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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Estados Unidos | 07:45

Nova York longe do óbvio

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Breana e Karen na minha casa - Fotos: Seth Kugel

Para o prêmio de Melhores Turistas de 2011, eu indico a Karen Tavenner Acosta e a Breana Bauman.

As duas amigas de Guadalajara, México, ambas de 19 anos, ficaram no colchão de ar da minha casa em Nova York por quatro dias neste mês. Me encontraram pelo CouchSurfing, o site de intercâmbio de hospedagem. (Já escrevi sobre a minha experiência com o CouchSurfing em Istambul, e agora foi minha vez de receber pessoas no meu “sofá”).

Imaginei que as meninas iam querer fazer o roteiro típico de primeira-vez-em-Nova-York: subir no Empire State Building, visitar a Estátua da Liberdade, ver arte moderna no MoMA, e comprar roupa na Century 21 e notebooks na Apple Store. Ah, e tirar fotos em frente ao prédio onde moravam os “Friends” e comer cupcakes na padaria frequentada pelas amigas de “Sex and the City”.

- Veja também: Seth Erros em Nova York

Eu estava enganado. Completamente enganado. A maioria dos meus amigos que visitam Nova York e escutam minhas dicas sobre os cantinhos desconhecidos da cidade fala “Thank you!” e vai direto para o museu de cera da Madame Tussaud e depois andam pela Quinta Avenida. Acho que devem sentir medo de voltar para casa e enfrentar as críticas dos amigos: “Você foi para Nova York e não tirou fotos na Times Square? Não viu um show de Broadway? Não me trouxe um iPad?”

O filme "Breakfast at Tiffany's" -- e a vista de Manhattan -- em Brooklyn Bridge Park - Fotos: Karen Tavenner Acosta

O filme "Breakfast at Tiffany's" -- e a vista de Manhattan -- em Brooklyn Bridge Park - Fotos: Karen Tavenner Acosta

Mas Karen e Breana não só aproveitaram as minhas dicas, mas também descobriram muitos outros lugares e eventos bacanas pela internet, ou simplesmente por sorte. “A primeira coisa que fazemos quando chegamos em uma cidade é andar sem destino,” disse Breana. Isso sempre dá resultados.

Ao final, apesar de ficarem na cidade só quatro dias, Karen e Breana já conhecem Nova York mil vezes melhor do que quem visita a cidade de pacote, cem vezes melhor do que um turista típico e dez vezes melhor do que muitos nova-iorquinos. E tudo isso sem nem pisar nas calçadas da famosa Times Square.

Esse é o roteiro delas, caso você queira aproveitá-lo.

Dia 1: Downtown (e não Midtown)

Edifícios do charmoso bairro de Soho - Fotos: Getty Images

Edifícios do charmoso bairro de SoHo - Fotos: Getty Images

Midtown – ou seja, Manhattan entre as ruas 34 e 59, aproximadamente – é território quase exclusivo dos turistas (e de segunda à sexta, dos trabalhadores dos arranha-céus que odeiam os turistas porque andam muito devagar, obstruindo as calçadas). Por isso, Karen e Breana evitaram Midtown e foram direito para downtown, onde os bairros não são desconhecidos pelos turistas mas também não são dominados por eles. Saíram do metrô na parada West 4th Street e passaram o dia batendo perna pelos bairros mais chiques de Manhattan: Village, SoHo, Tribeca. Comeram bagels (Karen pediu com tofu em vez do típico “cream cheese”, e adorou.) De Tribeca chegaram ao distrito financeiro (onde fica Wall Street) e viram o novo prédio – One World Trade Center – que vai substituir as torres gêmeas. E a melhor parte: se depararam com um show de salsa de graça em uma praça onde dançaram salsa com alguns colombianos.

Dia 2: Nova York latino-americana, indiana e chinesa

Os leitores fieis de viagens sabem que eu moro em Jackson Heights, bairro de imigrantes de inúmeros países. No segundo dia, Karen e Breana começaram o dia no meu bairro, almoçando por US$ 6 (R$ 9,60) cada uma no Thakali Kitchen, um restaurante nepalês, e depois comprando doces indianos na 74th Street, de sobremesa.

Almoço especial de $6 no Thakali Kitchen, restaurante nepalês de Jackson Heights

Almoço especial de $6 no Thakali Kitchen, restaurante nepalês de Jackson Heights - Fotos: Karen Tavenner Acosta

Daí pegaram o trem 7 até a última parada, onde “mergulharam” no mundo asiático de Flushing. A Chinatown de Manhattan é bem conhecida, mas Flushing é outra coisa: um mundo totalmente asiático (principalmente chinês, taiwanês e coreano). As meninas me contaram que todo mundo olhava para elas como se elas fossem extraterrestres. “Foi um choque cultural,” disse Karen. “Não tinha certeza se ainda estávamos nos Estados Unidos. Não vimos nenhum outro turista.”

Elas entraram em um supermercado que vendia muitas frutas exóticas que elas não conheciam, e foram a uma das muitas lojas de “bubble tea” (ou chá de bolhas), um chá gelado taiwanês com bolhas de tapioca embaixo. Gostaram da bebida, mas ficaram mais impressionadas com a forma como os vendedores chineses selaram os copos: não com uma tampa normal mas com uma máquina que sela a bebida com plástico como se saísse de uma fábrica. “Foi tão legal,” disse Karen. “Nunca tínhamos visto isso antes.”

O famoso chá de bolhas

O famoso chá de bolhas dos taiwaneses - Fotos: Karen Tavenner Acosta

Ri muito quando ouvi isso, porque eu tive exatamente a mesma reação quando eu provei meu primeiro chá de bolhas em Flushing.

Depois de passar o dia inteiro em Queens, a decisão óbvia seria ir para Manhattan para sair à noite. Mas claro que elas tiveram outra ideia: tinham descoberto na internet que, durante o verão, no Brooklyn Bridge Park (no Brooklyn), são organizadas sessões de filmes semanais que são projetados em uma tela enorme, com os arranha-céus de Manhattan ao fundo. O filme? “Breakfast at Tiffany’s”, um clássico nova-iorquino. O público? Quase todos clássicos nova-iorquinos.

Dia 3: Praia e Nova York russa

Na manhã seguinte, elas me contaram que iam para Brighton Beach, Brooklyn – o bairro russo que fica ao lado da praia. É, tem praia em Nova York, não sabia? A cada ano, as areias de Brighton Beach são mais frequentadas, é só ler esta matéria que saiu recentemente no New York Times para confirmar.

Praia nova-iorquina de Brighton Beach fica mais frequentada a cada verão

Praia nova-iorquina de Brighton Beach fica mais frequentada a cada verão - Fotos: Getty Images

Brighton Beach fica muito, muito longe da minha casa. Com sorte, dá para chegar de metrô em 90 minutos. Mas elas não reclamaram.

A ideia era ir direito para a praia, mas quando saíram do metrô, elas se viram num mundo totalmente russo. “Ficamos surpresas – eram russos de verdade,” disse Breana. Karen ficou fascinada por um anúncio de trabalho com requisito de ser bilingue em inglês e russo.“A gente nem se sentiu nos Estados Unidos,” me contaram de novo. Mas meninas, é isso mesmo: os Estados Unidos são um país de imigrantes, e nenhuma parte mais do que Nova York. Um bairro de imigrantes onde ninguém fala inglês na rua é o lugar mais nova-iorquino imaginável.

Brighton Beach conta com uma significativa comunidade russa - Fotos: Getty Images

Brighton Beach conta com uma significativa comunidade russa - Fotos: Getty Images

Depois, elas foram para a praia, onde ficaram impressionadas não tanto pela areia (é normal), nem pela água (um pouco fria), mas pelo vendedor de água e cerveja que cantava músicas enquanto vendia seus produtos. Também não acreditaram que os banheiros estavam tão limpos. Outra novidade para o mundo: Nova York não só tem praia, mas detalhe: com banheiro limpo! Nem eu imaginava.

De lá, voltaram para Manhattan para passar o resto do dia no Central Park.

Dia 4: Alto Manhattan e Harlem

Chegou o último dia de Karen e Breana em Nova York, e elas decidiram passar o dia nas alturas de Manhattan, começando em Fort Tryon Park, lá pela 190th Street. Lá está o Heather Garden, um jardim de flores com uma vista maravilhosa do Rio Hudson, e os Cloisters, a pouca conhecida divisão medieval do Metropolitan Museum of Art, localizado dentro de um prédio construído com elementos de vários monastérios (e outros prédios) importados da Europa.

Fort Tryon Park em Manhattan: pouco conhecido, mas muito lindo

Fort Tryon Park em Manhattan: pouco conhecido, mas muito lindo -Fotos: Karen Tavenner Acosta

Do parque, elas foram para o bairro dominicano que fica ao lado – é, Nova York tem entre 500 mil e 1 milhão de imigrantes da República Dominicana (e seus descendentes). No almoço, conheceram dois meninos que ficaram muito surpresos (e felizes) de encontrar duas turistas lindas tão longe da Times Square. Convidaram Karen e Breana para uma festa no Harlem.

Claro que eu não recomendo que duas turistas de 19 anos aceitem qualquer convite que recebem de homens desconhecidos, mas Karen e Breana são espertas – e eu não sou pai delas. E tudo deu certo. Ficaram na festa até tarde, tipo 3 horas da manhã, e voltaram para casa. Poucas horas depois, pegaram um trem e deixaram a cidade.

O que podemos aprender com as meninas mexicanas? Não é que você é chato se visitar os lugares mais famosos da cidade. É que você não precisa visitar todos. Nem imagino quantos turistas que nem gostam de museus se sentem obrigados a visitar o MoMA e o Met, quando o que adorariam fazer é explorar um mundo chinês ou apreciar a vista do Rio Hudson de um jardim escondido.

Se duas meninas de 19 anos podem resistir à pressão, por que não você?

Notas relacionadas:

  1. Jackson Heights: Nova York como você nunca viu
  2. São Paulo ou Nova York: Qual a melhor pizza do mundo?
  3. Seth Erros em Nova York
Autor: Seth Kugel Tags: , ,

quarta-feira, 20 de julho de 2011 Europa, Ásia | 08:00

Surfando no sofá alheio, em Istambul

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Se você for para Istambul, recomendo que fique na casa do seu amigo turco para não gastar dinheiro em um hotel.

Ah, você não tem um amigo turco em Istambul? Pois arrume um já!

É o que eu fiz pelo CouchSurfing, um site que já é hit mundial entre os mochileiros e qualquer outro viajante que prefira não pagar hospedagem e goste de fazer amizades novas. (Só no Brasil tem quase 81 mil membros).

A Mesquita Azul

A Mesquita Azul, principal ponto turístico de Istambul

Fiquei na casa do Erol Fazlioglu, 39 anos, engenheiro e conhecedor de capitais mundiais. Ele até me preparou café da manhã turco todos os dias: chá, queijo, verduras e pão tostado.

Como funciona o CouchSurfing? Você cria um perfil no site (de graça), e os outros membros podem entrar em contato com você para ver se seu sofá (ou cama extra, ou rede, ou colchão no chão da sala) estará disponível nas datas que precisa. Você pode fazer o mesmo quando viajar.

À primeira vista, parece um milagre: um tipo de Hoteis.com de graça, com disponibilidade em quase todas as cidades do mundo. Mas aprendi nos últimos meses que não é precisamente tão fácil. Nem deve ser.

Mulher de roupa ultraconservadora brinca com crianças em Istambul

Mulher de roupa ultraconservadora brinca com crianças em Istambul

As rejeições são comuns para os principiantes (como eu). Um lugar para dormir pode não custar nada de dinheiro, mas custa tempo e criatividade.

Para vocês evitarem os problemas que eu enfrentei, vou compartilhar minhas duas experiências, na França e na Turquia. (CouchSurfers brasileiros, contem as suas nos comentários!)

Buscar um sofá é como se candidatar ao emprego

Cheguei à França – em Nice – no final de maio, pensando em ficar em albergues por cinco noites. Não tinha feito reserva – erro! – e nenhum albergue (nem hotel barato) da cidade tinha disponibilidade no sábado, 28 de maio, um dia antes do Grand Prix de Mônaco. Eu já tinha um perfil no CouchSurfing, mas nunca tinha usado. Era isso, ou dormir na estação de trem.

Pescadores em Istambul

Pescadores em Istambul

Busquei Couchsurfers na área e escrevi breves pedidos a cinco ou seis deles. Fui rejeitado por todos. Ah, pensei, seria pela data, ou pelo pedido feito meio em cima da hora. Até receber a resposta negativa de um cara chamado de Yves.

Ele me escreveu: “Como verá no meu perfil (o qual você obviamente não leu) seu pedido está longe de atender aos meus pré-requisitos… assim que não é uma surpresa que minha resposta seja negativa.” Yves ainda me disse que teria sido muito legal se eu tivesse ficado na casa dele – um francês que fala português de Portugal conversando com um americano que fala português do Brasil e bebendo caipirinhas.

Que mala, pensei. Mas quando li o perfil do Yves, no qual ele pede que você escreva exatamente por que você acha que se daria bem e se divertiria com ele, eu mudei de ideia: eu fui o mala. Ele foi até legal de me explicar o que eu havia feito de errado. A lição: buscar um sofá pelo CouchSurfing não é como reservar um hotel online, é como se candidatar para um emprego. Você precisa escolher com cuidado a “empresa” para a qual quer “trabalhar”, e mandar uma “carta” mostrando que você seria o candidato ideal para o “posto”.

Abajures à venda no Grand Bazaar em Istambul

Abajures à venda no Grand Bazaar em Istambul

Tentei de novo em Istambul. Já tinha colocado mais detalhes no meu perfil, com mais fotos nos quais aparento ser a pessoa mais simpática e confiável possível.

E escrevi para meus possíveis anfitriões. “Adorei sua foto na bicicleta”, disse para um tal de Soner. Rejeitado. Para um italiano de Nápoles que estava morando em Istambul, narrei com detalhes sobre quanto gostava da cidade natal dele. Rejeitado. Etc, etc. Rejeitado, rejeitado. Droga.

Ter referências sempre ajuda

Percebi mais dois problemas. Primeiro, sou homem, e todo mundo prefere (ou confia mais em) mulheres como hóspedes. Esse problema não ia se resolver sem cirurgia. Segundo, o fato de ser principiante no CouchSurfing significava que no meu perfil não tinha referência nenhuma de membros que tinham me recebido em suas casas, nem dos que tinham ficado na minha.

Meu anfitrião, o Erol, se prepara para comer um sanduíche típico (e barato) de Istambul: peixe e verdura

Meu anfitrião, o Erol, se prepara para comer um sanduíche típico (e barato) de Istambul: peixe e verdura

Consegui resolver esse último problema: fiz uma busca no site para encontrar os membros recém-cadastrados em Istambul. Quem não tem referências não pode pedir referências, pensei. E mandei uma mensagem a Erol, que começou com “Você é novato ao CouchSurfing? Eu também!”

Deu certo! Erol falou que tinha adorado o fato de eu ter aprendido todas as capitais mundiais quando eu era criança (algo que está no meu perfil), pois ele tinha feito a mesma coisa. E não foi só isso, ele começou a me mandar mapas de como chegar à casa dele, e me perguntar o que eu queria fazer em Istambul, que ele estaria livre nos dias que eu ia ficar na cidade.

Beleza. Visitamos mesquitas e galerias de arte, comemos lambacun (um tipo de pizza turca) e até fomos a um banho turco onde te lavam, dão massagem e esfoliam uma quantidade nojenta de células da pele morta. Erol me ensinou a palavra mais útil do idioma, “az,” que significa “quero só um pouquinho de açúcar no meu café turco (esse que parece lama).” E fomos tomar “brejas” na rua de Nevizade, que é lotada de bares. (Erol é de família muçulmana, mas não é praticante – assim que não seguia a proibição de álcool do Islã).

Quando nossa conversa foi atingida por um desses momentos de silêncio constrangedor, nós fizemos um jogo sobre as capitais mundiais. (Sim, ele acertou Brasil-Brasília, minha primeira pergunta, óbvio. Nada de Buenos Aires.)

- Leia mais dicas de viagens no iG Turismo

Aula de cultura turca

A visita às atrações turísticas, até eu poderia ter feito sozinho. Mas o que fizemos no último dia, não. Erol tinha um amigo que morava na ilha de Buyukada, uma das pequenas “Prince’s Islands” que ficam a uma hora da cidade por barco e servem de escape para os moradores de Istambul durante o verão. São lugares bem charmosos e montanhosos, com casas antigas, vista para o mar e, a melhor parte, nenhum veículo motorizado. Os habitantes e turistas circulam a pé, de bicicleta ou nos “táxis” (que são carruagens a cavalo).

A vista da mesa de jantar em Buyukada

A vista da mesa de jantar em Buyukada

O amigo de Erol nos encontrou no porto e nos levou para fazer compras. Depois subimos e subimos e subimos um morro – até chegar ao apartamento dele, com vista panorâmica das outras ilhas, e vista de perto das famílias de gaivotas que moravam nos tetos das casas vizinhas.

Lá Erol e eu ficamos sentados na varanda, tomando raki (um licor turco com sabor de anis) e conversando, enquanto o amigo preparava um jantar de peixe. Comemos com queijo turco, salada russa, e pão, apreciando o pôr-do-sol. Adoraria dizer que conversamos exclusivamente sobre política, filosofia e arte, mas como somos três homens solteiros (e meio infantis), nosso anfitrião também nos mostrou como ele consegue espantar as gaivotas nos tetos vizinhos com um apontador a laser (desses que usam para apresentações). Mas como somos homens sensíveis, não espantamos as gaivotas pais de família, só os solteiros.

Óbvio que conversamos também sobre as mulheres. Expliquei as “regras” de paquerar e namorar nos Estados Unidos e no Brasil, e perguntei como funcionava na Turquia. Decidi tirar minha maior dúvida. “Vocês namorariam uma mulher que usasse véu?”

Café de manhã turco, preparado pelo Erol

Café de manhã turco, preparado pelo Erol

Esperava palavras politicamente corretas tipo “Seria um pouco diferente, mas claro que dependeria da mulher e da situação. Tudo é possível.”

Mas não foi assim que eles responderam. A verdade é que nem responderam, ficaram aturdidos. Se entreolharam. “É que nunca pensei nisso,” falou um deles – nem lembro qual – e o outro concordou. Não era que o fato de uma mulher usar ou não véu fosse irrelevante. Pelo contrário, era tão longe da realidade deles, que ambos nunca tinham pensado na possibilidade de namorar alguém assim. Seria como se eu tivesse perguntado “você namoraria uma mulher com quatro olhos?”

Existem muitas coisas sobre a sociedade turca que um estrangeiro como eu não consegue entender numa só visita ao país, nem em dez. Mas foi um bom começo descobrir esse abismo que existe entre os turcos religiosos conservadores e os turcos agnósticos liberais, como Erol e seu amigo.

Uma revelação que devo 100% ao CouchSurfing, com um agradecimento especial para o seu membro mais cara-de-pau, o Yves.


- Leia também: Seth erros para evitar no CouchSurfing…  e em Istambul

Notas relacionadas:

  1. O lado multicultural de Londres
  2. Minha viagem incrível para Sanliurfa (sem chegar a Sanliurfa)
Autor: Seth Kugel Tags: , , , ,