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	<title>Toques de Alma &#187; Fifties</title>
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	<description>Espiritualidade e viver bem, por Adília Belotti</description>
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		<title>Gavetas&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 16:47:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adília Belotti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Toques de alma]]></category>
		<category><![CDATA[Em Casa]]></category>
		<category><![CDATA[Fifties]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogs são assim feito gavetas. Gavetas da alma, caixas, onde a gente guarda coisas,  preciosas ou fúteis, mas que não se quer perder ou que faz algum sentido jogar para o lado do futuro.
Alguns são bagunçados e coloridos, como as gavetas dos adolescentes, outros formais, impecáveis, feito gavetas de revistas de decoração, uns outros tantos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Blogs são assim feito gavetas. Gavetas da alma, caixas, onde a gente guarda coisas,  preciosas ou fúteis, mas que não se quer perder ou que faz algum sentido jogar para o lado do futuro.</p>
<p>Alguns são bagunçados e coloridos, como as gavetas dos adolescentes, outros formais, impecáveis, feito gavetas de revistas de decoração, uns outros tantos são gavetões, pesados de saberes, outros, ainda, pueris como as gavetas das meninas. É fácil de se encontrar em uns, enquanto em outros a alma se escarafuncha e afinal desiste, cansada de buscar.</p>
<p>Todos, no entanto, são gavetas escancaradas ao olhar curioso de quem passa.</p>
<p>Nesse blog-gaveta estão (des)arrumadas as reflexões e idéias que fui catando durante esses seis anos de caminhada e que foi uma alegria compartilhar com vocês. Essa gaveta, abarrotada, continua aberta. Há que se abrirem outras&#8230;</p>
<p>Partir e voltar são apenas dois momentos do mesmo sentimento irresistível e urgente de mudança. Não é à toa que nossa espécie às vezes é tão confusa!</p>
<p>Não é mudança de rumo, nem de caminho, a estrada é sempre a mesma, a gente é que se perde, dá voltas, guinadas, nós&#8230;e, em algum momento, percebe que foi longe, e está na hora de voltar&#8230;</p>
<p>Ou, como dizem os sábios chineses:</p>
<p><em>Primeiro havia a montanha<br />
Depois não havia a montanha<br />
E, afinal, havia apenas a montanha, assim como ela existia desde o início. Era óbvio, você é que não via!</em></p>
<p>E foi pensando nas gavetas da alma e nas montanhas que surgem e desaparecem no horizonte, conforme as curvas da estrada e o cansaço do viajante, que resolvi adormecer esse blog sem tristezas e me despedir com poesia.</p>
<p>Escolhi essa, de uma mulher que canta o mar feito marinheiro e tem alma de pirata, Sophia de Melo Breyner:</p>
<p><em>“Sou o único homem a bordo do meu barco<br />
Os outros são monstros que não falam,<br />
Tigres e ursos que amarrei aos remos,<br />
E o meu desprezo reina sobre o mar.</em></p>
<p><em>Gosto de uivar no vento como os mastros<br />
E de me abrir na brisa com as velas,<br />
E há momentos que são quase esquecimento<br />
Numa doçura imensa de regresso.</em></p>
<p><em>A minha pátria é onde o vento passa,<br />
A minha amada é onde os roseirais dão flor,<br />
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,<br />
E nunca acordo desse sonho e nunca durmo.”</em></p>
<p>Vamos nos encontrar por aí&#8230;</p>
<p>Anotem os endereços dos novos experimentos:</p>
<p><strong><a title="Em Casa" href="http://colunistas.ig.com.br/emcasa/" target="_self">Em Casa, um blog sobre a arte de ficar no seu canto</a></strong></p>
<p><a title="Fifties" href="http://fifties.wordpress.com/" target="_self"><strong>Fifties, mulheres apaixonadas pela vida</strong></a></p>
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