Tomas Alfredson | Toscorama por Daniel Hassegawa
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01/01/2010 - 00:52

Um top 5 (tosco) da década

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Depois de republicar as listas de terceiros, resolvi elaborar a minha com os 5 filmes de terror da última década que mais me impressionaram; trata-se, no entanto, de um ranking feito de forma bem tosca. As escolhas são relativamente recentes, produções que estão mais frescas na minha memória. Decidi também me limitar a 5 títulos porque sei que mesmo se parar para elaborá-la por uma semana, acabarei me esquecendo de uma ou outra película. Sem mais delongas, eis minha lista.

5. Atividade Paranormal
O diretor Oren Peli, a pedido de Steven Spielberg e da Paramount, suavizou o final original (que chegou a vazar na web), mas isso não tira os méritos do longa, que com pouquíssimos recursos provoca belos sustos.

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4. Dead Set
Produção para o Channel Four inglês em 5 episódios com um dos desfechos mais sangrentos da história da TV mundial. O enredo? Uma epidemia de zumbis irrompe na Grã-Bretanha no dia de eliminação de um participante do Big Brother e o local fica cercado de mortos-vivos. Não é filme, mas gostei tanto que merece entrar na lista.

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3. Madrugada dos Mortos
Fui ao cinema desconfiado e saí da sala extasiado – principalmente após conferir o destino dos protagonistas durante os créditos finais – com a divertida releitura de Zack Snyder (Watchmen) para o clássico Despertar dos Mortos de Romero.

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2. Deixa Ela Entrar
O filme não é tão obscuro e perverso quanto o livro que o inspirou. O diretor sueco Tomas Alfredson preferiu acertadamente focar a trama na relação entre a vampirinha e o menino, criando uma inesquecível e mórbida love story.

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1. [REC]
Que eu me lembre, só Atividade Paranormal e este filme me fizeram literalmente pular na cadeira de susto na última década. Os 15, 10 minutos finais de [REC] são de tirar o fôlego e a Niña Medeiros, pra mim, é um dos monstros mais arrepiantes já vistos nas telas.

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Autor: Daniel - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/10/2009 - 12:45

E não é que a fórmula “jovens+vampiros+história de amor” rendeu um bom filme?

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Óbvio que não estou falando da franquia inspirada nos best-sellers da geração emo escritos por Stephanie Meyer. Deixa Ela Entrar, que estreou nos cinemas de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba nesta sexta-feira (2) também é baseado num livro, do sueco John Ajvide Lindqvist, mas é radicalmente diferente da série Crepúsculo.

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Em Deixa Ela Entrar, Oskar é um garoto de 12 anos que vive em uma gélida cidade sueca do começo dos anos 1980. Solitário e vítima de colegas valentões da escola, ele passa seu tempo cultivando hobbies como colecionar recortes sobre assassinatos e fantasiando uma vingança contra seus algozes do colégio. A vida do menino Oskar começa a mudar com a chegada de uma garota, Eli, que aparenta ter a mesma idade que ele, no condomínio onde mora com a mãe desquitada.

A amizade entre os dois é inevitável, mesmo depois que ela diz, logo após se conhecerem, que não poderão ser amigos. Também, pudera. Eli, que mora com um homem mais velho que costuma sair pra cortar a garganta de pessoas, num apartamento com janelas cobertas para evitar a entrada da luz do sol durante o dia, é uma vampira.

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O filme do diretor sueco Tomas Alfredson traz elementos clássicos dos filmes dos sugadores de sangue e tem até sequências bem violentas, mas tudo é filmado de forma elegante. A ideia é centrar a trama no relacionamento entre Eli e Oskar. Por isso, o roteiro, adaptado pelo próprio autor do livro, acaba reduzindo a importância de personagens como Hakan, o homem que vive com Eli, e deixa questões como a androginia de Eli apenas subentendidas na tela. No entanto, a força do filme reside na história de amor juvenil e nas atuações de Kåre Hedebrant (Oskar) e Lina Leandersson (Eli).

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Deixa Ela Entrar recebeu mais de 50 prêmios pelo mundo afora, inclusive em festivais prestigiados como os de Toronto, no Canadá, e Tribeca, em Nova York. Além disso, já está em fase de pré-produção uma refilmagem (sim, mais uma) americana, com direção de Matt Reeves (do divertido Cloverfield – Monstro). Já o diretor Alfredson prepara-se para sua primeira incursão no cinemão hollywoodiano, The Danish Girl, inspirado na história real de um artista plástico que se submete a uma mudança de sexo no início do século 20, a ser interpretado por Nicole Kidman.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , ,
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