16/11/2009 - 00:13
Seguindo a sugestão da leitora Carol nos comentários do post “Os melhores filmes de horror do ano”, reproduzo desta vez a lista dos 25 maiores filmes do gênero de todos os tempos, segundo o crítico de cinema da revista “Time”, Richard Corliss, que fez algumas escolhas polêmicas. Não se trata de um ranking, a lista, publicada originalmente em 2007, traz as produções de acordo com seu ano de lançamento.
Todo Mundo Quase Morto (2004)
Para Corliss, após uma era de decadência no gênero, com refilmagens e falta de criatividade, era chegada a hora de uma paródia. E Shaun of the Dead é “assustador, bobo e muuuito esperto”.

Dragão Vermelho (2002)
O crítico da “Time” acha O Silêncio dos Inocentes uma adaptação competente porém “pálida” do livro de Thomas Harris. Já Hannibal é “arrepiante” mas Corliss estabeleceu que sua lista não teria mais de um filme de um mesmo diretor (no caso, Ridley Scott, que aparecerá mais à frente com Alien). Então como não dava pra ignorar o Dr. Lecter, eleito o maior vilão do cinema americano pelo American Film Institute, sobrou o longa dirigido em 2002 por Brett Ratner (mesmo diretor de X-Men 3 e A Hora do Rush).

Audition (1999)
O longa de Takashi Miike inspirou a onda dos chamados torture porns americanos (Jogos Mortais e O Albergue), mas não busca o choque fácil com o gore. Nas palavras de Corliss: “Os filmes de Miike vivem dentro de seus personagens, sendo guiados pelos seus anseios, suas ambições ridículas buscadas de forma obsessiva e sua necessidade de experimentar o extremo apenas para provar que estão vivos”.

Fome Animal (1992)
“Diversão descomedida sobre amor maternal, abuso infantil e órgãos, que não estão onde deveriam”. Este é o veredito do crítico para o 3º longa do neozelandês Peter Jackson, até então conhecido por seus filmes trash que unem humor e escatologia. Anos mais tarde, Jackson faria a trilogia O Senhor dos Anéis e ganharia o Oscar.

Campo 731: Bactérias – A Maldade Humana (1988)
Filme extremo, na tradição do italiano Holocausto Canibal, o chinês Campo 731 recria de forma chocante e explícita os experimentos, que segundo consta ocorreram de fato, do cientista Shiro Ishi, uma espécie de Mengele japonês, com cobaias humanas na China ocupada pelos nipônicos nas décadas de 1930 e 1940.

A Mosca (1986)
David Cronenberg refez o clássico A Mosca da Cabeça Branca (1958) e transformou a história, na opinião de Corliss, numa metáfora a todas as doenças degenerativas (Aids, câncer, Alzheimer), sem se esquecer de cenas com efeitos especiais grotescos.

Alien – O 8º Passageiro (1979)
“Thriller de ficção científica, belamente desenhado, ritmado de forma sinfônica” que se tornou o “filme de monstro ideal”.

Halloween (1978)
Corliss lembra a genialidade da abertura do filme de John Carpenter, sob o ponto de vista do jovem Michael Myers, para cravar, “sem brincadeira: é uma obra-prima”.

Carrie – A Estranha (1976)
“Brian De Palma transformou o primeiro romance de Stephen King em um apocalipse menstrual.”

Tubarão (1975)
“As filmagens foram um desastre (…) Mas o diretor de 28 anos Steven Spielberg (e a editora Verna Fields) criaram um manual de suspense e choque cinemáticos a partir do livro de Peter Benchley, que não passava de uma leitura divertida e descartável”.

O Massacre da Serra Elétrica (1974)
“Dentre todos os filmes de horror regionais do período (Banquete de Sangue, A Noite dos Mortos-Vivos e o longa de Wes Craven Aniversário Macabro) este é o mais bem acabado, com um estilo visual controlado de forma soberba, e uma trilha sonora eletrônica que soa como gritos do inferno. Também é o mais impiedoso.”

O Exorcista (1973)
“Numa década com filmes de horror classe A, este de William Friedkin foi honrado com 10 indicações ao Oscar, vencendo pelo roteiro de William Peter Blatty. Mas é melhor que isso: uma história de alma assombrada com magníficos efeitos de maquiagem do lendário Dick Smith (Pequeno Grande Homem, O Poderoso Chefão, Taxi Driver e Scanners).”

A Noite dos Mortos-Vivos (1968)
“Pode um filme de terror ser tão louco quanto seus monstros? Essa foi a sensação que o público teve ao ver o clássico de George A. Romero pela primeira vez. (…) O diretor ainda quebrou uma das poucas regras do gênero que restavam: crianças não comem seus pais. Depois de A Noite dos Mortos-Vivos, nenhuma norma social estava segura.”

Banquete de Sangue (1963)
“Se você procura pela fonte do gore no cinema, procure por este filme.”

A Máscara de Satã (1960)
“O primeiro filme de Mario Bava deu origem a uma enxurrada de produções góticas italianas e, uma década mais tarde, aos slasher locais, os gialli, que construíram as reputações cult de cineastas como Dario Argento e Lucio Fulci.”

Psicose (1960)
“Alfred Hitchcock não apenas expandiu o assassinato no chuveiro descrito no livro de Robert Bloch, transformando a cena em uma obra-prima de edição, também definiu novas regras para o gênero. E foi além, ditou que as regras antigas não mais valiam.”

A Tortura do Medo (1960)
“O diretor Michael Powell praticamente acabou com sua carreira ao filmar essa história sobre um psicopata sexual (…). Mas A Tortura do Medo permanece como uma das mais íntimas parábolas sobre a relação entre os voyeurs na plateia – que seriam todos nós – e as imagens sinistras que nos proporcionam prazer.”

Vampiros de Almas (1956)
“O longa foi refilmado 3 vezes, mas a versão de Don Siegel é a mais simples, a mais esperta e a mais assustadora”.

As Diabólicas (1955)
“Frio, incomparável exercício em como colocar os nervos à flor da pele, dirigido por Henri Georges-Clouzot.”

Bambi (1942)
“Os primeiros longas da Disney exploravam traumas de infância. Crianças ficavam tão aterrorizadas por estes filmes que se urinavam nos cinemas. Bambi, dirigido por David Hand, tem um choque primitivo que ainda assombra pessoas que o viram há 40, 50, 65 anos.”

Monstros (1932)
“Tod Browning dirigiu muitos filmes sobre o grotesco (incluindo o Drácula de Lugosi e 10 longas com Lon Chaney) mas este ainda provoca polêmica – não porque seu horror é artístico, mas porque seus monstros são reais.”

Frankenstein (1931)
“Esta versão do romance de Mary Shelley mantém seu glamour e poder, sua pungência e perspicácia demente.”

O Fantasma da Ópera (1925)
“O pródigo pesadelo subterrâneo do diretor Rupert Julian é um tributo à arte e ao masoquismo de Lon Chaney, ‘o homem das mil faces’, que enfrentava dores extraordinárias para assustar audiências e desaparecer nos tristes corações de personagens como Quasimodo – de O Corcunda de Notre Dame (1923) – e o fantasma.”

Nosferatu (1922)
“O primeiro grande filme de horror, que lança uma sombra longa e angular sobre a história do cinema.”

A Chegada do Trem à Cidade (1896)
O simples registro em película do evento descrito no título pode ser considerado o primeiro filme de terror. “É dito que os espectadores em Paris viram o trem vindo em direção da tela e, por acreditarem que ele iria invadir o auditório, fugiram aos gritos. Verdade ou não, a história exemplifica o poder que a mídia iria exercer sobre seu público.”

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: A Chegada do Trem à Cidade, A Hora do Rush, A Máscara de Satã, A Mosca, A Mosca da Cabeça Branca, A Noite dos Mortos-Vivos, A Tortura do Medo, Aids, Alien, American Film Institute, Aniversário Macabro, As Diabólicas, Audition, Bambi, Banquete de Sangue, Brett Ratner, Brian De Palma, Campo 731: Bactérias - A Maldade Humana, Carrie, Dario Argento, David Cronenberg, David Hand, Dick Smith, Disney, Don Siegel, Dr. Lecter, Drácula, Dragão Vermelho, Fome Animal, Frankenstein, George A. Romero, George Romero, giallo, gore, Halloween, Hannibal, Henri Georges-Clouzot, Hitchcock, Holocausto Canibal, Jogos Mortais, John Carpenter, listas, Lon Chaney, Lucio Fulci, Lugosi, maquiagem, Mario Bava, Mary Shelley, Mengele, Michael Myers, Michael Powell, Monstros, Nosferatu, O Albergue, O Corcunda de Notre Dame, O Exorcista, O Fantasma da Ópera, O Massacre da Serra Elétrica, O Poderoso Chefão, O Senhor dos Anéis, O Silêncio dos Inocentes, Oscar, Pequeno Grande Homem, Peter Benchley, Peter Jackson, Psicose, Richard Corliss, Ridley Scott, Robert Bloch, Rupert Julian, Scanners, Shaun of the Dead, Shiro Ishi, slasher, Stephen King, Steven Spielberg, Takashi Miike, Taxi Driver, Thomas Harris, Time, Tod Browning, Todo Mundo Quase Morto, torture porn, Tubarão, Vampiros de Almas, Verna Fields, Wes Craven, William Friedkin, William Peter Blatty, X-Men III
17/09/2009 - 10:34
A Indie 2009 – Mostra de Cinema Mundial, que já passou por Belo Horizonte no começo do mês, tem início em São Paulo na noite desta quinta-feira (17), com a exibição para convidados de Kinatay (2009), do filipino Brillante Mendoza, vencedor do prêmio de direção no Festival de Cannes deste ano, apesar de ter sido recebido com vaias por parte da imprensa presente no balneário francês. Tudo porque Mendoza mostra de forma crua (cruel?) o rapto, tortura e assassinato – além do posterior desmembramento do cadáver – de uma prostituta sob a ótica de um rapaz que participa do crime apenas para conseguir dinheiro para se casar com sua namorada.

Kinatay não foi rodado como um filme de terror, mas o que se passa na tela durante sua exibição é puro horror. Películas assim, com imagens destinadas a chocar a audiência, não são novidade (basta lembrarmos do barulho provocado na década de 1970 pelas cenas de tortura do Salò de Pasolini). A mesma edição do Festival de Cannes teve ainda O Anticristo de Lars von Trier, com suas já célebres cenas explícitas de mutilação genital.

Dentro do gênero terror, o gore, os efeitos de maquiagem que expõem vísceras e afins, geralmente são utilizados não para chocar, mas para divertir exagerando ao máximo aquela situação, que na vida real seria intolerável. No entanto, alguns cineastas, com a ajuda de experts em efeitos, preferem ir além, “pushing the envelope”, como dizem os americanos, mostrando a violência e a morte da forma mais realista possível.

A série japonesa de falsos snuff movies Guinea Pig ficou famosa no começo dos anos 90, quando o ator Charlie Sheen achou que as mortes encenadas em frente às câmeras fossem reais. Sheen chegou a alertar o FBI a respeito dos vídeos. Dez anos antes, o diretor italiano Ruggero Deodato foi para a cadeia após o lançamento de Canibal Holocausto, que, na forma de falso-documentário, mostra a morte de um grupo de jovens documentaristas por índios canibais na Amazônia. A ideia, que seria copiada mais tarde pelos realizadores de Bruxa de Blair, combinada a efeitos nojentos, cenas reais de execuções em países da África e da Ásia e, o que ainda causa enorme controvérsia, o abate de animais pelos atores em cena (a sequência da morte da tartaruga é para poucos estômagos) levaram Deodato ao tribunal na Itália, para provar que seu elenco não havia morrido de fato.

Inspirado na angustiante cena de estupro de Henry – Retrato de um Assassino (1986), o diretor Fred Vogel pegou ainda mais pesado e cometeu a série August Underground. Não há história, as câmeras apenas registram da maneira mais explícita possível as atrocidades cometidas pelo personagem de Vogel e seus amigos degenerados. A gravação amadora e o trabalho extremamente competente da ToeTag, empresa de efeitos de Vogel, levam qualquer um, inclusive quem sabe que se trata de algo fake, a pensar que está vendo um vídeo com assassinatos reais.

A onda do terror extremo chegou até Hollywood com a violência e o gore de filmes como Jogos Mortais e O Albergue, que logo ganharam dos críticos o rótulo “torture porn”.
E você, o que pensa dos filmes com cenas de violência extrema? Acha válido se as imagens estiverem dentro do contexto da obra? Atenção, me refiro a filmes mesmo, não a pseudo-documentários com imagens de mortes reais e autópsias como a infame série Faces da Morte.
Ah, e pra quem ficou curioso a respeito de Kinatay, o próprio Brillante Mendoza – que é tema de uma retrospectiva na mostra – participará de um bate-papo mediado pelo jornalista Ricardo Calil no sábado (19), às 11h. Para participar, basta retirar o ingresso gratuito no local (CineSesc – r. Augusta, 2075) com uma hora de antecedência.
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: Anticristo, August Underground, Brillante Mendoza, Bruxa de Blair, Canibal Holocausto, Cannes, Charlie Sheen, Faces da Morte, Fred Vogel, Guinea Pig, Henry - Retrato de um Assassino, Indie 2009, Jogos Mortais, Kinatay, Lars von Trier, O Albergue, Pasolini, Ricardo Calil, Ruggero Deodato, Salò, SP, ToeTag, torture porn
16/11/2008 - 20:46
O site TV Carnage, que compila o que há de pior e mais tosco na televisão norte-americana, publicou uma lista para Lorena Bobbitt nenhuma botar defeito: 10 cenas de castração em filmes de horror.
- Aniversário Macabro
Filme de Wes Craven (A Hora do Pesadelo, Quadrilha de Sádicos) de 1972 sobre a vingança empreendida pelos pais de uma garota cruelmente assassinada.

- O Albergue 2
A seqüência do sanguinolento sucesso dirigido por Eli Roth aparenta ser misógina, mas reserva um final atroz ao algoz das garotas trucidadas na trama: A castração mais explícita já mostrada em um filme produzido por um estúdio de Hollywood.

- A Vingança de Jennifer
Camille Keaton, sobrinha-neta do astro do cinema mudo Buster Keaton, encarna a personagem-título deste thriller de 1978, que escolhe a mutilação genital para dar o troco em um dos maníacos que a violentaram.

- Canibal Holocausto e Canibal Ferox
O primeiro é um clássico do terror explícito italiano, dirigido em 1979 por Ruggero Deodato (um dos ídolos de Eli Roth). O segundo é uma cópia tão ou mais violenta de Holocausto, lançada dois anos mais tarde. Ambos mostram canibais que não dispensam uma “lingüiça” na feijoada.


- On the Doll
A produção de 2007, assinada pelo videoclipeiro Thomas Mignone (de “Roots Bloody Roots” do Sepultura), não é lá essas coisas mas traz uma aflitiva cena em que duas garotas cortam os bagos de um professor tarado.

- Ilsa: She Wolf of the SS
Clássico tosco da década de 1970 sobre uma nazista que busca provar a superioridade feminina de formas bem bizarras.

- Night of the Demon
Jovens são mortos – e têm seus órgãos sexuais arrancados – pelo “demônio” do título, que na verdade é o mitológico Pé Grande. Hilária pérola trash de 1980 que merece ser descoberta.

- Teeth
Jess Weixler foi premiada no Festival de Sundance do ano passado por interpretar uma adolescente que, ao descobrir sua sexualidade, percebe que possui presas afiadíssimas em sua vagina.

As cenas selecionadas pelo site TV Carnage podem ser conferidas abaixo. Mas atenção! O vídeo possui imagens inadequadas para menores de idade e pessoas sensíveis.
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: Buster Keaton, Canibal Holocausto, castração, Eli Roth, Jess Weixler, Lorena Bobbitt, O Albergue, Pé Grande, Ruggero Deodato, Sepultura, Sundance, Thomas Mignone, TV Carnage, Wes Craven
22/08/2008 - 10:08
Outra refilmagem (sim, mais uma!) está prestes a chegar às telas. Trata-se de uma atualização da cultuada produção B dos anos 1970 It’s Alive, lançada por aqui como Nasce um Monstro.

A trama é simples, um jovem casal tem um bebê esquisito, que tem por hábito estripar quem o assusta. O novo filme tem direção de Josef Rusnak (da ficção científica noir 13º Andar) e Bijou Phillips (O Albergue 2) e James Murray como os pais do “capeta em forma de guri”. Confira abaixo o trailer.
O diretor do longa original, o veterano Larry Cohen, autor de pérolas trash como Maniac Cop e The Stuff – A Coisa, é co-autor do roteiro do remake. Sobre o filme de 1974, ele infelizmente não se encontra disponível em DVD no Brasil, assim como as seqüências A Volta do Monstro (1978) e A Ilha do Monstro (1986) (ou “A Ilha dos ‘Nasce Um Monstro’”, como eu costumo chamar). Mas é possível encomendar pela internet um horrendo boneco do bebê monstro (foto abaixo).

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: A Coisa, Bijou Philips, James Murray, Josef Rusnak, Larry Cohen, Maniac Cop, Nasce um Monstro, O Albergue
21/02/2008 - 14:30
Assim como fazia o escritor Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, nos anos 70, este blog elege suas “certinhas”, ou melhor, suas “tosquinhas”.
- Mindy Clarke
Em “A Volta dos Mortos-Vivos 3″ (1993), Mindy se transforma em zumbi e passa a se mutilar para controlar sua fome por miolos e poupar o namorado. De quebra, sua personagem antecipa o hype do body piercing, ao introduzir todo tipo de material perfurante na pele.

- Mathilda May e Natasha Henstridge
Ambas interpretam alienígenas sedutoras que atacam terráqueos incautos. Mathilda é uma vampira espacial vinda do cometa Halley em Força Sinistra (1985). Já Natasha é o resultado de um experimento com genes extraterrenos em A Experiência (1995). Desnecessário dizer que as atrizes ficam nuas em ambos os filmes.


- Jessica Alba
Antes de se tornar estrela de Hollywood, Jessica participou da comédia trash adolescente Mão Assassina (1999). A foto abaixo só comprova que ela é a melhor coisa da película.

- Rose MacGowan e Marley Shelton
O elenco de À Prova de Morte até traz mais atrativos para o público masculino, mas a dupla de Planeta Terror – a outra metade de Grindhouse – é insuperável. A stripper com perna de metralhadora e sua parceira médica dão um show contra os mortos-vivos do hilário filme de Robert Rodriguez.

- Salma Hayek
Rodriguez e Tarantino, as cabeças por trás de Grindhouse, criaram outra musa do cinema trash: Santanico Pandemonium. Ao servir tequila em seu pé com uma cobra a tiracolo, a dançarina demoníaca de Um Drink no Inferno (1996) lançou a estrela de novelas mexicanas Salma Hayek em Hollywood.

- Barbara Nedeljakova
A modelo tcheca tem o chamado “physique du rôle”. Ela é perfeita (nunca o adjetivo foi tão bem empregado) para interpretar uma das beldades que atraem um grupo de turistas manés dos EUA para O Albergue infernal criado pelo diretor Eli Roth em 2005.

- Sheri Moon Zombie
Mulher do roqueiro-cineasta Rob Zombie, a californiana Sheri convence como Baby Firefly, a insana filha do Capitão Spaulding (Sid Haig), o palhaço mais doentio das telas, nos filmes A Casa dos 1000 Corpos (2003) e Rejeitados pelo Diabo (2005).

- Sirpa Lane
Finlandesa revelada pelo fotógrafo David Hamilton, Sirpa protagonizou uma das seqüências mais bizarras da história do cinema em La Bête (1975), adaptação bem peculiar do conto A Bela e a Fera assinada pelo provocador Walerian Borowczyk. Nela, a atriz é violentada pela Fera do título em francês – uma espécie de lobisomem. Tudo mostrado de forma bem gráfica pelas lentes de Borowczyk.

- Patty Mullen e Fabiana Udenio
Patty, ex-modelo da revista “Penthouse”, e a ítalo-argentina Fabiana entram na categoria “garotas ressuscitadas pelos namorados”. A primeira estrela Frankenhooker (1990), em que é morta acidentalmente por um cortador de grama e é “reconstruída” com partes de corpos de prostitutas. Fabiana, que pode ser vista ainda em Curso de Verão (1987) e no 1º Austin Powers (1997), passa por um processo semelhante em A Noiva do Re-Animator, lançado também em 90.


- Marilyn Burns e Jessica Biel
A loira Marilyn comeu o pão que o diabo amassou nas mãos de Leatherface e sua família canibal no clássico O Massacre da Serra Elétrica – que na verdade é uma moto serra – (1974). O produtor Michael Bay e o diretor Marcus Nispel decidiram atualizar o longa em 2003 e escolheram Jessica Biel para o papel da mocinha.

E por falar em Leatherface, a HBO exibe nesta sexta-feira (22), às 23h, o documentário Going To Pieces: The Rise And Fall Of The Slasher Film, que analisa os filmes de psicopatas por meio de depoimentos de gente como Wes Craven, John Carpenter e Tom Savini. Imperdível!
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: À Prova de Morte, Barbara Nedeljakova, Eli Roth, Fabiana Udenio, Grindhouse, HBO, Jessica Alba, Jessica Biel, John Carpenter, Leatherface, Marcus Nispel, Marilyn Burns, Marley Shelton, Mathilda May, Michael Bay, Mindy Clarke, Natasha Henstridge, O Albergue, O Masscre da Serra Elétrica, Patty Mullen, Planeta Terror, Rob Zombie, Robert Rodriguez, Rose MacGowan, Salma Hayek, Sérgio Porto, Sheri Moon Zombie, Sid Haig, Sirpa Lane, Stanislaw Ponte Preta, Tarantino, Tom Savini, Um Drink no Inferno, Walerian Borowczyk, Wes Craven
27/11/2007 - 12:49
O Toscorama presta um serviço de utilidade pública e dá algumas dicas de filmes bem curiosos que devem chegar aos cinemas nos próximos meses.
The Deaths of Ian Stone prometia ser um dos filmes de terror mais originais dos últimos tempos, mas parece ter ficado na promessa. Na trama um jovem é morto sucessivas vezes de formas cada vez mais bizarras. Exibido no começo do mês dentro do After Dark Horrorfest, o longa foi detonado pelo Mr. Disgusting, do site Bloody Disgusting.com (“zero scare, zero substance, zero creativity and zero value…” clique aqui para ler a crítica completa).

Já Teeth não é pra ser levado muito a sério. O filme escrito e dirigido por Mitchell Lichtenstein traz a bonitinha Jess Weixler como uma estudante cujo órgão genital possui afiados dentes. Exibido com sucesso nos festivais de Berlim, Sitges e Sundance, onde recebeu um prêmio especial do júri pela atuação de Jess.

O novo projeto de Eli Roth, diretor de O Albergue, também segue a linha horror/humor. Com o sucesso do seu Thanksgiving, trailer falso incluído nas sessões de Grindhouse, Roth decidiu produzir uma hora e meia de trailers de mentira. Trailer Trash será lançado no ano que vem, empurrando Cell, adaptação que o cineasta fará do romance “Celular” de Stephen King, para 2009. Veja abaixo a camiseta de Thanksgiving lançada pela NECA.

E a temporada 2008 promete ter muita coisa recauchutada. A palavra de ordem em Hollywood já há algum tempo é “remake”. Várias refilmagens estão em fase de pré-produção: Hellraiser, com a “bênção” do criador Clive Barker, que assina o roteiro da nova versão; Sexta-feira 13, assinado por Marcus Nispel (o mesmo da refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica); Piranha, de Alexandre Aja (de Viagem Maldita, remake de Quadrilha de Sádicos); e, sacrilégio, Os Pássaros, com produção de Michael Bay (Transformers) e, segundo rumores, Naomi Watts (Cidade dos Sonhos) no elenco. Tippi Hedren (abaixo), estrela do original de Hitchcock já declarou que o novo filme é um “insulto”.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
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19/11/2007 - 15:53
O site Alternative Reel, que oferece de textos sobre teorias conspiratórias a clipes musicais dos anos 70 e 80, possui uma divertida seção de “Top Tens”.
Há dos “10 maiores mitos propagados por realizadores de filmes pornôs” aos “10 piores episódios de Seinfeld”. A lista que chamou a atenção deste blog, graças a uma dica da minha colega de trabalho Thaís Pontes, é a dos “10 filmes mais perturbadores de todos os tempos”:
10 – Monstros (Freaks): Polêmico longa de 1932 estrelado por deficientes físicos reais que trabalham em um “circo de horrores”. O diretor Tod Browning, um ex-contorcionista de circo, havia feito no ano anterior o clássico Drácula com Bela Lugosi.

9 – A Vingança de Jennifer (I Spit on your Grave): Sexploitation de 1978 cujo texto do cartaz já dá uma bela amostra de seu conteúdo: “esta mulher cortou, mutilou e queimou 5 homens, os deixando irreconhecíveis…mas nenhum júri na América a condenaria!”

8 – El Topo: Anões sem membros e outros personagens bizarros habitam o faroeste surrealista dirigido pelo chileno Alejandro Jodorowsky em 1970. Diz a lenda que o cineasta quer fazer uma continuação estrelada por Johnny Depp e Marilyn Manson.

7 – Audition: Uma falsa audição para um filme dá início a um relacionamento doentio entre uma jovem bailarina e um viúvo. Tenso e dirigido com maestria pelo japonês Takeshi Miike em 1999, o filme inspirou Eli Roth a fazer O Albergue.

6 – Laranja Mecânica (A Clockwork Orange): Dispensa apresentações. Kubrick, Malcolm McDowell pré-Calígula, ultra-violência, repressão, lavagem cerebral e Beethoven. Ingredientes para um clássico.

5 – Aniversário Macabro (Last House on the Left): O filme de estréia de Wes Craven (que décadas mais tarde assinaria a medíocre série Pânico). Lançado em 1972, Aniversário Macabro antecipou longas como O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Quadrilha de Sádicos, realizado pelo próprio Craven em 1977.

4 – Henry – Retrato de um Assassino (Henry – Portrait of a Serial Killer): John MacNaughton (Garotas Selvagens) dirigiu em 1986 este filme que traz um assustador Michael Rooker como o psicopata do título, inspirado no matador real Henry Lee Lucas. A cena de estupro, rodada de forma fria e em estilo semi-documental, é chocante.

3 – Salò ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 gionate di Sodoma): Polêmico, censurado, banido e clássico, como Laranja Mecânica. Na trama, um grupo de fascistas submete jovens a 120 dias de torturas inimagináveis. O filme de Pier Paolo Pasolini é difícil de encarar, principalmente na famosa cena da coprofagia.

2 – Irreversível (Irreversible): A idéia do diretor franco-argentino Gaspar Noé era incomodar e ele consegue isso a partir do 1° segundo de projeção, com os créditos subindo ao contrário na tela. Começa então um festival de violência cujo ápice, no meio da película, é um estupro em tempo real e com a câmera fixa, que transforma o espectador em testemunha impotente (ou em um sádico voyeur). Cruel, mas extremamente bem dirigido.

1 – Eraserhead: Début de David Lynch que levou 5 anos para ser feito, sendo lançado em 1977. Mostra o cotidiano deprimente de um homem em um mundo desolador. Neste cenário, o protagonista se torna pai de uma criança mutante. Bizarro e cultuado como os demais trabalhos de Lynch (à exceção de História Real, feito para a Disney).

Resumo da ópera: Não acho Eraserhead o filme “mais perturbador da história” e incluiria outros na lista, como Canibal Holocausto, Pink Flamingos e os curtas Begotten e Aftermath. Algum da francesa Catherine Breillat também poderia entrar na lista, como Romance e Anatomia do Inferno. E há ainda Sweet Movie, uma alegoria sobre comunismo, capitalismo e anarquia que traz uma cena de “jantar” que inclui fluidos corpóreos…não deve nada aos coprófagos de Salò.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
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16/10/2007 - 11:15
Chega às melhores lojas do ramo nesta quarta-feira (17) uma edição “de luxo” do tosco e divertido O Albergue.

O DVD é duplo e traz alguns extras como uma entrevista do diretor Eli Roth para um programa de rádio, 16 minutos de cenas cortadas e, o mais legal, uma conversa com o cineasta japonês Takashi Miike (Audition), que faz uma ponta como um milionário asiático cliente do clube do terror de O Albergue.
O senão fica para o desleixo da distribuidora Sony que não legendou nenhum dos extras do disco.
Na semana que vem, dia 24, sai em DVD uma caixa da Universal com três ótimos filmes de zumbis. A “Coleção Presente Especial Terror” (ô nomezinho…) traz Todo Mundo Quase Morto, Terra dos Mortos e Madrugada dos Mortos.
Terra dos Mortos é a 4ª parte da série de zumbis criada pelo “pai da matéria”, George A. Romero. Pode não ser uma obra-prima como A Noite dos Mortos-Vivos, ou um excelente filme como Despertar dos Mortos. Mas certamente é melhor que Dia dos Mortos.
Nele os zumbis ganham uma liderança e aprendem a manusear armas de fogo para invadir uma cidade-fortaleza criada para proteger os ricos. No elenco: Dennis Hopper, John Leguizamo e a fantástica Asia Argento (abaixo).

Já Madrugada dos Mortos é a refilmagem do Despertar dos Mortos de Romero, porém sem a crítica social e com zumbis velocistas. Apesar disso, é um filmão e possui um dos desfechos mais legais dos últimos tempos (assista até o final dos créditos).

Por fim, Todo Mundo Quase Morto, “comédia-romântica-com-zumbis” que revelou a dupla Edgar Wright (direção/roteiro) & Simon Pegg (ator/roteiro). Hilário, o filme mostra como Pegg tenta salvar seu namoro em meio a uma epidemia de mortos-vivos em Londres. A luta no bar ao som de Queen é antológica.

E para quem curte o escurinho do cinema, começa nesta sexta a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A programação foi divulgada. Anote as datas e horários de exibição de Grindhouse:
À Prova de Morte
21/10 – domingo – 22h40 – Cinesesc
25/10 – quinta-feira – 13h30 – Espaço Unibanco de Cinema 3
Planeta Terror
19/10 – sexta-feira – 21h30 – Cinemark Shopping Eldorado
30/10 – terça-feira – 13h – Unibanco Arteplex 1
E atenção: os dois filmes serão exibidos em seqüência na sexta-feira (26), no Cine Bombril: Planeta Terror às 22h e À Prova de Morte à 0h.
Last but not least…
A Mostra ainda fará uma “noite Zé do Caixão”, com a projeção de À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1966) no Cine Bombril, dia 25, a partir das 19h10. A sessão inclui ainda a exibição de trechos do ainda inédito Encarnação do Demônio e um debate com o próprio José Mojica Marins.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema, eventos
Tags: À Prova de Morte, Asia Argento, Audition, Dennis Hopper, Edgar Wright, Eli Roth, Encarnação do Demônio, George Romero, Grindhouse, Mojica, Mostra de Cinema de São Paulo, Mostra de Cinema de SP, O Albergue, Planeta Terror, Shaun of the Dead, Simon Pegg, Takeshi Miike, Zack Snyder, Zé do Caixão, zumbis
25/09/2007 - 11:24
O site de cinema IMDB.com, com informações do The Hollywood Reporter, informa que o diretor de O Albergue assinou com a NBC para trabalhar em Heroes: Origins, um “spin-off” – seriado derivado – de Heroes.

Roth (acima) deve escrever e dirigir alguns episódios.
A nova série, que será lançada nos EUA no ano que vem, apresentará novos personagens. Segundo a NBC, haverá votações para decidir quais dos super-heróis de Heroes:Origins serão incluídos no elenco do seriado-mãe.
Autor: Daniel - Categoria(s): TV
Tags: Adicionar nova tag, Eli Roth, Heroes, O Albergue
02/08/2007 - 11:30
Boas opções na TV paga para os fãs do bom e sujo splatter. A primeira dica vai para uma espécie de “mini maratona Eli Roth”.
A TNT exibe nesta madrugada de quinta para sexta, à 1h, Cabana do Inferno, divertido début do diretor sobre um grupo de adolescentes que é dizimado por uma estranha doença.

Quem não sair de balada na sexta, poderá conferir no Cinemax, à 0h15, O Albergue, maior sucesso do promissor Roth.

Pra fechar, emende com Rejeitados pelo Diabo, estrelado pela deliciosa Sheri Moon Zombie – mulher do diretor Rob Zombie -, que passa às 3h15 da sexta para o sábado na HBO Plus.

Autor: Daniel - Categoria(s): TV
Tags: Cabana do Inferno, Cinemax, Eli Roth, HBO Plus, O Albergue, Rejeitados pelo Diabo, Rob Zombie, Sheri Moon Zombie, TNT
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