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		<title>Despedida</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jul 2012 09:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
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Um ano e alguns meses atrás recebi uma honra que poucos estrangeiros têm: a oportunidade de escrever para o público brasileiro, em português, no momento que Brasil estava começando a se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É dia de despedida. Não porque vou de viagem – às minhas viagens vocês sempre são convidados – mas porque a coluna “Viagens” acaba hoje.</p>
<p>Um ano e alguns meses atrás recebi uma honra que poucos estrangeiros têm: a oportunidade de escrever para o público brasileiro, em português, no momento que Brasil estava começando a se tornar um poder mundial. O turismo, claro, não é um desses temas centrais ao futuro de um país em transformação, como a economia, o meio-ambiente, ou a luta contra a corrupção. Mas faz parte da educação de um povo, e também vira um tipo de diplomacia popular: mudando como o brasileiro enxerga o mundo e como o mundo enxerga o brasileiro. Quem viaja, quanto viaja, e como, importam muito. A viagem, como diz um dos viajantes que mais admiro, o Rick Steves, <a href="http://travelasapoliticalact.com/">é um ato político</a>.</p>
<p>Deixar um gringo escrever uma coluna foi uma decisão corajosa dos editores do iG, e pela qual fui criticado várias vezes pelos leitores. Estou muito agradecido pela confiança. A escolha de terminar a coluna não foi minha, mas quem passa a metade do ano na estrada aprende a ser flexível, e fico muito feliz por ter tido a oportunidade.</p>
<div id="attachment_1482" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/Greg-Images-10-01-11-124.jpg"><img class="size-medium wp-image-1482" title="O colunista, sempre escrevendo " src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/Greg-Images-10-01-11-124-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O colunista, sempre escrevendo </p></div>
<p>Confissão: de algumas coisas não vou sentir falta nenhuma. As noites em claro tentando escrever em um idioma estrangeiro, por exemplo, ou a depressão temporária que sempre me deu quando recebia a versão editada com as (muitas) correções de gramática feitas pacientemente pelos editores. Mas tudo valeu a pena quando saía a coluna e via os comentários dos leitores, e a repercussão que causavam no Facebook e no Twitter.</p>
<p>Nesses comentários, reconheci a mesma paixão, emoção, humor e carinho que valorizo tanto em meus amigos e colegas brasileiros e que são tão diferentes das reações do público norte-americano quando escrevo para ele. Muitos brasileiros também escreveram para reclamar, sobretudo quando escrevia algo sobre o Brasil. E reclamaram muito: quem lembra da coluna “<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/07/27/seth-erros-edicao-especial-como-ser-brasileiro-mas-nao-demais-no-exterior/">Como ser brasileiro, mas não demais, no exterior</a>”? Alunos de sociologia: acho que os mais de mil comentários dariam um bom tema de tese sobre a identidade brasileira no século 21. Quem topa?</p>
<p><em><strong>Como ficar em contato comigo?</strong></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>1) </em><em>Me seguir no Twitter em português, </em><a href="http://www.twitter.com/tuitesdo7"><em>@tuitesdo7</em></a><em>.<br />
</em><em><br />
2) </em><em>Me seguir no Facebook. com o nome </em><a href="https://www.facebook.com/sethkugel"><em>Seth Kugel</em></a><em>. DETALHE: Por favor “assine” a página em vez de pedir “amizade”. Chame-me antiquado, mas amigos para mim são aqueles que conheço pessoalmente.</em></p>
<p><em>3) </em><em>Me conhecer pessoalmente no Rio, no </em><a href="http://t.co/o4718Sd"><em>Seminário Viajosfera</em></a><em>, organizado pelo blogueiro Ricardo Freire, no final de setembro. </em></p>
<p><em>4) </em><em>Para os que gostam de ler em inglês, minha coluna no New York Times, “</em><a href="http://www.nytimes.com/frugaltraveler"><em>The Frugal Traveler</em></a>”<em>, que  sai todas as terças-feiras à tarde. (Também tem um Twitter, </em><a href="http://www.twitter.com/frugaltraveler"><em>@frugaltraveler</em></a><em>, e uma </em><a href="http://www.facebook.com/FrugalTraveler"><em>página no Facebook</em></a><em>.)</em></p>
<p><em>5) </em><em>Ou, para quem não usa Twitter ou Facebook, não gosta ler em inglês, nem vai pro Rio – ou qualquer outra pessoa que queira me contatar diretamente – aí está meu e.mail: <a href="mailto:seth@sethkugel.com">seth@sethkugel.com</a>. </em></p>
<p>O que escrever na última coluna é uma decisão difícil. Mais fácil é o que não escrever: uma lista dos meus lugares favoritos no mundo. Qual é o melhor restaurante de Paris, por exemplo, qual resort do Caribe chama mais minha atenção, qual linha aérea oferece os melhores vinhos ou qual rodoviária do Brasil tem os taxistas mais chatos? Essas dicas você pode encontrar em muitos outros lugares. (Bom, talvez não a dos taxistas chatos, assim que vou fazer uma exceção: é Porto Velho, Rondônia.)</p>
<p>É que, quem depender do meu gosto sobre as coisas finas da viagem, sempre estará perdido. Prefiro um brigadeiro de vendedor de rua ao melhor crème brûlée do restaurante mais clássico da França. Eu mal sei distinguir entre vinho tinto e branco e não conheço quase nenhum resort do Caribe, porque não aceito viagens pagas nem qualquer tipo de “jabá” e, por isso, nunca fico em lugares de luxo.</p>
<p>O que sempre tentei oferecer foi uma filosofia de viagem. Assim que vou tentar resumir aqui os elementos que para mim compõem uma “boa” viagem. Nem seis nem oito, claro, só pode ser Seth Fundamentos da Viagem. Duvido que exista o leitor que concorde com todos; assim que suas sugestões, reclamações e emendas serão bem-vindas, uma última vez, nos “comentários”, lá embaixo.</p>
<p><strong>1-Descobrimento</strong><br />
A existência de mil guias tipo “Lonely Planet” e mil sites como <a href="http://www.tripadvisor.com.br/">Trip Advisor</a> já nos permitem planejar cada detalhe de nossas viagens. Que chato. Há 15 anos, os guias só serviam para o básico, o viajante tinha que descobrir o resto sozinho, andando, olhando, perguntando. Mas ainda dá para voltar para esse tempo. Pelo menos por um ou dois dias da sua viagem, abandone os guias e explore. Levo na mala agora uma guia “Rough Guides – Escandinávia” comigo (estou na Suécia), mas juro que nem o abri depois de pousar no aeroporto da Dinamarca, seis semanas atrás.</p>
<p>Na semana passada, em Kalmar, Suécia, uma sueca me aconselhou a experimentar o café e o bolo de um lugar que se chama Kullzenska Cafeet. Nossa, que charme: no segundo andar de uma casa do século 19, uma fila enorme de suecos esperava para escolher entre tortas de ruibarbo com framboesa ou amora com pera, ainda quentes do forno, e sentar em cadeiras velhas de madeira. “Que descobrimento!”, pensei. Adorei tanto (a torta de ruibarbo) que voltei no dia seguinte (para prova a torta de amora). Acabo de tirar o “Rough Guide” da mala, e sabe o quê? Está recomendado. Mas o que importa? Descobrir os lugares já descobertos conta – isso se sabe desde as viagens de Cristóvão Colombo.</p>
<div id="attachment_1485" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_5829.jpg"><img class="size-large wp-image-1485 " title=" O café &quot;descoberto&quot; pelo autor em Kalmar" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_5829-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text"> O café &quot;descoberto&quot; pelo autor em Kalmar</p></div>
<p>2-<strong>Desconforto</strong></p>
<p>Viagem boa é viagem desconfortável. Não, você não precisa dormir em tenda, nem andar de ônibus público de terceira classe pelas montanhas da Bolívia (ainda que recomende as duas coisas). O desconforto de sair da rotina de hotel internacional, restaurante estrelado, bairro chique é vital à viagem. É social. Em um país que você não fala o idioma, entre em uma cafeteria popular que não permite entender onde começa a fila, nem o que tem nos pratos oferecidos, e pergunte. Com sinais, se for preciso.</p>
<div id="attachment_1492" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_6632.jpg"><img class="size-medium wp-image-1492" title="Leilão sueco" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_6632-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Leilão sueco</p></div>
<p>Experimente novas atividades: andar de caiaque, visitar um museu de arte contemporânea, assistir um leilão sueco (o que acabo de fazer domingo). E, o mais importante: conversar com desconhecidos em qualquer momento. É só sorrir e fazer uma pergunta, ainda que já saiba a resposta. (“Como chegar ao centro da cidade?”, “Conhece algum restaurante que sirva comida regional?”, “Aqui perto tem uma farmácia?”)</p>
<p><strong>Leia também: <a href="Cruzar cidades e lugarejos sem carro pode ser muito mais divertido">Cruzar cidades e lugarejos sem carro pode ser muito mais divertido</a></strong></p>
<p>3- <strong>Flexibilidade<br />
</strong>Esteja sempre pronto a abandonar os planos se algo melhor aparecer. Já fiz <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/03/planeje-a-espontaneidade-para-aproveitar-ainda-mais-a-viagem/?doing_wp_cron">uma coluna inteira sobre isto</a>, mas lembrei da importância nesta semana. Na ilha de Öland, Suécia, montei minha tenda em uma área de acampamento lotada com centenas de trailers – essas “habitações sobre rodas” que os escandinavos adoram. A ideia era experimentar a vida típica de uma família sueca em férias. Mas duas horas depois, andava de bicicleta a 20 quilômetros dali, pelo vilarejo bonitinho de Resmo, onde passei pelo que parecia um sítio com vários prédios. Em uma placa em sueco só dava para entender a maior palavra: “RUM” (“Quarto disponível”). Alguém tocava piano em um celeiro convertido em capela. Ele explicou que o sítio era <a href="http://www.efs.nu/portal/page/portal/sydost/gardar/gynge">uma pequena pousada administrada pelo EFS</a>, uma parte da igreja Sueca.</p>
<div id="attachment_1486" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_6592.jpg"><img class="size-medium wp-image-1486" title="Elba e Alma" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_6592-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Elba e Alma</p></div>
<p>Entrei para aprender mais e descobri algo fascinante: a pousada não tinha um gerente permanente: cada semana, uma família diferente chega e cuida do lugar. A família da semana passada era um casal, o filho e a nora, e duas netas pequenas, Alma e Elba. O preço de um quarto era 390 kroner (R$ 115). Claro que voltei ao acampamento, levei minhas coisas embora, me instalei na pousada e virei amigo da família inteira. Bom, não imediatamente: a filha Alma, de 5 anos, ficou meio-chateada por eu não conseguir responder as perguntas que ela me fazia em sueco. Mas quando a mãe chegou e explicou que eu só falava inglês, me disse o que imagino ser a única frase em inglês que ela sabe falar “I love you”.</p>
<p>4-<strong>Risco<br />
</strong>Há vários tipos de risco. Você pode quebrar a perna ou perder R$ 5 mil? Então não faça. Mas, e se o pior perigo for não gostar do prato que pediu? Ou passar uma tarde ruim? Ou perder duas horas porque decidiu desviar por um caminho que parecia interessante, mas não foi? Viajar sem correr esses riscos é pior do que ficar em casa.</p>
<p>Sexta-feira passada fui assistir a um jogo de futebol, o do Kalmar FF contra um time da Irlanda, no estádio de Kalmar. Mas pedi minha entrada. Uma senhora achou, pelo meu inglês, que eu era um dos 50 fãs irlandeses que tinham tomado vários vôos, mais um trem, para vir de Belfast para ver o seu time, e me mandou para a seção dos irlandeses. Uns loucos que não pararam de cantar e gritar palavrões aos árbitros enquanto faziam mais barulho que os 10.000 torcedores do time anfitrião. Foi desconfortável iniciar uma conversa com esses malucos? Foi. Mas nem eram tão malucos como eu pensava. Me convidaram para tomar cervejas com eles depois do jogo, e quatro horas depois ainda estava no bar com meus novos amigos irlandeses que continuavam a celebrar. Detalhe: o time perdeu de 4&#215;0. A celebração era pela viagem.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/desbrave-as-dunas-de-itaunas-a-pe/n1597696983109.html">Desbrave as dunas de Itaúnas a pé</a></strong></p>
<div id="attachment_1487" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_5923.jpg"><img class="size-large wp-image-1487" title="Torcedores irlandeses" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_5923-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Torcedores irlandeses</p></div>
<p>5- <strong>Independência<br />
</strong>Tours organizados às vezes são necessários. Difícil andar de safári na África sem um guia, por exemplo. Mas na maioria das viagens, não precisa. Sei que os pacotes são sedutores – tudo planejado, intérpretes prontos, ônibus esperando em cada lugar. Mas um pacote é como uma pizza congelada. Vem pronta, não precisa pensar, só botar no micro-ondas e comer. Com certeza a pizza sairá razoavelmente boa. Mas e se você decidir fazer sua própria pizza, com massa feita em casa, os ingredientes que você quiser (orgânicos? vegetarianos? importados?), tirada do forno no momento certo? Ou sai ótima, ou sai ruim. Quando sai ótima, é mil vezes melhor do que a pizza congelada. E, quando sai ruim, dá para contar a história da sua pizza para todo mundo (“Os problemas começaram quando decidi botar uma gota de chocolate em cima de cada anchova&#8230;”) Quem quer ouvir histórias de uma pizza congelada?</p>
<p>6- <strong>Criatividade<br />
</strong>Não tem dinheiro, nem tempo, para viajar para longe? Viagens podem ser locais. Uma das tendências de viagem hoje é a “staycation”, ou seja, fingir ser turista na sua própria cidade. Ótima ideia para meus amigos paulistanos que já conhecem Londres e Paris, mas nunca exploraram a Zona Norte de São Paulo (e pegar a Marginal Tietê para Guarulhos não vale). Maravilhosa ideia para os meus amigos cariocas que conhecem cada cantinho de San Francisco e Las Vegas, mas nunca entraram em uma das favelas pacificadas do Rio. (Vale até o elevador de Ipanema para Pavão/Pavãozinho e Cantagalo, para os mais preguiçosos.) Ah, e vocês que moram em Manaus, Belém ou Santarém e nunca penduraram a rede num dos barcos populares que andam pela região, estão esperando o quê?</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-18/como-fazer-uma-viagem-de-volta-ao-mundo.html">Como fazer uma viagem de volta ao mundo</a></strong></p>
<div id="attachment_1488" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3004.jpg"><img class="size-medium wp-image-1488" title="O pescador albanês " src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3004-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">O pescador albanês (imagem que ficou na mente)</p></div>
<p>7- <strong>Humanidade<br />
</strong>Fiz um exercício mental recentemente e o resultado me surpreendeu. Pensei em vários destinos que visitei recentemente para ver qual seria a primeira imagem mental que me vem. Em cada lugar era um rosto. Na Albânia, o do dono de um restaurante que me convidou a pescar. Na Turquia: o do <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/07/13/minha-viagem-incrivel-para-sanliurfa-sem-chegar-a-sanliurfa/">rapaz que tocou música tradicional turca</a> na casa da família e me convidou a almoçar. Em Roma, o vendedor de fruta que me deu uma laranja de graça quando soube que eu era de Nova York, para onde a família dele migrou décadas atrás. Em Manaus, a linda dançarina de forró que&#8230; humm, acho melhor deixar essa história sem contar. Não é que não aprecio as belezas da natureza, da arte e da arquitetura. Meu computador está cheios dessas imagens. Mas na minha mente, que tem megabytes limitados, se armazenam principalmente as imagens de pessoas.</p>
<p>Para concluir, acho que vale a pena notar como uma viagem pode mudar o rumo da sua vida. Esta coluna foi resultado indireto de uma viagem que fiz em 2004, entrando no Brasil pela primeira vez pela fronteira colombiana, a bordo do barco Fernandes II, com uma rede e uma gramática portuguesa. Essa viagem virou tema da <a href="http://travel.nytimes.com/2004/11/07/travel/07manaus.html">minha primeira matéria de viagens</a>, e, quatro anos depois, mudei para o Brasil para escrever sobre a economia, a política e a cultura do seu país. Dois anos depois, em 2010, quando saí para virar jornalista de viagens para um veiculo norte-americano, tive a ideia de também fazer uma coluna de viagens especialmente para o público brasileiro.</p>
<div id="attachment_1489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_8924.jpg"><img class="size-large wp-image-1489 " title="O vendedor de frutas em Roma" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_8924-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">O vendedor de frutas em Roma</p></div>
<p>As viagens nem sempre têm consequências tão profundas. Mas se chegam a abrir a mente, causar prazer, fomentar amizades e inculcar a apreciação pela beleza e a diversidade do planeta que compartilhamos, isso já não é suficientemente profundo para valer a pena?</p>
<p>Um abraço para todos, e nos vemos aí pelo mundo.</p>
<p>Relembre algumas colunas clássicas:</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/07/27/seth-erros-edicao-especial-como-ser-brasileiro-mas-nao-demais-no-exterior/">- Seth erros edição especial: como ser brasileiro, mas não tanto no exterior</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/10/19/toda-cidade-tem-seu-%E2%80%9Cesquilo%E2%80%9D/">- Toda cidade tem o seu esquilo</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/11/16/os-piores-pacotes-de-viagem-possiveis/">- Os piores pacotes de viagem possíveis</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/01/18/o-que-os-brasileiros-me-ensinaram-sobre-portugal-e-a-realidade/">- O que os brasileiros me ensinaram sobre Portugal e a realidade</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/02/22/deu-gringo-no-carnaval/">- Deu gringo no Caranaval</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/03/15/para-ingles-entender/">- Para o inglês entender</a></p>
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		<title>Tirando as dúvidas sobre a Escandinávia</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jul 2012 09:57:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
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Quando comecei minha viagem pela Escandinávia, escrevi uma coluna sobre minhas dúvidas e meus preconceitos a respeito dessa região que eu não conhecia, e pedi aos leitores para que me mandassem suas próprias dúvidas para que eu tentasse resolvê-las. Já passei pela Dinamarca e Noruega, e estou na Suécia – e vou tentar responder usando não só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste">
<p class="MsoNormal"><span>Quando comecei minha viagem pela Escandinávia, </span><span lang="EN-US"><a href="../2012/05/31/arrumando-a-mala-%E2%80%93-e-a-pesquisa-%E2%80%93-para-a-escandinavia/"><span lang="PT-BR">escrevi uma coluna</span></a></span><span> sobre minhas dúvidas e meus preconceitos </span>a respeito<span> dessa região que eu não conhecia, e pedi aos leitores para que </span>me mandassem <span lang="EN-US"><a href="../2012/05/31/arrumando-a-mala-%E2%80%93-e-a-pesquisa-%E2%80%93-para-a-escandinavia/?allcomments#comments"><span lang="PT-BR">suas próprias dúvidas</span></a></span><span> para que </span>eu tentasse resolvê-las. Já passei pela Din<span>amarca e Noruega, e estou na Suécia – e vou tentar responder usando não só minhas próprias observações, mas também com </span>dados de uma entrevista <span>que fiz com uns novos amigos noruegueses nas ilhas Lofoten, que </span>adoraram respond<span>er às perguntas dos brasileiros. (Os que querem praticar seu inglês podem ler mais sobre esse grupo legal na </span><span lang="EN-US"><a href="http://frugaltraveler.blogs.nytimes.com/2012/07/10/partying-above-the-arctic-circle-on-the-lofoten-islands-of-norway/"><span lang="PT-BR">minha coluna no New York Times desta semana</span></a></span><span>).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Resultou que muitos leitores tinham as mesmas dúvidas que eu. Assim que vamos começar com o preconceito mais básico.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Leia também:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/06/28/que-tal-trocar-a-capital-da-dinamarca-pela-da-noruega/"> Que tal trocar a capital da Dinamarca pela da Noruega?</a></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<div id="attachment_1462" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3464.jpg"><img class="size-large wp-image-1462 " title="O panel de noruegueses, num momento de reposo" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3464-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Noruegueses num momento de reposo</p></div>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
<p><strong>Quase todo mundo é loiro?</strong><br />
Eu me considero meio especialista em determinar se as mulheres pintam o cabelo. (Em São Paulo, é muito fácil: 99% das loiras que não falam com sotaque gaúcho têm raízes escuras.) Mas, aqui, a quantidade e variedade de loiros sobrecarrega os circuitos dos meus detectores internos. Tem loiros – adultos, não apenas crianças – com o cabelo tão amarelo que chega a ser quase branco. E é natural. Eu tenho uma grande dificuldade de manter a boca calada, assim que, quando conheci a Johanne, aluna de medicina na Noruega, falei “essa cor de cabelo não pode ser verdadeira”. “Mas é”, ela respondeu. “Você é albina?”, eu disse. Acho que ela queria me matar.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<div id="attachment_1463" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_4913.jpg"><img class="size-medium wp-image-1463" title="Cabelo mais loiro, impossível. Crianças na festa medieval de Hova, Suécia." src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_4913-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Cabelo mais loiro, impossível. Crianças na festa medieval de Hova, Suécia</p></div>
<p>Fiz a mesma pergunta ao oficial que me vendeu uma passagem de trem em Gothenburg, Suécia. “Me fala uma coisa”, eu disse para o jovem de cabelo amarelo, quase de ouro. “Essa cor é natural?” Ele riu muito. “É”, disse.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Óbvio que nem todo mundo é loiro. Além dos suecos, dinamarqueses e noruegueses de cabelo escuro, uma minoria, há também muitos imigrantes do restante da Europa, da Ásia e da África, o que gera muita variedade. A grande maioria, no entanto, faz mesmo parte da “loirada”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Tudo é caro demais?<br />
</strong>Essa foi uma pergunta minha, e alguns leitores também queriam saber por que os preços eram tão altos. A resposta à primeira é fácil: depende do país. Achei a Dinamarca e a Suécia caras, mas não mais do que os bairros nobres de São Paulo ou do Rio. Mas a Noruega é outra história. É um absurdo. Chegando à cidade de Narvik, um porto pequeno no meio do nada, vi uma loja de fast-food que vendia só hambúrgueres (feitos por imigrantes iranianos não loiros). Quase morri quando vi o preço de um hambúrguer médio, com batatas fritas e refrigerante? R$ 50. Cadê o Bob’s?</p>
<p class="MsoNormal">
<div id="attachment_1464" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_1327.jpg"><img class="size-medium wp-image-1464" title="Tradução: um Snickers por &quot;só&quot; R$6.50" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_1327-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Tradução: um Snicker&#39;s por &quot;só&quot; R$ 6,50</p></div>
<p class="MsoNormal">Porque Noruega é tão cara? Não sou economista, mas me contaram que há várias razões. 1º &#8211; O país ficou fora da União Europeia e por isso usa tarifas para proteger muitos produtos nacionais (igual ao Brasil). 2º &#8211; Há muito dinheiro vindo das petroleiras. 3º &#8211; As empresas e os comerciantes pagam muitos impostos, o que significa que é muito caro contratar gente para trabalhar e esse custo é repassado para o consumidor.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/2012-07-03/a-viagem-perfeita-para-cada-signo.html">A viagem perfeita para cada signo</a></strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Todos são muito obedientes às regras?<br />
</strong>Sim, e às vezes até demais. Mas não sempre. Uma noite estava andando pela cidade de Estocolmo com uma sueca, a Katarina, e ela atravessou a rua apesar do sinal (de pedestres) não estar aberto. Dei meus parabéns pela rebeldia. Em geral, diria que muitas coisas funcionam bem, e parte da razão é o costume de seguir as regras e fazer tudo de forma ordenada.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A leitora Renata escreveu: “<strong>Por que e pra que os dinamarqueses e noruegueses massacram milhares de baleias por ano?</strong> Apesar da Dinamarca e da Noruega serem países desenvolvidos e interessantes para o turismo, jamais os visitarei, enquanto houver essa barbárie!”</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Primeiro, preciso mostrar uma foto que a Renata não vai gostar:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="background: fuchsia"> </span></p>
<div id="attachment_1443" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3628.jpg"><img class="size-large wp-image-1443 " title="Me mandaram a cortar a carne de baleia...e eu fiz. Viajante deve respetar a cultura local quando possível" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3628-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Me mandaram a cortar a carne de baleia...e eu fiz. Viajante deve respetar a cultura local quando possível</p></div>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Sim, sou eu cortando a carne de baleia. Fui convidado pela Kaia Tetlie para uma festa nas ilhas Lofoten, onde a carne de baleia é uma comida tradicional. Ela me mandou preparar. Lá na festa quase todos os presentes comiam baleia, a maioria eram noruegueses simpáticos, inteligentes e profissionais, não assassinos com manchas de sangue na roupa. Qualquer pessoa de fora teria dúvidas sobre a caça de baleias, que poucos países permitem, mas também acredito em ser um bom hóspede. Já jantei em casas africanas onde as mulheres não comem até os homens terminarem de comer. Acho o sistema nojento, mas mesmo assim jantei com os homens.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Os turistas normalmente não podem ser ativistas, protestando a cada costume local que encontram. Mas podem fazer perguntas honestas. Perguntei.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A Kaia me explicou que a variedade de baleia que eles comem não é uma espécie com perigo de extinção – e há um limite legal de quantas baleias se pode matar. Acho que eram 600 por ano. “Há mais dessas baleias vivas hoje do que havia 40 anos atrás,” disse o Øystein, um amigo da Kaia. Ele mencionou que, com as técnicas modernas de caça, uma baleia não sofre com o arpão, morre quase imediatamente. Não sei se é verdade.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Leia também:<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-20/o-melhor-de-praga-em-um-dia.html"> O melhor de Praga em um dia</a></strong></p>
<div id="attachment_1465" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3848.jpg"><img class="size-large wp-image-1465" title="Este grupo comeu carne de baleia. São pessoas cruéis e abomináveis?  " src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3848-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Este grupo comeu carne de baleia. São pessoas cruéis e abomináveis?  </p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Outra pergunta foi feita pela Anna, mais uma amiga do grupo que conheci: “Por que perdemos tanto tempo falando das baleias enquanto, no mundo inteiro, há tantas galinhas vivendo sufocados em pequenas gaiolas?”</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">É um bom ponto. Somos todos de países pecadores. E se alguém falasse “apesar de o Brasil ser um país interessante para o turismo, eu não vou para lá porque estão destruindo a Amazônia”. O que você responderia? E para um casal gay que decidisse não visitar países onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não fosse permitido? Matar baleias é cruel? Talvez. <span>Mas, não visitar países onde em algumas regiões se come carne de baleia?</span> É uma decisão muito mais complicada.</p>
<p><strong>A leitora Ana Paulo notou que muitos escandinavos são ateus, e queria saber mais sobre como </strong><strong>isso aconteceu.</strong> Eu não tenho estatísticas, mas ela está certa. Os escandinavos devem ser entre os mais ateus no mundo; porém, há muitas igrejas por todos os lados, e algumas bem lindas. Assim que é óbvio que não foi sempre assim. Uma norueguesa, a Stine, me disse que apesar de muitos irem para missa no Natal como ato simbólico, poucos vão todas as semanas. Concluiu que os avós deles formaram a última geração religiosa.</p>
<div id="attachment_1466" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_1847.jpg"><img class="size-large wp-image-1466" title="A igreja em Mundal, onde há Missa só cada três semanas" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_1847-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">A igreja em Mundal, onde há Missa só a cada três semanas</p></div>
<p style="text-align: center">
<p class="MsoNormal">No vilarejo de Mundal, nos fiordes da Noruega, nos disseram que a igreja vermelha, um dos pontos turísticos do local, só recebe um ministro a cada três semanas. Mas fiquei curioso quando me disseram que o ato da “Confirmação” ainda é muito comum, só que tem duas versões: religiosa e “civil”. É que a cerimônia serve a outro propósito além do religioso: simboliza a chegada à idade adulta. (Celebra-se no ano em que o jovem faz 15 anos). Mais importante ainda, explicaram os amigos: recebem muitos presentes e dinheiro. Ou seja, é um pouco parecido ao que acontece com o Natal. Até os agnósticos acreditam em uma boa festa e abrir presentes. Ainda assim, “recebe mais dinheiro quem faz na igreja”, disse Inger.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Alguém escreveu querendo saber como funciona o sistema de universidades, onde moram os alunos etc. </strong>Achei bem interessante a pergunta, e algo que nem teria pensado em perguntar. Os amigos noruegueses me explicaram o sistema deles. As universidades são públicas na grande maioria, mas não existe vestibular: entra-se só pelas notas das escolas que já frequentaram. Inacreditável! Eu sempre critico o sistema brasileiro por basear as decisões só nos vestibulares, porque tem muitas coisas que os exames não revelam. (Nos Estados Unidos o processo combina exames, notas, entrevistas e ensaios escritos pelo aluno.) Ah, e o normal é os alunos morarem em apartamentos, não nos famosos dormitórios dos EUA onde (nos filmes) todo dia tem festas da cerveja. (Na realidade tem cervejada, no MÁXIMO, cinco dias por semana.)</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-18/volta-ao-mundo-em-veleiro-bike-e-aviao.html">Volta ao mundo em veleiro, bike ou avião</a></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>O Sandro escreveu querendo saber como sobrevivem no inverno.<br />
</strong>Boa. O <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/07/05/sob-o-sol-da-meia-noite">sol da meia-noite </a>é uma coisa legal, mas vem com um lado negativo também: um inverno muito frio e escuro. “Basicamente, vivemos nossas vidas normais”, disse Ølstein. Mas passam muito tempo em casa sem sair, disseram todos. E, por isso, as residências têm que ser confortáveis e lotadas de coisas para fazer. “As pessoas assistem a vários seriados de TV”, disse Kaia. “Gastamos muito dinheiro em nossas casas porque passamos muito tempo nelas,” agregou Ølstein. E esquiam bastante. “Faz parte da nossa mitologia nacional.”</p>
<p class="MsoNormal">A Carla me escreveu: “É um dos meus sonhos conhecer esses países onde as pessoas e a cultura são tão diferentes do Brasil”, e mencionou várias dúvidas sobre essa cultura diferenciada. Achei duas muito interessantes. <strong>“As pessoas são frias ou receptivas como nós, no Brasil?”</strong></p>
<p class="MsoNormal">Complicado. Como eu viajo sozinho, sempre noto as reações dos locais quando começo conversar com eles.  (E isso acontece muito.) Sem dúvida, países quentes são mais calorosos, inclusive o Brasil. Na Escandinávia, observei (e confirmei com os meus amigos) não é muito comum conversar com desconhecidos na rua, ou no metro etc. “Eu ficaria muito surpreso se alguém falasse comigo no ônibus”, disse Anna.</p>
<p class="MsoNormal">
<div id="attachment_1467" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_4994.jpg"><img class="size-large wp-image-1467 " title="A noiva do casamento medieval...e o pai com quem eu falei depois da ceremônia" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_4994-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">A noiva do casamento medieval... e o pai, com quem falei depois da cerimônia</p></div>
<p class="MsoNormal">Óbvio que eu ainda fiz um ajuste: no Brasil eu falo qualquer bobeira para iniciar uma conversa: Caramba, que calor, né? Etc etc. Na Escandinávia  virei mais formal e preparei uma dúvida para tirar. Assisti, por exemplo, a um casamento medieval (o casal era fã da Idade Média e decidiu se casar em público durante uma festa medieval da cidade de Hova, Suécia). Como eu não entendi o idioma da cerimônia, f<a name="_GoBack"></a>ui falar com alguém do lado de fora da igreja depois do fim do casamento. “Desculpe senhor, estou visitando e não entendo sueco, tenho uma dúvida.” O cara me explicou tudo, e até me contou como o casal tinha se conhecido. Resultou que ele era pai da noiva.</p>
<p class="MsoNormal">Nessa mesma noite fiquei sentado fora da minha tenda instalada em uma área verde pública, ao lado dos trilhos do trem <span style="font-family: 'Times New Roman', serif;font-size: 12pt">(as leis da Suécia permitem acampar em muitos lugares públicos),</span> editando fotos no meu notebook. Várias pessoas passavam, indo para casa ou sei lá onde, sem nem falar oi. Mas apenas três pararam para conversar. Talvez tivessem sido mais, mas a terceira pessoa, um fazendeiro, me deu uma cerveja, contou sobre as viagens de caça que ele faz na África, e, ao final, me convidou para tomar uísque na casa de uns amigos que moravam perto. Óbvio que fui, e nas horas seguintes, bebi uísque e cerveja. Mas também fiz um tour muito legal pela casa do amigo, que adora os anos 50 e 60 e tem uma coleção de móveis de estilo escandinavo, tocadores de discos e discos da época. Escutamos Elvis e rock sueco. Então, a partir disso, você me diz se os escandinavos são receptivos.</p>
<p class="MsoNormal">Carla também notou algo que achei esquisito: <strong>os noruegueses não colocam açúcar no café</strong>. Perguntei&#8230; e é verdade. Isso é considerado de muito mau gosto, estraga o sabor etc. Eu concordo, mas para mim a liberdade de tomar o café como você quiser faz parte da Constituição da Cafeína. E, no Brasil, as pessoas me olham como se eu estivesse louco por não aceitar nem açúcar nem adoçante com o café. Nos Estados Unidos, é aceitável, mas pouco comum tomar café sem açúcar. Na Noruega, por fim, me senti em casa! (Só que ainda me falta o cabelo loiro.)</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mais no iG Turismo:<br />
<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-13/aproveite-a-crise-para-viajar-a-grecia-gastando-menos.html">- Aproveite a crise para viajar à Grécia gastando menos</a><br />
</strong><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-05/as-cavernas-mais-incriveis-do-mundo.html">- As cavernas mais incríveis do mundo</a><br />
</strong><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/as-belezas-da-chapada-diamantina/4fb657b34dcffaf50500046b.html">- Os tesouros da Chapada Diamantina</a> </strong></p>
</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Sob o sol da meia-noite</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/07/05/sob-o-sol-da-meia-noite/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jul 2012 09:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>

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		<description><![CDATA[Lugares distantes são sempre cheios de surpresas – Aqui se come insetos? Os carros andam no lado esquerdo? O povo prefere cerveja quente? – mas alguns fatos parecem universais. Água molha. Fogo esquenta. Açúcar adoça. Sangue é vermelho. O sol nasce de manhã e se põe à tarde. Só que não sempre. Não, não descobri [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lugares distantes são sempre cheios de surpresas – Aqui se come insetos? Os carros andam no lado esquerdo? O povo prefere cerveja quente? – mas alguns fatos parecem universais. Água molha. Fogo esquenta. Açúcar adoça. Sangue é vermelho. O sol nasce de manhã e se põe à tarde. Só que não sempre. Não, não descobri água seca nem fogo frio, mas acabo de passar oito dias inteiros sem o sol descer do céu, nas <a href="http://www.lofoten-info.no/">Ilhas Lofoten</a>, na Noruega. Só não sei se passei oito noites também. Se o sol está brilhando às 23h e à 1h e às 3h, é noite?</p>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_1431" class="wp-caption aligncenter" style="width: 583px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3471.jpg"><img class="size-large wp-image-1431   " title="IMG_3471" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_3471-1024x682.jpg" alt="" width="573" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Vista nas Ilhas Lofoten. Dia ou noite de verão?</p></div>
<p><strong>Leia também:<br />
-<a href="http://turismo.ig.com.br/2012-07-03/a-viagem-perfeita-para-cada-signo.html">Descubra a viagem perfeita para cada signo</a></strong></p>
<p>Claro que sabia, em teoria, que isso ia acontecer. Estava ao norte do Círculo Ártico, durante o período do “sol da meia-noite”. Pensei em ficar olhando o horizonte à 0h, tirando fotos do quase-pôr-do-sol. Só que não pensei nas consequências. O mundo simplesmente não é igual.</p>
<p>Um exemplo: nos primeiros dias, estava com meus pais, que estavam me visitando na Noruega para fazer um cruzeiro pela costa. E MEUS PAIS estavam ainda acordados às 0h30. Isso simplesmente não acontece. Outra coisa: queria sair para dar uma corrida ao final da tarde. Pensei “preciso sair antes do sol descer porque vou me perder” e depois lembrei que o sol não ia descer até o dia 18 de julho às 0h42 da manhã. (E só por 52 minutos.)</p>
<div id="attachment_1428" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2147.jpg"><img class="size-medium wp-image-1428" title="IMG_2147" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2147-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Bares em Bergen, às 23h. Cadê o ambiente noturno?</p></div>
<p>Os efeitos são vários, e quase todos inesperados. Um aspeto positivo, sobretudo se você está, como eu estava, em uma parte do mundo tão especial quanto as Ilhas Lofoten. Montanhas e fiordes, vilarejos e praias, flores amarelas e brancas tapando os campos como lençóis. Depois de cada curva na estrada (e a estrada tem muitas curvas) uma vista maravilhosa. Que bom ter mais horas no dia para ver tudo isso. E o sol de noite dá a tudo um aspecto diferente, uma coloração de pôr-do-sol, mas que não se acaba.</p>
<p><strong>Mais no iG Turismo:<br />
- <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/06/28/que-tal-trocar-a-capital-da-dinamarca-pela-da-noruega/">Que tal trocar a capital da Dinamarca pela da Noruega?</a></strong></p>
<p>Outra coisa, se você chegar, como eu, pouco a pouco, de barco (o cruzeiro que sobe pelo litoral norueguês, o <a href="http://www.hurtigruten.com/">Hurtigruten</a> é caro se você faz a rota inteira, mas excelente em trechos como de Brønnøysund a Svolvaer, capital das Lofoten), dá para ver algo bem interessante enquanto ainda não passou o Círculo Ártico: uma noite que dura menos de meia hora. Se não leu na internet os horários do sol, dá para ver o sol no horizonte sem saber se está subindo ou descendo. É só esperar e ver o que acontece e depois determinar se você viu o anoitecer ou o amanhecer.</p>
<p>Mas isso também traz problemas. Primeiro, é bem desorientador. A luz nos dá sinais de comportamento. Para comer, por exemplo: o sol nasce, já vem a hora do café. Sol alto, almoço. O sol desce, já pode pensar no jantar. Para quem não conhece as sutilezas da luz do sol de verão de lá, só o relógio sabe que horas são.</p>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_1429" class="wp-caption aligncenter" style="width: 584px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2908.jpg"><img class="size-large wp-image-1429  " title="IMG_2908" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2908-1024x682.jpg" alt="" width="574" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Meia-noite no Trollfjord, fiorde das Ilhas Lofoten</p></div>
<p>Quando chegamos à cidade de Bergen, a segunda cidade da Noruega, que não fica ao norte do círculo, mas ainda assim tem sol até muito tarde, já era 22h e ainda havia luz do dia. Perguntei para o taxista: como saber que é noite? As pessoas se vestem diferente? Se comportam diferente? Não, ele disse, não tem jeito de saber. Não era exatamente certo, vimos alguns jovens que pareciam vestidos para ira pra balada. Pareciam ridículos, como se estivessem na praia de terno ou no escritório de sunga.</p>
<p><strong>Veja ainda:<br />
- <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/06/21/curiosidades-de-copenhague-capital-da-dinamarca/?doing_wp_cron">Curiosodades de Copenhagen, a capital da Dinamarca</a></strong></p>
<p>Lá nas Lofoten, fica bastante difícil se convencer de que é hora de dormir. Como deitar quando ainda tem luz? E, pode ser que você tenha sorte de dormir em um hotel com cortinas bem escuras, mas eu estava na casa de amigos e em hotéis baratos, sem esse luxo. Mas, ainda assim, é mentalmente difícil, sabendo que é ainda “dia”, cair no sono.</p>
<div id="attachment_1430" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2336.jpg"><img class="size-medium wp-image-1430" title="IMG_2336" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2336-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Quarto de hotel em Brønnøysund, à 1h. Como dormir?</p></div>
<p>Também fiquei surpreso com quanto prazer a noite nos dá, acho que nunca percebi. Na luz, uma festa não chega a ter exatamente o mesmo encanto; fui para uma festa ótima em Kabelvåg, da Kaia, amiga de um amigo, e foi superbacana. Uma dessas festas em que tudo está bem planejado: nós que estávamos ajudando passamos a noite anterior, ou o dia inteiro, planejando e preparando as comidas, movendo móveis. Todo mundo se apresentava à mesa, meio-informalmente, tinha cava e salmão, bacalhau com batatas e tomates (é de lá que vem o bacalhau, claro). Aí chegou o momento de escurecer a festa e começar a bombar. Mas, cadê a noite? Quando fomos para o bar local, às 2h, ela ainda não tinha chegado; quando voltamos para o afterparty, também não. Até o prazer de ficar na balada até amanhecer desaparece.</p>
<p>Imaginei como seria tentar seduzir uma mulher sem a ajuda da escuridão (é, só imaginei, seus tarados). As velas ficam inúteis, e a luz da lua nem existe. Nunca pensei em como a escuridão é um ingrediente tão importante nas nossas vidas. Para dizer a verdade, fiquei muito cansado do dia. Deu saudades da noite, um sentimento bem esquisito.</p>
<p><strong>Mais:<br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-20/o-melhor-de-praga-em-um-dia.html">O melhor de Praga em um dia</a></strong></p>
<p>Quando perguntei para as pessoas que moram ali, todo mundo disse que adora o verão. A Kaia me disse que fica muito triste na primeira noite que o sol desaparece, no fim do mês de luz – apesar dele sumir só alguns minutos. “Significa que o verão está acabando.”</p>
<p style="text-align: left">
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_1427" class="wp-caption aligncenter" style="width: 583px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2312.jpg"><img class="size-large wp-image-1427  " title="IMG_2312" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/07/IMG_2312-1024x682.jpg" alt="" width="573" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Sol da meia-noite nas Ilhas Lofoten, na Noruega, ao norte do Círculo Ártico</p></div>
<p>Mas essa gente que tem que lidar com um inverno bem horrível porque o contrário também ocorre – o sol some e não volta por semanas. Eles dizem que estão acostumados, mas eu posso me acostumar a muitas coisas e não gostar. Os escritores sempre atrasados, tipo eu, também se beneficiam. Uma noite fique trabalhando até as 5h da manhã sem nem perceber o cansaço. (Claro que o senti no dia seguinte, mas nem tanto. A constante luz do dia dar energia.) Mas tem algumas profissões que não podem se beneficiar. Vendedor de abajures, por exemplo.</p>
<p>Escrevo isto em um trem que desce a Suécia, e daqui a pouco vamos passar a linha do Círculo Ártico. Ou seja, quando cair a noite, vai cair de verdade. Estou pronto para escapar dessa confusão de luz às 2h da madrugada. Ou seja, não vejo hora de poder ver a hora.</p>
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/sol-da-meia-noite/01.JPG" title="Mesmo com sol 24 horas, a neve ainda persiste no topo das montanhas de Bergen" class="shutterset_set_18" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/sol-da-meia-noite/02.JPG" title="O verão é momento de longos passeios pelas paisagens das Ilhas Lofoten " class="shutterset_set_18" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/sol-da-meia-noite/03.JPG" title="Mais da beleza das Lotofen" class="shutterset_set_18" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/sol-da-meia-noite/04.JPG" title="Tomando cerveja e comendo queijo à 1h da manhã, já (ou ainda) com sol" class="shutterset_set_18" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/sol-da-meia-noite/05.JPG" title="Bacalhau  secando nas Lofoten" class="shutterset_set_18" >
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		<title>Que tal trocar a capital da Dinamarca pela da Noruega?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2012 09:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de 10 dias na Noruega, cheguei a duas conclusões. Este país, abarrotado de montanhas e fiordes, vistas majestosas e paisagens bucólicas, é o mais belo que eu já visitei. E a capital, Oslo, cara pra caramba e com algumas atrações, tem pouco dessa energia urbana que dá vida aos arrasa-céus e às ruas lotadas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">Depois de 10 dias na Noruega, cheguei a duas conclusões. Este país, abarrotado de montanhas e fiordes, vistas majestosas e paisagens bucólicas, é o mais belo que eu já visitei. E a capital, Oslo, cara pra caramba e com algumas atrações, tem pouco dessa energia urbana que dá vida aos arrasa-céus e às ruas lotadas. Enfim, é um pouco chata.</p>
<div id="attachment_1411" class="wp-caption aligncenter" style="width: 583px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-loiras.jpg"><img class="size-large wp-image-1411  " title="Capitais-loiras" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-loiras-1024x684.jpg" alt="" width="573" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">Oslo tem loiras lindas, mas não muita vida nas ruas nem parques. Aqui, o parque do palácio real e a rua principal do centro</p></div>
<p>Antes disso estava na Dinamarca, um país agradável, mas sem muito para oferecer fora de sua capital, Copenhague, que é cheia de surpresas e energia nas ruas e tem os braços abertos para visitantes. Quando perguntei para os amigos dinamarqueses e outros que tinham visitado o país o que eu deveria fazer fora da cidade, as respostas chegaram sem entusiasmo. A Dinamarca, parece, não é tão extraordinária fora da capital. Eu confesso que não vi muitas partes do país, mas fiquei impressionado com as dicas dos amigos e contatos dinamarqueses quando pedi ideias para passar uma semana na natureza. Vá para Suécia, disseram muitos. Outros recomendaram alguma costa selvagem ou cidadezinhas do interior, mas sem insistir muito.<br />
<strong><br />
Leia também:<br />
- <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/06/21/curiosidades-de-copenhague-capital-da-dinamarca/">As principais atrações de Copenhagen</a></strong></p>
<div id="attachment_1416" class="wp-caption alignleft" style="width: 305px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-CopLoiras.jpg"><img class="size-large wp-image-1416   " title="Capitais-CopLoiras" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-CopLoiras-1024x682.jpg" alt="" width="295" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">Mais vida nas ruas de Copenhague</p></div>
<p>Então, um ótimo país com uma capital (turisticamente) medíocre, e uma ótima capital dentro de um país (turisticamente) chato. A solução me ocorreu imediatamente: o que precisam fazer é uma troca de capitais. Mudar Oslo para a Dinamarca e Copenhague para a Noruega. Isso pode resultar em algumas inconveniências políticas e desafio para os engenheiros contratados para fazer a mudança, mas valeria a pena. Pelo menos para nós viajantes, claro.</p>
<p>Vamos comparar as duas cidades, não do ponto de vista de quem mora lá, mas de quem quer visitá-las. Afinal, algumas cidades guardam seus segredos e encantos apenas para os moradores e só revela para os turistas mais pacientes e corajosos. Quem antes só conhecia São Paulo de rápidas visitas e depois se mudou pra lá sabe bem do que estou falando. Não seria junto. Justo, né?</p>
<p><strong>Leia também:<br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-15/gondola-leva-turistas-para-interior-de-vulcao-na-islandia.html">Na Islândia, gôndola leva turistas a interior de vulcão</a></strong></p>
<p>Oslo, claro, não é São Paulo: é calma em vez de caótica e é fácil se locomover por transporte público (apesar de caríssimo – 30 kroner, mais de R$ 10 por viagem, ou 75 kroner por dia). É limpa e segura, apesar de não ser tão limpa (muitos mendigos), nem segura (alguns furtos), quanto dizem devido à crise europeia.</p>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_1417" class="wp-caption aligncenter" style="width: 665px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-operaoutside.jpg"><img class="size-large wp-image-1417  " title="Capitais-operaoutside" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-operaoutside-1024x682.jpg" alt="" width="655" height="437" /></a><p class="wp-caption-text">A Operahuset em Oslo, inaugurada em 2008</p></div>
<p>Mas atrações e cultura, têm. Cheguei com muitas dicas de lugares para visitar, e encontrei alguns maravilhosos: a nova Ópera é um prédio na beira do porto que dá para visitar, por fora e por dentro, sem assistir uma apresentação; até dá para levar um piquenique para o telhado, como muitas pessoas fazem. Melhor ainda é se perder por horas entre as 212 esculturas humanas no Frognerparken (Parque Frogner), todas criadas por um homem só, o norueguês Gustav Vigeland, que trabalhou décadas no projeto. Cada obra mostra homens, mulheres e crianças de todas as idades, nus e em poses diversas: de violenta a brincalhão, de triste a estática, ou qualquer outro contraste que possa ser encontrado dentro do âmbito das emoções humanas.</p>
<p><strong>Veja:<br />
- <a href="http://luxo.ig.com.br/lazereprazer/as-mais-lindas-casas-de-opera-pelo-mundo/n1597594045312.html">As mais belas casas de ópera do mundo</a></strong></p>
<div id="attachment_1418" class="wp-caption alignleft" style="width: 378px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-sereia.jpg"><img class="size-large wp-image-1418  " title="Capitais-sereia" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-sereia-1024x682.jpg" alt="" width="368" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Um &quot;esqueleto&quot; de sereia é, em verdade, uma obra de arte disfarçada no museu nacional dinamarquês</p></div>
<p>Adorei também o <a href="http://www.khm.uio.no/vikingskipshuset/" target="_blank">Vikingskipshuset</a>, o Museu de Barcos Vikings, que mostra três barcos, cada um construído há mais de mil anos, na época em que os vikings dominaram os mares. Dois dos três estão em condições impressionantes; todos foram encontrados enterrados, como parte da sepultura de pessoas importantes. Imagine ser enterrado hoje em dia com seu iate ou jato particular?</p>
<p>Mas a cidade era tranquila demais. Faltou energia. Cadê as surpresas, a arte de rua, as figuraças nas ruas? Normalmente, quando eu recomendo uma cidade, não são as atrações que chamam a atenção. Em Auckland, Nova Zelândia, muitas pessoas andam descalças pelas ruas! Na Zona Sul do Rio tem pontos de suco em cada esquina! Em Los Angeles as comunidades de imigrantes são imensas, mundos inteiros em si.  Em Oslo? “Tem um parque de esculturas bacana” não soa igual.</p>
<p>Também visitei o bairro mais descolado, mais moderninho, mais “hipster”: Grünerløkka. Admito que não ajudou, já que eu não tinha verba suficiente para comer nos restaurantes (onde até um carioca ou paulistano acharia caro). Achei só mais ou menos. Todos tinham recomendado o “imperdível” Bar Boca, com seus bartenders de classe mundial fazendo drinques clássicos e contemporâneos com ingredientes frescos em um ambiente que parece de uma época passada.<br />
<strong><br />
Mais:<br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-17/viaje-pelo-mundo-correndo.html">Conheça o mundo correndo</a></strong></p>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_1419" class="wp-caption aligncenter" style="width: 665px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais2.jpg"><img class="size-large wp-image-1419  " title="Capitais2" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais2-1024x682.jpg" alt="" width="655" height="437" /></a><p class="wp-caption-text">Obra de Gustav Vigeland em Frognerparken, Oslo</p></div>
<p>Ou seja, uma cópia quase exata de meia-dúzia de bares chiques em Nova York. O bairro até se declara “o Greenwich Village de Oslo”. Gente, bairros de verdade não imitam outros bairros. Para definir a cidade, um bairro tem que ser da cidade mesmo. Imagine se o Rio declarasse Ipanema “a Miami Beach do Brasil”. Absurdo, Ipanema é Ipanema, e, ame ou odeie, não tem outro lugar igual. (Algumas pessoas dizem que a Barra da Tijuca é a Miami Beach do Brasil, mas isso é percebido como crítica.)</p>
<p>Vamos contrastar com o bairro equivalente de Copenhague, o Nørrebro. (Nossa, adoro escrever essa letra “ø”. Por que não temos em português?) Um lugar bem legal, com essa mistura de imigrantes com jovens descolados que normalmente cria um dinamismo (que dura até os imigrantes e pobres desaparecem e surgirem lojas de grife no lugar dos comércios locais. Existem lugares bem baratos para comer (algo quase totalmente inexistente em Grünerløkka, e em Oslo inteiro) como o <a href="http://www.fivestarpizza.dk/portal/" target="_blank">5-Star Pizza Shawarma Grill</a>, altamente recomendado para comida rápida indiana. Mas também, na rua mais chique, a Jægersborgadde, os cafés, restaurantes, padarias e boutiques têm mais vida, parece um bairro normal que não tenta ser “cool” demais, mas é.</p>
<p><strong>Veja também:<br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-13/aproveite-a-crise-para-viajar-a-grecia-gastando-menos.html">Aproveite a crise para viajar para a Grécia gastando menos</a></strong></p>
<div id="attachment_1420" class="wp-caption alignleft" style="width: 378px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/CapitaisTortaRuibarbo.jpg"><img class="size-large wp-image-1420  " title="CapitaisTortaRuibarbo" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/CapitaisTortaRuibarbo-1024x682.jpg" alt="" width="368" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Uma deliciosa torta de ruibarbo no Café Rosa em Copenhague</p></div>
<p>E também é bem dinamarquês. A padaria que visitei, a Meyers, tinha todos os pães deliciosos que vi em outras padarias dinamarquesas, só um pouco mais estilizados. (Adorei o <a href="http://arla.dk/opskrifter/Brunsviger/" target="_blank">brunsviger</a>, um bolo quadrado com uma camada de açúcar mascavo misturado com manteiga, em cima da massa. Mas o lugar que mais chamou a atenção foi o pequeno restaurante Grød. O nome significa “mingau” e o que se serve são variedades modernas de uma comida supertradicional dinamarquesa, com misturas de grãos inteiros, tipo cevada e trigo vermelho, servidas com maçã, uva passa, marmelada ou outros ingredientes em cima. (Isso é mais para café de manhã ou almoço leve. Depois das 17h, servem risoto, que consideram um tipo de mingau italiano. Gostei da flexibilidade.)</p>
<p>Em Oslo é difícil encontrar comida “norueguesa” assim, em lugares frequentados e apreciados pelos residentes locais. É verdade que você vai encontrar salmão defumado e salada de arenque no café de manhã, e pode comer almôndegas de rena no restaurante megaturístico <a href="http://www.kaffistova.com/home" target="_blank">Kaffistova</a>, mas além disso os esforços são mínimos. Cadê o orgulho culinário nacional?</p>
<p>Já escrevi sobre a cultura de bicicletas em Copenhague, mas não mencionei que é muito, muito, fácil alugar uma – parece que há uma loja de bicicletas em cada esquina, e o centro de informação turística pode ajudar também. E a cidade é suficientemente pequena para que depois de um dia andando de bike você já conheça tudo. O centro está bombando, com uma combinação de ruas antigas e charmosas e também modernidade, como o novo mercado de vidro <a href="http://torvehallernekbh.dk/" target="_blank">Torvehallerne</a>, lotado de lojinhas de comida e bebida gourmet, inclusive o esquisito Paleo, onde servem só comidas feitas com ingredientes disponíveis na Idade da Pedra – carne, frutas, verduras e nada de grãos ou comida processada. (A pizza, por exemplo, tem base de carne, não de pão.) Eu não provei, preferi gastar meu dinheiro com uma torta de ruibarbo agridoce (mais doce do que agri), com um chá quente no pequeninho Café Rosa, e um coquetel de cerveja com whiskey (!) e mini-smørbrød (sanduíches abertos) na happy hour de sexta, no Hallernes Smørbrød.</p>
<p style="text-align: left">
<div id="attachment_1422" class="wp-caption aligncenter" style="width: 665px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-Tram.jpg"><img class="size-large wp-image-1422  " title="Capitais-Tram" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-Tram-1024x682.jpg" alt="" width="655" height="437" /></a><p class="wp-caption-text">O tram (bonde) passa pelas ruas chatas de Oslo. Cadê as bicicletas?</p></div>
<p>Copenhague tem outra coisa que Oslo não pode igualar. (De fato, acho que não existe nada parecido no mundo.) É o bairro louco – bom, os moradores diriam a cidade autônoma – de Christiania. Vende-se maconha nas ruas, bebem e fumam livremente, fazem muita ioga, têm ótimos concertos, um bom grupo de teatro e, até poucos anos atrás, não pagavam impostos. (Apesar da liberdade e espírito hippie, é proibido tirar fotos). Oslo, me mostra algo igualmente único? E nem me fale do <a href="http://www.nobelpeacecenter.org/" target="_blank">Nobels Fredssenter</a>, o Centro Nobel da Paz. Sei que é só em Oslo que conferem os Prêmios Nobel. Mas, não conta.</p>
<p>Última comparação: os museus nacionais. Em Oslo, o <a href="http://www.nasjonalmuseet.no/en/" target="_blank">museu oficial</a> do Estado é dividido em <a href="http://www.nasjonalmuseet.no/en/venues/" target="_blank">quatro partes</a>; eu visitei duas: a <a href="http://www.nasjonalmuseet.no/en/venues/the_national_gallery/" target="_blank">Galeria Nacional</a> e o <a href="http://www.nasjonalmuseet.no/en/venues/museum_of_decorative_arts_and_design/" target="_blank">Museu de Artes Decorativas e Desenho</a>. Os dois tinham coleções impressionantes (inclusive o famoso <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Grito_%28pintura%29" target="_blank">Grito, de Munch</a>, na primeira, e vários exemplos de desenho escandinavos no segundo), mas os dois parecendo velhos, bem tradicionais e não muito bem organizados. Quem não gosta de museus não vai gostar desses. Enquanto no <a href="http://natmus.dk/" target="_blank">Nationalmuseet</a>, em Copenhague, fizeram algo muito legal: nas galerias extensas, que mostram a história da Dinamarca de forma cronológica, há todas as exibições típicas – ferramentas antigas, objetos cerimoniais, mapas –, mas algum gênio teve a ideia de convidar artistas contemporâneos para contribuir com obras para serem colocadas dentro das salas, como reação ou comentário sobre a própria exibição .</p>
<div id="attachment_1423" class="wp-caption alignleft" style="width: 378px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-Osloteatro.jpg"><img class="size-large wp-image-1423  " title="Capitais-Osloteatro" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/Capitais-Osloteatro-1024x682.jpg" alt="" width="368" height="245" /></a><p class="wp-caption-text">Teatro Nacional em Oslo com estatua do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. zzzzzzzzzz.</p></div>
<p>O mais legal deve ser a Sereia de Haraldskaer, o que parece ser um esqueleto de sereia, exibido ao lado de restos mortais verdadeiros, com uma placa explicativa igual a dos legítimos. Muitas pessoas (inclusive eu) ficam momentaneamente em dúvida, se perguntando “Peraí, mas as sereias não são de verdade. Ou são?”, até perceber que é arte.</p>
<p>Admito a possibilidade de os governos dinamarquês e norueguês não aceitarem minha proposta de uma troca de cidades. O que fazer, então? Fácil: vá para a Noruega, mas primeiro, passe alguns dias em Copenhague. De lá, pegue um voo direito para <a href="http://www.visitbergen.com/en/" target="_blank">Bergen</a>, a segunda mais cidade mais populosa da Noruega, muito linda, bacana, energética e perto dos fiordes e montanhas.</p>
<p>E se os povos dinamarquês e norueguês não aceitarem minha proposta? O que deve fazer o turista que quer conhecer a Noruega? É fácil. Se possível, evite Oslo. Chegue diretamente em Bergen, que recebe voos direitos de várias cidades da Europa (inclusive Copenhague, pela <a href="http://www.flysas.com/?vst=true" target="_blank">SAS</a>). Ou, se precisa passar por Oslo – por exemplo, para ver amigos ou receber seu prêmio Nobel – passe pouco tempo lá e pegue um trem direto para Bergen. Dizem que é um dos trajetos mais lindos do mundo. (Detalhe: reserve adiantado e pague bem menos.)</p>
<p>Mas vamos esperar que aceitem a mudança. Seria um bom modelo para o resto do mundo. Por exemplo, que tal trocar Brasília por Buenos Aires?</p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/2012-06-25/10-dicas-para-aproveitar-o-hostel-ao-maximo.html" target="_self">Dez dicas para aproveitar o hostel ao máximo</a><br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-20/o-melhor-de-praga-em-um-dia.html">O melhor de Praga em um dia</a><br />
- <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-18/volta-ao-mundo-em-veleiro-bike-e-aviao.html">Prepare-se para dar a volta ao mundo</a></p>
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		<title>Curiosidades de Copenhague, capital da Dinamarca</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 09:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[copenhague]]></category>
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		<description><![CDATA[Acabo de passar uma semana em Copenhague, e das “top 10” atrações da lista oficial do site de turismo da cidade, eu visitei quatro. Vamos resumir: a estátua da Pequena Sereia é linda, a Torre Redonda tem uma vista maravilhosa do centro histórico, o Castelo Rosenborg oferece mais provas de que é bom ser rei, [...]

<p class="p-rp">Notas relacionadas:<ol class="ol-rp"><li><a href='http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/31/arrumando-a-mala-%e2%80%93-e-a-pesquisa-%e2%80%93-para-a-escandinavia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Arrumando a mala – e a pesquisa – para a Escandinávia'>Arrumando a mala – e a pesquisa – para a Escandinávia</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de passar uma semana em Copenhague, e das “top 10” atrações da lista oficial do site de turismo da cidade, eu visitei quatro. Vamos resumir: a estátua da Pequena Sereia é linda, a Torre Redonda tem uma vista maravilhosa do centro histórico, o Castelo Rosenborg oferece mais provas de que é bom ser rei, os restaurantes do porto Nyhavn são caros demais.</p>
<p>Ainda acordado? É que são poucas as cidades que conheço pela primeira vez e volto falando das atrações turísticas. Visitá-las pode dar uma estrutura aos seus dias, mas as lembranças vêm do que acontece entre elas. Como esta foi a primeira cidade que visitei na minha viagem à Escandinávia, não estou pronto ainda para responder às perguntas e dúvidas bem interessantes que os leitores deixaram na lista de comentários da coluna algumas semanas atrás. Mas para mim as quatro atrações de verdade eram as curiosidades da vida na cidade.</p>
<p><strong>Outras viagens: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/06/14/impossivel-nao-amar-roma/">Impossível não amar Roma</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1399" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9825.jpg"><img class="size-large wp-image-1399 " title="A vista do centro histórico da Torre Redonda" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9825-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">A vista do centro histórico da Torre Redonda</p></div>
<p><strong>1) A cultura da bicicleta</strong></p>
<p>Quando saí do apê que aluguei em Copenhague, o que menos esperava era me encontrar dirigindo em um engarrafamento. Sobre tudo porque não aluguei um carro. Mas o engarrafamento que encontrei era de bicicleta. A menina cujo apartamento aluguei me emprestou a bike dela, e saí para conhecer a cidade na hora do rush, nem pensando que existe uma hora do rush de bicicletas. E aí me encontrei, esperando atrás de umas 15 outras “magrelas” para o sinal abrir.</p>
<p>Já conheci cidades nos Estados Unidos que dizem que são “bicycle-friendly”. O governo pinta algumas linhas nas ruas para criar faixas só para bicicletas e botam placas avisando aos motoristas a respeitar os ciclistas, o que parece fazer uma pequena diferença.</p>
<p>Mas em Copenhague foi outra história. As faixas não são pintadas, são ELEVADAS. Ou seja, mais baixa do que a calçada, mais alta do que a rua. Inacreditável. Os faróis para carros são normais, como os de qualquer país, mas também há faróis para bicicletas, que são versões em miniatura, como em uma casa de bonecas. Fofas, com certeza, mas que também funcionam.</p>
<p><strong>Leia também:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/17/fuja-das-compras-em-savannah-uma-das-cidades-mais-lindas-dos-estados-unidos/"> Fuja das compras em Savannah</a></strong></p>
<div id="attachment_1402" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9934.jpg"><img class="size-medium wp-image-1402" title="Mais estacionamento para bicicletas" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9934-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Mais estacionamento para bicicletas</p></div>
<p>E regras, regras, regras. A interação entre pedestres, ciclistas e motoristas em três níveis de rua parece complicada? Pois ainda tem mais uma categoria: os passageiros de ônibus. Quando o ônibus para ao lado da rua, os ciclistas param também para esperar os passageiros descerem, atravessarem a faixa de bicicletas, e entrarem na calçada. Bom, quase todos os ciclistas menos um – eu. Quem sabia? Quase atropelei uma senhora idosa, mas ela me viu com tempo.</p>
<p>O interessante é que já sabia que Copenhague era conhecida pela cultura de bicicletas. Mas é como qualquer viagem: você pode ler matérias, ouvir histórias, se preparar mentalmente, mas, ao final, é preciso viajar para acreditar.</p>
<p>Conclusão para quem pensa em ir para Copenhague: o ser humano precisa de algumas coisas básicas para sobreviver: comida, água, oxigênio. E, em Copenhague, falta mais uma: a bicicleta.</p>
<p><strong>2) O sanduíche incompleto</strong></p>
<p>Eu, americano, e você, brasileiro, talvez não concordemos em tudo, mas estamos 100 % unidos, pelo menos, em nossa resposta à pergunta: quantos pedaços de pão são necessários para fazer um sanduíche. Dois, né? Até quem está na dieta Atkins e há anos não come pão lembra disso. Pois na Dinamarca um sanduíche leva um pedaço só. Fica embaixo, às vezes tão coberto que nem se sabe que ele está lá até que se ataque os outros ingredientes com garfo e faca.</p>
<p>Chama-se smørrebrød, e é quase o prato nacional. Nem me pergunte como pronunciar esse “o” com a barra. Eu tentei mil vezes aprender com os dinamarqueses e não consegui nem chegar perto.</p>
<p>O pão, normalmente um pedaço fino de pão de centeio bem denso, é coberto por manteiga ou lardo (lardo! De porco!). Depois recebe carne de porco, salmão, camarões ou outra coisa, seguidos de uma variedade de outros ingredientes, que podem ser cebolas cruas, fritas, alface, alcaparras, molho de curry, molho de endro, ou muito mais. Um ótimo lugar tradicional para provar é o restaurante Schønnemann, com um cardápio variado, garçons acostumados aos turistas e prontos para ajudar com as opções que chegam com os ingredientes para você armar na mesa.</p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1403" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9639.jpg"><img class="size-large wp-image-1403 " title="smørrebrød de porco, com o pão totalmente escondido" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9639-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">smørrebrød de porco, com o pão totalmente escondido</p></div>
<p>Outro, mais frequentados por jovens e “semijovens” como café ou bar é o Dyrehaven (onde existe cardápio só em dinamarquês). Eles servem várias versões, das quais a melhor pode ser a mais simples: smørrebrød com batatas e cebolas. É, smørrebrød com batatas&#8230; parece sanduíche de arroz. Mas é muito melhor, e faz muitos dinamarqueses lembrarem da comida preparada pela mãe quando eram crianças.</p>
<p>Boa notícia para quem não aguenta a ideia de um sanduíche com apenas um pedaço de pão. Pode ir para o McDonald’s sem medo. O cheeseburguer ainda tem pão em cima e em baixo, e até agora, não existe tal coisa como um McSmørrebrød.</p>
<p><strong>3) A lição linguística</strong></p>
<p>No meu país e no seu há muitas desculpas para quem não consegue aprender idiomas estrangeiros. “Ele não é bom com idiomas”, dizemos em inglês. Pode ter um elemento de verdade nisso: algumas pessoas têm mais talento do que outras. Mas a Dinamarca é a prova de que ser bilingue não é resultado de sorte. Lá todo mundo fala inglês. Aprendem desde a escola primária, assistem a programas de TV e filmes com legendas, não dublados. A frase mais inútil em dinamarquês é “Taler du engelsk?”, ou seja, “Você fala inglês?”. Porque a resposta automática é que sim. (Outra pergunta quase tão inútil: “Taler du portugisisk?”. A resposta é quase certa de que não.)</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/04/26/como-aproveitar-melhor-o-programa-de-milhas/">Como aproveitar o programa de milhas</a></strong></p>
<p><strong>4) O conto de fadas e o monstro</strong></p>
<p>Conheci um dinamarquês durante meu primeiro dia na cidade e mencionei que estava muito impressionado com a organização e eficiência da cidade. Ele me disse que todo mundo chega à Dinamarca e acha que entrou em um conto de fadas, de tão perfeito que tudo parece. Concordei. Parece assim mesmo.</p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1404" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9810.jpg"><img class="size-large wp-image-1404 " title="O castelo de Rosenborg, agora um museu. (Detalhe: chove muito em Copenhague.)" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9810-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">O castelo de Rosenborg, agora um museu. (Detalhe: chove muito em Copenhague.)</p></div>
<p>Mas ele me disse que é importante lembrar que em todo conto de fada há sempre um monstro. É muito tentador achar tudo tão perfeito, e voltar para casa deprimido porque a sua cidade ou país não é assim. Mas até Copenhague tem seu lado escuro. Passei uma noite com um amigo, Sune Lolk, e andamos muito de bicicleta. Quando passamos por algumas ruas da cidade, ele me contou dos assaltos e até os assassinatos que ocorreram ali recentemente. Também tem problemas de drogas. Sune contou que no bairro onde ele foi criado já há muito mais pobreza e dificuldade do que no passado.</p>
<p>Por exemplo, quem sabe o que acontece durante o inverno? Como tem poucas horas de sol por dia, é normal que as pessoas fiquem deprimidas. Andar de bicicleta na neve e na escuridão também não parece conto de fadas mesmo.</p>
<p>Ver uma sociedade como turista é quase sempre ver só a melhor parte. Lembra um pouco a visão que se tem de alguém só observando seu perfil no Facebook. A versão pública, editada. Assim deve ser com o turista. Mas é bom lembrar de não ficar com tanta inveja quando você “curtir” a página de Copenhague. Para quem vive lá, nos bastidores, sempre há alguns monstros.</p>
<p>Leia no iG Turismo:<br />
<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-20/o-melhor-de-praga-em-um-dia.html">- O melhor de Praga em um dia</a><br />
<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-05-14/pela-europa-de-trem-ou-aviao.html">- Pela Europa de trem ou avião?</a><br />
<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-20/um-passeio-pela-fabrica-da-primeira-cerveja-pilsen-do-mundo.html">- Um passeio pela fábrica da primeira cerveja Pilsen do mundo</a><br />
<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-13/aproveite-a-crise-para-viajar-a-grecia-gastando-menos.html">- Aproveite a crise para voajar à Grécia</a></p>


<p class="p-rp">Notas relacionadas:</p><ol class="ol-rp"><li><a href='http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/31/arrumando-a-mala-%e2%80%93-e-a-pesquisa-%e2%80%93-para-a-escandinavia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Arrumando a mala – e a pesquisa – para a Escandinávia'>Arrumando a mala – e a pesquisa – para a Escandinávia</a></li>
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		<title>Impossível não amar Roma</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 09:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[roma]]></category>

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		<description><![CDATA[Há duas razões legítimas por não gostar de Roma: 1) você chega em agosto, junto com a onda de turistas estrangeiros, e no mesmo momento em que os romanos vão de férias e fecham seus restaurantes e suas lojas. Ou, 2) você é descendente de bárbaros germânicos que foram mortos pelos soldados do império romano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há duas razões legítimas por não gostar de Roma: 1) você chega em agosto, junto com a onda de turistas estrangeiros, e no mesmo momento em que os romanos vão de férias e fecham seus restaurantes e suas lojas. Ou, 2) você é descendente de bárbaros germânicos que foram mortos pelos soldados do império romano em alguma guerra e ainda guarda raiva disso uns 2 mil anos depois.</p>
<p>Ou seja, é impossível não adorar Roma. Pode odiar a chuva de Londres ou as chatices dos parisienses e não ser o único, mas não gostar da capital italiana deve ser considerado um ponto de vista extremo, como não gostar de chocolate, achar os Beatles sem graça ou pensar que os biquínis norte-americanos são muito mais sexys do que biquínis brasileiros.</p>
<div id="attachment_1382" class="wp-caption aligncenter" style="width: 662px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/coliseu.jpg"><img class="size-full wp-image-1382" title="O Coliseu, visto da rua do meu apê alugado em Monti" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/coliseu.jpg" alt="" width="652" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">O Coliseu, visto da rua do meu apê alugado em Monti</p></div>
<p>Esqueça os romanos, os mercados, a comida. Só a cidade física – a arquitetura e as ruínas – é suficiente para se apaixonar. Várias camadas de história construídas umas em cima das outras, mas como queijo suíço: você acha que está em uma “piazza” (praça) da era do Renascimento quando surgem umas ruínas romanas no meio, ao lado de uma igreja medieval. Só para dar um exemplo, o enorme Panteão, construído dois mil anos atrás como um templo aos deuses romanos fica, agora, no meio de uma “piazza” do século 15, com um obelisco do século 18 no centro e prédios do século 19 ao redor.</p>
<p><strong>Outras viagens: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/17/fuja-das-compras-em-savannah-uma-das-cidades-mais-lindas-dos-estados-unidos/">Fuja das compras em Savannah</a></strong></p>
<p>No centro histórico, prédios contemporâneos, nem pensar. Mas só na fachada. Visitei uma galeria contemporânea para ver a performance de uma mulher lambendo um tijolo de sal para lembrar os refugiados africanos que se afogaram tentando chegar à terra italiana – arte contemporânea total – e foi chocante sair dali e entrar de novo em um ambiente tão histórico. Mas nem quase tão chocante quanto sair do bar chique Salotto 42, na Piazza di Pietra, em clima firmemente século 21, e dar de cara com as colunas que restaram do Templo de Adriano, construídas no ano 145, que agora fazem parte da parede de um palácio papal do século 18. (O impacto de voltar no tempo vale por dois depois de alguns martinis.)</p>
<div id="attachment_1374" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9063.jpg"><img class="size-medium wp-image-1374" title="9063 Na padaria Antico Forno Marco Roscioli" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9063-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Na padaria Antico Forno Marco Roscioli</p></div>
<p>Mas, felizmente, Roma não é só prédios. Tem gente também, e os romanos também gostam do centro de Roma e desfrutam das mesmas maravilhas culinárias, históricas, culturais e vinícolas quanto os visitantes. (Se você morasse na mesma cidade onde fica a padaria Antico Forno Marco Roscioli, você não deixaria de ir lá só por causa da presença de uns turistas sem fim pedindo em francês, inglês e japonês.) Nem todo centro histórico é assim: o que parece óbvio, mas não é. Ano passado, eu estava na cidade velha de Dubrovnik, um lugar totalmente abandonado pelos croatas. Não fiquei muito tempo.</p>
<p>Então, você nem precisa de dicas para passar boas férias em Roma. É automático. Mas, para quem quer férias não só boas, mas ótimas, proponho as seguintes dicas:</p>
<p>Evite o pânico. Ou seja, o pânico que você vai sentir quando abre seu guia e vê quantas atrações históricas a cidade tem. Mesmo que você tivesse tempo para ver todas, tenho certeza de que você não teria paciência. Depois de x igrejas e y ruínas, qualquer ser humano morre de tédio. (É só o “x” ou o “y” que varia.) Escolha um tema – arte dentro das igrejas, por exemplo – e passe seu tempo andando de Caravaggio para Michelangelo. Ou as grandes ruínas do império romano. Leve o tempo que precisar e tente entender o significado&#8230; mas, depois, abandone a história em si e vá conhecer a cidade.</p>
<p>Por exemplo, eu não entrei no Coliseu, porque tinha jurado que só ia visitar as atrações grátis (o Panteão e muitas igrejas, por exemplo). O apartamento que aluguei era muito perto do Coliseu, mas fiquei firme (sobretudo quando vi quantas pessoas estavam na fila a cada dia. Olha a foto: não acha maluco esperar numa fila dessas por horas em vez de andar por uma cidade tão cheia de maravilhas em quase toda esquina?</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/03/planeje-a-espontaneidade-para-aproveitar-ainda-mais-a-viagem/">Planeje a espontaneidade</a></strong></p>
<div id="attachment_1375" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9013.jpg"><img class="size-large wp-image-1375" title="Filas para entrar no Coliseu" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9013-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Filas para entrar no Coliseu</p></div>
<p style="text-align: center">
<p>Não fique só no centro histórico, nem de dia, nem de noite. Deixe-me contar sobre duas experiências. Um dia, tomei o metro até a estação Giulio Agrícola para visitar o Parque dos Aquedutos, que fica longe de qualquer outra atração turística, uns 20 minutos por metrô fora do centro. A cinco minutos da parada do metrô, estava quase sozinho em um parque enorme pelo qual passavam partes de três aquedutos da época do império, que tinha um sistema muito sofisticado para trazer água limpa para os cidadãos.</p>
<div id="attachment_1376" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_8789.jpg"><img class="size-medium wp-image-1376" title="Parque dos Aquedutos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_8789-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Parque dos Aquedutos</p></div>
<p>E, uma noite, fui bem longe do centro – de metrô e mais uns 25 minutos andando – para conhecer o Circolo degli Artisti – o Círculo dos Artistas – um lugar diferente de qualquer outro que você conhece. É balada? É museu? É teatro? É bar? É. O lugar é uma festa cultural – com vários bares, um palco para músicos (na noite que eu fui, havia bandas de punk), mostras de arte de artistas jovens e inovadores, pequenas peças de teatro a cada 30 minutos, e até uma festa de aniversário que invadi e ganhei um pedaço de bolo.</p>
<p>Procure eventos sazonais. Sempre tem algo interessante acontecendo em Roma. (Bom, talvez não em agosto.) É só perguntar no hotel, ou observar os pôsteres na rua, ou buscar na internet. (Use Google Tradutor para ler qualquer site em português.) Para mim o evento que chamava a atenção era Il Roseto, o jardim de rosas perto do Circus Maximus que fica em flor só em maio, até o princípio de junho. Atrai um público de casais idosos e jovens, famílias e pessoas sozinhas (eu!), turistas e muitos romanos. São dezenas de tipos de rosas para ver – quase até esqueci de ver o que os outros faziam – e cheirar.</p>
<p>Escolha bem seu bairro. Por metade da minha semana em Roma, aluguei um quarto na Pensione Paradise – uma “pensione” é um hotel simples e barato – perto do Vaticano, um bairro limpo e razoável, mas sem muita vida. Resultado: paguei pouco (59 euros por noite) mas achei chato. Na segunda metade, dividi um apartamento com amigos em Monti, um bairro do tipo que todo mundo quer: com enotecas charmosas, lojas de roupa vintage, um “forno” (padaria) em frente do apê que servia um strudel de maçã de morrer. (Minha parte foi 55 euros por noite.) A melhor parte do bairro – na Piazza della Madonna dei Monti, tinha um chafariz lindo, ao redor da qual sempre tinham pessoas sentadas, tomando sorvete, bebendo vinho ou cerveja, e fumando. Em muitos outros países, uma aglomeração como essa talvez não teria sido tão atraente. Mas, aqui, dava vontade de sentar ali e tomar cervejas ou sorvete com o povo.</p>
<p><strong>Leia também:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/03/22/nova-zelandia-surpresas-inesqueciveis-pela-estrada-do-mundo-esquecido/"> Surpresas inesquecíveis na Nova Zelândia</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1377" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9491.jpg"><img class="size-large wp-image-1377 " title="O chafariz na Piazza da Madonna dei Monti" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/06/IMG_9491-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">O chafariz na Piazza da Madonna dei Monti</p></div>
<p>Pergunte aos romanos quais são seus lugares favoritos. O seu guia pode ser ótimo, mas nem tanto quanto um romano ao vivo. Aprendi isto no ótimo bar de cervejas (40 variedades, todas italianas), Open Baladin. A garçonete que estava me ajudando a escolher cervejas era muito simpática, e ao final perguntei para ela onde eu podia ir (em outra noite) para tomar vinho bom e barato. A recomendação dela foi perfeita: Il Vinaietto, uma loja de vinhos no centro que de segunda à sexta, depois do trabalho, vira um happy hour na rua, com jovens profissionais – e outros nem tanto – pedindo copos de vinho por 2 a 6 euros dentro da loja, e tomando fora. (O vinho de 2 euros não era nada ruim.) Que pena que só descobri no último dia, teria ido todas as noites.</p>
<p>E, finalmente, beba dos chafarizes e evite os professores alemães. Por incrível que pareça, os chafarizes antigos ao redor da cidade funcionam muito bem, e a água é limpa, boa, gelada. Nem precisa levar água mineral: quando enxergar um chafariz, vá lá direto. Também, por incrível que pareça, encontrei um tipo de turista que parece não gostar de Roma: os adolescentes alemães. É que cada vez que via um grupo, estavam com algum professor chato tentando dar aula de história ou arte sobre o monumento ou a igreja que estavam visitando. Nunca vi grupos tão tristes e chateados, pareciam que estavam na escola, não em Roma. Para evitar ser contagiado pelo mau humor, quando enxergar um professor alemão explicando algo para os alunos, corra como se fosse pela sua vida.</p>
<p>[Nota: Na última coluna pedi perguntas e dúvidas sobre Escandinávia, mas esqueci de dizer uma coisa. Entre Nova York e a Dinamarca, parei em Roma, o tema da coluna desta semana. Semana que vem, estarei em Copenhague.]</p>

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								<img title="Como usar um chafariz para beber água limpa em Roma" alt="Como usar um chafariz para beber água limpa em Roma" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/roma/thumbs/thumbs_img_8604.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/roma/img_9016.jpg" title="A fonte da boa dica - a garconete em Open Baladin" class="shutterset_set_17" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/roma/img_9141.jpg" title="Happy hour em Il Vinaietto" class="shutterset_set_17" >
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<p><strong>LEIA NO IG TURISMO:</strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-13/aproveite-a-crise-para-viajar-a-grecia-gastando-menos.html">- Aproveite a crise para viajar à Grécia gastando menos</a><br />
</strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-06-05/as-cavernas-mais-incriveis-do-mundo.html">- As cavernas mais incríveis do mundo</a><br />
</strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/2012-06-10/7-roteiros-alternativos-em-sao-paulo.html">- 7 roteiros alternativos em São Paulo</a><br />
</strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/londres/2012-05-29/compras-em-londres.html">- Compras em Londres</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Arrumando a mala – e a pesquisa – para a Escandinávia</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/31/arrumando-a-mala-%e2%80%93-e-a-pesquisa-%e2%80%93-para-a-escandinavia/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 May 2012 09:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[dinamarca]]></category>
		<category><![CDATA[esandinávia]]></category>
		<category><![CDATA[finlândia]]></category>
		<category><![CDATA[noruega]]></category>
		<category><![CDATA[suécia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou escrevendo esta coluna na terça-feira, seis horas antes de sair para uma viagem de dois meses por quatro países que não conheço: Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia – os países da Escandinávia. (Tudo isso depois de uma breve estadia em Roma, o tema da coluna da semana que vem).
Alguns jornalistas de viagens gostam de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou escrevendo esta coluna na terça-feira, seis horas antes de sair para uma viagem de dois meses por quatro países que não conheço: Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia – os países da Escandinávia. (Tudo isso depois de uma breve estadia em Roma, o tema da coluna da semana que vem).</p>
<p>Alguns jornalistas de viagens gostam de fingir que são especialistas em cada lugar onde desembarcam, mas é quase sempre mentira. Eu prefiro admitir o que eu sou: ignorante e preconceituoso. Mas ao mesmo tempo, muito curioso e com muitas perguntas e dúvidas para resolver.</p>
<p><strong>Leia também:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/02/08/o-que-levar-ou-deixar-na-mala-de-viagem/"> O que levar &#8211; ou não &#8211; na mala de viagem</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1352" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/978223-002.jpg"><img class="size-large wp-image-1352 " title="Estocolmo" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/978223-002-1024x737.jpg" alt="" width="614" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">O que você sabe sobre Estocolmo, capital da Suécia?</p></div>
<p>É inevitável ter preconceitos sobre um lugar que não conhecemos, mas o importante é reconhecer que são “pré-conceitos” e fazer muitas perguntas e observar rigorosamente o que encontramos no país desconhecido. Imagino que a grande maioria de vocês também não conhece esses países, assim que hoje espero fazer um ato de jornalismo colaborativo sobre esses dois ingredientes necessários e inevitáveis de qualquer boa viagem: preconceitos e perguntas.</p>
<p>Então, submeto para sua participação as seguintes perguntas sobre a Escandinávia:</p>
<p>1) Quais são seus preconceitos – positivos e negativos – sobre a região?</p>
<p>2) Quais são suas dúvidas sobre a Dinamarca, a Suécia, a Noruega e a Finlândia – ou seja, o que querem saber sobre esses países?</p>
<p><strong>Mais:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/24/como-aprender-ingles/"> Como aprender inglês de uma vez por todas</a></strong></p>
<div id="attachment_1353" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/Suecia-Estocolmo.jpg"><img class="size-medium wp-image-1353" title="Suecia, Estocolmo" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/Suecia-Estocolmo-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Todo mundo é loiro nos países escandinavos? Vai ser legal ser exótico!</p></div>
<p>Coloque suas respostas nos comentários, lá embaixo, e eu tentarei responder durante os próximos dois meses, pela coluna e também pelo meu Twitter, <a href="http://twitter.com/#!/tuitesdo7" target="_blank"><strong>@tuitesdo7.</strong></a></p>
<p>Deixe-me começar com alguns exemplos. Eu, definitivamente, tenho alguns preconceitos em relação à região.</p>
<p><strong>a) Quase todo o mundo é loiro. </strong>Sei que agora já existem comunidades de imigrantes por lá – até da África. Mas segundo me dizem o cabelo escuro ainda é exótico. Nossa, vai ser legal ser exótico! Isso se o meu preconceito estiver certo.</p>
<p><strong>b) Tudo é caro demais.</strong> Tipo, vou morrer de fome. E mais especificamente, de sede: amigos que já foram dizem que uma lata ou long-neck de cerveja custa até R$ 30 em um bar. Detalhe: meu medo dos preços é tanto que, pela primeira vez, vou levar uma tenda e um saco de dormir para não gastar tanto nos hotéis.</p>
<p><strong>c) Todo mundo é muito obediente às regras e leis. </strong> Li que os suecos preferem ficar parados numa chuva intensa a atravessar uma rua com o sinal vermelho, mesmo que não tenha carro nenhum vindo.</p>
<p>Concordam?  Tem mais? Escreva um comentário.</p>
<p>E agora, minhas dúvidas.</p>
<p><strong>1) A região é conhecida por ter um sistema socialista – e que funciona bem. </strong>Qual é a visão dos moradores locais sobre os altos impostos que pagam (muito mais altos do que no Brasil e nos Estados Unidos) em relação ao que recebem do governo?</p>
<p><strong>2) É verão agora na Escandinávia, e em algumas regiões o sol passa 18, 20, até 24 horas no céu, e a noite quase não existe. </strong>Como isso afeta o ritmo de vida? Como aguentam o inverno, quando o sol quase não aparece?</p>
<p><strong>Leia também: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/01/04/como-as-viagens-afetam-a-vida-das-pessoas/">Quais as metas das suas viagens? Uma teoria sobre turismo</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1356" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/Finlandia-Helsinki.jpg"><img class="size-large wp-image-1356 " title="Helsinque, Finlândia" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/Finlandia-Helsinki-1024x685.jpg" alt="" width="614" height="411" /></a><p class="wp-caption-text">Como será que o sol constante durante o verão afeta o ritmo de vida?</p></div>
<p><strong>3) Come-se mesmo a carne de rena? </strong>Se existir uma churrascaria brasileira na região, será que servem rena?</p>
<p>E as suas?</p>
<p>***</p>
<p>Mais uma coisa: faltando só seis horas para sair do aeroporto, chegamos ao momento em que os amigos me ligam ou mandam mensagens para me perguntar “malas prontas?”.</p>
<p>Óbvio que não. Primeiro, é “mala” e não “malas”, viajo sempre com uma só. Segundo, nem pensar: para mim, fazer a mala é coisa de uma hora no máximo. Qual é o segredo? Fácil: começar a fazer a mala quando falta uma hora para sair para o aeroporto.</p>
<p>Na verdade, não é tão simples assim. Uma semana antes da viagem, começo a fazer uma lista de tudo o que preciso comprar e, aos poucos, coloco as coisas que acho que vou esquecer (passaporte, adaptador para tomadas no país de destino, canivete, euros que sobraram da última viagem) em cima da mala. Assim que, no momento de fazer a mala, tenho certeza que não vou esquecer nada.</p>
<p>Porém, sempre esqueço algo. O que será desta vez? Quem dera eu soubesse. Mantenham-se sintonizados&#8230;</p>
<p><strong>LEIA NO IG TURISMO:</strong></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/agencia-de-viagem-leva-turistas-a-caca-de-auroras-boreais/n1597438564029.html"><strong>- Agência de viagem leva turistas para &#8220;caçar&#8221; auroras boreais</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-05-13/viajando-com-007.html"><strong>- Viaje pelo mundo com James Bond</strong></a><br />
<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-04-24/inglaterra-muito-alem-de-londres.html"><strong><br />
- Inglaterra muito além de Londres</strong></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Como aprender inglês</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/24/como-aprender-ingles/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/24/como-aprender-ingles/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 May 2012 09:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[como aprender inglês]]></category>

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		<description><![CDATA[Leitores, quais entre vocês querem viajar para Estados Unidos ou Inglaterra e voltar falando inglês fluente? A resposta: quase todos, em teoria; na prática, alguns poucos.
É que muitos querem ter um inglês perfeito do mesmo jeito que querem abdominais sarados. De graça. Sem sacrifícios. Dedicar 90 minutos por dia a estudar ou malhar?  Desistir de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leitores, quais entre vocês querem viajar para Estados Unidos ou Inglaterra e voltar falando inglês fluente? A resposta: quase todos, em teoria; na prática, alguns poucos.</p>
<p>É que muitos querem ter um inglês perfeito do mesmo jeito que querem abdominais sarados. De graça. Sem sacrifícios. Dedicar 90 minutos por dia a estudar ou malhar?  Desistir de ler &#8220;Caras&#8221; e só ler “The Economist” ou desistir de comer doces e só comer verduras?</p>
<p>Aprender um idioma é difícil. Custa tempo. Requer esforço. Mas, como ter o abdominal sarado, vale a pena. (Segundo me dizem. Falo quatro idiomas mas minha barriga está bem mole.)</p>
<p><strong>Qual o destino ideal para você fazer intercâmbio?<a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-05-07/qual-o-destino-ideal-para-voce-fazer-intercambio.html" target="_blank"> Faça o teste e descubra</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1338" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/sb10067162q-001.jpg"><img class="size-large wp-image-1338 " title="Como aprender inglês" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/sb10067162q-001-1024x704.jpg" alt="" width="614" height="422" /></a><p class="wp-caption-text">Aprender um idioma é um projeto não de férias, mas de todos os dias do ano</p></div>
<p>Muitas pessoas que te dizem querer passar um, três ou seis meses em Nova York  ou Londres aprimorando o inglês estão mentindo. Não para você, mas para si mesmos. O que querem, provavelmente, é escapar da rotina por um tempo e se divertir na capital do mundo. E aprender um pouco de inglês no caminho. Mas esta coluna se dedica aos outros. Os que realmente querem viajar e voltar falando bem, muito bem. Ou seja, para os que querem fazer sacrifícios.</p>
<p>Só porque esta é uma coluna de viagens, vamos começar com a viagem. Mas como verão depois, aprender um idioma é um projeto não de férias, mas de todos os dias do ano.</p>
<p><strong>A VIAGEM</strong></p>
<p>Você tem 15 anos e seus pais têm uns R$ 7.000 a R$15.000 para gastar? Perfeito. Hora de fazer um desses intercâmbios de um ano em alguma “high school” dos Estados Unidos. Inglês fluente garantido &#8211; mais informações <a href="http://www.sk.com.br/sk-cambio.html" target="_blank">aqui</a>. Mas para a grande maioria de leitores, o caminho é mais complicado. Quando eu comecei a aprender português, em 2003, em Nova York, jurei que passaria as poucas férias que tinha para viajar exclusivamente pelo Brasil e por Portugal. E assim foi pelos cinco anos seguintes. Você deve poupar o seu dinheiro e fazer a mesma coisa nos países que falam inglês.</p>
<p><strong>Antes de embarcar: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/02/08/o-que-levar-ou-deixar-na-mala-de-viagem/">O que levar &#8211; ou não &#8211; na mala de viagem</a></strong></p>
<p><strong>AS AULAS</strong></p>
<p>Vale a pena ter aulas? Vale. Mas, detalhe: quem já fala um inglês razoável não precisa ter aulas de inglês. Pode ser aula em inglês. Eu dei aulas de jornalismo por oito anos na New York University School of Continuing and Professional Studies, onde a metade dos alunos era estrangeira e muitos deles não falavam um inglês perfeito. É que muitas faculdades oferecem cursos de “continuing education” (ensino adulto ou educação continuada), os quais não requerem passar em nenhuma prova. Podem ser aulas de arte, de história, de filosofia ou até um curso de degustação de vinhos. É só buscar  pelo Google na cidade onde vai viajar e terá muitas escolhas, das quais algumas oferecerão ajuda com o visto de estudante.</p>
<div id="attachment_1339" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/135550656.jpg"><img class="size-medium wp-image-1339" title="Como aprender inglês" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/135550656-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Fuja de escolas no exterior com grande concentração de brasileiros</p></div>
<p>Os outros vão querer aulas de inglês. Como escolher? Com CUIDADO. Encontrar uma escola de inglês é fácil. Escolher uma boa é muito complicado. Segundo muitos amigos brasileiros e latino-americanos que estudaram nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália, muitas escolas são apenas fábricas de vistos de estudante. A qualidade da instrução pode ser péssima. Então, é preciso procurar dicas de amigos que já foram e buscar online as avaliações das escolas.</p>
<p>Mas tem duas dicas adicionais:</p>
<p>Primeiro, é quase sempre mais seguro fazer cursos oferecidos por universidades do que por “escolas de idiomas”. É mais provável que os professores sejam profissionais legítimos que vão levar a sério a tarefa. Mas não só isso. Assistir aulas em um “campus” te dá a oportunidade de conhecer e fazer amizades com estudantes americanos (ou ingleses ou australianos) que fazem outros cursos no mesmo lugar.</p>
<p>Segundo, evite os cursos nos quais tenham muitos inscritos brasileiros. Fato: brasileiro que tem aula de inglês com outros brasileiros vai falar português entrando e saindo da (e às vezes durante a) aula. Como saber? Pergunte! Qualquer escola tem estatísticas sobre as origens dos alunos. Quanto mais diverso, melhor. E, detalhe: cuidado se tiver muitos latinos hispânicos. Você não seria o primeiro a voltar ao Brasil falando mais portunhol do que inglês.</p>
<p><strong>Mais dicas do Seth: <a href="../2012/04/26/como-aproveitar-melhor-o-programa-de-milhas/" target="_blank">Como aproveitar melhor os programas de milhas</a></strong></p>
<p>Mas estou dando dicas fora de ordem. Primeiro, você precisa escolher uma cidade (e país).</p>
<p><strong>A CIDADE</strong></p>
<p>A parte mais difícil: considerar a possibilidade de NÃO IR para Nova York, nem Londres. Essas cidades são tão lotadas de brasileiros e outros estrangeiros, que é fácil demais se refugiar com os compatriotas. Você acha que não, mas já vi isso acontecer muitas vezes. Todo mundo chega a uma cidade nova pensando que vai fazer amizades com os locais, mas, ao final, muitos acabam ganhando só amigos brasileiros. Lamentável, mas compreensível.  A única forma de evitar: ir onde não tem muitos brasileiros. Sacrifício? É. Vai sentir saudades de arroz e feijão? Vai. Falar inglês o dia todo dá dor de cabeça? Dá. Vale a pena? Só você decide.</p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1314" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9287.jpg"><img class="size-large wp-image-1314 " title="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9287-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Em cidades pequenas, como Savannah, nos EUA, tem menos estrangeiros para conviver</p></div>
<p>Um exemplo concreto da minha vida: dos idiomas que eu sei, o que falo pior é o francês, apesar de ter estudado desde jovem e ter passado cinco meses da faculdade estudando em Paris. Por quê? Porque estudei EM PARIS. Por que escolhi Paris? Porque era Paris. Mas a cidade estava lotada de americanos, e era quase impossível fazer amizades com os parisienses (como é com os moradores de muitas grandes cidades). Resultado: desisti e passei meu tempo com americanos. Por que não estudei em Lyon, Aix, Perpignan ou Nantes? É uma boa pergunta, que estou me fazendo até hoje.</p>
<p>Nas cidades pequenas, as pessoas normalmente são mais abertas – e mais interessadas em conhecer estrangeiros. Também podem ser menos caras. Mas tem boas aulas de inglês? Pode acreditar – pelo menos nos Estados Unidos, com tantos imigrantes que têm hoje. Só para fazer um teste, fiz uma busca de aulas de inglês na cidade de Savannah, a cidade charmosa de 135.000 <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/17/fuja-das-compras-em-savannah-uma-das-cidades-mais-lindas-dos-estados-unidos/" target="_blank">sobre a qual escrevi na semana passada</a>. E&#8230; a melhor faculdade da cidade, a SCAD, oferece <a href="http://www.scad.edu/programs/esl/index.cfm" target="_blank">aulas de inglês para estrangeiros</a>, e (segundo dizem) cada professor se formou em “ESL&#8221;, ou seja, “inglês como segundo idioma”. Isso você nem sempre vai encontrar em outras escolas. (O preço: US$ 2.500 por 10 semanas de cursos, programa full-time de quatro cursos.)</p>
<p><strong>&#8220;Brasileirismos&#8221;: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/07/27/seth-erros-edicao-especial-como-ser-brasileiro-mas-nao-demais-no-exterior/" target="_blank">Como ser brasileiro &#8211; mas não tanto &#8211; no exterior</a></strong></p>
<p><strong>ONDE MORAR</strong></p>
<p>Mais um detalhe: onde morar. Já decidiu estudar na cidade de Gringolândia porque tem poucos brasileiros. Mas, claro, seu primo carioca tem um amigo mato-grossense cujo sobrinho gaúcho mora naquela cidade e conhece um cearense que quer alugar um quarto no seu apartamento. EVITE. Não more com brasileiros. Vai ser mais difícil procurar “roommates” que não são brasileiros? Vai. Vai ser mais arriscado? Vai. Vai valer a pena? VAI. Como fazer? Pergunte na escola onde vai estudar, mas também, dependendo da cidade, pode começar nos classificados craigslist.org.</p>
<p><strong>ANTES DE IR/DEPOIS DE VOLTAR</strong></p>
<p>A viagem é a parte divertida. Mas como eu disse, aprender um idioma é um trabalho de vários anos. Quem chegar na Inglaterra só com o inglês que aprendeu na escola cinco anos atrás corre o risco de poder entrar na conversa só quando se tratar de algum livro que esteja, por acaso, sobre a mesa.</p>
<p>Você pode fazer aulas de inglês na sua cidade, se quiser. Mas existem muitas outras opções. É possível comprar um cursos digital (tipo <a href="http://www.rosettastone.com/learn-english" target="_blank">Rosetta Stone)</a>, ou contratar um professor particular pelo Skype, uma opção ótima para quem quer praticar com um nativo e talvez fazer um amigo para visitar quando viaja. (É só consultar seu melhor amigo Google com uma busca de “English lessons” e “Skype”; as aulas normalmente variam entre R$ 30 e R$ 60 e duram entre 25 minutos e uma hora.)</p>
<p>Mas com ou sem aula, a parte mais importante é algo extremamente fácil no mundo de hoje: escute rádio em inglês pela internet. Diariamente.</p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1340" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/dv1600046.jpg"><img class="size-large wp-image-1340 " title="Como aprender inglês" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/dv1600046-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Ouvir programas de rádio - não músicas - em inglês é essencial</p></div>
<p>Claro, pode assistir TV americana (sem legendas, por favor), ou ler livros em inglês. Ótimas ideias, para quem tiver tempo. Mas rádio é bem mais fácil e não permite desculpas de “estou ocupado”. Dá para escutar no banheiro, enquanto se veste, tomando café da manhã e até no ônibus/ trem/ carro por “podcast”, esses programas que as pessoas baixam gratuita e legalmente na internet para botar no seu smartphone ou mp3.</p>
<p>Quais programas escolher? Esqueça música. O que você precisa é escutar conversações ou pelo menos o jornal do rádio. O ideal é virar fã de algum programa da manhã. Aprendi espanhol escutando “El Vacilón de la Mañana”, na rádio hispânica de Nova York (antes da época do rádio por internet) e aprendi português escutando o programa de Roberto Canázio, o  Patrulha da Cidade, na Tupi-AM do Rio, pela internet. (Fãs de Roberto Canázio: ainda uso muito a frase: “Moraaaaaal da história&#8230;”)</p>
<p>Uma escolha perfeita para melhorar seu inglês é a <a href="http://www.npr.org/" target="_blank">National Public Radio</a>, a rádio pública nacional dos Estados Unidos, com estações <a href="http://www.npr.org/stations/pdf/nprstations.pdf" target="_blank">em quase todas as cidades</a>. Por quê? Porque os apresentadores são inteligentes, o conteúdo é interessante e intelectual etc. Mas a melhor parte: falam um inglês devagarzinho e certinho. (Na maioria dos casos. Exceção: os caras do programa <a href="http://www.cartalk.com//" target="_blank">CarTalk</a>, dois mecânicos que dão conselhos sobre os carros e sobre a vida, em sotaque forte de Boston.)</p>
<p>Quer escutar ao vivo? É só escolher sua emissora pelo Google (NPR + cidade funciona) e encontrar o site. A minha é <a href="http://www.wnyc.org/popup_player/" target="_blank">WNYC, em Nova York</a>. E os “podcasts” são dos assuntos mais variados, e tem uma lista <a href="http://www.npr.org/rss/podcast/podcast_directory.php?type=topic&amp;id=-1" target="_blank">aqui</a>.  Baixe alguns e escolha qual gosta mais. Não se preocupe se não entender tudo, ou nem 25%, na primeira vez que escutar. Ter o idioma nos seus ouvidos ajuda muito e pouco a pouco irá se acostumando, como mágica.</p>
<p>Tente ler só em inglês também.  Perdi quase todos os bons livros americanos publicados durante os anos 1992-1995 e 2003-2006, porque nessas épocas me dediquei só a ler livros publicados em espanhol e português. Sou maluco? Talvez. Mas um maluco que fala espanhol e português.</p>
<p>LEIA NO IG TURISMO:</p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/intercambio-aos-50-anos/n1597205008503.html" target="_blank"><strong>- Intercâmbio aos 50 anos</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-04-24/inglaterra-muito-alem-de-londres.html" target="_blank"><strong>- Inglaterra muito além de Londres</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/nova-york-pela-primeira-vez/n1597397615807.html" target="_blank"><strong>- Nova York pela primeira vez</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/as-varias-faces-dos-estados-unidos/n1597204659450.html" target="_blank"><strong>- As várias faces dos Estados Unidos</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Fuja das compras em Savannah, uma das cidades mais lindas dos Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 09:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Savannah]]></category>

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		<description><![CDATA[Distintas pessoas reagem às notícias de formas distintas.
Exemplo: o real enfraqueceu e vale R$ 1,97 por dólar.
1)     Os exportadores celebram.
2)     Os importadores choram.
3)     Eu penso na cidade de Savannah, Georgia.
Ou seja, eu penso que, talvez, por fim, os brasileiros me dêem bola quando sugiro irem para Savannah, que é, sem dúvida, uma das cidades mais [...]

<p class="p-rp">Notas relacionadas:<ol class="ol-rp"><li><a href='http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/06/01/as-redes-de-restaurantes-que-valem-a-pena-e-as-que-voce-deve-fugir/' rel='bookmark' title='Permanent Link: As redes de restaurantes que valem a pena. E as que você deve fugir'>As redes de restaurantes que valem a pena. E as que você deve fugir</a></li>
<li><a href='http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/06/07/jackson-heights-nova-york-como-voce-nunca-viu/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Jackson Heights: Nova York como você nunca viu'>Jackson Heights: Nova York como você nunca viu</a></li>
<li><a href='http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/11/30/comemore-o-dia-de-acoes-de-graca/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Em 2012, arranje um convite para comemorar o Thanksgiving'>Em 2012, arranje um convite para comemorar o Thanksgiving</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Distintas pessoas reagem às notícias de formas distintas.</p>
<p>Exemplo: o real enfraqueceu e vale R$ 1,97 por dólar.</p>
<p>1)     Os exportadores celebram.</p>
<p>2)     Os importadores choram.</p>
<p>3)     Eu penso na cidade de Savannah, Georgia.</p>
<p>Ou seja, eu penso que, talvez, por fim, os brasileiros me dêem bola quando sugiro irem para <a href="http://www.savannahvisit.com/">Savannah</a>, que é, sem dúvida, uma das cidades mais charmosas dos Estados Unidos.</p>
<p>É que quando o real estava mais forte, vocês brasileiros pensaram nos Estados Unidos como uma espécie de shopping gigantesco. (Sem problema, alguns dos meus compatriotas pensam no Brasil como uma floresta gigantesca.) Mas agora que as compras ficaram um pouco mais caras, pode ser que vocês considerem uma visita a lugares conhecidos pela sua beleza ou valor histórico, e não por sua proximidade dos “outlets” de <a href="http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=7">Woodbury Commons</a> (em Nova York) e <a href="http://www.simon.com/mall/?id=1262">Sawgrass Mills</a> (em Miami).</p>
<p><strong>Outras viagens: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/02/01/roteiro-de-compras-em-nova-york/" target="_self">Um roteiro de compras &#8211; para brasileiros &#8211; em Nova York</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1313" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9310.jpg"><img class="size-large wp-image-1313 " title="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9310-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Turistas em carruagem fazem tour no distrito histórico de Savannah. </p></div>
<p>Savannah seria uma das minhas primeiras sugestões. Uma cidade de apenas 135.000 habitantes, a uma hora de avião ou quatro de carro de Atlanta. A capital do Estado da Geórgia é ainda a cidade mais importante do sudeste do país (com voo direto de São Paulo, pela Delta). Savannah recebe milhões de visitantes por ano que caminham pelo distrito histórico, passando por (e dentro de) casas antigas em belas condições, visitando galerias de arte e comendo a comida tradicional do sul, que eu sempre comparo (culturalmente e “gorduramente”) com a comida mineira.</p>
<p>Charme é o mínimo para descrever o centro histórico, desenhado por James Oglethorpe no século 18. Oglethorpe era britânico e fundador da colônia da Geórgia, quando o que agora é os Estados Unidos era terra disputada entre os ingleses, os espanhóis e os franceses (e os indígenas, claro). A ideia era formar <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Squares_of_Savannah,_Georgia">uma cidade dividida em “wards”: pequenos bairros que teriam em seu centro uma praça verde</a>. Ao redor da praça, Oglethorpe reservou espaços para prédios públicos como escolas e igrejas; algumas casas elegantes ficaram também frente à praça, muitas das quais hoje são preservadas como museus. Mas famílias menos ricas também conseguiam morar perto (se não ao lado) das praças, resultando em um plano que se considerava igualitário na época. &#8211; Oglethorpe, que deve ter sido um cara legal, também quis proibir não só a escravidão, mas também a presença de <em>advogados</em> (principalmente nos EUA, um mundo sem advogados parece ser o paraíso)<strong> </strong>na colônia, mas nenhuma dessas duas leis pegaram, infelizmente.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/12/07/observar-os-exoticos-da-classe-aaa-em-palm-beach/" target="_self">A classe AAA de Palm Beach</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1314" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9287.jpg"><img class="size-large wp-image-1314 " title="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9287-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Praça típica nos &quot;wards&quot; de Savannah (com bastante musgo espanhol)</p></div>
<p>E tem mil lugares para parar, além das pracinhas: começando com os museus dentro das casas históricas, tais como a <a href="http://telfair.org/visit/owens-thomas-house/overview/">Owens-Thomas House</a>, lotada de arte e móveis de 1750-1830, ou a <a href="http://www.davenporthousemuseum.org/">Davenport House</a>, onde se pode reservar uma mesa para o tradicional chá estilo século 19. Além dos museus, tem muitas galerias de arte e lojas de artesanato dentro dos wards, em parte devido à presença da <a href="http://www.scad.edu/">Savannah College of Art and Design</a>, uma faculdade respeitada de arte e desenho. O jornal francês Le Monde chamou a cidade de “a mais bonita dos Estados Unidos”, e os franceses sabem algo de cidades bonitas. O plano físico faz tanto sentido que é difícil andar pelas ruas e não pensar “por que toda cidade não é assim?”.</p>
<p>Mas nem toda cidade poderia ser assim, porque nem toda cidade tem o clima certo para o que mais dá charme à cidade: a onipresença do musgo espanhol, também conhecido em português como “barba de velho”. O musgo, que adora se pendurar nas árvores da região, inspira um sentimento que é difícil de descrever. Eu diria que é parte romance, parte preguiça, parte espanto. (Você, porém, reserva o direito de ter a sua própria reação). Talvez seja difícil acreditar que um musgo possa mudar uma cidade, mas é só dar uma olhada nessa foto.</p>
<p><strong>Veja também:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/07/27/seth-erros-edicao-especial-como-ser-brasileiro-mas-nao-demais-no-exterior/" target="_blank"> Como ser brasileiro &#8211; mas não tanto &#8211; no exterior</a></strong></p>
<p style="text-align: center">
<div id="attachment_1315" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9176.jpg"><img class="size-large wp-image-1315 " title="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9176-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Musgo espanhol</p></div>
<p>A história de Savannah é entrelaçada com a indústria do algodão, e o melhor lugar para apreciar isso é na beira do rio, na River Street, com velhos prédios que eram depósitos de algodão (com os escritórios dos exportadores nos últimos andares). Por um tempo, foi a cidade que mais exportava algodão nos Estados Unidos, e o prédio mais importante era a Bolsa do Algodão – que ainda existe. Agora, o pátio próximo ao rio se transformou em parque público e atração turística, e está lotado de lojas e restaurantes.  Dica: quem gosta de comer de graça deve visitar a Peanut Store (Loja de Amendoim) na beira, que oferece amostras grátis de castanhas cobertas de chocolate, entre outras coisas. (Você pode comer muito e ninguém fala nada, pode acreditar, eu fiz a prova).</p>
<p>Há pouca informação escrita em português sobre Savannah – se conseguir encontrar, leia o clássico “Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal”, livro mais famoso (mas não o único) cuja história se passa em Savannah. Mas parece bastante difícil encontrar a versão em português, assim que também vale ver o <a href="http://www.interfilmes.com/filme_13879_meia.noite.no.jardim.do.bem.e.do.mal.html">filme</a>, do diretor Clint Eastwood. Savannah tem fama de ser uma cidade meio assombrada pelos fantasmas do passado, em parte pela fama do livro.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/conheca-miami-na-decada-de-20/n1597652178806.html" target="_blank">Conheça a Miami da década de 20</a></strong></p>
<div id="attachment_1318" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/ghost-tour.jpg"><img class="size-medium wp-image-1318" title="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/ghost-tour-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Tá vendo? Um fantasma na janela? Se não, melhor não perder dinheiro nos Ghost Tours de Savannah.</p></div>
<p>Para os que se garantem em inglês, vale pegar um dos famosos “Ghost Tours” noturnos de Savannah, inclusive <a href="http://www.hearseghosttours.com/">um</a> que leva os clientes em carro funerário. Eu fiz outro e achei um pouco absurdo, mas nem todo mundo concorda sempre comigo. Exemplo: eu não gosto de bacalhau, mas aceito que outras pessoas de boa fé (e mau gosto) podem não concordar.</p>
<p>Onde comer? Savannah tem muitos restaurantes clássicos da comida do Sul, mas também tem lugares que é melhor evitar. Talvez o restaurante mais badalado da cidade seja o <a href="http://www.ladyandsons.com/">The Lady &amp; Sons</a>, de Paula Dean, chef muito conhecida nos EUA pelos programas de TV e livros de receitas que não poupam gordura. The Lady &amp; Sons (que ela administra com os filhos) é o tipo de restaurante que eu nunca visitaria por escolha própria, porque nem vejo os programas da Paula e só quem é fã aguenta os preços e filas.</p>
<p><strong>Veja também: <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/filme-carros-tera-atracao-temtica-em-parque-da-disney-na-califorinia/4f888ec8853721db77000362.html">Filme &#8220;Carros&#8221; terá atração especial na Disney da Califórnia</a></strong></p>
<p>Mas só para avisar, não sou sempre contra fenômenos turísticos. Eu posso recomendar, sem reservas, o <a href="http://mrswilkes.com/">Mrs. Wilkes Dining Room</a>, onde se serve, de segunda a sexta, das 11h às 14h, um almoço “family-style” onde você se senta numa mesa grande com vários desconhecidos (ou que você acaba de conhecer na fila) e come as comidas mais tradicionais do sul: frango frito, linguiça, guisado de carne, muffins de milho, batata doce, quiabo, feijão verde, couve-galega. Custa US$ 18 (R$ 36) e se come (e bebe chá gelado) à vontade. Nem tão ruim para um lugar turístico. Mas chegue cedo, porque sempre tem fila.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/nova-york-a-dois/n1597208161285.html" target="_self">Nova York a dois</a></strong></p>
<div id="attachment_1320" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9278.jpg"><img class="size-medium wp-image-1320" title="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_9278-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Restaurante Zunzi&#39;s</p></div>
<p>Para quem quer gastar ainda menos, vou recomendar dois lugares. O primeiro por experiência própria: o <a href="http://www.zunzis.com/">Zunzi’s</a>, um pequeno lugar que vende sanduíches e pratos de origens tão variados quanto os donos, que são de origem holandesa-suíça- italiana-sul-africana. O segundo vem de experiência alheia: o <a href="http://www.angels-bbq.com/">Angel’s BBQ</a>, onde um sanduíche de pernil desfiado, tradicional da região custa US$ 6. Digo experiência alheia porque quando eu cheguei, às 13h30, já tinham vendido toda a carne do dia e estavam fechando. Lugar que não consegue preparar comida suficiente para durar até o final do almoço é lugar bom.</p>
<p>Daí, só fica o detalhe de onde dormir. As duas vezes que fiquei na cidade, usei o serviço do AirBnB (agora com <a href="http://pt.airbnb.com/">site em português</a>!), pelo qual residentes locais do mundo inteiro alugam quartos nas casas deles (ou a casa inteira) por preços muito menores do que um hotel. (<a href="http://pt.airbnb.com/search?location=Savannah%2C+GA">Savannah tem mais de 90 possibilidades listadas</a>). Nas duas vezes foi um sucesso, com quartos bem cuidados e anfitriões que estão tão acostumados a ter gente em casa que quase parecem pousadas.  Mas para quem tem um pouco mais de dinheiro, <a href="http://savannahvisit.com/getaways/accommodations/listing/HISTORIC/314">um “bed and breakfast” (cama e café) no distrito histórico</a> é a escolha certa. Muitas das pousadas se situam em casas históricas, o que significa que, com sorte, a vista da janela do seu quarto será de árvores cobertas de musgo espanhol.</p>

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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9068.jpg" title="O Old Cotton Exchange (Bolsa de Algodão) em Savannah" class="shutterset_set_16" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_2377.JPG" title="Turistas em ônibus passam por casamento em uma das praças de Savannah" class="shutterset_set_16" >
								<img title="Savannah" alt="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/thumbs/thumbs_IMG_2377.JPG" width="100" height="75" />
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9092.JPG" title="Uma casa no centro histórico" class="shutterset_set_16" >
								<img title="Savannah" alt="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/thumbs/thumbs_IMG_9092.JPG" width="100" height="75" />
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9122.jpg" title="Fazendo fila fora de Mrs. Wilkes' Dining Room" class="shutterset_set_16" >
								<img title="Savannah" alt="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/thumbs/thumbs_IMG_9122.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9137.jpg" title="Mrs Wilkes' Dining Room, onde turistas se sentam em mesas grandes com desconhecidos para almoçar como em família" class="shutterset_set_16" >
								<img title="Savannah" alt="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/thumbs/thumbs_IMG_9137.jpg" width="100" height="75" />
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9144.jpg" title="Casa no distrito histórico" class="shutterset_set_16" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9150.jpg" title="Distrito histórico de savannah" class="shutterset_set_16" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9154.jpg" title="Musgo espanhol numa praça do centro histórico de Savannah" class="shutterset_set_16" >
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			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9185.JPG" title="Outra casa no centro histórico" class="shutterset_set_16" >
								<img title="Savannah" alt="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/thumbs/thumbs_IMG_9185.JPG" width="100" height="75" />
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		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/IMG_9243.jpg" title="A entrada da casa Wormsloe, na Isle of Hope (perto de Savannah)" class="shutterset_set_16" >
								<img title="Savannah" alt="Savannah" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/wp-content/blogs.dir/1362/files/fuja-das-compras-em-savannah/thumbs/thumbs_IMG_9243.jpg" width="100" height="75" />
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<p><strong>LEIA NO IG TURISMO:</strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-05-13/viajando-com-007.html" target="_self">- Viaje pelo mundo com James Bond</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/os-hoteis-mais-inusitados-do-mundo/4fa15271ccd690c93000073d.html" target="_blank">- Hotéis inusitados pelo mundo</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/programe-a-sua-viagem-a-nova-york/n1597690703386.html" target="_self">- Programe sua viagem para Nova York</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/conheca-miami-pelo-paladar/n1597581495166.html" target="_blank">- Conheça Miami pelo paladar</a><br />
</strong></p>


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</ol>]]></content:encoded>
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		<title>Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/10/um-teste-do-aeroporto-de-guarulhos-antes-da-invasao-dos-gringos/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 09:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Seth Kugel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Admiro André Franco Montoro, ex-governador de São Paulo e líder do movimento Diretas Já, não pelas realizações políticas que conseguiu em vida, mas por ter sido tão esperto dois anos após sua morte. Aconteceu em 2001, quando o Congresso Nacional decidiu rebatizar o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em sua honra. De algum lugar do [...]

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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Admiro André Franco Montoro, ex-governador de São Paulo e líder do movimento Diretas Já, não pelas realizações políticas que conseguiu em vida, mas por ter sido tão esperto dois anos após sua morte. Aconteceu em 2001, quando o Congresso Nacional decidiu rebatizar o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em sua honra. De algum lugar do céu, o governador declarou “NÃO QUERO!” E, abracadabra, o nome não pegou. Brilhante.</p>
<p>Quem ia querer, de verdade? O aeroporto é feio e sombrio, os pães de queijo são caros e os sanitários nem tão sanitários. Ainda assim, gosto do aeroporto. Eu não sou tão exigente para precisar de um bar de sushi, um trem-bala até o centro da cidade, um terminal cheio de luz e cores; vamos deixar essas coisas para cidades lindas. O concreto cinza e tetos baixos da sala de desembarque são megadeprimentes para quem chega de outro país após dez horas de voo, mas quem nega que representa bem a maioria da arquitetura da cidade? De certa forma, o aeroporto é uma fiel representação de São Paulo.</p>
<p><strong>Outras viagens: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/03/15/para-ingles-entender/">Para inglês entender</a></strong></p>
<div id="attachment_1293" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8246.jpg"><img class="size-large wp-image-1293 " title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8246-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Em Guarulhos, turistas perdem qualquer bronzeado imediatamente, por falta de luz natural</p></div>
<p>Mas eu reconheço que minha opinião é minoritária (ou talvez única). Assim que decidi avaliar, de forma objetiva, como seria a experiência de um estrangeiro chegando ao Brasil para uma reunião, umas férias, ou, sim, a Copa de 2014.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/bagagem/o-que-voce-pode-levar-na-mala/n1597220185999.html">O que você pode levar na mala?</a></strong></p>
<p>Claro que testar os terminais 1 e 2, ambos construídos nos anos 80, não é completamente justo. O terminal 4, branquinho e novinho, acaba de abrir – mas ainda está meio vazio, usado só para voos da Webjet e quase sem serviços adicionais.  E o terminal 3, que será o maior de todos, entrará logo em construção e, segundo os planos, ficará pronto até o começo da Copa em 2014 (aham). Quem sabe se os terminais 3 e 4 vão transformar Guarulhos em um aeroporto moderno e entre os melhores do mundo (aham, aham), invalidando completamente esta pesquisa?</p>
<div id="attachment_1299" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8299.jpg"><img class="size-medium wp-image-1299" title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8299-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Terminal 4: branquinho e lindo, mas sem serviços</p></div>
<p>Bom, o teste inicial foi um sucesso. Cheguei de Nova York no sábado, prestando atenção ao processo de desembarque, imigração e alfândega. Achei tudo bem fácil: apesar de haver um pouco de confusão nos corredores onde os que desembarcam cruzam com os que estão embarcando, não tinha nenhuma fila na imigração, a mala chegou rapidinho e sai da alfândega sem os oficiais perceberem os 18 iPads na minha mala. (Nota para a Receita Federal: estou brincando.) E fui direto para o ônibus secreto que quase ninguém conhece, mas que te leva para o metrô Tatuapé por R$ 4,30.</p>
<p>Mas sei que às vezes há filas enormes, policiais federais que não sabem nada de inglês e falta total de ar condicionado.</p>
<p><strong>Leia também: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/05/03/planeje-a-espontaneidade-para-aproveitar-ainda-mais-a-viagem/">Planeje a espontaneidade para aproveitar mais a viagem </a></strong></p>
<p>Querendo fazer mais um teste sem sair e voltar ao País, voltei na segunda-feira, simulando não falar nenhuma palavra de português e fingindo ser um gringo recém-chegado e à procura de informação, serviços, comida, transportes e os outros serviços do aeroporto. Vejam o que descobri:</p>
<p><strong>Estrutura</strong><br />
Um aeroporto é a primeira impressão que um turista ou empresário tem da cidade. A cidade é limpa? É bonita? É eficiente? Como já falei, São Paulo não é nenhuma dessas coisas. Imagina passar por um aeroporto supermoderno e chique e depois ficar 90 minutos no trânsito para chegar ao centro de uma cidade cinzenta e suja. Que desilusão.</p>
<p>Mas a diferença é que a cidade é “cool” apesar de ser cinza. O concreto do aeroporto de Guarulhos é só cimento e areia; o concreto da cidade de São Paulo é cimento e areia com suplemento de arte, grafite, toques de beleza, cantinhos secretos.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/guia-para-a-primeira-viagem-de-aviao/n1597204686926.html">Guia para a primeira viagem de avião</a></strong></p>
<div id="attachment_1291" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8226.jpg"><img class="size-large wp-image-1291 " title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8226-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Escuro e deprimente... como São Paulo mas sem &#39;vibe&#39;</p></div>
<p>O aeroporto tem pouquíssima arte: tem um<a href="http://www.waymarking.com/waymarks/WMDHYY_Viagens_e_Compras_Guarulhos_Brazil"> mural pop </a>de Romero Britto que dá um pouco de cor e, escondido entre os terminais 1 e 2, se encontra o Espaço Cultural Infraero, que deve ser muito lindo, mas estava fechado quando eu passei às 18h30. Mas esculturas, quadros, até exibições de grafite nas áreas públicas ajudariam muito a melhorar. Imagine um <a href="http://www.flickr.com/photos/tonygalvez/4327564284/lightbox/">Beco de Batman</a> ligando os terminais 1 e 2!</p>
<p>Minha maior queixa, porém, é a tipografia – ou seja, as fontes que usam em todo lugar. Olha as letras aqui:</p>
<p><strong>Veja também: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/o-que-fazer-se-voce-perder-o-voo/n1597204954573.html">O que fazer se você perder o voo</a></strong></p>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8209.jpg"><img class="size-large wp-image-1290 " title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8209-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Desembarque Internacional na &quot;Rodoviária&quot; Internacional de Guarulhos</p></div>
<p>Parece uma rodoviária nos anos 70. E a tela que mostra as chegadas dos voos? Nunca vi tipografia tão apertada com tanto espaço em branco. Superdifícil ler. E se um passageiro que sai da alfândega e entra na área pública do aeroporto quiser encontrar o banheiro ou informações turísticas? Será difícil, porque colocaram a sinalização – e várias outras coisas – bem atrás da área onde ficam todos os motoristas, com papéis indicando o nome dos passageiros que vieram buscar. E nós que não temos motorista? Como vamos encontrar o banheiro?</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/04/26/como-aproveitar-melhor-o-programa-de-milhas/">Como aproveitar melhor o programa de milhas</a></strong></p>
<p><strong>Ajuda ao turista</strong><br />
E que tal o tadinho do turista que chega a Guarulhos sem saber nada sobre o transporte e sem nem um hotel reservado? Boa notícia: os atendentes do balcões de informação da Infraero, da São Paulo Turismo e até da Guarulhos Convention and Visitors Bureau (para quem viajou dez horas para desfrutar das maravilhas da cidade de Guarulhos) falavam inglês e eram bem competentes.</p>
<div id="attachment_1295" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8224.jpg"><img class="size-medium wp-image-1295" title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8224-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Balcão da Infraero; bom inglês, boa atitude</p></div>
<p>Testei os três, fingindo não falar português, e pedindo dicas básicas sobre transporte (para Campinas e para o Centro de São Paulo) e hotéis (no Centro e perto do aeroporto). Tudo certo em todos os balcões. O inglês de todo o mundo era perfeito? Não, mas eu não preciso um inglês de Oxford para me contar que o Airport Bus Service fica na segunda porta à esquerda.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/mantenha-as-boas-maneiras-a-bordo/n1597203932431.html">Mantenha as boas maneiras no avião</a></strong></p>
<p>A informação também não era perfeita. Para a moça que trabalhava no balcão da São Paulo Turismo, perguntei por um hotel barato perto do aeroporto. Recomendou o Matiz, dizendo que era “entre R$ 100 e R$ 300”. Em muitas cidades teriam ligado para o hotel para verificar ou até reservar, mas tudo bem. Ela era simpática. (E o preço, quando liguei, era R$184. Entre R$ 100 e R$ 300 mesmo.)</p>
<p>Sobre o que fazer em São Paulo por um dia, outra jovem entusiástica insistiu que eu precisava ir ao Centro para provar o “very, very big bologna sandwich”, um sanduíche de mortadela muito grande, no Mercado Municipal. E ganhei um panfleto sobre o mercado. Também recomendou a Pinacoteca e a Praça da Sé, mencionando que era necessário tomar cuidado com o celular e a máquina. Boas dicas, mas que tal uma caminhada pela avenida Paulista e uma visita ao MASP também?</p>
<p>O nível de inglês era aceitável. O entusiasmo era mais. É um bom começo.</p>
<p><strong>Veja também: <a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/04/12/fiji-e-o-paraiso-mas-combine-isso-com-a-meteorologia-antes/">Fiji é o paraíso, apenas combine isso com a meteorologia antes</a></strong></p>
<p><strong>Culinária</strong><br />
O mínimo que se espera em um aeroporto internacional de cidade grande é que tenha opções variadas, pessoas que falem um pouco de inglês ou cardápios em inglês e um ambiente relaxante. Guarulhos, infelizmente, falha em todos.</p>
<p>Para quem quer um sanduíche, um pão de queijo, um hambúrguer, um quibe, uma pizza medíocre e ter de disputar por uma das poucas mesas disponíveis, tudo ótimo. Mas, hoje em dia, os aeroportos internacionais de grandes cidades oferecem muito mais, em um ambiente mais tranquilo.</p>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8276.jpg"><img class="size-large wp-image-1296 " title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8276-1024x682.jpg" alt="" width="614" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Nome em inglês, mas cardápio só em português</p></div>
<p>E a situação para quem não fala português (ou espanhol, que funciona mais ou menos) é péssima. Ironicamente, o inglês é pior nos restaurantes com nomes em inglês: nem Baked Potato, nem Naturally Fast, por exemplo, têm cardápios em inglês ou pessoal que falava nenhuma palavra na língua quando eu visitei. Lugares como Viena e Balloon Café tinham cardápios em inglês, mas ninguém que falava. Um prêmio para o cara que trabalha no Frango Assado, que apesar de não ter cardápio em inglês, parou para me explicar com precisão o que era um beirute.</p>
<p><strong>Internet</strong><br />
Novidade em Guarulhos: desde abril tem internet de graça para passageiros nas salas de embarque.  Foi impossível testar isso sem comprar uma passagem, assim que subcontratei o teste para o amigo, Rich Yang, que voou de Guarulhos ontem. Ele reportou  &#8211; só depois de chegar ao aeroporto de Montevidéu, onde a internet funciona &#8211; que, em São paulo, o sistema não aceitou o número do seu boarding pass.</p>
<p><strong>Veja também: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/confira-os-documentos-necessarios-para-viajar-com-criancas/n1597235788638.html">Confira documentos necessários para viajar com crianças</a></strong></p>
<p>Eu tive problemas parecidos quando tentei no piso de desembarque. Mas para mim é igualmente importante, ou talvez mais, ter internet nas outras áreas do aeroporto. Para, por exemplo, chegar em um país estrangeiro e pegar os e.mails depois de um voo longo, ou abrir o Skype e ligar para a pessoa que disse que ia te pegar mas não aparece. Ou, antes do check-in, para mandar e-mails da fila interminável ou pegar o número da conta de milhas.</p>
<p>E chegamos a um problema. A rede pública no aeroporto, “Linktel Wifi”, está disponível em todas partes do aeroporto, não só na sala de embarque.  Bom, “disponível” no sentido de “existir”, mas não no sentido de “funcionar”, pelo menos para gringos.</p>
<p><strong>Mais:<a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/2012/03/07/a-imagem-do-brasil-no-exterior/"> A imagem do Brasil no exterior</a></strong></p>
<p>O preço é bom: R$ 1,99 por uma hora. Só que não tem versão em inglês e sem endereço no Brasil não é possível se cadastrar. Nem cheguei ao ponto de botar um cartão de crédito.</p>
<p>O atendente na mesa da Infraero salvou o dia, me avisando que a loja Digital World, no segundo andar, tinha uma rede de Wi-Fi. Mas precisava estar perto da loja. Você ainda tem a opção de usar os computadores deles, que funcionavam bem. Assim que, apesar de Guarulhos não ter Wi-Fi modelo 2012, chegou pelo menos a 1998.</p>
<p><strong>Tomadas </strong><br />
Precisa de tomadas. Mais tomadas. Meu reino por uma tomada. Quem chega de um voo internacional chega sem bateria, quem chega para um voo internacional precisa carregar. Mas esse problema não é só de Guarulhos, existe ao redor do mundo nos aeroportos mais antigos. Vamos esperar que o terminal 3 seja um paraíso da eletricidade.</p>
<p><strong>Veja também: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/viaje-sem-gastar-com-a-hospedagem/n1597204042666.html">Viaje sem gastar com hospedagem</a></strong></p>
<div id="attachment_1297" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><strong><strong><a href="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8252.jpg"><img class="size-medium wp-image-1297" title="Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos" src="http://colunistas.ig.com.br/viagens/files/2012/05/IMG_8252-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">A seleção inteira de livros em inglês disponíveis na LaSelva de Guarulhos</p></div>
<p><strong>Livraria </strong><br />
A única livraria que encontrei no aeroporto (fora as das salas de embarque, que não pude visitar) foi a LaSelva, que tinha pouquíssimo para o passageiro internacional. Dez títulos de livros em inglês, a maioria sobre vampiros ou algo parecido. Algumas revistas em inglês, francês e italiano, mas nada das revistas que se vê em qualquer outro aeroporto do mundo: Time, The Economist etc. Porém, tinha dezenas de cópias de “Quem Acontece”, com Michel Teló na capa.</p>
<p><strong>Transporte </strong><br />
Quem quer pegar táxi não tem nenhum problema: o sistema, apesar de ser muito caro, funciona e quando eu fiz meu teste, os atendentes falavam um inglês suficiente. O preço é bem alto – mais de R$ 100 para os bairros hoteleiros, mas isso é assim no mundo inteiro. Por isso nunca pego táxi. A opção que me deram nos balcões de informação era o Airport Bus Service, esse ônibus executivo que chega a várias partes da cidade, incluindo Congonhas, por R$ 35. O inglês da jovem que trabalhava lá era muito, muito fraco, mas conseguiu me entender e me mostrar o horário e o preço na tela.</p>
<p><strong>Mais: <a href="http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/como-economizar-em-viagens/n1597219895521.html">Como economizar em viagens</a></strong></p>
<p>(Ninguém recomendou o ônibus de R$ 4,30 para o Tatuapé, mas prefiro assim, se pessoas demais ficarem sabendo, todo o mundo vai pegar e eu nunca vou conseguir um assento.)</p>
<p>Também testei o inglês falado nas locadoras de carros, com resultados mistos. Na Localiza, a mera pergunta “Do you speak English” pareceu assustar tanto a tadinha da balconista que nem conseguiu responder com “Sorry”; na LocarAlpha, a mulher me disse “I don’t speak English” com sotaque tão bom que achei que estava mentindo, mas quando perguntei quanto era um carro por uma semana, ficou claro que não falava mesmo. Na Hertz e Unidas falaram bem; a menina da Unidas só não sabia falar “não tem direção hidráulica” em inglês, mas conseguiu explicar usando gestos bem engraçados que qualquer pessoa teria entendido.</p>
<p>Se os aeroportos brasileiros vão sobreviver à Copa, não vai ser com novos terminais e aulas de inglês e quem sabe quais bandas de samba e faixas de “WELCOME!”. Vai ser pelo charme dos brasileiros como a menina da direção hidráulica e o cara do Frango Assado que dedicou seu tempo para me explicar o que era um beirute.</p>
<p><strong>LEIA NO IG TURISMO:</strong></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/os-hoteis-mais-inusitados-do-mundo/4fa15271ccd690c93000073d.html"><strong>- Hotéis inusitados pelo mundo</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-nacionais/2012-05-09/o-amapa-e-sua-mistura-de-tradicoes.html"><strong>- O Amapá e sua mistura de tradições</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-05-07/punta-del-este-e-alternativa-para-quem-ja-conhece-buenos-aires.html"><strong>- Já conhece Buenos Aires? Vai para Punta</strong></a></p>
<p><a href="http://turismo.ig.com.br/destinos-internacionais/2012-04-24/inglaterra-muito-alem-de-londres.html"><strong>- Inglaterra muito além de Londres</strong></a></p>


<p class="p-rp">Notas relacionadas:</p><ol class="ol-rp"><li><a href='http://colunistas.ig.com.br/viagens/2011/06/15/qual-a-melhor-pizza-do-mundo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: São Paulo ou Nova York: Qual a melhor pizza do mundo?'>São Paulo ou Nova York: Qual a melhor pizza do mundo?</a></li>
</ol>]]></content:encoded>
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