Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos | Viagens com Seth Kugel - iG

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 Brasil | 06:42

Um teste do aeroporto de Guarulhos antes da invasão dos gringos

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Admiro André Franco Montoro, ex-governador de São Paulo e líder do movimento Diretas Já, não pelas realizações políticas que conseguiu em vida, mas por ter sido tão esperto dois anos após sua morte. Aconteceu em 2001, quando o Congresso Nacional decidiu rebatizar o Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos em sua honra. De algum lugar do céu, o governador declarou “NÃO QUERO!” E, abracadabra, o nome não pegou. Brilhante.

Quem ia querer, de verdade? O aeroporto é feio e sombrio, os pães de queijo são caros e os sanitários nem tão sanitários. Ainda assim, gosto do aeroporto. Eu não sou tão exigente para precisar de um bar de sushi, um trem-bala até o centro da cidade, um terminal cheio de luz e cores; vamos deixar essas coisas para cidades lindas. O concreto cinza e tetos baixos da sala de desembarque são megadeprimentes para quem chega de outro país após dez horas de voo, mas quem nega que representa bem a maioria da arquitetura da cidade? De certa forma, o aeroporto é uma fiel representação de São Paulo.

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Em Guarulhos, turistas perdem qualquer bronzeado imediatamente, por falta de luz natural

Mas eu reconheço que minha opinião é minoritária (ou talvez única). Assim que decidi avaliar, de forma objetiva, como seria a experiência de um estrangeiro chegando ao Brasil para uma reunião, umas férias, ou, sim, a Copa de 2014.

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Claro que testar os terminais 1 e 2, ambos construídos nos anos 80, não é completamente justo. O terminal 4, branquinho e novinho, acaba de abrir – mas ainda está meio vazio, usado só para voos da Webjet e quase sem serviços adicionais.  E o terminal 3, que será o maior de todos, entrará logo em construção e, segundo os planos, ficará pronto até o começo da Copa em 2014 (aham). Quem sabe se os terminais 3 e 4 vão transformar Guarulhos em um aeroporto moderno e entre os melhores do mundo (aham, aham), invalidando completamente esta pesquisa?

Terminal 4: branquinho e lindo, mas sem serviços

Bom, o teste inicial foi um sucesso. Cheguei de Nova York no sábado, prestando atenção ao processo de desembarque, imigração e alfândega. Achei tudo bem fácil: apesar de haver um pouco de confusão nos corredores onde os que desembarcam cruzam com os que estão embarcando, não tinha nenhuma fila na imigração, a mala chegou rapidinho e sai da alfândega sem os oficiais perceberem os 18 iPads na minha mala. (Nota para a Receita Federal: estou brincando.) E fui direto para o ônibus secreto que quase ninguém conhece, mas que te leva para o metrô Tatuapé por R$ 4,30.

Mas sei que às vezes há filas enormes, policiais federais que não sabem nada de inglês e falta total de ar condicionado.

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Querendo fazer mais um teste sem sair e voltar ao País, voltei na segunda-feira, simulando não falar nenhuma palavra de português e fingindo ser um gringo recém-chegado e à procura de informação, serviços, comida, transportes e os outros serviços do aeroporto. Vejam o que descobri:

Estrutura
Um aeroporto é a primeira impressão que um turista ou empresário tem da cidade. A cidade é limpa? É bonita? É eficiente? Como já falei, São Paulo não é nenhuma dessas coisas. Imagina passar por um aeroporto supermoderno e chique e depois ficar 90 minutos no trânsito para chegar ao centro de uma cidade cinzenta e suja. Que desilusão.

Mas a diferença é que a cidade é “cool” apesar de ser cinza. O concreto do aeroporto de Guarulhos é só cimento e areia; o concreto da cidade de São Paulo é cimento e areia com suplemento de arte, grafite, toques de beleza, cantinhos secretos.

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Escuro e deprimente... como São Paulo mas sem 'vibe'

O aeroporto tem pouquíssima arte: tem um mural pop de Romero Britto que dá um pouco de cor e, escondido entre os terminais 1 e 2, se encontra o Espaço Cultural Infraero, que deve ser muito lindo, mas estava fechado quando eu passei às 18h30. Mas esculturas, quadros, até exibições de grafite nas áreas públicas ajudariam muito a melhorar. Imagine um Beco de Batman ligando os terminais 1 e 2!

Minha maior queixa, porém, é a tipografia – ou seja, as fontes que usam em todo lugar. Olha as letras aqui:

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Desembarque Internacional na "Rodoviária" Internacional de Guarulhos

Parece uma rodoviária nos anos 70. E a tela que mostra as chegadas dos voos? Nunca vi tipografia tão apertada com tanto espaço em branco. Superdifícil ler. E se um passageiro que sai da alfândega e entra na área pública do aeroporto quiser encontrar o banheiro ou informações turísticas? Será difícil, porque colocaram a sinalização – e várias outras coisas – bem atrás da área onde ficam todos os motoristas, com papéis indicando o nome dos passageiros que vieram buscar. E nós que não temos motorista? Como vamos encontrar o banheiro?

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Ajuda ao turista
E que tal o tadinho do turista que chega a Guarulhos sem saber nada sobre o transporte e sem nem um hotel reservado? Boa notícia: os atendentes do balcões de informação da Infraero, da São Paulo Turismo e até da Guarulhos Convention and Visitors Bureau (para quem viajou dez horas para desfrutar das maravilhas da cidade de Guarulhos) falavam inglês e eram bem competentes.

Balcão da Infraero; bom inglês, boa atitude

Testei os três, fingindo não falar português, e pedindo dicas básicas sobre transporte (para Campinas e para o Centro de São Paulo) e hotéis (no Centro e perto do aeroporto). Tudo certo em todos os balcões. O inglês de todo o mundo era perfeito? Não, mas eu não preciso um inglês de Oxford para me contar que o Airport Bus Service fica na segunda porta à esquerda.

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A informação também não era perfeita. Para a moça que trabalhava no balcão da São Paulo Turismo, perguntei por um hotel barato perto do aeroporto. Recomendou o Matiz, dizendo que era “entre R$ 100 e R$ 300”. Em muitas cidades teriam ligado para o hotel para verificar ou até reservar, mas tudo bem. Ela era simpática. (E o preço, quando liguei, era R$184. Entre R$ 100 e R$ 300 mesmo.)

Sobre o que fazer em São Paulo por um dia, outra jovem entusiástica insistiu que eu precisava ir ao Centro para provar o “very, very big bologna sandwich”, um sanduíche de mortadela muito grande, no Mercado Municipal. E ganhei um panfleto sobre o mercado. Também recomendou a Pinacoteca e a Praça da Sé, mencionando que era necessário tomar cuidado com o celular e a máquina. Boas dicas, mas que tal uma caminhada pela avenida Paulista e uma visita ao MASP também?

O nível de inglês era aceitável. O entusiasmo era mais. É um bom começo.

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Culinária
O mínimo que se espera em um aeroporto internacional de cidade grande é que tenha opções variadas, pessoas que falem um pouco de inglês ou cardápios em inglês e um ambiente relaxante. Guarulhos, infelizmente, falha em todos.

Para quem quer um sanduíche, um pão de queijo, um hambúrguer, um quibe, uma pizza medíocre e ter de disputar por uma das poucas mesas disponíveis, tudo ótimo. Mas, hoje em dia, os aeroportos internacionais de grandes cidades oferecem muito mais, em um ambiente mais tranquilo.

Nome em inglês, mas cardápio só em português

E a situação para quem não fala português (ou espanhol, que funciona mais ou menos) é péssima. Ironicamente, o inglês é pior nos restaurantes com nomes em inglês: nem Baked Potato, nem Naturally Fast, por exemplo, têm cardápios em inglês ou pessoal que falava nenhuma palavra na língua quando eu visitei. Lugares como Viena e Balloon Café tinham cardápios em inglês, mas ninguém que falava. Um prêmio para o cara que trabalha no Frango Assado, que apesar de não ter cardápio em inglês, parou para me explicar com precisão o que era um beirute.

Internet
Novidade em Guarulhos: desde abril tem internet de graça para passageiros nas salas de embarque.  Foi impossível testar isso sem comprar uma passagem, assim que subcontratei o teste para o amigo, Rich Yang, que voou de Guarulhos ontem. Ele reportou  – só depois de chegar ao aeroporto de Montevidéu, onde a internet funciona – que, em São paulo, o sistema não aceitou o número do seu boarding pass.

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Eu tive problemas parecidos quando tentei no piso de desembarque. Mas para mim é igualmente importante, ou talvez mais, ter internet nas outras áreas do aeroporto. Para, por exemplo, chegar em um país estrangeiro e pegar os e.mails depois de um voo longo, ou abrir o Skype e ligar para a pessoa que disse que ia te pegar mas não aparece. Ou, antes do check-in, para mandar e-mails da fila interminável ou pegar o número da conta de milhas.

E chegamos a um problema. A rede pública no aeroporto, “Linktel Wifi”, está disponível em todas partes do aeroporto, não só na sala de embarque.  Bom, “disponível” no sentido de “existir”, mas não no sentido de “funcionar”, pelo menos para gringos.

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O preço é bom: R$ 1,99 por uma hora. Só que não tem versão em inglês e sem endereço no Brasil não é possível se cadastrar. Nem cheguei ao ponto de botar um cartão de crédito.

O atendente na mesa da Infraero salvou o dia, me avisando que a loja Digital World, no segundo andar, tinha uma rede de Wi-Fi. Mas precisava estar perto da loja. Você ainda tem a opção de usar os computadores deles, que funcionavam bem. Assim que, apesar de Guarulhos não ter Wi-Fi modelo 2012, chegou pelo menos a 1998.

Tomadas
Precisa de tomadas. Mais tomadas. Meu reino por uma tomada. Quem chega de um voo internacional chega sem bateria, quem chega para um voo internacional precisa carregar. Mas esse problema não é só de Guarulhos, existe ao redor do mundo nos aeroportos mais antigos. Vamos esperar que o terminal 3 seja um paraíso da eletricidade.

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A seleção inteira de livros em inglês disponíveis na LaSelva de Guarulhos

Livraria
A única livraria que encontrei no aeroporto (fora as das salas de embarque, que não pude visitar) foi a LaSelva, que tinha pouquíssimo para o passageiro internacional. Dez títulos de livros em inglês, a maioria sobre vampiros ou algo parecido. Algumas revistas em inglês, francês e italiano, mas nada das revistas que se vê em qualquer outro aeroporto do mundo: Time, The Economist etc. Porém, tinha dezenas de cópias de “Quem Acontece”, com Michel Teló na capa.

Transporte
Quem quer pegar táxi não tem nenhum problema: o sistema, apesar de ser muito caro, funciona e quando eu fiz meu teste, os atendentes falavam um inglês suficiente. O preço é bem alto – mais de R$ 100 para os bairros hoteleiros, mas isso é assim no mundo inteiro. Por isso nunca pego táxi. A opção que me deram nos balcões de informação era o Airport Bus Service, esse ônibus executivo que chega a várias partes da cidade, incluindo Congonhas, por R$ 35. O inglês da jovem que trabalhava lá era muito, muito fraco, mas conseguiu me entender e me mostrar o horário e o preço na tela.

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(Ninguém recomendou o ônibus de R$ 4,30 para o Tatuapé, mas prefiro assim, se pessoas demais ficarem sabendo, todo o mundo vai pegar e eu nunca vou conseguir um assento.)

Também testei o inglês falado nas locadoras de carros, com resultados mistos. Na Localiza, a mera pergunta “Do you speak English” pareceu assustar tanto a tadinha da balconista que nem conseguiu responder com “Sorry”; na LocarAlpha, a mulher me disse “I don’t speak English” com sotaque tão bom que achei que estava mentindo, mas quando perguntei quanto era um carro por uma semana, ficou claro que não falava mesmo. Na Hertz e Unidas falaram bem; a menina da Unidas só não sabia falar “não tem direção hidráulica” em inglês, mas conseguiu explicar usando gestos bem engraçados que qualquer pessoa teria entendido.

Se os aeroportos brasileiros vão sobreviver à Copa, não vai ser com novos terminais e aulas de inglês e quem sabe quais bandas de samba e faixas de “WELCOME!”. Vai ser pelo charme dos brasileiros como a menina da direção hidráulica e o cara do Frango Assado que dedicou seu tempo para me explicar o que era um beirute.

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Autor: Seth Kugel Tags:

84 comentários | Comentar

  1. 34 Taranta 10/05/2012 8:00

    Parabéns pela reportagem, foi muito bem elaborada e mostra a realidade do Brasil que não é nenhum orgulho, infelizmente.
    Para um país que vai sediar a copa de 2014 está muito atrasada em infra-estrutura.

    Responder
  2. 33 Flávia 10/05/2012 8:34

    Oi, seth, Ainda bem que vc Nao se preocupou em procurar livrarias nas salas de embarque, porque elas Nao existem. Mas ha botecos. Vários botecos de ótima qualidade para as pessoas chegarem bêbadas ao avião e darem muito trabalho. Também Nao ha lugar para se sentar. Isso falando de GRU, o maior aeroporto do pais. Se falarmos de sao Luís ( Ah, Nao, esse desmoronou..), bem se falarmos de Manaus, do tio de janeiro e seus taxis…..

    Responder
    • Sergio Mantovani 10/05/2012 15:39

      E em Manaus voce ainda pode “se livrar” daquela mala que voce não quer mais. É um dos aeroportos de onde mais somem malas do país ou então tem “seu peso aliviado” pelos surrupiadores manauaras de conteúdo de malas de aeroportos.

  3. 32 Sergio Mantovani 10/05/2012 8:37

    My dear Seth, utilizo o aeroporto internacional de Guarulhos com constância e outra coisa que voce não teve oportunidade de testar (por fazer o teste como turista) foi o “espetacular” estacionamento. Achar uma vaga para seu veículo é a sorte grande. O tempo que se perde para achá-la já come boa parcela do exorbitante preço cobrado.
    E quantas, quantas vezes desembarquei de vôos internacionais de 10 horas, pela escada da aeronave, e sobe e desce escada, por não haver finger disponível.
    Mas nem tudo é sofrimento pois voce é compensado quando, a caminho da receptiva São Paulo, entra na marginal Tietê e é recebido pelo agradável aroma exalado pelo nosso límpido rio que corta a metrópole.

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  4. 31 Joyce 10/05/2012 8:54

    Seth, concordo em gênero, número e grau. Trabalho numa empresa de mídia aeroportuária e toda vez que tenho de ir à Guarulhos penso que estou numa masmorra. Tudo lá parece antigo, é escuro e feio. Devido a sua importância deveria ter pelo menos tentado se modernizar um pouco, inclusive na terça feira 08/05 estive por lá e reparei justamente no painél do Romero Brito escondidinho lá no alto, quase não se nota. Além da iluminação ruim, não tem nada naquele aeroporto que remeta a riqueza e diversidade cultural de São Paulo. É triste, deprimente mas infelizmente é a realidade. Foi ótima essa sua análise e descreve perfeitamente a rotina e cotidiano de passageiros que circulam por lá.

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  5. 30 Carlos André 10/05/2012 9:41

    Muitíssimo preciso seu artigo. É como uma soma das opinões que ouço, e compartilho, sobre nossa infraestrutura aeroportuária convenientemente lucrativa a um pequeno grupo de interesse. Imagino que análises como esta sua, são pagas com milhares (senão milhões) de reais a alguma empreiteira/consultoria mafiosa que entende tudo dos melhores e mais modernos aeroportos pelo mundo. O que me intriga é o que faz um turista estrangeiro se arriscar por estas bandas.

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  6. 29 Mauricio 10/05/2012 10:04

    Você esqueceu de comentar que todas as lanchonetes dentro do terminal são operadas pela mesma empresa em regime de franchise com as donas das bandeiras, por isso o serviço é tão ruim, pobre e caríssimo.

    Quanto a banca de jornais, livros e revistas, informo que é monopólio da La Selva. Ou seja todas dentro do terminal são dela. E a DuFry é a única loja de departamentos a operar dentro do terminal, tanto no desembarque como nos saguões. O Brasil é a terra dos monopólios, das unanimidades burras, etc.

    A linha para o Tatuapé é a antiga que ia até a Bresser, rápida, limpa e eficiente, mas prefiro o bus service, é mais confortável.

    E sim, eu acho que vamos passar o maior carão na copa e nas olimpíadas por conta de nossas rodoviárias de avião.

    E se você acha São Paulo uma cidade suja e desorganizada, venha conhecer o Rio. Acredite; é mais sujo e desorganizado ainda… Mas a internet wi-fi grátis no terminal de embarque funciona muito bem, tanto no Santos Dumont, como no Tom Jobim.

    Responder
    • Mauricio 10/05/2012 10:06

      Ah! antes que me esqueça, o sistema wi-fi da Infraero só aceita os números dos cartões de embarque das operadoras nacionais.

  7. 28 lcuia texeira 10/05/2012 10:30

    “chegar ao centro de uma cidade cinzenta e suja”… é, limpo são os calçadões de copacabana no rio que não cheiram xixi, né? faça o favor!

    Responder
    • Arnon 10/05/2012 16:22

      Sou sulista, moro em SP. O Rj não fede a xixi.

  8. 27 Robson Lopes 10/05/2012 10:39

    Quando li o início do texto, achei você um chato, mas seu texto é muito bom, divertido e instrutivo. Parabéns.

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  9. 26 tinga namos 10/05/2012 10:42

    Estamos prontos para a QUEIMAR O FILME MUNDIALMENTE com a Copa … só os mensaleiros e a corja de Brasilia mais os nobres ladroes $uiços da FIFA que “acham $$$” que o Brasil esta preparado para um evento .

    Tive a infelicidade de não chegar o carrinho do meu bebe pela DELTA , após 50 minutos
    perguntando para todos da infraero ende era o escritoria da DELTA ( em portugues é claro) pude achar atrás do Baked Potato .Após isso a mesma se tardou 3 horas para dizer dizer que ainda esstava em atlanta e nao teria como ajudar-me e com uma arrogancia que como eu tivesse errado , e não eles ! O mesmo foi entregue 2 dias depois depois de muita briga !!!

    Se isso acontecesse com um Gringo , jamais encontraria seu carrinho e nem a DELTA para qualquer ajuda.

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  10. 25 Marcelo Marcondes 10/05/2012 11:01

    É isso aí…ótimas dicas para todo mundo lá em Guarulhos…concordo em gênero grau e número com as suas críticas, mas tristemente começo a perceber um cinismo implícito em sua fala que não havia nas primeiras colunas. E isso se deve, tenho certeza (mas não vou botar minha mão no fogo) à influência de brasileiros e paulistanos, sempre pessimistas e derrotistas em relação ao que é seu, ao que é feito aqui. E isso fica claro nos seus vários irônicos ‘aham’ do começo do texto.

    Aquele slogan era bem intencionado, mas bem impreciso: “O melhor do Brasil é o brasileiro”.
    Queria restaurar a auto-estima do povo, em um país que melhorava (e ainda está a melhorar, diga-se de passagem; se vai conseguir até a Copa tudo que tem que fazer, aí não sei, não possuo ainda bola de cristal). O pessimismo e o cinsimo típico dos paulistanos (cariocas também, mas menos; mineiros bem menos; não sei como é no nordeste, no Centro Oeste, no Norte ou no sul de maneira suficiente para dizer) enche. Sou daqui, nasci aqui em ’sampa’, mas acho que às vezes não merecemos um País que está crescendo e se desenvolvendo como o nosso. Em outras palavras: nós nunca teremos as coisas que tanto invejamos e desejamos ao vermos em viagens ao exterior porque nós mesmos não temos A) CIVILIDADE; B) EDUCAÇÃO (tanto no sentido de politeness quanto no sentido de education) C) DISCIPLINA e D) BOM GOSTO para criarmos coisas belas, que funcionem bem e que sejam bem usadas, conservadas e respeitadas por todos.

    Responder
  11. 24 Marcelo Marcondes 10/05/2012 11:10

    Seth, aos poucos você vai começar a perceber isso (que defendi acima), em algum grau. Again, não tenho bola de cristal. Mas acho que você, com seu perspicaz olhar de forasteiro (e que mora no lugar tão invejado pela imensa maioria dos paulistanos ‘descolados’) vai acabar percebendo isso, pelo menos em parte, em algum momento…

    Obrigado pelas colunas. Como diria o Compadre Washington, ‘Gostcho Muitcho’. ;-)

    Responder
  12. 23 douglas 10/05/2012 11:12

    Se até para quem é do Brasil muitas vezes faltam informações, cordialidade e mais respeito, pois, estamos pagando pelos serviços e não pedindo favores, vocês imaginem para quem vem de muitos outros países e não falam nossa lingua!?
    Como o Kugel disse, precisamos de muito mais que uma faixa de welcome e umas bundas rebolando para os gringos!
    Chega de POLITICAGEM, precisamos Homens públicos com caráter, com vontade de fazer o Brasil um país do século XXI mais justo e melhor, que sintam orgulho de ver essa transformação acontecendo e não orgulho de ver sua conta crescendo!
    Parabéns Kugel, excelente matéria!!! Merece uma capa de revista!

    Responder
  13. 22 Marcio Kawano 10/05/2012 11:14

    Achei muito legal a matéria e concordo que o brasileiro, em geral, fala muito pouco inglês, o que dificulta bastante a vida do turista estrangeiro. Mas, sinceramente, não acho que o povo, em geral, tenha obrigação de ser fluente em inglês. Afinal, estamos no Brasil, falamos português (talvez devêssemos nos preocupar antes em melhorar o português do povo)… Claro que as pessoas que trabalham no balcão de informações de um aeroporto internacional DEVEM falar em inglês, ter um cardápio em inglês é simpático, ter um funcionário fluente em inglês na hora de alugar um carro talvez seja o fator decisivo para o estrangeiro fechar negócio na sua empresa, talvez todos os gerentes das lojas do aeroporto devessem falar inglês. Mas não passa de simpatia e talvez. Afinal, o turista sabe antes de viajar que vem para um país diferente, com cultura e língua diferentes. Aliás, para mim, isso é o legal da viagem! O fato de ser diferente! Quantas histórias não são contadas porque tivemos dificuldades em nos comunicar em um país distante? E cá entre nós… O mínimo que você pode fazer ao viajar para um país de outra língua, se você não quiser passar aperto, é ter contratar um guia bilíngue, levar um guia de viagem / dicionário e aprender palavras básicas como “por favor” e “obrigado” na língua nativa. Tenho certeza de que isso enriquecerá sua bagagem cultural e tornará a viagem ainda mais interessante!

    Responder
    • vera 11/05/2012 10:14

      Muito elegante seu comentário. Adorei e concordo plenamente.

  14. 21 Julio Cesar de Almeida 10/05/2012 11:19

    Seth, mandou bem, estagiei nos últimos 3 meses no balcão de informação, tenho meu olhar critico em relação ao que assisti e seu texto apresenta a realidade nua e crua. Pondere as circunstâncias na questão infraestrutura e logística (coisas que deverão ser pensadas pela NOVA administração do aeroporto, não mais exclusiva da Infraero) e o esforço das pessoas que trabalham no aeroporto que de certa maneira sejam funcionários, estagiários, terciários, parceiros (muito em moda) tentam dentro de suas possibilidades oferecer o serviço de hospitalidade à la brasileira.

    Responder
  15. 20 paulo 10/05/2012 11:30

    Passei por Guarulhos no domingo e são reais as suas constatações e muito boas as suas informações. Faltam muitas coisinhas simples, nada que um bom gerente não possa resolver…Basta este gerente levantar o bumbum da cadeira e dar um passeio diário pelo terminal e dar ordens aos subordinados.(Tira isto daqui, leva para lá, troca aquela lâmpada, manda consertar esta torneira, onde está o encarregado daqui, etc…)
    .
    Falta agora informar sobre o ônibus para o Tatuapé.rsss
    .
    “Ninguém recomendou o ônibus de R$ 4,30 para o Tatuapé, mas prefiro assim, se pessoas demais ficarem sabendo, todo o mundo vai pegar e eu nunca vou conseguir um assento.)

    Abraço

    Responder
  16. 19 erasmo pereira 10/05/2012 11:30

    BRASIL, O PAÍS DO ANALFABETO FUNCIONAL.

    Responder
  17. 18 Rodrigo Tirolla 10/05/2012 11:58

    Pois é, num país em que 68% da população é analfabeta funcional não podemos querer ter o melhor do melhor do mundo…

    Responder
  18. 17 SIDNEI PETRONE 10/05/2012 12:05

    A definição da chegada de um voo longo ao Aeroporto de Guarulhos foi perfeita: desembarcar nos sufocantes fingers e corredores que levam a “megadeprimente” sala de desembarque… (já tive a mesma sensação!)… É pois é, chegamos na fria São Paulo!

    Responder
  19. 16 carla 10/05/2012 12:18

    Nos EUA ninguem fala portugues tbm,e nem fazem um sacrificio para nos entender,porque que sempre os brasileiros que temos que nos rebaixar ,ta certo em aqui no Brasil nao ter indicacoes em ingles tbm de igual para igual,alem do mais na atual circunstancia eles que deviam aprender o portugues porque os brasileiros que mais gastam no EUA,adoro qdo eles precisam da gente tbm pra ver como e dificil pra nos qdo vamos la gastar o nosso dinheiro que vao aprender a nossa lingua e por letreiros em portugues tbm.

    Responder
    • ROBSON FRANCO 10/05/2012 14:33

      Falou tudo.
      Só quero acrescentar referente a matéria : NÃO SE DEVE FAZER AS COISAS QUE JÁ DEVERIAM TER SIDO FEITAS POR CAUSA DE UM MOMENTO UNICO ( COPA ).
      Depois que acabar a copa vão ficar mais uns 300 anos sem fazer nada ,e a tecnologia e a infraestrutura de de hoje será um museu.

    • jairo 10/05/2012 14:17

      É isso aí Carla , compartilhamos a mesma idéia.

  20. 15 Elaine M 10/05/2012 12:28

    Seth, adoro seus artigos e esse do Aeroporto de Guarulhos nao foi excessao! Moro em Michigan ha quase 10 anos e sempre que tenho que ir a Sao Paulo, o aeroporto ja me deprime assim que coloco meus pes la. Eu fiz a mesma pergunta na minha ultima visita a Sao Paulo: “Como eh que um aeroporto como esse sem estrutura, onde quase ninguem fala ingles, vai receber turistas p uma Copa??” Ai lembrei, que no Brasil para tudo se da um jeitinho, e acho que eh exatamentem isso que vai acontecer!!!!!

    Responder
    • Elaine M 10/05/2012 12:30

      OPS… eu quiz dizer EXCECAO… falta de pratica em escrever em Portugues por tanto tempo :)

  21. 14 Pedro Carvalho 10/05/2012 12:47

    Seu texto é muito bom, suas ideias também. Parabéns, Seth. Abs!

    Responder
  22. 13 VANIA 10/05/2012 12:56

    Achei super interessante as colocacoes que ele fez sobre o aeroporto de Guarulhos.

    Responder
  23. 12 geovanio 10/05/2012 12:58

    A única coisa que gosto de lá é ver os aviões de diversas parte do mundo…e mais nada.

    Responder
  24. 11 marcio 10/05/2012 13:17

    excelente reportagem , sem muito censo critico , sem menosprezar o que é nosso, parabens mesmo

    Responder
  25. 10 Carlos 10/05/2012 13:22

    Sr. Seth parabéns pela critica !

    Responder
  26. 9 ivan pedro j. schiffer 10/05/2012 13:32

    Muito oportuna e de bom gosto a analise / crítica sobre o nosso Aeroporto, já tinha ouvido falar que as prisões em um País são o espelho de uma sociedade, acho que no mundo Globalizado pode se aplicar uma nova metáfora, os Aeroportos seriam este espelho. Quando voltei em fevereiro após 12 anos ausente, saindo do Suvarnabhumi de Bangkok, ¨majestoso¨, incrivelmente bonito e que assim mesmo não satisfaz os mais exigentes, passando pelo não menos incrível aeroporto de Amsterdam, chegar em Guarulhos é tudo aquilo que o Seth descreveu perfeitamente, só vou completar com minha tentativa de cambiar 50 dólares, como Brasileiro, não tinha número de CPF, todos os guichês de cambio recusaram cambiar, perguntei a um carregador, não se interessou pois a quantia era pouca, fui aos guichês de ônibus, também não, finalmente fiquei esperando algum turista estrangeiro na boca do guichê, eles podem cambiar com a apresentação do passaporte, um Grega que vinha para casar com um Brasileiro fez o favor. Assim consegui pegar o ônibus que me levou confortavelmente até a Alameda Santos. A cegueira comercial é a mesma que existe em todo o País, por isto também tudo se torna caro e difícil, A Tailândia tem muito a nos ensinar em matéria de vida, comércio, turismo, atitude e negócios. Os encarregados do setor de Turismo no País deveriam ir lá aprender. Boa Viagem

    Responder
  27. 8 Denise 10/05/2012 13:49

    Gostei muito da matéria, vou viajar em junho pelo aeroporto de Guarulhos, e foi muito bom conhecer esses detalhes, pois meu esposo vai viajar a primeira vez de avião, eu já viajei uma vez mais como faz alguns anos, não me lembrava dessas peculiaridades do aeroporto de Guarulhos. abraço

    Responder
  28. 7 Waldyr Celso 10/05/2012 13:54

    Lamentávelmente você está certíssimo e concordo com tudo que vc relatou. Outro ponto que acho um absurdo são os preços cobrados por um mero café e um pão de queijo. Os preços são simplesmente um roubo descarado.

    Responder
  29. 6 teixeira 10/05/2012 14:06

    Esse, e o brasil esta tudo sobre controle nada de anormal

    Responder
  30. 5 jairo 10/05/2012 14:13

    Na minha opinião quem vem para o Brasil é que deve falar português , em Nova York ou Miami está cheio de atendentes falando português fluentemente? E em Londres ? E em Paris ? etc , etc , etc…

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    • Mariana 20/05/2012 18:56

      certissimo Jairo qdo q gente vai la temos q falar a lingua deles entao a reciproca e verdadeira bem vindo ao Brasil agora fael Portugues…

  31. 4 Celsa Santos 10/05/2012 14:35

    Seth gostei muito de tudo o que vc falou, mas fico preocupada porque sou professora de Inglês e costumo ir a alguns lugares oferecendo cursos de Idiomas e o que percebo é que as pessoas realmente não de deram conta de que o tempo está passando, elas trabalham em lugares que há uma grande necessidade do Inglês, mas o interesse delas para aprender é “0″.

    O brasileiro precisa parar de achar que todo mundo gosta do nosso jeito ” FOOL”

    Abraços,
    Celsa

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  32. 3 Paulo Afonso 10/05/2012 14:36

    Parabéns pela reportagem. Passei por alguns aeroportos de outros países no ano passado e senti as mesmas necessidades da reportagem. Felizmente as pessoas que precisei nesses aeroportos falavam inglês razoavelmente bem, tanto nos restaurantes, lojas e nos guichês de informações. E não eram países de língua inglesa…

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  33. 2 eof 10/05/2012 14:49

    Perfeita. É assim mesmo. Morando fora do BR por 10 anos, posso dizer que hoje quando chego em Guarulhos venho com um olhar, até certo ponto, de um gringo. E confirmo tudo que você viu, somente nunca vi tamanha calamria na ala de desembarque, principalmente para passar pela PF. Em geral o que vejo é que nós brazucas passamos rapidinho e a fila dos gringos é imensa e lenta. E tenho tb visto na maioria das vezes “terceirizados” fazendo esse serviço ao invés dos policiais… um perigo… Só gostaria de lembrar um detalhe: Se é assim complicado para os passageiros regulares, o que falar dos que precisam de cuidados especiais? Cadeirantes, surdos, mudos, etc, etc, etc…
    Pra finalizar, com todos esses problemas, o que vejo é que no final das contas, todos caem no sambe e voltam amando essa bagunça aí…

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  34. 1 MAURICIO 10/05/2012 15:19

    O ARTICULISTA É MUITO SEVERO COM CUMBICA, ESQUECE QUE INFORMAÇÕES DE HOTEIS QUEM DEVERIA PRESTAR SÃO OS HOTEIS, OS ÓRGÃOS DO AEROPORTO NEM PODEM DAR ESSE TIPO DE INFORMAÇÃO SOB PENA DE FAVORECER ALGUEM, E DEPOIS AEROPORTO É SÓ PONTO DE PASSAGEM, O QUE DEVERIA VERIFICAR ERA SE AS CIAS AÉREAS ESTÃO CUMPRINDO BEM O SEU DEVER. TRABALHO EM CUMBICA DESDE ANTES SUA INAUGURAÇÃO E NÃO VEJO TODOS ESSES PROBLEMAS QUE LE RELATOU.

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