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	<title>Toques de Alma &#187; Felicidade</title>
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	<description>Espiritualidade e viver bem, por Adília Belotti</description>
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		<title>Felicidade X suicídio</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 17:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adília Belotti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-viver]]></category>
		<category><![CDATA[Família 360o]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[suicídio]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisas&#8230;meu sogro costumava dizer que se alguém conseguisse cruzar todas as pesquisas que saem nos jornais descobriria que o mundo está muito longe de fazer algum sentido!
Minha amiga, Lélia me manda uma notícia: o número de suicídios aumentou 60% nos últimos 45 anos! A informação vem de uma pesquisa divulgada essa semana pela Organização Mundial de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisas&#8230;meu sogro costumava dizer que se alguém conseguisse cruzar todas as pesquisas que saem nos jornais descobriria que o mundo está muito longe de fazer algum sentido!</p>
<p>Minha amiga, Lélia me manda uma notícia: o número de suicídios aumentou 60% nos últimos 45 anos! A informação vem de uma pesquisa divulgada essa semana pela Organização Mundial de Saúde, como parte de uma campanha de conscientização lançada no Dia Mundial de Prevenção do Súicídio, 10 de setembro.</p>
<p>A cada dia, informa a OMS, cerca de 3 mil pessoas se suicidam no mundo. Para cada suicídio, no entanto, contam-se algo como 20 tentativas frustradas. O objetivo da campanha da OMS é justamente sinalizar a necessidade de políticas de saúde pública que incluam o acompanhamento de pessoas que tentaram se matar logo na primeira vez. Fingir que não aconteceu nada e varrer o problema para debaixo do tapete é, sem dúvida, a pior opção, alertam os autores do estudo.</p>
<p>O suicídio é a terceira causa de morte entre pessoas de 25 e 44 anos e, em  90% dos casos, está relacionado a problemas mentais. Questões familiares e crises sócioeconômicas também podem ter aí um certo papel, mas o fato é que a maioria das pessoas que resolvem tirar a própria vida, faz isso sem uma razão externa aparente, ou seja, as estatísticas não dizem que em zonas de guerra as pessoas se suicidam mais, por exemplo. Nem tampouco informam que nas favelas do mundo a taxa de suicídios é maior. Nada disso, o aumento do número de suicídios aparentemente tem a ver com países desenvolvidos ou em desenvolvimento e afeta cada vez mais os jovens. </p>
<p>E como a gente junta isso com a pesquisa da semana passada, da <em>World Value Survey Organization,</em> que concluía que as pessoas andavam mais felizes?</p>
<p>Meu sogro diria: &#8220;cuidado, ler pesquisas não é coisa tão simples&#8221;, e ele teria razão&#8230;</p>
<p>Porque veja só. O estudo da WVS foi feito com foco nos países, tentando relacionar felicidade da população e nível sócio-econômico. O estudo da OMS, ao contrário, olha para as pessoas e para suas razões individuais.</p>
<p>Isso nos deixa com algumas perguntas penduradas: será que esse aumento do número de suicídios não estaria ocorrendo justamente nos países nos quais as pessoas se disseram menos felizes? E isso teria algo a ver com aquele tal &#8220;tédio de consumo&#8221; sobre o qual falavam os autores do estudo da WVS? Por que os jovens? Lembram que no outro estudo os especialistas relacionavam oportunidades pessoais, capacidade de realizar alguns sonhos e o senso de pertencer a uma família, a um grupo, como sendo das coisas importantes para se medir a felicidade? Será que os jovens estariam perdendo esse vínculo com suas comunidades? Seria esse um fenômeno geral ou ele estaria relacionado, por exemplo, às grandes cidades, aos países mais desenvolvidos&#8230;será que essas coisas todas estão relacionadas: tédio, jovens, perda de vínculos, falta de horizontes, suicídio?</p>
<p>Pesquisas, para mim, elas trazem mais perguntas do que respostas, meu sogro diria: &#8220;é para isso que elas servem&#8221;, e ele teria razão&#8230;</p>
<p> </p>
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		<title>Acredite, o mundo anda mais feliz!</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 14:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adília Belotti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Toques de alma]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-viver]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é, apesar do salário baixo, da corrupção dos políticos, dos desmandos da economia, apesar das guerras, dos relatos de crianças que são maltratadas, apesar até das manchetes dos jornais e das imagens aterrorizantes da TV, as pessoas no planeta estão encontrando boas razões para afimar: sim, eu sou feliz!
A conclusão é de uma pesquisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, apesar do salário baixo, da corrupção dos políticos, dos desmandos da economia, apesar das guerras, dos relatos de crianças que são maltratadas, apesar até das manchetes dos jornais e das imagens aterrorizantes da TV, as pessoas no planeta estão encontrando boas razões para afimar: <em>sim, eu sou feliz</em>!</p>
<p>A conclusão é de uma pesquisa realizada pela <em>World Value Survey Organization</em>, uma ong dedicado ao estudo das mudanças sócio-culturais e políticas do mundo.</p>
<p>De tempos em tempos essa organização promove estudos sobre o comportamento das criaturas do planeta. No estudo divulgado este ano,  foram questionadas 1400 pessoas em 52 países. A compilação de resultados dos últimos 25 anos, publicada na revista <em>New Scientist</em> e reproduzida nos principais jornais revela: os índices de felicidade aumentaram em nada menos do que 45 países!</p>
<p>A análise dos resultados revela que o crescimento econômico aumenta os níveis de felicidade, sim. Mas antes que você saia por aí dizendo que o dinheiro compra a felicidade afinal, os pesquisadores do WVS alertam: &#8220;o desempenho econômico afeta a felicidade apenas (APENAS, vejam bem!) nos países nos quais a renda per capita anual não ultrapassa os $12 mil dólares.</p>
<p>Explicando, uma vez que você tenha atingido níveis considerados mínimos de sobrevivência, o dinheiro deixa de ser um fator de felicidade. Ou seja, nos países ricos, as pessoas não se sentem mais felizes, nem mesmo com a conta bancária recheada, nem mesmo pilotando um iate, nem mesmo enchendo prateleiras e prateleiras do armário com sapatos de Manolo Blahnik!</p>
<p>A equação da felicidade é bem complicada avaliam os cientistas envolvidos na pesquisa. &#8220;O que o progresso democrático e os melhores desempenhos econômicos têm em comum é a sensação de liberdade pessoal que eles garantem&#8221;, afirma, Robert Foa, da <em>Harvard University</em>, co-autor do estudo. Assim, as pessoas da Europa Oriental se sentem muito mais felizes hoje do que há 25 anos atrás, apesar da situação econômica dos países onde vivem ter até piorado desde a transição do comunismo para o capitalismo.</p>
<p>Existem as exceções, evidente, o povo de Belarus, apesar da falta de abertura política se considera feliz e os chineses, apesar do crescimento econômico andam mais tristes. A Índia também vai assim, assim, em matéria de felicidade&#8230;os pesquisadores falam até de uma espécie de  &#8220;epidemia&#8221; de tédio que ameaçaria os paises assim que eles alcançam níveis exagerados de consumo!</p>
<p>Na onda da felicidade, uma surpresa: os paises latino-americanos sempre se saem bem nas pesquisas. Não somos os mais ricos, mas o México, por exemplo, é um campeão de felicidade! A razão? A valorização dos laços familiares e o orgulho que têm do seu país. Essa felicidade só aumentou nos últimos anos com maiores oportunidades de trabalho e de expressão, proteção aos direitos das mulheres e das crianças, mais tempo para o lazer&#8230;</p>
<p>E a última boa noticia sobre a felicidade planetária: as pesquisas comprovam que um gatilho importante das emoções negativas é o individualismo. O que ajuda a explicar porquê alguns países ocidentais têm níveis tão baixos de felicidade. Nações da Ásia e da América Latina seriam menos suscetíveis aos sentimentos negativos porque, em geral, as pessoas consideram que as necessidades coletivas são mais importantes do que as razões individuais.</p>
<p><a href="http://www.worldvaluessurvey.org/" target="_blank">Você pode navegar e conferir os dados da pesquisa da <em>World Value Survey Organization</em> no site.</a></p>
<p>Agora, cá para nós, se você fosse um dos entrevistados da pesquisa o que responderia? Você é feliz? Vale a pena tentar responder porque talvez nenhuma outra pergunta seja tão importante!</p>
<p> </p>
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