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06/02/2009 - 18:59

Em busca da Índia

The daily market in Mysore (Karnataka state, India) is full of colours. Marco Bellucci

Minha professora de yoga favorita, a Renata Mendes, está viajando pela Índia e escrevendo um blog para seus alunos e ex-alunos, como eu, acompanharem e se inspirarem no seu jeito sereno de ver o mundo.

Evidente que a viagem não tem nada a ver com a novela da Gloria Perez, mas, como todo mundo anda se perguntando quanto de fantasia e quanto de verdade sobre a Índia a novela dá conta de mostrar para nós, achei que o blog da Re podia dar uma visão diferente, fresca dessa terra colorida, rica e extraordináriamente complexa…

O blog já começa explicando o que significa a saudação “namastê”:

“Namastê é o cumprimento que as pessoas fazem para dar oi, tchau, bom dia, boa noite e até mesmo passando pela rua sem se conhecer. Essa palavrinha significa que o divino que está dentro de mim sauda o divino que está dentro de você. Isto é, honrar com humildade a presença da outra pessoa.”

Se quiser fazer uma visitinha, clique aqui

A foto que você vê é do Flickr de Marco Bellucci, intitulada United Colors of India e mostra as cores fortes e luminosas do mercado de Mysore, no estado de Karnataka

Na minha busca da Índia possível vista daqui do Brasil, encontrei estas fotos de Steve McCurry, o fotógrafo extraordinário autor daquela foto da moça com olhos verdes que foi capa da National Geoghaphic, você lembra? As fotos estão reunidas numa apresentação de slides, também chamada As cores da Índia. Não trazem legendas, nem precisam, contam histórias que a gente vai adivinhando, construindo…

Se quiser navegar por mais fotos deslumbrantes, visite o site de Steve McCurry

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): destinos Tags: , ,
02/02/2009 - 13:36

A verdadeira rainha da salsa

Sempre tem aqueles dias em que você precisa de uma ajudinha para achar que vale a pena viver num país livre e não precisar se esconder atrás de burkas, véus, mantos, só com os olhinhos de fora, se tanto… Momentos que pegam a gente em geral logo de manhã, ao olhar para o espelho e nos deixam com a sensação incômoda de que tem algo de muito errado no curso natural das coisas, da infância para a velhice…não daria para inverter? “Você ia odiar isso”, diria, sábio, o Benjamin Button/Brad Pitt lá da sua tela de cinema…

Pois foi justamente num dia desses que chegou no meu outlook o vídeo de Paddy e Nico, dançando uma salsa mirabolante, molenga, daquelas onde todas as fantasias que a gente nutre secretamente em relação à Cuba parecem se encaixar, à perfeição.

E chegou com a recomendação da Lélia: “Adília, preste atenção!” Prestei…
Nico é um homem bonito, alto, jovem, com aquele porte altivo dos dançarinos. Paddy, sua parceira de piruetas, é uma mulher linda, esguia, graciosa, sedutora…de 80 anos de idade!!!!

Dá um pouco de medo de assistir até o final do vídeo porque você tem a impressão de que a qualquer momento vai acontecer alguma coisa terrível e ela vai cair no chão, catatônica, irremediável…

Nada disso, Nico e Paddy são uma dupla de dançarinos de salsa que se apresenta regularmente em torneios e espetáculos, na Espanha.

Assista…você vai se sentir rejuvenescida, linda, perigosamente perto de fazer alguma coisa muito louca na vida e pronta para jogar o espelho fora da próxima vez que ele reclamar da sua aparência…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Bem-viver, Mulher, mulheres Tags: , ,
23/01/2009 - 12:09

Chegou no outlook: nuvens de palavras do discurso de Obama

O discurso do presidente Barack Obama transformado em nuvem de palavrasO discurso do presidente Barack Obama transformado em nuvem de palavras
Recebi hoje cedo um e-mail com essa tagcloud que você vê aí em cima, feita a partir da frequência das palavras usadas pelo novo presidente dos EUA, Barack Obama.
E me apaixonei de novo pelas palavras…e nem estou falando da mágica da palavra escrita ou falada. Mas da forma extraordinária como elas podem ser agrupadas de modo a compor verdadeiras paisagens! Que me desculpem os poetas, mas a web também faz poesia concreta…
Graças a um gerador de tagclouds, desenvolvido pela empresa americana, Wordle.net, as palavras do discurso do presidente americano ganham novas possíveis interpretações, relacionam-se entre si não apenas na linearidade da fala, mas na complexidade da alma. Expressam os meandros das idéias, emoções e sentimentos, sinalizam os desvios, as ênfases, tornam legíveis as marcas do tempo e das circunstâncias, revelam até mesmo os lapsos e desvios inconscientes que a fala tão lindamente articulada de Barach Obama pode eventualmente esconder.
A análise das clouds, feita pelos jornalistas e blogueiros nos últimos dias, revela um discurso onde os aspectos propriamente políticos cedem lugar a um chamamento, dirigido a todos e a cada um. E um estranhamento: duas palavras que a gente acostumou a associar com Obama, “mudança” e “esperança”, não foram muito utilizadas.
As palavras mais empregadas no discurso presidencial foram:
 
New (novo)
People (povo)
Every (cada)
America (América)
Less (menos)
Today (hoje)
Spirit (espírito)
Generation (geração)
Para mim, elas revelam alguém com um olhar no futuro, os pés bem fincados no chão e capaz de incluir todos e cada um neste seu abraço inicial. Você o que acha?
Crédito da foto: Wordle.net
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Estilo ecológico, Inspiração Tags: ,
20/01/2009 - 07:00

Qual é o seu estilo?

 

Livro Questão de Estilo, Carrie McCarthy e Danielle La PorteResenha livro Questão de Estilo

Se é verdade que cada um de nós tem um estilo único, inconfundível, um jeito só seu de estar no mundo, também é verdade que não é nada fácil reconhecer-se com tamanha intimidade.

O privilégio da vida é ser quem você é, disse Joseph Campbell. Mas quem é esse eu que olha para mim no espelho? O que ele diz de mim, das escolhas que eu fiz, da vida que levo, dos meus sonhos…

Duas amigas, consultoras de estilo e de comunicação, resolveram dar forma a uma espécie de Manual de Estilo. Um guia passo a passo para criar uma “declaração de estilo” que fale com clareza de você, do seu projeto de vida e expresse exatamente quem você é em tudo que faz.

O livro, Questão de Estilo, é resultado de muita pesquisa das autoras, Carrie McCarthy e Danielle LaPorte. Um farta exploração de idéias sobre as inúmeras maneiras que usamos para enxergar o mundo. Como você se relaciona com seu lar e suas coisas? E com a moda e a sensualidade? O que inspira você e o que motiva você a aprender? Que idéias você usa para pensar em dinheiro, em trabalho? Amigos, romance, família, colegas, que recursos você usa para se comunicar? E que idéias, imagens, conceitos provocam sua criatividade? Como você usa seu corpo? E o que faz você se sentir bem como um gato? A Natureza chega como até você? O que faz você se acalmar? E como você definiria descanso e relaxamento?

Não existem respostas certas, evidente, mas a cada página surgem provocações, palavras-chaves que fazem a gente tomar consciência das coisas em nós que ficam escondidas na correria e na afobação do cotidiano.

Um livro interessantíssimo para começar o ano!

O site das duas é inspirador, cheio de dicas para quem invariavelmente se perde nos estilos e nos provadores das lojas…mas é em inglês!

E antes que você se aborreça comigo por isso, o livro está traduzido para o português, Questão de Estilo, da Larousse.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Bem-viver Tags: ,
30/12/2008 - 09:20

Feliz ano-novo!

Meu amigo de muitos anos-novos e estudioso apaixonado por folclore, Helio Moreira da Silva, envia um presente para este blog. Uma aula completinha para você saber o que está por trás dos rituais e tradições que trazem felicidade e sorte no ano-novo! Aproveite!

“Mais um fim de um ciclo e início de outro. Um ano que alguém ousou fracionar em doze suaves prestações. Como se isso fosse possível. No último dia do ano é sempre cheio de promessas. Algumas levadas a sério, outras tantas esquecidas. Neste dia 31não há quem não queira predizer ou adivinhar o imediato futuro, tendo como base a realidade atual. Com aquilo que conhecemos como sorte, essa força invencível a que se atribuem o rumo e os diversos acontecimentos da vida; do destino, do fado, da estrela que necessariamente tem de ser.  

E os mais diversos rituais alimentam os nossos sonhos e dão vida às celebrações. Mas são tantos detalhes que a gente acaba se confundindo, sem saber direito para que serve cada um deles. Vale tudo para aproveitar a oportunidade de encher o coração de esperança e começar tudo de novo, mas para que a meia-noite não vire uma corrida de obstáculos é sempre bom saber um pouco mais sobre esses costumes.

 As celebrações e as profecias do Ano-Novo estão entre as mais antigas e universalmente celebradas festas da humanidade. Para nós, tudo isso começa em 6 de dezembro e encerra no dia 6 de janeiro com as Festas de Reis, quando obrigatoriamente deve-se desmontar a Árvore de Natal, o presépio, as guirlandas e as luminárias, estas últimas recentemente incorporadas aos nossos festejos. É necessário lembrar que a pessoa – ou as pessoas – que monta tanto a Árvore de Natal, o presépio e outros apetrechos deve fazê-la por sete anos seguidos, como reza a tradição. 

O porquê da data?
Em tempos idos comemorava-se o dia de nascimento do menino Deus em 5 ou 6 de janeiro, na Epifânia de Dionisos OUA como a data do seu aparecimento. Somente no século IV é que começaram as celebrações em 25 de dezembro, a qual era comemorada a antiga festa pagã do Sol, a qual passou a ser reinterpretada pelos cristãos, que até então tinham o costume de festejar apenas o aniversário da morte e da ressurreição de Cristo, isso porque devido à dificuldade em situar a data do seu nascimento. O Dia de Natal, por muito tempo, era determinado pelos estudos de Hipólito (nascido em Roma 170?–235, teólogo, defendia a doutrina e a disciplina da Igreja, depois foi um antipapa e por fim ordenado como santo) gravados em estátua da biblioteca de São João de Latrão, em Roma, como sendo em 2 de janeiro, ou então, em 2 de abril de 5.532. Depois, o mesmo Hipólito, em comentário sobre Daniel (“Aquele que é julgado por Deus”, profeta do Antigo Testamento, sua via e profecia estão incluídas na Bíblia, no Livro de Daniel.) corrigiu, determinando que o nascimento do Menino Deus se desse em 25 de dezembro de 5.500, depois de Adão e Eva. 

Para os cristãos orientais o nascimento de Jesus Cristo se deu em 5 ou 6 de janeiro, na Epifânia de Dionisos, isso por influência da antiga crença, devido às bodas Caná (pequena vila da Galileia, segundo Evangelho de São João, era o local de residência de Natanael) quando aconteceu o milagre da transformação da água em vinho e Jesus Cristo passou a ocupar o lugar de Dionisos. Ressalte-se que o milagre da água-e-vinho procede do culto do deus grego e, também, de outros deuses pagãos.

 A essência da festa do Ano-Novo é sempre a renovação da vida, o que, em muitas culturas, inclui também a repetição simbólica do momento da criação do mundo. No Brasil, a festa até os anos 30, era restrita às residências. Foi a partir desta época que o umbandista Tancredo da Silva Pinto (Tata de Inkice – grau máximo na Umbanda –, escritor, músico e compositor – co-autor com Moreira da Silva, do estilo de samba-de-breque, nascido em 10/8/1905; falecido em 1/9/1979, no Município de Cantagalo, então Estado do Rio.) levou para o Rio de Janeiro o culto da divindade banto Kalunga, da Umbanda, Kimbanda e do Omolokô sincretizado em nosso o país com as oferendas à Yemanjá (Orixá dos rios e águas doces; divindade do rio Ogun, em Abeokutá, Nigéria, África – não confundir com o orixá Ogun. Também, muito conhecida como Mãe dos Orixás, Mãe-D´Água  e Rainha do Mar, esta devido à combinação da onomatopéia com morfema nominal ou verbal da língua portuguesa: Yemanjá = mar.) e essa com a divindade Olukun (de Ilé Ifé, Nigéria) ou Okunjimum, ambas do culto jeje-nagôs.

A festividade de Yemanjá sendo uma das mais antigas é cultuada em 2 de fevereiro, no Rio Vermelho, em Salvador, Bahia, a qual termina nas águas do mar com a entrega das oferendas. Foi desta obrigação religiosa que Tancredo levou para o Rio de Janeiro nos anos 30. A princípio na mesma data, mas logo a transferiu para 31 de dezembro, pois em fevereiro acontecia, às vezes, com a proximidade do carnaval carioca. Além disso, os terreiros de Umbanda ficaram pequenos para acolher seus religiosos. Sem falar na dificuldade de conduzir às oferendas até o mar.

Inicialmente as festividades da Rainha do Mar no Rio de Janeiro foram realizadas na Praia de Ramos ou no Caju, porque na Glória ficara proibida pela Delegacia de Costumes, em que a primeira providência para acabar com os macumbeiros era “prender” os engomas (atabaques), com o devido registro policial (o conhecido BO) de insurgência a ordem.

Com a expansão de Copacabana aos poucos os umbandistas começaram a realizar os cultos à Yemanjá os cultos nas praias ainda desertas da Zona Sul. E pela necessidade geral de começar um ano melhor e ao mesmo tempo jogar nas águas profundas as mazelas do ano que terminava os religiosos foram, ano a ano, aumentando a aceitação pelos cariocas que se deslocavam dos subúrbios para fazer suas homenagens a Mãe dos Orixás.

A festa cresceu tanto, que entre coisas, obrigou as empresas de ônibus aumentarem o número de veículos para atender a demanda. A mídia logo acordou e entendeu ao fenômeno social e com o Turismo a festa passou a ser uma data comemorativa, atraindo não só brasileiros de outros estados como também turistas do mundo inteiro. Hoje, a Festa de Yemanjá é transmitida para diversos países. Odoyá ou Odô-fé-iabá!

Hélio Moreira da Silva é jornalista, ex-diretor do Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima, de São Paulo e da Associação Brasileira de Folclore, também é membro da Comissão de Folclore de São Paulo. 

E seguem mais “bons conselhos” para atrair boas energias no ano que começa!

Fogos e barulho. Em alguns países o Ano-Novo começa entre fogos de artifício, buzinadas, apitos e gritos de alegria. Ou seja, toda sorte de barulho para que ninguém passe dormindo. A tradição é antiqüíssima e, dizem, serve para espantar os maus espíritos.

Roupa nova. Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o espírito de renovação do Ano-Novo. O costume é muito conhecido pelo mundo afora aparecendo em várias versões, como trocar os lençóis da cama, usar uma roupa de baixo nova ou romper o ano com o corpo limpo, isto é, de banho tomado.  Banhos de sal grosso ou perfumados com sete ervas são variações dessa nossa necessidade de limpeza e purificação antes do novo ciclo começar.

A vigília da virada. Ninguém deve dormir antes da meia-noite. Para os povos primitivos, os seres humanos precisavam ajudar o ano a romper permanecendo acordados e vigilantes. O hábito de deixar as luzes das casas acesas e as janelas abertas vem daí.  Além disso, a tradição diz que quem conservar os olhos abertos até o Ano-Novo despontar verá o dia nascer no ano seguinte.

Boas saídas, boas entradas. Cuidado, o que você fizer no Ano-Novo continuará a fazer o ano todo. O costume veio da Europa. Ovídio, um poeta que viveu no primeiro século da era cristã diz: “Convém ao dia bom, palavras boas”, referindo-se ao Ano-Novo. Assim, quem começar o ano viajando, viaja o ano inteiro, quem começa o ano chorando, vai chorar o ano inteiro. Daí dizer-se que é bom subir em uma cadeira, para dar impulso à vida, começar o ano com o pé direito, para atrair a sorte e comer doces na ceia, para garantir sabor e doçura o ano inteiro. E nada de roupas apertadas, para não passar apertos no futuro.

Cores. Maria Eugenia Sahagoff reserva um capítulo inteiro do seu livro Feliz Ano-Novo para as cores. Segundo ela, todo nosso corpo é afetado pela cor e pela luz e elas realçam estados emocionais e psicológicos. Através das cores “chega-se às profundezas da alma das pessoas”. Por isso essa escolha deve ser feita com cuidado no Ano-Novo.  A recomendação mais tradicional aqui no Brasil, lembrança de nossos ancestrais afro-brasileiros, é usar branco. Além de ser a cor de Yemanjá, a grande mãe e rainha do mar, o branco é o “símbolo da própria luz” e, como conseqüência, da sabedoria, da pureza e da verdade. A roupa branca – em qualquer gênero — é um símbolo utilizado em homenagem aos afro-descendentes, a qual lembra a importância das famosas baianas e os negros-de-ganho. O azul também é uma cor propícia para saudar o Ano-Novo. Porém, mais ligada ao consumismo. É a cor da paz, da tranqüilidade e das coisas espirituais. Outra alternativa para o final de ano é usar amarelo, a cor do sol, do ouro, um costume comercial que se confunde com a cor votiva do orixá Oxum, a divindade da riqueza, da fecundidade e da abundância.

Ceia. Comer bem, entre amigos alegres, faz parte das comemorações de Ano-Novo. A fartura na mesa ajuda a trazer abundância e sucesso no ano que começa. Diz à crença que tanto o mais velho, como o mais novo em numa ceia devem receber a primeira porção do alimento. Mas alguns alimentos não podem faltar. O leitão e o porco são as carnes favoritas segundo Maria Eugenia Sahagoff, porque o animal fuça para frente, “impelindo a vida também para adiante”.  As uvas também têm que estar presentes, avisa Helio Moreira e continua: “dependendo do lugar onde você estiver, o costume pedirá 3, 7 ou 12 bagos que serão comidos quando der a meia-noite no relógio.”Não se esquecer de fazer os pedidos. Uvas e vinho, aliás, são os símbolos mais universais de congraçamento e alegria. Para os gregos, o vinho foi um presente de Dionísio — ou Baco, dos romanos — o deus das vinhas, dos delírios, da orgia e da inspiração. Não existe festa sem sua presença. Para nós, os espumantes fazem parte da passagem do Ano-Novo, o seu barulho – ao abrir a garrafa – é o sinal que novo tempo está porvir e com ele tudo de bom.

Romã. No livro Feliz Ano-Novo, a romã aparece como um dos alimentos favoritos das festas de final de ano, devido à enorme quantidade de sementes, que simbolizariam fartura e prosperidade. A fruta também faz parte dos rituais do Ano-Novo não só dos judeus, que oram para que as bênçãos de Deus sejam tão numerosas quanto às sementes de romã. A romã é maça dos antigos romanos e sempre fizeram parte da mesa em qualquer comemoração.

Grãos. Tradicionalmente, lentilhas ou ervilhas são símbolos de morte e ressurreição. A semente, enterrada na terra, germina e se multiplica e, novamente, volta para a terra, para começar tudo de novo.

Dinheiro.  São muitas as simpatias para atrair dinheiro. Helio Moreira da Silva sugere uma que, pela antiguidade, deve ser eficiente. Colocar uma folha de louro embrulhadinha em uma nota de dinheiro, dentro da carteira. E guardá-la até o próximo reveillon. A nota antiga deve ser dada ao primeiro pobre que você encontrar. A folha velha você vai jogar na água corrente. Desde o tempo dos gregos e romanos o loureiro é a planta-símbolo da vitória, do sucesso e da imortalidade que a glória traz. Os grandes atletas romanos ganhavam coroas de louro, assim como os heróis e os grandes sábios. Era a planta de Apolo, o belo deus grego da sabedoria, inspirador dos oráculos e das profecias. Importante uso deste amuleto só diz respeito a quem o possui.

Primeiro dia do ano. O dia primeiro do ano é dedicado à confraternização. É o dia da fraternidade universal. Helio avisa: “Como se deve fazer no Dia de São Nunca (1o. de novembro) é hora de pagar as dívidas e devolver tudo que se pediu emprestado ao longo do ano. Esse é um costume europeu muito antigo, do tempo em que se emprestavam arados e foices e reflete a nossa necessidade de fazer um balanço da vida e de começar o ano com as contas acertadas, conosco e com os outros.”

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade Tags: , ,
20/12/2008 - 12:12

Os amigos e o Natal

Mais uma vez está chegando a hora de fazermos juntos a grande mágica de fechar um ciclo e abrir outro.

Mais uma vez nos é dada a chance de fazer um acerto de contas do ano que vai acabando, para entrarmos frescos e mais leves no ano que vai começar.

Antes disso, no entanto, muita festa, muitos encontros, muita alegria e, é claro…brindes!

Este ano, enquanto estivermos esperando a meia-noite do dia 24 para saudar o nascimento do Menino-Deus, queria muito levantar um brinde especial, um brinde aos amigos!
Rubem Alves, no prefácio da edição brasileira de um livro des estórias lindo de um pedagogo português chamado José Pacheco e com o título mais do que convidativo de “Quando eu for grande, quero ir à primavera“, diz:

“Fernando Pessoa escreveu a mais bela declaração de amor que existe: ‘Quando te vi amei-te muito antes. Tornei a achar-te quando te encontrei…’ Na minha fantasia imagino que ele a escreveu para uma mulher. Mas penso que coisa parecida poderia ter sido escrita para um homem. Porque há homens que escontramos e quase instantaneamente vem a surpresa do reconhecimento! Misteriosamente, já éramos amigos em tempos imemoriais, anteriores a esta vida. Antes que se diga qualquer palavra já existe a compreensão. Não é preciso explicar. Disso sabia o Riobaldo (personagem de Guimmarães Rosa): ‘O senhor mesmo sabe. E se sabe, me entende…’ Já tive esta experiência várias vezes. E aprendi que a amizade não acontece por meio de construções temporais sucessivas. A amizade irrompe repentinamente no tempo, como uma dádiva da eternidade. Tal como aconteceu com Jean-Christophe, o herói adolescente de Romain Rolland. Já conhecera muitas pessoas. Mas aquele encontro era diferente. Voltando para casa à noite, seu coração cantava: ‘Tenho um amigo, tenho um amigo…’”

Sim, amigos, daqueles que são verdadeiros companheiros de viagem. Que nos emprestam seu olhar para a gente se descobrir através deles, mergulhando neles…
Amigos com quem a gente possa conversar absolutamente nus. Desvestidos das nossas máscaras e das nossas funções.
Amigos com quem ficar em silêncio, ouvindo as estrelas ou o barulho do mar.
Amigos que compartilhem os brindes e não tenham pressa de ir embora.
Amigos que cozinhem juntos e ajudem a lavar a louça depois.
Amigos com quem possamos viajar para lugares distantes ou para dentro de nós mesmos, sempre com o mesmo entusiasmo.
Amigos que nos conheçam bem e gostem de nós por causa disso e apesar disso.
Amigos assim, que façam a gente se sentir melhor, um pouquinho melhor que pensamos que somos.
Amigos com quem possamos fazer o exercício do encontro e do desencontro, com a alma leve de quem sabe que nada realmente é importante. Apenas o amor é que conta, sempre!
Um brinde a vocês todos, amigos virtuais, tão longe e tão perto…e Feliz Natal!!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Bem-viver, Religião e espiritualidade Tags: , ,
19/12/2008 - 11:02

Tibet, imagens do coração do Himalaia

Claudia Proushan

Bons viajantes, desde sempre, são aqueles que vão e voltam para contar. Em outros tempos, esse “contar” reuniria membros da tribo ou da aldeia em volta da fogueira e as chamas encarnariam monstros marinhos, inimigos invencíveis, belezas jamais vistas, amores exóticos, riquezas extraordinárias, na fala do viajante os avessos do mundo se faziam realidade compartilhada com todos.

O planeta ficou menor, dizem, os viajantes voltam carregados de fotos, filmes, postam “em tempo real” nos blogs, a viagem adquire quase a carnatura do “vivido”.

Alguns viajantes, no entanto, trazem imagens de sonho…é o caso dessas, recolhidas por Cláudia Proushan, durante sua viagem para o Tibet.

O livro, para quem já conhecia, estava esgotado, mas ganhou uma reedição patrocinada pela Mitsubish. E uma exposição, em São Paulo.

Para se deliciar!
Onde: Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim
Av. Magalhães de Castro 12000
São Paulo
Quando: 20 de dezembro de 2008
Horário: das 11 às 14h

Tibet, coração do Himalaia, de Claudia Proushan

Claudia Proushan

Claudia Proushan

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade Tags: , ,
15/12/2008 - 13:22

Simplificando o Natal

Você conhece um conto de Mario de Andrade, chamado O Peru de Natal? Não, desta vez não vou recontá-lo aqui para você, por absoluta certeza de que jamais conseguiria reproduzir a irreverência refinada das frases, dos pontos, das pausas… Esta história você deve ler inteira, de preferência agora, nas vésperas do Natal.
Sim, porque você sabe, nosso Natal anda meio bambo, meio morno, assim sem paixão. Ao contrário do que prometem, as alegrias de consumo nos deixam mais ou menos anestesiados. E compramos mais do que podemos, gastamos, cá prá nós, muitas vezes sem razão nem necessidade. E lá se vai aquela mini-saia azul, comprada num impulso “irresistível”,  indo parar no colo assombrado da sobrinha tímida, que se cobre de moleton até no verão… Isso para não falar no Papai Noel e nas loucuras que conseguimos fazer com o cartão de crédito apenas para que nossos filhos tenham a ilusão de que a felicidade pode vir sim embrulhada num papel de presente. E não é à toa que eles nos olham sem entender quando, no dia seguinte, já fartos, resolvem abrir o boneco que fala para ver o que tem dentro e a gente quase enfarta: “como, você não dá valor para o dinheiro, menino?”. É isto mesmo, mais sábios talvez do que nós, eles sabem que brinquedo é para brincar e que esta história de brinquedo sinônimo de status é coisa destes adultos esquisitos!!!
Janeiro chega com jeito de ressaca e, à medida em que vão se amontoando as contas do cartão e dos crediários, a gente se pergunta, o que aconteceu que o Natal ficou estranho? Como foi que a grande celebração da generosidade virou a festa planetária do consumo?
E se a gente fizesse uma coisa diferente neste Natal? Algo louco, como diz o personagem do conto de Mário de Andrade? Tão louco que no final a gente pudesse se reconhecer na frase que encerra o conto:

“Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar para nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.”

 

Da minha parte, vou engrossar o coro dos valorosos defensores de um Natal mais simples, cujas fileiras, acredite, estão engrossando no mundo todo! Com a crise planetária, frugal é chic! Pensei em algumas idéias, você pode acrescentar outras e fazemos uma grande lista!

 

Dê presentes que façam sentido. Lembram que eu dizia que muita gente compra presentes não pelo prazer de dar, mas pelo prazer de comprar? Cá para nós, consumir virou um passatempo… Poucas vezes guarda realmente alguma relação com o gesto generoso de fazer outra pessoa feliz. E se a gente expressar nosso amor de uma outra forma? E se, apenas este ano, a gente só comprasse aqueles presentes que realmente vão significar algo para quem recebe? Ou seja, não vou dar presentes para “todo mundo do trabalho” só porque senão “fica chato”. E ponto! Isso deve reduzir sua lista de presentes pela metade!

Tamanho não é documento. Depois do segundo dia de shopping frenético, lista na mão, horários contados no relógio, mesmo os seres humanos mais saudáveis são presas fáceis das maiores fantasias de consumo. Por exemplo, acreditar que o valor de um presente é medido pelo tamanho do pacote. Quer mentira maior? Mas a gente às vezes cai nessa e sai por aí desfilando pacotes gigantes de coisas sem graça nenhuma. Uma única meia do mais puro cashmere não pode ser muito mais interessante do que duas bermudas ”bobinhas”? Pegue carona num estilo de ser mais “bobo” — mistura de duas palavras em inglês, bohemian – bourgeois (boêmios-burgueses), cunhada por um escritor americano, David Brooks, e que serve para falar de gente que detesta excessos, curte as idéias por trás das coisas e paga muito caro apenas pelo que é exclusivo, faz bem para o planeta e é “uma obra de arte” . E ouse pensar pequeno e diferente.

Seja criativo. Um presente pode ter muitas caras. Quer presente melhor para sua avó do que sentar junto dela, oferecer-se para preparar um cafezinho e ouvir com atenção amorosa as suas histórias de outros natais? Ou comprar para sua amiga os ingressos para aquele show que ela vive dizendo que não pode perder? Pense em presentear com cursos, atenção, companhia, idéias de programas para fazer junto, enfim, subverta a idéia de que presente de Natal se compra em loja, muitas vezes, não precisa ser assim.

Crie doze dias de presentes realmente significativos. Li isso certa vez e desde então adotei! O tempo entre o Natal e o Dia de Reis, que na verdade, é o tempo que o Natal dura para a igreja cristã, inspirou um música chamada Os doze dias de Natal, cuja letra fala de apaixonados que dão presentes extraordinários aos seus verdadeiros amores, como perdizes que nascem em árvores. Esta é uma canção muito tradicional nos EUA, embora as origens deste costume de celebrar doze dias de festas nesta época se percam nas memórias dos povos europeus. Então, e se em cada um destes dias sagrados, a gente convidasse os filhos, a família, os amigos para dar presentes de alegria para o mundo!. No primeiro dia, o presente seria fazer as pazes com alguém. No segundo, tornar a vida de uma outra pessoa mais alegre. No terceiro, nada de implicar com as crianças nem de reclamações (isto vale para elas também ..ah, e para seu parceiro também!) No quarto dia, faça uma cesta com coisas gostosas e entregue num asilo ou num orfanato. No quinto dia, sorria para todo mundo que cruzar o seu caminho…e por aí vai, que idéias para ser gentil é que não faltam, não é?
O que você adora no Natal? Muitas vezes fazemos as coisas apenas por hábito ou porque sempre fizemos daquele jeito e mudar traz uma sensação esquisita de desconforto. Ou, ainda, mantemos tradições nas quais não acreditamos só porque “todo mundo faz” e não queremos ser diferentes. Mas não existe melhor época do que agora para avaliar o que realmente faríamos com o Natal se fossemos nós os inventores da festa. Nem todos os lugares do mundo comemoram o Natal da mesma forma. Existem tradições em outros países que talvez respondam de modo mais sincero aos desejos do nosso coração. Penso, por exemplo, nas Missas do Galo das pequenas aldeias portuguesas ou no hábito que ainda perdura em muitas cidades do sul da França de deixar a mesa posta com as sobras das iguarias da ceia do 24 para os anjos e os ancestrais se deliciarem, enquanto a família dorme. No dia seguinte, a toalha é dobrada em uma trouxa com todas as comidas e entregue num asilo ou num orfanato ou, então, vai alegrar o almoço de alguma família mais necessitada. Era assim na casa da minha avó e até hoje gosto de pensar que quando todos dormem, os espíritos dos antepassados se reúnem para beber e comer, se alegrar e, talvez, encher de bençãos a mesa dos vivos…
Reinventar o Natal é um grande desafio. Mas se não tivermos coragem de fazer isto nas nossas casas e nas nossas almas, talvez, em alguns anos, ninguém consiga mais reconhecer atrás da avalanche de pacotes o autêntico Espírito de Natal, feito de compartilhar afeto e agradecer pelas bençãos que sempre recebemos do Papai Noel!

 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Bem-viver Tags: ,
08/12/2008 - 10:36

Chegou no outlook: Abram alas para o homem transbordante!

Revoada de pássaros no mar

As comunidades na web surgem de muitas maneiras. Faço parte de um fórum de apaixonados por orquídeas — só como ouvinte-leitora-espectadora, porque sou tão iniciante no assunto que morro de medo de abrir a boca — são dezenas de e-mails por dia, troca de informações, conselhos, segredos, avisos…até de falecimentos!

Compartilhar, esse é o mote da web. Dividir, sentir-se próximo, parte.

Mas tem algo novo ainda. Venho recebendo todos os dias e-mails de Fábio Oliveira, dono do blog do mesmo nome. São verdadeiros “toques de alma diários” com idéias, inspirações, belos artigos. Não é uma newsletter, não é um fórum, é pura generosidade…

E, como a raposa da historinha do Pequeno Príncipe — lembram dela? — a gente se apaixona e começa a esperar, as manhãs ficam diferentes, tem sabor especial, o que será que vai chegar no outlook hoje?

Pois é, hoje chegou no outllok, o “homem transbordante”.

Eu lhes ensino o homem transbordante. Na verdade o homem é um rio poluído. É preciso ser um mar para receber um rio poluído sem ficar impuro. Eu lhes ensino o homem transbordante. Ele é o mar. Ele é um relâmpago, um frenesi. O homem é uma corda amarrada entre a besta e o homem transbordante – uma corda sobre o abismo. O que há de grande no homem é que ele é uma ponte e não um fim: o que pode ser amado no homem é que ele é uma abertura e um mergulho. Eu amo aqueles que não precisam primeiro olhar atrás das estrelas para encontrar uma razão para mergulhar e se transformarem num sacrifício, mas que se sacrificam livremente pela terra… Eu amo aquele que não quer ter muitas virtudes. Uma virtude é mais que duas… Eu amo aquele que tem um espírito livre e um coração livre porque assim sua cabeça nada mais é que as entranhas do seu coração… É chegado o tempo para o homem plantar a semente de sua esperança mais alta. O seu solo ainda é rico o bastante. Mas um dia o solo ficará pobre e domesticado e nenhuma árvore alta será capaz de crescer nele. O tempo está chegando em que o homem não mais será capaz de lançar a flecha da sua nostalgia além de si mesmo e a corda do seu arco se esquecerá de como vibrar. O tempo está chegando quando o homem não mais será capaz de dar à luz uma estrela. Nenhum pastor! Um grande rebanho. Todos desejam a mesma coisa. Quem quer que tenha sentimentos diferentes vai voluntariamente para o hospício de loucos. Eu vim para seduzir muitos a sair do rebanho. Veio-me então uma iluminação: preciso de companheiros – não de companheiros mortos e cadáveres que carrego comigo por onde quer que eu vá. Preciso de companheiros vivos que me seguem porque desejam seguir a si mesmos… Nunca mais falarei ao povo. Não sou boca para esses ouvidos. Falei pela última vez aos mortos…

Friedrich Nietzsche – Assim falou Zaratustra

Com os cumprimentos de Fábio Oliveira, que você pode visitar no blog: http://fabioxoliveira.blog.uol.com.br/

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Chegou no outlook, Sem categoria Tags: , , , ,
06/12/2008 - 19:29

Chegou no outlook: toque para mudar

Adoro a web! Adoro viver neste tempo! Imagine quando teria sido possível assistir músicos do mundo inteiro tocando a mesma canção, cada um sentado no seu banco, na sua rua, cada um tocando junto com todos os outros…sem sair da sua cidade!

Playing for change é um movimento cujo objetivo é conectar pessoas de todo o planeta através da música. E Mark Johnson, o autor da idéia, também é o diretor e produtor do documentário “Toque para mudar” (numa tradução bem livre), que usa as técnicas mais modernas e muita improvisação para fazer músicos nos quatro cantos do planeta tocarem juntos aquelas canções antigas, que atravessam fronteiras, como Stand by Me, “darling, darling, stand by me...”, lembram dela?

Mark Johnson levou 10 anos para fazer o filme: “Tocar música com pessoas de diferentes culturas, religiões, culturas, economias e políticas é um exemplo poderoso”, diz ele numa entrevista para Bill Moyers (lembram quem é Bill Moyers, o jornalista que tinha aquelas deliciosas conversas com Joseph Campbell?). E continua: “Isso ilustra o fato de que é possível encontrar caminhos para trabalhar juntos e compartilhar nossas experiências uns com os outros de forma positiva. Antes de sermos diferentes, somos seres humanos, iguais”.

Os documentários deram origem a uma fundação, a The Playing For Change Foundation, que provê ajuda material, educação e troca de informações entre músicos e apoio para centros de estudo de música, como o Mehlo Arts Center e a Ntong Music School, ambos na África do Sul.

E como vivemos nestes tempos de “teia”, todos os filmes estão disponíveis online para a gente se deliciar, no site da fundação 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Chegou no outlook Tags: , , ,
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