homens – que bom que não faltava mão de obra, porque eu estava ocupado tirando fotos); pouco depois, foi preciso dar várias punhaladas para acertar o coração do animal. E bastante tempo se passou entre vê-la pela primeira vez e presenciar sua morte. Depois era hora de queimar o pelo com um maçarico de mão (“Barba feita”, proclamou o homem que fez o serviço), abrir a pele e tirar as partes que não davam para comer (poucas) e outras que davam (muitas). Um cachorro perneta e um gato meio vampírico esperavam lá embaixo do banco para comer qualquer gota de sangue ou órgão que caía.

Não foram os momentos mais prazerosos das minhas viagens, e seria mais difícil ainda para alguns vegetarianos, acho. Mas era bem mais interessante do que fazer um tour em uma catedral.

Onde matam porcos, também os comem, óbvio. Pouco depois da matança fomos comer butelo no restaurante o Careto, na aldeia de Varge. Butelo é um embutido enorme e redondo, feito com pedaços de porco, incluindo gordura e ossos, defumado e depois fervido. Algo que eu comeria em casa? Não. Algo que eu pedira de um cardápio? Nunca. Mas algo que experimentaria quando oferecido pelo tio de uma amiga? Sempre.

Chouriço (vermelho) e alheira sendo defumados em casa, Gostei

Chouriço (vermelho) e alheira sendo defumados em casa, Gostei

Para um turista qualquer, sem a conexão pessoal com a região que eu tinha, seria difícil encontrar matanças de porco ou lugares onde comer butelo. É provável que ele também vá precisar de dicas de alojamento rural, já que não tem amigos em Gostei para se hospedar. Por isso recomendo a Anda D’I Incoming Service, uma empresa turística que pode ajudar a planejar umas férias na região, com ou sem matança, mas sem botar você em um grupo chato. Ou você pode simplesmente explorar a região com um mapa e deixar a sorte te levar. Sempre uma boa ideia também.

Depois de quase três dias na região, aluguei um carro (a única forma de se locomover na área), e fui para o Planalto Mirandês, do outro lado de Trás-os-Montes.  Por que? Porque tinha ficado fascinado quando me contaram que nessa parte da região falavam mirandês, o pouco conhecido segundo idioma de Portugal.

É, é verdade, te falei que Portugal era legal porque falam o mesmo idioma que você, e agora anuncio que falam outro idioma. Mas não se preocupe, todo mundo que fala mirandês fala português também. Isso é apenas um exemplo das coisas fascinantes que você encontra quando sai fora do roteiro típico.

Livros em mirandês, a venda em Miranda do Douro, Portugal

Livros em mirandês, a venda em Miranda do Douro, Portugal

Na área, fiquei em um restaurante residencial (ou seja, restaurante e pousada) chamado Gabriela, o lugar perfeito. O que é uma pousada perfeita para mim? Vamos lá:

1) O custo foi de 25 euros por noite (R$ 57) por um quarto bastante moderno, limpo, bem-cuidado e com Wi-fi.

2) Eu era o único hóspede da pousada e cliente do restaurante, o que significava que a família/ dona do local me convidou para comer com eles na cozinha e não sozinho no restaurante.

3) O restaurante era ótimo, e até afirma que foi lá que foi inventado o prato mais famoso da região, a posta mirandesa, um corte de vitela grelhado sobre o fogo aberto e servido no prato com um molho vinagrete.

4) Um membro da família, Altino Martins, é apaixonado pelo mirandês e passamos horas na cozinha conversando.

Adorei aprender um pouco de mirandês – um idioma bem fácil de ler porque é uma mistura de português e espanhol, mas a melhor parte são as expressões, por exemplo, a forma de distinguir entre os dois avós: o avô é “l’abó de las calças” e a avó é “l’abó de la saia”.

Aldeia de Constantim

Aldeia de Constantim

Mas o que mais adorei foi andar de carro pelas pequenas aldeias e tentar ver se alguém falava mirandês comigo. Na aldeia de Constantim vi cinco idosos conversando e parei o carro para conversar com eles. (Você faria isso em um país onde não falava o idioma?) Em outra parte da aldeia, conheci dois garotos de 6 ou 7 anos; fiz um teste para eles, que conseguiram traduzir do espanhol para o português e depois para o mirandês e depois tudo de volta. Aprovados!

E no dia seguinte, na aldeia de Malhadas essa senhora com a sacola de Zara gritou-me de longe em mirandês, achando que eu trabalhava para a companhia de energia e estava lá para ler os relógios da luz.  Depois a gente conversou por um bom tempo (em português, claro).

Em Lisboa, Orlando, Paris ou Tóquio você consegue entrar na conversa de um grupo de idosos, parar garotos na rua e lhes dar um teste de tradução, ou ser confundido com o cara do relógio de luz?

Autor: Seth Kugel Tags: ,

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 Destinos Internacionais | 06:50

O que os brasileiros me ensinaram sobre Portugal, e a realidade

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Nunca cheguei a um país com tanta expectativa, e tantos preconceitos.

O local: Portugal.
A razão: quase tudo o que eu sabia do lugar antes de chegar veio de uma fonte duvidosa – os brasileiros.

Comecei a estudar português em 2003, visitei o Brasil pela primeira vez em 2004, e, em 2008, passei a morar no Brasil. Francamente, nunca dei muita bola para Portugal, apesar de ser o país que colonizou o Brasil e ser o lugar de origem dos antepassados de muitos brasileiros. Mas sem querer, absorvi muita “informação” sobre Portugal dos brasileiros, sem nem pensar se era verdade, exagero, ou pura mentira.

Vista geral de Coimbra, Portugal

Qualquer país gosta de tirar sarro dos seus ex-colonizadores. O exemplo que conheço melhor é o dos EUA e da Inglaterra. Segundo os norte-americanos, um inglês é alguém que:

  • Tem dentes feios e deteriorados
  • Come comida insípida
  • Toma chá o dia todo, e cerveja quente a noite toda
  • Mas, pelo sotaque elegante, parece tão inteligente e sofisticado e pode falar para um americano que dois mais dois são cinco e o americano vai acreditar.

É muito interessante comparar a imagem do país com a realidade. A última vez que estava na Inglaterra vi pelo menos algumas pessoas com dentes bons, mas ainda não acreditei na quantidade de chá que todos consomem.

Leia também: Passeios gratuitos em Portugal

Agora vamos lá com o que os brasileiros me ensinaram sobre Portugal, e a realidade que encontrei.

- É impossível entender os portugueses, pelo seu sotaque esquisito e suas palavras mais ainda.

Até soube que alguns filmes e algumas novelas portugueses são dublados em “brasileiro” (e vice-versa). E já ouvi vários brasileiros falarem que é mais fácil entender argentinos falarem espanhol do que um portuga falar português.

Vista de Coimbra, Portugal

Já sabia isto, mais ou menos, de algumas experiências com portugueses no Brasil e de alguns clips de futebol do YouTube com apresentadores portugueses (que no começo achei que fossem árabes, sério). Mas nada havia me preparado para o que encontrei em Portugal. Luísa, uma amiga portuguesa que veio me pegar no aeroporto do Porto (o aeroPorto?) me mandou um torpedo, dizendo que estava me esperando “junto à paragem de autocarro”.

Junto a que de quê?

Foi pior quando começamos a falar em português. (Quase sempre tinha falado inglês com ela até esse momento) Tive que prestar muita atenção e me esforçar muito para não rir da total falta de vogais. A pronúncia mais esquisita dela era a palavra “porque”, que juro que pronunciou “pr-q”. E não era só ela – logo percebi que era um país inteiro que parecia falar sem vogais, e alguns parecem nem abrir a boca. Sério. O país deve ter os melhores ventríloquos do mundo.

Saiba mais: Brasil e Portugal, uma saborosa relação

Botei no Twitter: “Acho que quando Dom João VI transferiu a corte real pro Brasil em 1807, levou as vogais consigo!”. (Alguns portugueses que me seguem no @tuitesdo7 não gostaram muito disso. Ms fzr o q, né?)

"Raparigas" nos uniformes da Universidade de Coimbra

No começo, quase não entendi ninguém – quando liguei para uma pousada (desculpa, hospedaria) em Coimbra, o senhor que atendeu me explicou que o quarto era 30 euros “sm peqn almç”. Pedi que repetisse várias vezes, mas até muito depois caiu a ficha: era “sem pequeno almoço”, que no Brasil seria “sem café de manhã”. Pouco a pouco me acostumei, aprendendo que ementa é cardápio e rapariga não é nenhum insulto. (“Rapazes e raparigas” virou minha frase favorita) Só não consegui lembrar de “autocarro”, saiu sempre “ôni-ups-autocarro”.

- Os portugueses tomam tudo o que você fala para eles ao pé da letra.

Parece que cada brasileiro que vai a Portugal volta com a mesma história: chega o elevador e pergunta para o português lá dentro “Tá subindo ou descendo?” e o tadinho do portuga responde “Tá parado”. De tantas vezes que ouvi a história parece que Portugal é o país com mais elevadores do mundo.

Não escutei nada tão absurdo e só uma vez ouvi algo parecido. Quando fui para o ótimo Museu Académico em Coimbra, que fica dentro de um prédio grande da Universidade de Coimbra, a porta estava fechada e tive que abrir para entrar. Perguntei ao senhor na recepção: “O museu está aberto?”. E me respondeu: “Acabas de entrar ou não?”. Nem sei se era piada ou não.

Homem idoso passa em frente do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra

Mas percebi que os portugueses nem sempre reagiram tão bem à minha atitude meio-abrasileirada de brincar e ser extrovertido com os desconhecidos. Em Coimbra há um parquinho chamado “Jardim da Manga”, que não tem nenhuma mangueira, só laranjeiras. Achando esquisito, entrei no restaurante do lado (que também se chamava Jardim da Manga) e perguntei de muito bom humor o que tinha acontecido com as mangas do Jardim da Manga. Olharam-me como um maluco e em vez de explicar me deram um panfleto que explicava a história do lugar sem mostrarem nem um sorriso. (O nome do jardim deriva de quando o Rei João III passou pelo lugar e, vendo uma área vazia, desenhou um jardim na manga da sua camisa)

- Portugal é um país atrasado e irrelevante.
Bom, é óbvio a todos que as coisas não vão muito bem em Portugal. Mas irrelevante?

Grafite feito por alunos da Universidade de Coimbra mostra a frustração econômica dos portugueses

Minha impressão: comparado com o Brasil, um país em ascensão econômica e geopolítica, está virando meio-irrelevante mesmo, e os portugueses sabem disso. É um contraste grande com a relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido, dois países com muito respeito mútuo (não sempre, mas em geral) e muito mais intercâmbio cultural, intelectual e político do que percebi entre Portugal e Brasil.

Foi durante minha estadia que o jornal The Guardian publicou uma matéria mostrando quantos portugueses estavam emigrando para Angola, Brasil e outros lugares. As áreas rurais que visitei eram povoadas quase só por idosos. Um português que conheci me disse com tristeza: “Portugal não produz mais nada”.

- Portugal é a fonte da paixão irracional que os brasileiros sentem pelo bacalhau.

Sempre achei esquisito que os brasileiros adorassem tanto o bacalhau. Segundo minha forma de pensar, bacalhau preservado com sal deve ser coisa do passado, da época das viagens de grande distância em barco.

Açorda de bacalhau no restaurante Ar de Rio

Por isso, é ilógico insistir em bacalhau na sua forma salgada quando se poderia ter bacalhau fresco. É igual a preferir suco de polpa ao suco natural da mesma fruta. (Os leitores são bem-vindos a defender o bacalhau deixando um comentário abaixo)

Bom, nisto minha informação sobre Portugal era certíssima. Se no Brasil o bacalhau é muito popular, em Portugal é venerado.

Admito que preparado bem, o bacalhau pode ser até bom. Luísa me levou a um restaurante chique lá em Vila Nova de Gaia, Ar de Rio, situado na beira do Rio Douro com uma parede de vidro e uma vista dos prédios históricos do Porto do lado de lá do rio. Ela queria que eu provasse a açorda de bacalhau. Admito que o prato parecia maravilhoso: um verdadeiro morro de migalhas de pão em cima do peixe com pequenas batatas ao lado.

E estava delicioso (e bem barato: 17 euros – ou seja R$ 38 – para duas pessoas). Mas não parei de pensar em que delicioso seria se fosse feito com bacalhau fresco.

- Apesar de alguns produtos portugueses (como o fado), o país depende do Brasil para sua cultura popular, como novelas e música.

Acho que nisso eu estava meio-errado. Em vez de encontrar um Portugal fascinado pelas novelas brasileiras, por exemplo, achei os portugueses orgulhosos de estar produzindo as suas próprias novelas e pouco a pouco curando-se do vício das novelas brasileiras.

Mas a música brasileira aparecia muito, desde minha primeira noite no país: eu sentado no restaurante Democrática comendo chanfana (guisado de cabra com molho de vinho tinto) ao lado de um grupo enorme de alunos universitários que começaram a cantar. O quê? “Ai se eu te pego”, óbvio.

O castelo de Bragança: um exemplo dos lugares antigos que não existem no Novo Mundo

Nossa, tudo isso parece tão negativo, acho que não dá para perceber que adorei meu tempo em Portugal. Adorei mesmo. Semana que vem conto mais, mas vamos começar com algumas coisas que são muito melhores em Portugal do que no Brasil. Primeiro, quase tudo é mais barato. Segundo, as cidades históricas, os castelos e as ruínas romanas são incomparáveis com o que tem no Brasil. E que me desculpem todos os paulistanos que adoram o pão “francês”: O pão português, até na sua versão mais simples, tem mil vezes mais substância, mais sabor, mais caráter que o pão comum brasileiro.

Esse pão português é muito bom

Mas o que mais adorei de Portugal? No Brasil, apesar das minhas milhares de horas de esforços para aprender a falar português, nunca passo por brasileiro. É só ouvir meu sotaque em português e percebem rapidamente que sou gringo. Mas muitos portugueses escutaram meu português abrasileirado e a primeira coisa que me falaram foi: “És brasileiro?”.

Ah, portugueses queridos, é só continuar achando que sou brasileiro e eu vou voltar muitas vezes e até comer todo o bacalhau que vocês me derem.

Notas relacionadas:

  1. Seth Erros no inverno islandês
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