16/11/2009 - 00:13
Seguindo a sugestão da leitora Carol nos comentários do post “Os melhores filmes de horror do ano”, reproduzo desta vez a lista dos 25 maiores filmes do gênero de todos os tempos, segundo o crítico de cinema da revista “Time”, Richard Corliss, que fez algumas escolhas polêmicas. Não se trata de um ranking, a lista, publicada originalmente em 2007, traz as produções de acordo com seu ano de lançamento.
Todo Mundo Quase Morto (2004)
Para Corliss, após uma era de decadência no gênero, com refilmagens e falta de criatividade, era chegada a hora de uma paródia. E Shaun of the Dead é “assustador, bobo e muuuito esperto”.

Dragão Vermelho (2002)
O crítico da “Time” acha O Silêncio dos Inocentes uma adaptação competente porém “pálida” do livro de Thomas Harris. Já Hannibal é “arrepiante” mas Corliss estabeleceu que sua lista não teria mais de um filme de um mesmo diretor (no caso, Ridley Scott, que aparecerá mais à frente com Alien). Então como não dava pra ignorar o Dr. Lecter, eleito o maior vilão do cinema americano pelo American Film Institute, sobrou o longa dirigido em 2002 por Brett Ratner (mesmo diretor de X-Men 3 e A Hora do Rush).

Audition (1999)
O longa de Takashi Miike inspirou a onda dos chamados torture porns americanos (Jogos Mortais e O Albergue), mas não busca o choque fácil com o gore. Nas palavras de Corliss: “Os filmes de Miike vivem dentro de seus personagens, sendo guiados pelos seus anseios, suas ambições ridículas buscadas de forma obsessiva e sua necessidade de experimentar o extremo apenas para provar que estão vivos”.

Fome Animal (1992)
“Diversão descomedida sobre amor maternal, abuso infantil e órgãos, que não estão onde deveriam”. Este é o veredito do crítico para o 3º longa do neozelandês Peter Jackson, até então conhecido por seus filmes trash que unem humor e escatologia. Anos mais tarde, Jackson faria a trilogia O Senhor dos Anéis e ganharia o Oscar.

Campo 731: Bactérias – A Maldade Humana (1988)
Filme extremo, na tradição do italiano Holocausto Canibal, o chinês Campo 731 recria de forma chocante e explícita os experimentos, que segundo consta ocorreram de fato, do cientista Shiro Ishi, uma espécie de Mengele japonês, com cobaias humanas na China ocupada pelos nipônicos nas décadas de 1930 e 1940.

A Mosca (1986)
David Cronenberg refez o clássico A Mosca da Cabeça Branca (1958) e transformou a história, na opinião de Corliss, numa metáfora a todas as doenças degenerativas (Aids, câncer, Alzheimer), sem se esquecer de cenas com efeitos especiais grotescos.

Alien – O 8º Passageiro (1979)
“Thriller de ficção científica, belamente desenhado, ritmado de forma sinfônica” que se tornou o “filme de monstro ideal”.

Halloween (1978)
Corliss lembra a genialidade da abertura do filme de John Carpenter, sob o ponto de vista do jovem Michael Myers, para cravar, “sem brincadeira: é uma obra-prima”.

Carrie – A Estranha (1976)
“Brian De Palma transformou o primeiro romance de Stephen King em um apocalipse menstrual.”

Tubarão (1975)
“As filmagens foram um desastre (…) Mas o diretor de 28 anos Steven Spielberg (e a editora Verna Fields) criaram um manual de suspense e choque cinemáticos a partir do livro de Peter Benchley, que não passava de uma leitura divertida e descartável”.

O Massacre da Serra Elétrica (1974)
“Dentre todos os filmes de horror regionais do período (Banquete de Sangue, A Noite dos Mortos-Vivos e o longa de Wes Craven Aniversário Macabro) este é o mais bem acabado, com um estilo visual controlado de forma soberba, e uma trilha sonora eletrônica que soa como gritos do inferno. Também é o mais impiedoso.”

O Exorcista (1973)
“Numa década com filmes de horror classe A, este de William Friedkin foi honrado com 10 indicações ao Oscar, vencendo pelo roteiro de William Peter Blatty. Mas é melhor que isso: uma história de alma assombrada com magníficos efeitos de maquiagem do lendário Dick Smith (Pequeno Grande Homem, O Poderoso Chefão, Taxi Driver e Scanners).”

A Noite dos Mortos-Vivos (1968)
“Pode um filme de terror ser tão louco quanto seus monstros? Essa foi a sensação que o público teve ao ver o clássico de George A. Romero pela primeira vez. (…) O diretor ainda quebrou uma das poucas regras do gênero que restavam: crianças não comem seus pais. Depois de A Noite dos Mortos-Vivos, nenhuma norma social estava segura.”

Banquete de Sangue (1963)
“Se você procura pela fonte do gore no cinema, procure por este filme.”

A Máscara de Satã (1960)
“O primeiro filme de Mario Bava deu origem a uma enxurrada de produções góticas italianas e, uma década mais tarde, aos slasher locais, os gialli, que construíram as reputações cult de cineastas como Dario Argento e Lucio Fulci.”

Psicose (1960)
“Alfred Hitchcock não apenas expandiu o assassinato no chuveiro descrito no livro de Robert Bloch, transformando a cena em uma obra-prima de edição, também definiu novas regras para o gênero. E foi além, ditou que as regras antigas não mais valiam.”

A Tortura do Medo (1960)
“O diretor Michael Powell praticamente acabou com sua carreira ao filmar essa história sobre um psicopata sexual (…). Mas A Tortura do Medo permanece como uma das mais íntimas parábolas sobre a relação entre os voyeurs na plateia – que seriam todos nós – e as imagens sinistras que nos proporcionam prazer.”

Vampiros de Almas (1956)
“O longa foi refilmado 3 vezes, mas a versão de Don Siegel é a mais simples, a mais esperta e a mais assustadora”.

As Diabólicas (1955)
“Frio, incomparável exercício em como colocar os nervos à flor da pele, dirigido por Henri Georges-Clouzot.”

Bambi (1942)
“Os primeiros longas da Disney exploravam traumas de infância. Crianças ficavam tão aterrorizadas por estes filmes que se urinavam nos cinemas. Bambi, dirigido por David Hand, tem um choque primitivo que ainda assombra pessoas que o viram há 40, 50, 65 anos.”

Monstros (1932)
“Tod Browning dirigiu muitos filmes sobre o grotesco (incluindo o Drácula de Lugosi e 10 longas com Lon Chaney) mas este ainda provoca polêmica – não porque seu horror é artístico, mas porque seus monstros são reais.”

Frankenstein (1931)
“Esta versão do romance de Mary Shelley mantém seu glamour e poder, sua pungência e perspicácia demente.”

O Fantasma da Ópera (1925)
“O pródigo pesadelo subterrâneo do diretor Rupert Julian é um tributo à arte e ao masoquismo de Lon Chaney, ‘o homem das mil faces’, que enfrentava dores extraordinárias para assustar audiências e desaparecer nos tristes corações de personagens como Quasimodo – de O Corcunda de Notre Dame (1923) – e o fantasma.”

Nosferatu (1922)
“O primeiro grande filme de horror, que lança uma sombra longa e angular sobre a história do cinema.”

A Chegada do Trem à Cidade (1896)
O simples registro em película do evento descrito no título pode ser considerado o primeiro filme de terror. “É dito que os espectadores em Paris viram o trem vindo em direção da tela e, por acreditarem que ele iria invadir o auditório, fugiram aos gritos. Verdade ou não, a história exemplifica o poder que a mídia iria exercer sobre seu público.”

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: A Chegada do Trem à Cidade, A Hora do Rush, A Máscara de Satã, A Mosca, A Mosca da Cabeça Branca, A Noite dos Mortos-Vivos, A Tortura do Medo, Aids, Alien, American Film Institute, Aniversário Macabro, As Diabólicas, Audition, Bambi, Banquete de Sangue, Brett Ratner, Brian De Palma, Campo 731: Bactérias - A Maldade Humana, Carrie, Dario Argento, David Cronenberg, David Hand, Dick Smith, Disney, Don Siegel, Dr. Lecter, Drácula, Dragão Vermelho, Fome Animal, Frankenstein, George A. Romero, George Romero, giallo, gore, Halloween, Hannibal, Henri Georges-Clouzot, Hitchcock, Holocausto Canibal, Jogos Mortais, John Carpenter, listas, Lon Chaney, Lucio Fulci, Lugosi, maquiagem, Mario Bava, Mary Shelley, Mengele, Michael Myers, Michael Powell, Monstros, Nosferatu, O Albergue, O Corcunda de Notre Dame, O Exorcista, O Fantasma da Ópera, O Massacre da Serra Elétrica, O Poderoso Chefão, O Senhor dos Anéis, O Silêncio dos Inocentes, Oscar, Pequeno Grande Homem, Peter Benchley, Peter Jackson, Psicose, Richard Corliss, Ridley Scott, Robert Bloch, Rupert Julian, Scanners, Shaun of the Dead, Shiro Ishi, slasher, Stephen King, Steven Spielberg, Takashi Miike, Taxi Driver, Thomas Harris, Time, Tod Browning, Todo Mundo Quase Morto, torture porn, Tubarão, Vampiros de Almas, Verna Fields, Wes Craven, William Friedkin, William Peter Blatty, X-Men III
30/10/2009 - 09:29
Mais um Halloween chegou, para fúria dos nacionalistas, e a data reserva atrações na TV e nos cinemas. Estreia nesta sexta-feira em circuito nacional o longa britânico Matadores de Vampiras Lésbicas, que à moda do compatriota Shaun of the Dead (lançado por aqui com o medonho título Todo Mundo Quase Morto) usa o humor para detonar os clichês de filmes de terror, em especial, os de vampiros — óbvio! Para completar o clima trash, a distribuidora Imagem Filmes colocará em algumas salas cópias dubladas, com João Gordo fazendo a voz do personagem do ator James Corden.

Na TV, especificamente na por assinatura, temos pequenos ciclos de filmes de terror em alguns canais. O Warner Channel, por exemplo, traz nesta noite uma sessão dupla: às 21h o fraco remake de Casa de Cera estrelado pela patricinha Paris Hilton; na sequência, às 23h, o divertido Premonição 3.

Mas não termina por aí. No sábado, o canal ainda exibe a animação de Tim Burton A Noiva Cadáver (às 17h), o mediano A Hora do Pesadelo 2 (às 21h) e o frustrante Freddy vs. Jason (às 23h).

E o Dia das Bruxas na telinha não se resume a filmes. A TNT passa na madrugada do sábado (0h25), com reprise na segunda (no mesmo horário), a entrega do Scream Awards, premiação para produções de terror, ficção científica e cinema fantástico em geral criada em 2006 pelo canal americano Spike TV. Os destaques deste ano foram o novo Star Trek, Arraste-me para o Inferno (foto), o sucesso teen Crepúsculo e o seriado da HBO True Blood.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema, TV
Tags: A Hora do Pesadelo, Arraste-me para o Inferno, Casa de Cera, Crepúsculo, Dia das bruxas, Freddy vs. Jason, Halloween, HBO, Imagem Filmes, James Corden, João Gordo, Matadores de Vampiras Lésbicas, Noiva Cadáver, Paris Hilton, Premonição 3, refilmagem, remake, Scream Awards, Shaun of the Dead, Spike TV, Star Trek, Tim Burton, TNT, Todo Mundo Quase Morto, True Blood, Warner Channel
02/08/2009 - 13:38
Na semana passada escrevi sobre o lançamento no Brasil de Halloween – O Início, refilmagem do cultuado longa de John Carpenter assinada pelo roqueiro Rob Zombie. Pois bem, analisei o novo filme, que chegou ao país com um atraso de 2 anos, com base na versão lançada em DVD nos EUA. Só que quem foi aos cinemas brazucas se deparou com um filme totalmente diferente.

Conforme reportagem de Carla Meneghini publicada no portal G1 na quarta-feira (29), a distribuidora Playarte colocou nas salas de cinemas daqui uma versão totalmente mutilada da película. Resultado, Halloween – O Início ficou sem pé nem cabeça (e sem uma gota de sangue sequer).
O desrespeito da Playarte para com o público deve-se à classificação indicativa (um eufemismo para “censura”) imposta originalmente pelo Ministério da Justiça. Os censores federais decidiram, após “criteriosa avaliação” realizada em maio, que Halloween – O Início era inapropriado para menores de 18 anos. Justo, afinal, não se trata do novo longa da Disney/Pixar. A fim de não abrir mão do público adolescente, que é quem dá lucro aos estúdios, distribuidores e exibidores de cinema, a Playarte resolveu reeditar (um eufemismo para “mutilar”) o filme.
Então, em 23 de julho, o Diário Oficial da União trouxe a nova classificação indicativa de Halloween – O Início: 14 anos! Isso porque “a Playarte Pictures apresentou uma versão de 83 minutos, excluindo 26 minutos de conteúdo violento da obra, comprometendo-se a exibi-la nesta última versão apresentada”. 83 minutos! A versão exibida nos cinemas dos EUA tem 109 minutos e a lançada em DVD por lá dura 121 minutos. Leia a decisão na íntegra abaixo:

Quer dizer, a empresa prefere desrespeitar e desagradar o público de filmes de gênero a perder uma fatia do público consumidor de pipoca e refrigerante nas salas de exibição. Segundo dados do site Filme B, Halloween – O Início foi o 5º filme mais visto no país no seu final de semana de estreia (dias 24, 25 e 26 de julho), arrecadando R$ 480 mil, quase R$ 800 mil a menos que o 4º colocado, a comédia romântica A Proposta, com Sandra Bullock. Será que o crime compensou?
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: censura, Halloween, Halloween - O Início, Playarte, Rob Zombie
24/07/2009 - 10:52
No post anterior, escrevi sobre a demora no lançamento de À Prova de Morte. A “reinterpretação” de Halloween assinada por Rob Zombie enfrentou atraso quase idêntico. Lançado em 2007 nos EUA, o longa só chega aos cinemas do país nesta sexta-feira (24).

O original, dirigido por John Carpenter em 1978, começa com um menino assassinando sua irmã mais velha. Anos depois, o garoto, Michael Myers, já crescido, foge da instituição em que estava preso e volta à sua cidade natal para espalhar o terror na noite de Halloween.
Ao ser contratado pelo irmãos Weinstein para dirigir a refilmagem, Zombie foi “pedir a bênção” de Carpenter, que disse “torne-o um filme seu”. E foi o que ex-vocalista da banda White Zombie fez.
Para Carpenter, menos é mais, tanto na forma quanto no conteúdo. Ele não estava preocupado em explicar as causas do surto psicótico do pequeno Myers. Sua ideia era torná-lo ainda mais assustador por desconhecermos suas intenções. Por isso mesmo, o personagem recebeu o apelido de “shape” (forma, corpo). Era uma máquina de matar, desprovida de sentimentos, de qualquer sinal de humanidade, que se existe está oculta por detrás de uma máscara inexpressiva. Estilísticamente falando, o famoso tema musical minimalista, composto pelo próprio diretor, e sua opção por não ser muito explícito nas cenas de assassinato (Massacre da Serra Elétrica, rodado 3 anos antes, era muito mais violento) deixam clara essa intenção de simplificar ao máximo o filme para se concentrar no suspense.
Rob Zombie, então, seguiu o conselho do mestre e foi por uma direção totalmente oposta, sem, no entanto, desrespeitar o filme original. Na nova versão vemos o ambiente opressivo em que vive o pequeno Myers, acompanhamos seu processo de encrudescimento na instituição psiquiátrica e sua explosão de fúria ao fugir do lugar onde passou 17 anos para, claro, tocar o terror em Haddonfield, sua cidade natal.
A primeira parte do filme, justamente a que Zombie toma mais liberdade com relação ao material de Carpenter, é a melhor. Apesar da fórmula manjada, a origem do vilão é bem apresentada e como era de se esperar, não poupa o espectador. Antes de ser encarcerado, o jovem Myers promove uma matança com requintes de crueldade. O segundo ato, no hospital psiquiátrico, também reserva bons momentos, em especial do ator mirim Daeg Faerch, que fica parecido com um membro do “fã-clube infanto-juvenil” da banda Slipknot ao criar diferentes máscaras para cobrir sua face que alterna inocência e insanidade.

O Michael Myers adulto é “interpretado” por Tyler Mane, ex-lutador de luta livre (telecatch) que ganhou destaque ao encarnar o Dentes-de-Sabre no primeiro filme dos X-Men. Com 2,05 m de altura, Mane impõe mais respeito e mete mais medo que os Myers dos filmes anteriores. A cena em que ele foge do hospital seria perfeita se Zombie não tivesse incluído o risível assassinato de um carcereiro que tem uma espécie de “relação de amizade” com o psicopata.

A partir daí, com a consequente chegada de Myers a Haddonfield, Zombie se aproxima mais do filme de 1978, chegando a repetir enquadramentos de câmera usados por Carpenter. Apesar da homenagem, que inclui o uso da música-tema do Halloween original, a refilmagem cai na vala comum dos slasher movies, com Rob Zombie se rendendo aos velhos e batidos clichês do gênero. Apesar disso, há que se ressaltar que o roqueiro vem amadurecendo como cineasta. Quem viu os trabalhos anteriores de Zombie, A Casa dos Mil Corpos e Rejeitados pelo Diabo, sabe que ele adora um excesso visual, muito por influência de sua origem como ilustrador e diretor de videoclipes. Em Halloween – O Início, ele dá uma maneirada com o “estilo MTV”.

De toda forma, quem gosta de filmes de assassinos mascarados não vai se decepcionar. Aliás, quem gostar vai poder conferir a continuação Halloween 2, também dirigida por Rob Zombie, daqui a alguns meses. A Playarte promete lançar a sequência no dia 30 de outubro.
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: Halloween, John Carpenter, Michael Myers, Rob Zombie
03/11/2008 - 22:08
Ainda no clima do Halloween, zumbis paulistanos invadiram a av. Paulista no domingo, 2, para a 3ª edição local da Zombie Walk. A concentração foi no vão livre do MASP, de onde os desmortos saíram literalmente correndo (contrariando a “mitologia” criada por George Romero) para assustar transeuntes desligados. As fotos e o vídeo são de Marcela Tavares.







Esse faz uma homenagem ao morto-vivo que estrela Dia dos Mortos, do mestre Romero

Mas na hora do “ataque”, os zumbis paulistas são velocistas como os de Madrugada dos Mortos, refilmagem assinada por Zack Snyder (300 e Watchmen) do clássico Despertar dos Mortos
Autor: Daniel - Categoria(s): eventos
Tags: 300, av. Paulista, George Romero, Halloween, Marcela Tavares, MASP, São Paulo, Watchmen, Zack Snyder, Zombie Walk, zumbis
29/10/2008 - 11:06
A Exxclusive, produtora de filmes adultos com sede na Holanda, promove o 1º Halloween Erótico de São Paulo neste dia 30, a partir das 23h, no Open Bar (r. Henrique Schaumann, 794 – Pinheiros).

O evento terá shows com dançarinas fantasiadas, performances interativas e pirofagia, entre outras atrações que visam aproximar astros do cinema erótico com o público e conscientizar os presentes da importância do uso de preservativos.
Mais informações pelos telefones (11) 3064-0820 / 3086-2965 ou no site do Open Bar.
Autor: Daniel - Categoria(s): eventos
Tags: erotismo, evento, Halloween, São Paulo
20/10/2008 - 14:38
Para a irritação dos Policarpos Quaresmas, eis que alguns eventos na capital paulista celebrarão uma das mais tradicionais festas pagãs anglo-saxãs, o Halloween. Na av. Paulista, uma das principais artérias viárias da cidade, a tradicional Casa das Rosas, casarão da década de 1930 transformado em espaço cultural em 1991, se tornará a Mansão Macabra entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro.
A programação traz a apresentação de uma peça de Jean Paul-Sartre, um recital de “poesia macabra” e um saraokê (misto de sarau com karaokê) para adultos na noite do dia 31 e a matinê “Rá-Lou-Im na Casa das Rosas” para crianças na manhã seguinte.
Mas o que interessa a este blog é a Mostra de Filmes de Horror com a exibição de 10 curtas de terror e suspense, a partir das 23h. Os destaques ficam para Akai, Behemoth e Coagula, de Carlos G. Gananian, elogiado por sites gringos especializados como o Twitch Film; e Noturno das Almas, de Kapel Furman, com Samantha Dalsoglio (foto).

Dois curtas da mostra você pode conferir abaixo:
Zumbis, de Gustavo Chiapetta
Junho Sangrento, de Joel Caetano
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema, eventos
Tags: av. Paulista, Carlos G. Gananian, Casa das Rosas, curtas, Gustavo Chiapetta, Halloween, Jean Paul-Sartre, Joel Caetano, Kapel Furman, Policarpo Quaresma, Samantha Dalsoglio
29/10/2007 - 23:33
Reflexo da tal da globalização, o Halloween, ou Dia das Bruxas, vem sendo cada vez mais comemorado nesta Terra Brasilis, para desespero dos nacionalistas. Por isso, o Toscorento preparou algumas dicas pra curtir a celebração pagã.
Halloween não é Halloween sem fantasia. Esqueça as tradicionais máscaras de Drácula, monstro de Frankenstein ou mortos-vivos. Por cerca de US$ 30 você pode adquirir em sites dos EUA os “adereços” oficiais do Slipknot. Somente na “psycholand”, como meu colega Fernando Trevas Falcone chama carinhosamente os EUA, poderia surgir uma banda de metal formada por 9 caipiras de Iowa que sobem ao palco com máscaras dignas do Leatherface.

Se o seu negócio é passar o Halloween em frente ao computador, a sugestão vai para a programação temática da TV on line Joost , que traz pérolas como um episódio especial do fofos e sanguinolentos Happy Tree Friends; a versão original de A Pequena Loja dos Horrores, dirigida por Roger Corman em 1960, com um jovem Jack Nicholson no elenco; ou o mais que tosco Teenage Bikini Vampire, produção de 2004 dos picaretas da Troma.

Se você vai viajar pros States, aproveite pra curtir filmes que têm tudo a ver com a data. A refilmagem de Halloween assinada por Rob Zombie estreou há alguns meses mas ainda pode ser encontrada em algumas salas de Nova York e Los Angeles. Já o divertido musical de Tim Burton (dirigido por Henry Selick) O Estranho Mundo de Jack voltou às salas norte-americanas no último dia 19 em uma versão 3D. Imperdível!

Já quem fica por aqui pode participar da edição 2007 da Zombie Walk, a ser realizada simultaneamente no Rio e em São Paulo no dia de finados (2). As concentrações ocorrem às 15h no vão livre do MASP (em Sampa) e em frente ao Copacabana Palace (no Rio). Os mortos-vivos paulistanos ainda poderão desfrutar de uma balada no Outs, na r. Augusta, a partir das 18h. Mas atenção, só poderão entrar aqueles que estiverem vestidos de zumbis e, claro, desembolsarem R$ 10.

Por fim, Halloween verde-e-amarelo tem de ter monstros nacionais. No Porta Curtas da Petrobras é possível assistir a Curupira, ótimo e premiado curta de Fábio Mendonça e Guilherme Ramalho, que mostra o encontro de uma menina reprimida com o ser do folclore brasileiro. Destaque para os efeitos digitais que dão vida ao menino de pés invertidos e cabelos de fogo.

Para encerrar, nada melhor que um papo com o pai do cinema de terror brasileiro. Este que vos escreve teve a honra de falar com José Mojica Marins, o criador do Zé do Caixão. Por telefone, Mojica disse que Encarnação do Demônio, longa que fecha a trilogia composta ainda pelos clássicos À Meia-noite Levarei sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1967), deve ser lançado no dia 13 de março de 2008, data em que o cineasta completa 72 anos. Nos próximos meses Mojica deve rodar algumas cenas adicionais para o filme, além de iniciar a elaboração da trilha sonora. A distribução, para alívio dos fãs, está garantida. “A Fox está no projeto desde o início”, garantiu o diretor.
Confira o trailer, enquanto Encarnação do Demônio não chega às telas.
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema, eventos
Tags: Curupira, Drácula, Encarnação do Demônio, Fábio Mendonça, Frankenstein, Guilherme Ramalho, Halloween, Happy Tree Friends, Jack Nicholson, MASP, Mojica, Rio de Janeiro, Rob Zombie, Roger Corman, São Paulo, Slipknot, Tim Burton, Troma, Zé do Caixão, Zombie Walk, zumbis
15/09/2007 - 13:14
Depois da boa recepção nas bilheterias americanas da refilmagem de Halloween de Rob Zombie, eis que outro remake de um clássico do cinema B dos anos 70 está para chegar às telas.
A bola da vez é o infame Piranha, cujo original foi dirigido em 1978 por Joe Dante (Gremlins), com produção do papa dos filmes de baixo orçamento, Roger Corman.

Ainda que tardiamente (3 anos depois, pra ser mais preciso), Corman lançou Piranha para capitalizar em cima do sucesso de Tubarão, de Steven Spielberg. Vale lembrar que o produtor fez o mesmo em 1993 ao distribuir seu Carnossauro semanas antes que o blockbuster Jurassic Park, de Spielberg, tomasse conta dos cinemas de todo o planeta.
Para completar, Corman tinha como estrela de Carnossauro a veterana Diane Ladd, ninguém menos que a mãe na vida real da atriz principal de Jurassic Park, Laura Dern. Coisa de gênio.
Mas voltemos às piranhas. A direção e o argumento desta nova versão ficaram à cargo do francês Alexandre Aja, que é responsável por Viagem Maldita (2006), razoável refilmagem – mais uma – do angustiante thriller Quadrilha de Sádicos, assinado em 1977 pelo “pai” de Freddy Krueger, Wes Craven.

A sinopse do longa, que deve estrear nos EUA em 2008, promete ao menos algumas gargalhadas: um tremor de terra liberta piranhas pré-históricas em um lago do Arizona.
Outro indício de que Piranha deve seguir a linha do “terrir” é a presença de um tal de Josh Stollberg como co-roteirista. Seus créditos anteriores incluem episódios do desenho da bruxinha Sabrina e uma comédia adolescente intitulada High School Kids (2005).
Bem, se o novo filme for tão engraçado quanto Piranhas 2 – Assassinas Voadoras – veja o vídeo abaixo, já vale uma locação do DVD. Piranhas 2 (1981), diga-se de passagem, marca a estréia na direção de James Cameron, que depois faria Exterminador do Futuro, Aliens – O Resgate, True Lies e Titanic. Quem sabe o que o destino reserva para o tal do Josh Stollberg?
Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema
Tags: Alexandre Aja, Freddy Krueger, Gremlins, Halloween, James Cameron, Joe Dante, Josh Stollberg, Prianha, Rob Zombie, Roger Corman, Spielberg, Titanic, Tubarão, Wes Craven
01/08/2007 - 17:30
Algumas pessoas reclamaram que eu só escrevo sobre cinema. Então resolvi postar um videoclipe para falar sobre um…filme.
O primeiro trailer para a TV da refilmagem de Halloween acaba de ser lançado e já rola no YouTube.
O filme é dirigido por Rob Zombie, que, se é que alguém não sabe, já dirigiu os podres – e criativos – A Casa dos 1000 Mortos e Rejeitados pelo Diabo, que volta e meia passa na HBO.
Antes de se tornar cineasta, Zombie assinou clipes de sua banda, o White Zombie. Taí a desculpa pra ouvir uma “porrada na oreia”, como dizia Gastão Moreira, ex-VJ da MTV, nos bons tempos do Fúria Metal.
Com vocês, White Zombie, “Thunder Kiss’ 65″.
Autor: Daniel - Categoria(s): Música
Tags: Fúria Metal, Gastão Moreira, Halloween, MTV, Rejeitados pelo Diabo, Rob Zombie, White Zombie, YouTube
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