Jogos Mortais | Toscorama por Daniel Hassegawa
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29/12/2009 - 13:40

Tempo de listas

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A primeira década do século 21 está se encerrando (como alertaram alguns leitores, na verdade ela terminará no final de 2010). E já surgem, além das tradicionais retrospectivas, as famosas listas dos melhores dos últimos dez (nove) anos nas mais diversas áreas. Já que o assunto aqui, na maioria das vezes, é terror, seguem alguns rankings divulgados recentemente.

Os 20 melhores filmes de horror (ou muito violentos, perturbadores e sangrentos) lançados entre 2000 e 2009, segundo o site Bloody Disgusting, são os seguintes:

Menção honrosa: A Mão do Diabo (Frailty, 2002)
20. Cloverfield – Monstro (Cloverfield, 2008)
19. Psicopata Americano (American Psycho, 2000)
18. A Espinha do Diabo (El Espinazo del Diablo, 2001)
17. May – Obsessão Assassina (May, 2003)
16. Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2007/2009)
15. Batalha Real (Batoru Rowaiaru, 2000)
14. Audition (Ôdishon, 2000)
13. Arraste-me para o Inferno (Drag me to Hell, 2009)
12. A Invasora (À l’intérieur, 2008)
11. [REC] (2007)
10. Jogos Mortais (Saw, 2004)
9. Contos do Dia das Bruxas (Trick ‘r Treat, 2009)
8. Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, 2004)
7. Extermínio (28 Days Later, 2002)
6. O Chamado (The Ring, 2002)
5. A Nona Sessão (Session 9, 2001)
4. O Nevoeiro (The Mist, 2007)
3. Abismo do Medo (The Descent, 2006)
2. Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004)
1. Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in, 2008)

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Já Scott Foy, o “Foywonder”, um dos colunistas do Dread Central, outro site especializado, elegeu os 10 piores da década.

Menções “honrosas”: House of the Dead (2003), Eu Sei Quem Me Matou (I Know Who Killed Me, 2007), Fim dos Tempos (The Happening, 2008) e O Sacrifício (The Wicker Man, 2006)
Menção desonrosa: Ultravioleta (Ultraviolet, 2006)
10. Alone in the Dark – O Despertar do Mal (Alone in the Dark, 2005)
9. A Névoa (The Fog, 2005)
8. Todo Mundo em Pânico 2 (Scary Movie 2, 2001)
7. Quando um Estranho Chama (When a Stranger Calls, 2006)
6. Doom – A Porta do Inferno (Doom, 2005)
5. Natal Negro (Black Christmas, 2006)
4. Premonições (Premonition, 2007)
3. Aliens vs. Predador 2 (Aliens vs. Predator: Requiem, 2007)
2. Halloween – Ressurreição (Halloween: Resurrection, 2002)
1. Van Helsing – O Caçador de Monstros (Van Helsing, 2004)

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Não contente, Foywonder ainda listou outros 50 filmes que considera bem ruins e merecem ser lembrados. Essa lista inclui “pérolas” como O Apanhador de Sonhos, a refilmagem de A Profecia, Motoqueiro Fantasma e Lua Nova.

Quem também entrou nessa foi o cineasta Martin Scorsese, que fez uma incursão pelo gênero com o ainda inédito Ilha do Medo. Cinéfilo assumido, o diretor listou seus 11 filmes de terror favoritos de todos os tempos para o site The Daily Beast por ocasião do Halloween, no fim de outubro. Confira:

11. Psicose (Psycho, 1960)
10. Os Inocentes (The Innocents, 1961) Confira no link o trailer comentado pelo diretor de Gremlins, Joe Dante
9. A Noite do Demônio (Night of the Demon, 1957)
8. O Exorcista (The Exorcist, 1973)
7. O Iluminado (The Shining, 1980)
6. A Troca (The Changeling, 1980)
5. Na Solidão da Noite (Dead of Night, 1945)
4. O Enigma do Mal (The Entity, 1982)
3. O Solar das Almas Perdidas (The Uninvited, 1944)
2. Ilha dos Mortos (Isle of the Dead, 1945)
1. Desafio do Além (The Haunting, 1963)

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Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
16/11/2009 - 00:13

Os 25 melhores filmes de horror de todos os tempos

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Seguindo a sugestão da leitora Carol nos comentários do post “Os melhores filmes de horror do ano”, reproduzo desta vez a lista dos 25 maiores filmes do gênero de todos os tempos, segundo o crítico de cinema da revista “Time”, Richard Corliss, que fez algumas escolhas polêmicas. Não se trata de um ranking, a lista, publicada originalmente em 2007, traz as produções de acordo com seu ano de lançamento.

Todo Mundo Quase Morto (2004)
Para Corliss, após uma era de decadência no gênero, com refilmagens e falta de criatividade, era chegada a hora de uma paródia. E Shaun of the Dead é “assustador, bobo e muuuito esperto”.

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Dragão Vermelho (2002)
O crítico da “Time” acha O Silêncio dos Inocentes uma adaptação competente porém “pálida” do livro de Thomas Harris. Já Hannibal é “arrepiante” mas Corliss estabeleceu que sua lista não teria mais de um filme de um mesmo diretor (no caso, Ridley Scott, que aparecerá mais à frente com Alien). Então como não dava pra ignorar o Dr. Lecter, eleito o maior vilão do cinema americano pelo American Film Institute, sobrou o longa dirigido em 2002 por Brett Ratner (mesmo diretor de X-Men 3 e A Hora do Rush).

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Audition (1999)
O longa de Takashi Miike inspirou a onda dos chamados torture porns americanos (Jogos Mortais e O Albergue), mas não busca o choque fácil com o gore. Nas palavras de Corliss: “Os filmes de Miike vivem dentro de seus personagens, sendo guiados pelos seus anseios, suas ambições ridículas buscadas de forma obsessiva e sua necessidade de experimentar o extremo apenas para provar que estão vivos”.

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Fome Animal (1992)
“Diversão descomedida sobre amor maternal, abuso infantil e órgãos, que não estão onde deveriam”. Este é o veredito do crítico para o 3º longa do neozelandês Peter Jackson, até então conhecido por seus filmes trash que unem humor e escatologia. Anos mais tarde, Jackson faria a trilogia O Senhor dos Anéis e ganharia o Oscar.

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Campo 731: Bactérias – A Maldade Humana (1988)
Filme extremo, na tradição do italiano Holocausto Canibal, o chinês Campo 731 recria de forma chocante e explícita os experimentos, que segundo consta ocorreram de fato, do cientista Shiro Ishi, uma espécie de Mengele japonês, com cobaias humanas na China ocupada pelos nipônicos nas décadas de 1930 e 1940.

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A Mosca (1986)
David Cronenberg refez o clássico A Mosca da Cabeça Branca (1958) e transformou a história, na opinião de Corliss, numa metáfora a todas as doenças degenerativas (Aids, câncer, Alzheimer), sem se esquecer de cenas com efeitos especiais grotescos.

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Alien – O 8º Passageiro (1979)
“Thriller de ficção científica, belamente desenhado, ritmado de forma sinfônica” que se tornou o “filme de monstro ideal”.

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Halloween (1978)
Corliss lembra a genialidade da abertura do filme de John Carpenter, sob o ponto de vista do jovem Michael Myers, para cravar, “sem brincadeira: é uma obra-prima”.

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Carrie – A Estranha (1976)
“Brian De Palma transformou o primeiro romance de Stephen King em um apocalipse menstrual.”

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Tubarão (1975)
“As filmagens foram um desastre (…) Mas o diretor de 28 anos Steven Spielberg (e a editora Verna Fields) criaram um manual de suspense e choque cinemáticos a partir do livro de Peter Benchley, que não passava de uma leitura divertida e descartável”.

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O Massacre da Serra Elétrica (1974)
“Dentre todos os filmes de horror regionais do período (Banquete de Sangue, A Noite dos Mortos-Vivos e o longa de Wes Craven Aniversário Macabro) este é o mais bem acabado, com um estilo visual controlado de forma soberba, e uma trilha sonora eletrônica que soa como gritos do inferno. Também é o mais impiedoso.”

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O Exorcista (1973)
“Numa década com filmes de horror classe A, este de William Friedkin foi honrado com 10 indicações ao Oscar, vencendo pelo roteiro de William Peter Blatty. Mas é melhor que isso: uma história de alma assombrada com magníficos efeitos de maquiagem do lendário Dick Smith (Pequeno Grande Homem, O Poderoso Chefão, Taxi Driver e Scanners).”

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A Noite dos Mortos-Vivos (1968)
“Pode um filme de terror ser tão louco quanto seus monstros? Essa foi a sensação que o público teve ao ver o clássico de George A. Romero pela primeira vez. (…) O diretor ainda quebrou uma das poucas regras do gênero que restavam: crianças não comem seus pais. Depois de A Noite dos Mortos-Vivos, nenhuma norma social estava segura.”

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Banquete de Sangue (1963)
“Se você procura pela fonte do gore no cinema, procure por este filme.”

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A Máscara de Satã (1960)
“O primeiro filme de Mario Bava deu origem a uma enxurrada de produções góticas italianas e, uma década mais tarde, aos slasher locais, os gialli, que construíram as reputações cult de cineastas como Dario Argento e Lucio Fulci.”

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Psicose (1960)
“Alfred Hitchcock não apenas expandiu o assassinato no chuveiro descrito no livro de Robert Bloch, transformando a cena em uma obra-prima de edição, também definiu novas regras para o gênero. E foi além, ditou que as regras antigas não mais valiam.”

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A Tortura do Medo (1960)
“O diretor Michael Powell praticamente acabou com sua carreira ao filmar essa história sobre um psicopata sexual (…). Mas A Tortura do Medo permanece como uma das mais íntimas parábolas sobre a relação entre os voyeurs na plateia – que seriam todos nós – e as imagens sinistras que nos proporcionam prazer.”

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Vampiros de Almas (1956)
“O longa foi refilmado 3 vezes, mas a versão de Don Siegel é a mais simples, a mais esperta e a mais assustadora”.

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As Diabólicas (1955)
“Frio, incomparável exercício em como colocar os nervos à flor da pele, dirigido por Henri Georges-Clouzot.”

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Bambi (1942)
“Os primeiros longas da Disney exploravam traumas de infância. Crianças ficavam tão aterrorizadas por estes filmes que se urinavam nos cinemas. Bambi, dirigido por David Hand, tem um choque primitivo que ainda assombra pessoas que o viram há 40, 50, 65 anos.”

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Monstros (1932)
“Tod Browning dirigiu muitos filmes sobre o grotesco (incluindo o Drácula de Lugosi e 10 longas com Lon Chaney) mas este ainda provoca polêmica – não porque seu horror é artístico, mas porque seus monstros são reais.”

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Frankenstein (1931)
“Esta versão do romance de Mary Shelley mantém seu glamour e poder, sua pungência e perspicácia demente.”

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O Fantasma da Ópera (1925)
“O pródigo pesadelo subterrâneo do diretor Rupert Julian é um tributo à arte e ao masoquismo de Lon Chaney, ‘o homem das mil faces’, que enfrentava dores extraordinárias para assustar audiências e desaparecer nos tristes corações de personagens como Quasimodo – de O Corcunda de Notre Dame (1923) – e o fantasma.”

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Nosferatu (1922)
“O primeiro grande filme de horror, que lança uma sombra longa e angular sobre a história do cinema.”

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A Chegada do Trem à Cidade (1896)
O simples registro em película do evento descrito no título pode ser considerado o primeiro filme de terror. “É dito que os espectadores em Paris viram o trem vindo em direção da tela e, por acreditarem que ele iria invadir o auditório, fugiram aos gritos. Verdade ou não, a história exemplifica o poder que a mídia iria exercer sobre seu público.”

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Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
28/10/2009 - 08:00

Terror de baixo orçamento surpreende nas bilheterias dos EUA

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No último final de semana estreou nos cinemas americanos a 6ª parte de Jogos Mortais, no entanto, quem ficou em primeiro lugar no box office foi um filme independente, também de terror, que custou míseros US$ 15 mil e já estava em cartaz nos EUA há um mês. O autor de tal façanha foi Atividade Paranormal, longa dirigido pelo novato Oren Peli, que se beneficiou de uma esperta campanha de marketing pela internet e da propaganda boca-a-boca feita pelo público. Mas claro que o longa não conseguiria bater uma franquia já estabelecida e arrecadar, até o momento, mais de US$ 60 milhões sem a ajuda de um grande estúdio. Percebendo o potencial do filme, a Paramount adquiriu os direitos de distribuição por lá e ampliou, na última sexta, o número de salas de Atividade Paranormal para mais de 2 mil por todo o país.

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Quem “descobriu” o filme, rodado há três anos e exibido em alguns festivais nos EUA em 2007, foi ninguém menos que Steven Spielberg, que ficou impressionado e o levou para seu estúdio Dreamworks, hoje uma subsidiária da Paramount. Segundo o jornal “Los Angeles Times”, pouco depois de ver uma cópia do longa em sua mansão, Spielberg teve que chamar um chaveiro pois a porta de um quarto vazio de sua propriedade havia, misteriosamente, ficado trancada por dentro.

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O israelense Oren Peli, que afirma ter feito o filme com base em suas próprias experiências com assombrações, compensa a falta de recursos em sua produção com criatividade e habilidade para criar sustos a partir de coisas triviais em filmes do gênero, como portas batendo e efeitos sonoros aterrorizantes. Deu certo, tanto que uma das peças de marketing do longa é um vídeo que mostra as reações do público nos cinemas (confira abaixo) e a Paramount já anunciou que planeja uma continuação.

A estreia de Atividade Paranormal nos cinemas brasileiros está prevista para o dia 4 de dezembro e a distribuidora Playarte iniciou uma campanha igual à feita nos EUA, estimulando o público a pedir a exibição do longa em sua cidade. Lá fora, a Paramount decidiu ampliar o número de salas do filme após receber mais de um milhão de pedidos de internautas em seu site.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , ,
17/09/2009 - 10:34

Pérola do cinema extremo abre festival em SP

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A Indie 2009 – Mostra de Cinema Mundial, que já passou por Belo Horizonte no começo do mês, tem início em São Paulo na noite desta quinta-feira (17), com a exibição para convidados de Kinatay (2009), do filipino Brillante Mendoza, vencedor do prêmio de direção no Festival de Cannes deste ano, apesar de ter sido recebido com vaias por parte da imprensa presente no balneário francês. Tudo porque Mendoza mostra de forma crua (cruel?) o rapto, tortura e assassinato – além do posterior desmembramento do cadáver – de uma prostituta sob a ótica de um rapaz que participa do crime apenas para conseguir dinheiro para se casar com sua namorada.

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Kinatay não foi rodado como um filme de terror, mas o que se passa na tela durante sua exibição é puro horror. Películas assim, com imagens destinadas a chocar a audiência, não são novidade (basta lembrarmos do barulho provocado na década de 1970 pelas cenas de tortura do Salò de Pasolini). A mesma edição do Festival de Cannes teve ainda O Anticristo de Lars von Trier, com suas já célebres cenas explícitas de mutilação genital.

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Dentro do gênero terror, o gore, os efeitos de maquiagem que expõem vísceras e afins, geralmente são utilizados não para chocar, mas para divertir exagerando ao máximo aquela situação, que na vida real seria intolerável. No entanto, alguns cineastas, com a ajuda de experts em efeitos, preferem ir além, “pushing the envelope”, como dizem os americanos, mostrando a violência e a morte da forma mais realista possível.

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A série japonesa de falsos snuff movies Guinea Pig ficou famosa no começo dos anos 90, quando o ator Charlie Sheen achou que as mortes encenadas em frente às câmeras fossem reais. Sheen chegou a alertar o FBI a respeito dos vídeos. Dez anos antes, o diretor italiano Ruggero Deodato foi para a cadeia após o lançamento de Canibal Holocausto, que, na forma de falso-documentário, mostra a morte de um grupo de jovens documentaristas por índios canibais na Amazônia. A ideia, que seria copiada mais tarde pelos realizadores de Bruxa de Blair, combinada a efeitos nojentos, cenas reais de execuções em países da África e da Ásia e, o que ainda causa enorme controvérsia, o abate de animais pelos atores em cena (a sequência da morte da tartaruga é para poucos estômagos) levaram Deodato ao tribunal na Itália, para provar que seu elenco não havia morrido de fato.

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Inspirado na angustiante cena de estupro de Henry – Retrato de um Assassino (1986), o diretor Fred Vogel pegou ainda mais pesado e cometeu a série August Underground. Não há história, as câmeras apenas registram da maneira mais explícita possível as atrocidades cometidas pelo personagem de Vogel e seus amigos degenerados. A gravação amadora e o trabalho extremamente competente da ToeTag, empresa de efeitos de Vogel, levam qualquer um, inclusive quem sabe que se trata de algo fake, a pensar que está vendo um vídeo com assassinatos reais.

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A onda do terror extremo chegou até Hollywood com a violência e o gore de filmes como Jogos Mortais e O Albergue, que logo ganharam dos críticos o rótulo “torture porn”.

E você, o que pensa dos filmes com cenas de violência extrema? Acha válido se as imagens estiverem dentro do contexto da obra? Atenção, me refiro a filmes mesmo, não a pseudo-documentários com imagens de mortes reais e autópsias como a infame série Faces da Morte.

Ah, e pra quem ficou curioso a respeito de Kinatay, o próprio Brillante Mendoza – que é tema de uma retrospectiva na mostra – participará de um bate-papo mediado pelo jornalista Ricardo Calil no sábado (19), às 11h. Para participar, basta retirar o ingresso gratuito no local (CineSesc – r. Augusta, 2075) com uma hora de antecedência.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/07/2008 - 14:50

Curtas e toscas

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O cineasta David Cronenberg vai transformar seu filme A Mosca (1986) em uma ópera, com o auxílio do compositor Howard Shore e do tenor Placido Domingo. Será que o espetáculo contará com efeitos especiais nojentos como os do longa (que é uma refilmagem do clássico A Mosca da Cabeça branca de 1958, estrelado por Vincent Price)?

La Terza Madre, longa mais recente do mestre italiano Dario Argento, chegou por aqui neste mês, somente em DVD – com o título Retorno da Maldição – A Mãe das Lágrimas. Enquanto isso, Argento prepara Giallo, thriller sobre a caçada empreendida por um detetive a um serial killer, com um elenco classe A: as belas Elsa Pataky (Re-Animator: Fase Terminal) e Emmanuelle Seigner (sra. Roman Polanski), além do vencedor do Oscar Adrien Brody (foto abaixo), no papel do investigador.

Foi divulgado na semana passada o 1º poster de Jogos Mortais 5. Não gosto dos filmes. Toda aquela edição frenética videoclipada me incomoda. Mas não há como negar a criatividade e ousadia dos cartazes da série, concebidos pelos designers da Art Machine.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , ,
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