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21/09/2008 - 13:22

Os clipes mais perturbadores já feitos

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Um dos posts mais lidos deste blog foi o top 10 dos filmes mais perturbadores de todos os tempos (a lista não era de minha autoria, apenas reproduzi as escolhas do site Alternative Reel). Então, resolvi apostar em outro ranking semelhante.

Videoclipes geralmente são ousados na forma e certinhos no conteúdo, afinal, foram concebidos como filmes publicitários para divulgar uma música, a princípio na TV. Mas algumas bandas e diretores conseguem quebrar as barreiras das MTVs pelo mundo afora. Eis meu ranking dos 5 clipes mais perturbadores (ou ousados) já feitos.

5 – “Geek Stink Breath” Green Day
“Convicted in Life” Sepultura

No primeiro, o diretor Mark Kohr registra a extração de um dente com uma microcâmera que adentra a boca do pobre paciente. Aflitivo, não? Há bastante sangue também em “Convicted in Life”. O vídeo dirigido por Luis Carone para o Sepultura mostra uma visão bem particular do inferno descrito por Dante Alighieri (1265 – 1321) na Divina Comédia. Os mais impressionáveis devem evitar as cenas reais de abate de gado e porcos. Além disso, é o melhor clipe com efeitos digitais já produzido no Brasil.

4 – “The Beautiful People” Marilyn Manson

A mente distorcida de Manson encontrou sua parceira visual ideal na fotógrafa Floria Sigismondi, responsável pela direção do vídeo. Imagens surreais e fantasmagóricas, aparelhos ortopédicos e odontológicos bizarros, vermes e referências ao fascismo. Em suma, memorável de tão “creepy”.

3 – “Turn the Page” Metallica

Em formato de “falso documentário”, o diretor sueco Jonas Akerlund (ex-baterista da banda de black metal Bathory e responsável pelo polêmico clipe de “Smack My Bitch Up”, do Prodigy) mostra o dia-a-dia nada agradável de uma prostituta que vaga por motéis e espeluncas de strip-tease de beira de estrada, carregando a filha pequena a tiracolo. No final, a mulher de “vida fácil” — bem interpretada pela atriz pornô Ginger Lynn Allen — diz que se pudesse recomeçar sua vida, faria as mesmas escolhas, não mudaria nada. Um belo soco no estômago do espectador.

2 – “Where’s Your Head At?” Basement Jaxx

Divertido, mas esquisitaço, o clipe assinado pela produtora sueca Traktor mais parece um pesadelo. Nele, um cara vai parar num estranho instituto onde são feitos experimentos científicos nada ortodoxos. Os macacos e cães com rostos de humanos são de dar arrepios.

1 – “Come to Daddy” Aphex Twin

Melhor que todos os filmecos de terror adolescente produzidos em Hollywood, o vídeo do britânico Chris Cunningham, assim como “Where’s Your Head At?” do Basement Jaxx, é um pesadelo filmado. Uma velhinha é perseguida por um grupo de meninas vândalas com a cara barbada do produtor musical Richard D. James (a.k.a. Aphex Twin). Depois, uma espécie de monstro esquálido de garras e dentes afiadíssimos sai de uma TV e atormenta a idosa com um urro infernal. Como curiosidade, Cunningham rodou o clipe em algumas locações usadas por Stanley Kubrick no clássico Laranja Mecânica. Genial e assustador.

Concorda com a lista? Tem outras sugestões? Envie-as para o Toscorento. Prometo publicá-las.

PS – Escrevo este post enquanto assisto a Magnólia na TV paga. Não tem nada a ver com o Toscorama — talvez a chuva de sapos tenha um pouco — mas preciso dividir isso. PQP!!! É a 7ª ou 8ª vez que vejo esse filme e ele continua impactante como da 1ª vez. Pessoas como Paul Thomas Anderson (o diretor de Magnólia) tornam o ato de assistir a um filme uma experiência de vida.

Autor: Daniel - Categoria(s): Música Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
19/11/2007 - 15:53

Os filmes mais perturbadores de todos os tempos

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O site Alternative Reel, que oferece de textos sobre teorias conspiratórias a clipes musicais dos anos 70 e 80, possui uma divertida seção de “Top Tens”.

Há dos “10 maiores mitos propagados por realizadores de filmes pornôs” aos “10 piores episódios de Seinfeld”. A lista que chamou a atenção deste blog, graças a uma dica da minha colega de trabalho Thaís Pontes, é a dos “10 filmes mais perturbadores de todos os tempos”:

10 – Monstros (Freaks): Polêmico longa de 1932 estrelado por deficientes físicos reais que trabalham em um “circo de horrores”. O diretor Tod Browning, um ex-contorcionista de circo, havia feito no ano anterior o clássico Drácula com Bela Lugosi.

9 – A Vingança de Jennifer (I Spit on your Grave): Sexploitation de 1978 cujo texto do cartaz já dá uma bela amostra de seu conteúdo: “esta mulher cortou, mutilou e queimou 5 homens, os deixando irreconhecíveis…mas nenhum júri na América a condenaria!”

8 – El Topo: Anões sem membros e outros personagens bizarros habitam o faroeste surrealista dirigido pelo chileno Alejandro Jodorowsky em 1970. Diz a lenda que o cineasta quer fazer uma continuação estrelada por Johnny Depp e Marilyn Manson.

7 – Audition: Uma falsa audição para um filme dá início a um relacionamento doentio entre uma jovem bailarina e um viúvo. Tenso e dirigido com maestria pelo japonês Takeshi Miike em 1999, o filme inspirou Eli Roth a fazer O Albergue.

6 – Laranja Mecânica (A Clockwork Orange): Dispensa apresentações. Kubrick, Malcolm McDowell pré-Calígula, ultra-violência, repressão, lavagem cerebral e Beethoven. Ingredientes para um clássico.

5 – Aniversário Macabro (Last House on the Left): O filme de estréia de Wes Craven (que décadas mais tarde assinaria a medíocre série Pânico). Lançado em 1972, Aniversário Macabro antecipou longas como O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Quadrilha de Sádicos, realizado pelo próprio Craven em 1977.

4 – Henry – Retrato de um Assassino (Henry – Portrait of a Serial Killer): John MacNaughton (Garotas Selvagens) dirigiu em 1986 este filme que traz um assustador Michael Rooker como o psicopata do título, inspirado no matador real Henry Lee Lucas. A cena de estupro, rodada de forma fria e em estilo semi-documental, é chocante.

3 – Salò ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 gionate di Sodoma): Polêmico, censurado, banido e clássico, como Laranja Mecânica. Na trama, um grupo de fascistas submete jovens a 120 dias de torturas inimagináveis. O filme de Pier Paolo Pasolini é difícil de encarar, principalmente na famosa cena da coprofagia.

2 – Irreversível (Irreversible): A idéia do diretor franco-argentino Gaspar Noé era incomodar e ele consegue isso a partir do 1° segundo de projeção, com os créditos subindo ao contrário na tela. Começa então um festival de violência cujo ápice, no meio da película, é um estupro em tempo real e com a câmera fixa, que transforma o espectador em testemunha impotente (ou em um sádico voyeur). Cruel, mas extremamente bem dirigido.

1 – Eraserhead: Début de David Lynch que levou 5 anos para ser feito, sendo lançado em 1977. Mostra o cotidiano deprimente de um homem em um mundo desolador. Neste cenário, o protagonista se torna pai de uma criança mutante. Bizarro e cultuado como os demais trabalhos de Lynch (à exceção de História Real, feito para a Disney).

Resumo da ópera: Não acho Eraserhead o filme “mais perturbador da história” e incluiria outros na lista, como Canibal Holocausto, Pink Flamingos e os curtas Begotten e Aftermath. Algum da francesa Catherine Breillat também poderia entrar na lista, como Romance e Anatomia do Inferno. E há ainda Sweet Movie, uma alegoria sobre comunismo, capitalismo e anarquia que traz uma cena de “jantar” que inclui fluidos corpóreos…não deve nada aos coprófagos de Salò.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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