2007 novembro | Toscorama por Daniel Hassegawa
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Arquivo de novembro, 2007

28/11/2007 - 15:43

Dica para a lista do Papai Noel

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Não decidiu o que vai pedir para o bom velhinho? Quer sacanear os outros pedindo algo importado no amigo secreto da firma? Pois bem, eis a dica do Toscorento de presente de Natal.

O Horrified B-Movie Victims set é genial! A caixa traz 9 bonequinhos de vinil em poses de, óbvio, vítimas de filmes “B”. Tem o casal que foge de mãos dadas, o pretenso herói armado com um revólver, pessoas com cara de pavor e, o ‘must’ do clichê, a garota que cai após tropeçar por causa do salto alto. Daí é só eleger o monstro – a caixa propõe um urso de pelúcia gigante – e iniciar o massacre. Custa por volta de US$ 15 em lojas gringas da web.

Autor: Daniel - Categoria(s): Action figures Tags: , ,
27/11/2007 - 12:49

Em breve num cinema perto de você

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O Toscorama presta um serviço de utilidade pública e dá algumas dicas de filmes bem curiosos que devem chegar aos cinemas nos próximos meses.

The Deaths of Ian Stone prometia ser um dos filmes de terror mais originais dos últimos tempos, mas parece ter ficado na promessa. Na trama um jovem é morto sucessivas vezes de formas cada vez mais bizarras. Exibido no começo do mês dentro do After Dark Horrorfest, o longa foi detonado pelo Mr. Disgusting, do site Bloody Disgusting.com (“zero scare, zero substance, zero creativity and zero value…” clique aqui para ler a crítica completa).

Teeth não é pra ser levado muito a sério. O filme escrito e dirigido por Mitchell Lichtenstein traz a bonitinha Jess Weixler como uma estudante cujo órgão genital possui afiados dentes. Exibido com sucesso nos festivais de Berlim, Sitges e Sundance, onde recebeu um prêmio especial do júri pela atuação de Jess.

O novo projeto de Eli Roth, diretor de O Albergue, também segue a linha horror/humor. Com o sucesso do seu Thanksgiving, trailer falso incluído nas sessões de Grindhouse, Roth decidiu produzir uma hora e meia de trailers de mentira. Trailer Trash será lançado no ano que vem, empurrando Cell, adaptação que o cineasta fará do romance “Celular” de Stephen King, para 2009. Veja abaixo a camiseta de Thanksgiving lançada pela NECA.

E a temporada 2008 promete ter muita coisa recauchutada. A palavra de ordem em Hollywood já há algum tempo é “remake”. Várias refilmagens estão em fase de pré-produção: Hellraiser, com a “bênção” do criador Clive Barker, que assina o roteiro da nova versão; Sexta-feira 13, assinado por Marcus Nispel (o mesmo da refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica); Piranha, de Alexandre Aja (de Viagem Maldita, remake de Quadrilha de Sádicos); e, sacrilégio, Os Pássaros, com produção de Michael Bay (Transformers) e, segundo rumores, Naomi Watts (Cidade dos Sonhos) no elenco. Tippi Hedren (abaixo), estrela do original de Hitchcock já declarou que o novo filme é um “insulto”.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
19/11/2007 - 15:53

Os filmes mais perturbadores de todos os tempos

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O site Alternative Reel, que oferece de textos sobre teorias conspiratórias a clipes musicais dos anos 70 e 80, possui uma divertida seção de “Top Tens”.

Há dos “10 maiores mitos propagados por realizadores de filmes pornôs” aos “10 piores episódios de Seinfeld”. A lista que chamou a atenção deste blog, graças a uma dica da minha colega de trabalho Thaís Pontes, é a dos “10 filmes mais perturbadores de todos os tempos”:

10 – Monstros (Freaks): Polêmico longa de 1932 estrelado por deficientes físicos reais que trabalham em um “circo de horrores”. O diretor Tod Browning, um ex-contorcionista de circo, havia feito no ano anterior o clássico Drácula com Bela Lugosi.

9 – A Vingança de Jennifer (I Spit on your Grave): Sexploitation de 1978 cujo texto do cartaz já dá uma bela amostra de seu conteúdo: “esta mulher cortou, mutilou e queimou 5 homens, os deixando irreconhecíveis…mas nenhum júri na América a condenaria!”

8 – El Topo: Anões sem membros e outros personagens bizarros habitam o faroeste surrealista dirigido pelo chileno Alejandro Jodorowsky em 1970. Diz a lenda que o cineasta quer fazer uma continuação estrelada por Johnny Depp e Marilyn Manson.

7 – Audition: Uma falsa audição para um filme dá início a um relacionamento doentio entre uma jovem bailarina e um viúvo. Tenso e dirigido com maestria pelo japonês Takeshi Miike em 1999, o filme inspirou Eli Roth a fazer O Albergue.

6 – Laranja Mecânica (A Clockwork Orange): Dispensa apresentações. Kubrick, Malcolm McDowell pré-Calígula, ultra-violência, repressão, lavagem cerebral e Beethoven. Ingredientes para um clássico.

5 – Aniversário Macabro (Last House on the Left): O filme de estréia de Wes Craven (que décadas mais tarde assinaria a medíocre série Pânico). Lançado em 1972, Aniversário Macabro antecipou longas como O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Quadrilha de Sádicos, realizado pelo próprio Craven em 1977.

4 – Henry – Retrato de um Assassino (Henry – Portrait of a Serial Killer): John MacNaughton (Garotas Selvagens) dirigiu em 1986 este filme que traz um assustador Michael Rooker como o psicopata do título, inspirado no matador real Henry Lee Lucas. A cena de estupro, rodada de forma fria e em estilo semi-documental, é chocante.

3 – Salò ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 gionate di Sodoma): Polêmico, censurado, banido e clássico, como Laranja Mecânica. Na trama, um grupo de fascistas submete jovens a 120 dias de torturas inimagináveis. O filme de Pier Paolo Pasolini é difícil de encarar, principalmente na famosa cena da coprofagia.

2 – Irreversível (Irreversible): A idéia do diretor franco-argentino Gaspar Noé era incomodar e ele consegue isso a partir do 1° segundo de projeção, com os créditos subindo ao contrário na tela. Começa então um festival de violência cujo ápice, no meio da película, é um estupro em tempo real e com a câmera fixa, que transforma o espectador em testemunha impotente (ou em um sádico voyeur). Cruel, mas extremamente bem dirigido.

1 – Eraserhead: Début de David Lynch que levou 5 anos para ser feito, sendo lançado em 1977. Mostra o cotidiano deprimente de um homem em um mundo desolador. Neste cenário, o protagonista se torna pai de uma criança mutante. Bizarro e cultuado como os demais trabalhos de Lynch (à exceção de História Real, feito para a Disney).

Resumo da ópera: Não acho Eraserhead o filme “mais perturbador da história” e incluiria outros na lista, como Canibal Holocausto, Pink Flamingos e os curtas Begotten e Aftermath. Algum da francesa Catherine Breillat também poderia entrar na lista, como Romance e Anatomia do Inferno. E há ainda Sweet Movie, uma alegoria sobre comunismo, capitalismo e anarquia que traz uma cena de “jantar” que inclui fluidos corpóreos…não deve nada aos coprófagos de Salò.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
10/11/2007 - 13:45

O estranho mundo de José Mojica Marins

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Após a exibição especial dos clássicos À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1966) na Mostra de Cinema de SP, eis que José Mojica Marins ganha uma nova homenagem em comemoração aos seus 50 anos de carreira.

Começa neste sábado, dia 10, em São Paulo, a maior retrospectiva já feita da obra do criador do Zé do Caixão. O evento, que ocorrerá até o dia 25 no Centro Cultural Banco do Brasil e na Cinemateca Brasileira, pretende mostrar que Mojica não é “apenas” o pai do cinema de terror brazuca, e traz em sua programação longas de vários gêneros – do faroeste A Sina do Aventureiro (1957) a pornochanchadas como A Mulher que Põe a Pomba no Ar (1977).

Afinal, para quem não sabe, Mojica foi também – durante um período de vacas magras em que realizou filmes pornôs na década de 1980 – o 1° a dirigir uma cena de bestialismo no Brasil. Em 24 Horas de Sexo Explícito (1985) há uma “transa” entre a atriz Vânia Bournier e um pastor alemão.

No total, são 40 filmes entre longas, médias e curta-metragens raros dirigidos pelo cineasta, documentários sobre sua vida – como Maldito: O Estranho Mundo de José Mojica Marins (2001), premiado em Sundance – e películas que trazem Mojica como ator.

Uma das principais atrações da retrospectiva é a exibição de A Praga, média-metragem iniciado por Mojica em 1980 e só finalizado neste ano pelo diretor e editor Eugênio Puppo. “Foi a 1ª vez na vida em que me arrepiei vendo um filme meu”, disse Mojica ao conferir a obra completa. A Praga terá sessões gratuitas nos dias 10 (às 19h), no CCBB; 17 (meia-noite), na Cinemateca; e 18 (às 19h), no CCBB, com direito a um debate com o próprio Mojica.

Por fim, ainda está programada outra palestra do cineasta no dia 11, às 17h30, na Cinemateca, que também sedia uma exposição fotográfica sobre os 50 anos de carreira de Mojica. Ah, e será lançado um livro-catálogo da mostra que trará textos assinados por gente como Carlos Reichenbach, Carlos Primati e Inácio Araújo, entre outros.

Confira a programação completa no site da Cinemateca.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema, eventos Tags: , , , , , , ,
07/11/2007 - 10:12

Filme mais divertido do ano estréia sexta-feira

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Uma ótima notícia após a ressaca de feriadão-Halloween-título de pentacampeão brasileiro (no meu caso). O filme mais hilário de 2007, Planeta Terror de Robert Rodriguez, chega aos cinemas neste final de semana.

A assessoria da Europa Filmes disse que a estréia está “confirmadíssima” e a distribuidora até colocou no ar um hotsite bem bacana.

E nem dá para lamentar a não exibição no formato Grindhouse (Planeta Terror+trailers falsos+À Prova de Morte de Quentin Tarantino). Isso porque a homenagem de Rodriguez aos filmes de zumbis é, na minha modesta opinião, muito melhor que o road movie-slasher do diretor de Pulp Fiction.

Planeta Terror é mais redondo, faz melhor uso da “estética tosca” proposta pelos cineastas em Grindhouse e possui personagens mais carismáticos – Rose McGowan com uma metralhadora no lugar de uma das pernas…’nuff said!

Além disso, a exibição das 2 partes de Grindhouse em separado permite que os brasileiros confiram cenas não exibidas nos cinemas americanos. A edição internacional de Planeta Terror tem 10 minutos a mais que a ianque. Já a cópia nacional de À Prova de Morte é quase meia hora – 24 minutos – mais longa.

Há versões do longa de Tarantino sem a já antológica lap dance que Vanessa Ferlito (acima) faz para Kurt Russell ao som de “Down in Mexico” dos Coasters. Os brasileiros terão o prazer – e que prazer! – de assistir ao espetáculo proporcionado por Vanessa. Pena que À Prova de Morte só deve estrear por aqui em março de 2008. Mas a tal cena da “dança no colo” você pode conferir abaixo.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , , , , , , ,
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