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Arquivo de julho, 2007

31/07/2007 - 09:10

A semana mal começou…

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…e outro nome fundamental da Sétima Arte se vai – ontem faleceu o sueco Ingmar Bergman. O ilustre finado desta terça-feira é o italiano Michelangelo Antonioni, que assinou obras singulares como O Passageiro – Profissão: Repórter (1975) e Blow-Up: Depois Daquele Beijo (1966).

Antonioni tinha 94 anos e sofria com as seqüelas de um derrame. Seu último filme foi um dos segmentos de Eros (2004), que também contém tramas dirigidas por Steven Soderbergh e Wong Kar Wai.

Se a bruxa continuar à solta, Manoel de Oliveira – que completará 100 anos em 2008 – deve ser o próximo…

Enfim, já que só diretores bons estão morrendo, gente como Paul W.S. Anderson (Aliens vs. Predador) e Moacyr Góes (cuja filmografia inclui Maria, Mãe do Filho de Deus e uma porrada de filmes da Xuxa) pode dormir sossegada.

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , , , , ,
30/07/2007 - 15:12

Clash of the Titans

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O grande cineasta Ingmar Bergman, autor de clássicos como Morangos Silvestres (1957) e Fanny e Alexander (1982), morreu nesta segunda-feira (30), em Faro, Suécia, aos 89 anos.

O Toscorama aproveita para homenagear o mestre, mas como aqui é lugar de tosqueiras, o tributo chega na forma de um vídeo do YouTube que mescla “Rock the Casbah” do Clash com cenas de O Sétimo Selo (1956) – aquele filme em que um cavaleiro das Cruzadas (Max Von Sydow, o padre Merrin de O Exorcista) disputa uma partida de xadrez com a Morte (Bengt Ekerot).

Confira…

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema, Música Tags: , ,
26/07/2007 - 23:19

Mondo Trasho

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Olá, meus caros amantes da podreira. Neste novo espaço você poderá encontrar notícias, curiosidades e dicas a respeito de toda e qualquer coisa relacionada à cultura tosca e trash.

E como pequena amostra do que vem por aí, este primeiro post é sobre o rei do cinema trash, John Waters.

Mondo Trasho é o nome de uma das primeiras películas do cineasta, lançada em 1969. Desde aquela época Waters vem explorando em suas obras o lado podre da sociedade norte-americana, usando como cenário de quase todos seus filmes sua cidade natal, Baltimore.

Humor escrachado, péssimas atuações, escatologia e uma paixão por figurinos e cenários cafonas são suas marcas registradas. Mas com o passar do tempo, Waters, hoje uma “tia sessentona”, começou a pegar um pouco mais leve – se bem que seu último longa,Clube dos Pervertidos, de 2004, foi retalhado pela Motion Picture Association of America e, ainda assim, foi lançado com o certificado “NC-17″, proibido para menores de 18 anos.

Mas Waters e seus filmes são reverenciados, ao ponto de Hairspray, de 1988, ter virado um musical da Broadway, que deu origem a uma refilmagem estrelada por John Travolta.

Entretanto, nem sempre foi assim. Por muito tempo Waters foi considerado o “papa do cinema-nojo” devido a obras como o cultuado Pink Flamingos – 1972, que de vez em quando passa no canal de TV por assinatura Cinemax.

Nesta que é sua obra-prima, Waters brinda o público com imagens “agradáveis” como a de uma mulher sendo penetrada com uma seringa.

Mas a seqüência emblemática de “Pink Flamingos” é aquela em que o travesti Divine – musa inspiradora de Waters, morta em 1988 – come excremento de cachorro. Pois é esta cena singela que inaugura o Toscorama. Assista, se tiver estômago…

Autor: Daniel - Categoria(s): Cinema Tags: , , ,
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