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Arquivo da Categoria Sem categoria

15/06/2009 - 12:35

Saudades…

Blog querido, que saudades!

Mas logo logo trago novidades…

 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/12/2008 - 10:36

Chegou no outlook: Abram alas para o homem transbordante!

Revoada de pássaros no mar

As comunidades na web surgem de muitas maneiras. Faço parte de um fórum de apaixonados por orquídeas — só como ouvinte-leitora-espectadora, porque sou tão iniciante no assunto que morro de medo de abrir a boca — são dezenas de e-mails por dia, troca de informações, conselhos, segredos, avisos…até de falecimentos!

Compartilhar, esse é o mote da web. Dividir, sentir-se próximo, parte.

Mas tem algo novo ainda. Venho recebendo todos os dias e-mails de Fábio Oliveira, dono do blog do mesmo nome. São verdadeiros “toques de alma diários” com idéias, inspirações, belos artigos. Não é uma newsletter, não é um fórum, é pura generosidade…

E, como a raposa da historinha do Pequeno Príncipe — lembram dela? — a gente se apaixona e começa a esperar, as manhãs ficam diferentes, tem sabor especial, o que será que vai chegar no outlook hoje?

Pois é, hoje chegou no outllok, o “homem transbordante”.

Eu lhes ensino o homem transbordante. Na verdade o homem é um rio poluído. É preciso ser um mar para receber um rio poluído sem ficar impuro. Eu lhes ensino o homem transbordante. Ele é o mar. Ele é um relâmpago, um frenesi. O homem é uma corda amarrada entre a besta e o homem transbordante – uma corda sobre o abismo. O que há de grande no homem é que ele é uma ponte e não um fim: o que pode ser amado no homem é que ele é uma abertura e um mergulho. Eu amo aqueles que não precisam primeiro olhar atrás das estrelas para encontrar uma razão para mergulhar e se transformarem num sacrifício, mas que se sacrificam livremente pela terra… Eu amo aquele que não quer ter muitas virtudes. Uma virtude é mais que duas… Eu amo aquele que tem um espírito livre e um coração livre porque assim sua cabeça nada mais é que as entranhas do seu coração… É chegado o tempo para o homem plantar a semente de sua esperança mais alta. O seu solo ainda é rico o bastante. Mas um dia o solo ficará pobre e domesticado e nenhuma árvore alta será capaz de crescer nele. O tempo está chegando em que o homem não mais será capaz de lançar a flecha da sua nostalgia além de si mesmo e a corda do seu arco se esquecerá de como vibrar. O tempo está chegando quando o homem não mais será capaz de dar à luz uma estrela. Nenhum pastor! Um grande rebanho. Todos desejam a mesma coisa. Quem quer que tenha sentimentos diferentes vai voluntariamente para o hospício de loucos. Eu vim para seduzir muitos a sair do rebanho. Veio-me então uma iluminação: preciso de companheiros – não de companheiros mortos e cadáveres que carrego comigo por onde quer que eu vá. Preciso de companheiros vivos que me seguem porque desejam seguir a si mesmos… Nunca mais falarei ao povo. Não sou boca para esses ouvidos. Falei pela última vez aos mortos…

Friedrich Nietzsche – Assim falou Zaratustra

Com os cumprimentos de Fábio Oliveira, que você pode visitar no blog: http://fabioxoliveira.blog.uol.com.br/

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Chegou no outlook, Sem categoria Tags: , , , ,
25/11/2008 - 12:57

Hábitos zen: seis segundos para relaxar

Existem alguns lugares na internet que são como jardins: páginas onde você pode descansar e quase aspirar um ar mais puro — sim, com um pouco de imaginação até dá!

Um desses lugares para mim é o blog zenhabits. Um sucesso na blogosfera com quase 80 mil visitantes registrados, o blog é um porto seguro, onde você sempre encontra uma dica, uma idéia, uma inspiração para transformar sua vida…agora!

O autor, Leo Babauta, vive em Guam, uma ilha da Micronésia, no Oceano Pacífico, tem seis filhos e em vez de se apresentar através de títulos, cargos ou funções, prefere contar das suas conquistas, coisas simples, mas quase impossíveis, como emagrecer, exercitar-se, organizar-se, controlar as finanças, realizar sonhos, escrever, relaxar…essas são as qualificações que tornam Leo Babauta um mestre…do cotidiano!

E como o site é em inglês, vou convidar vocês para visitarem, mas adianto um artigo muito oportuno para gente afobada como eu: Seis segundos para relaxar.

Não tem nenhuma desculpa, para manter a mente tranquila, ensina Leo, experimente ao longo do dia fazer pausas de 6 segundos para respirar: 2 tempos inspirando pelo nariz bem devagar e 4 tempos expirando pela boca bem devagar. Faça isso a cada vez que tiver que realizar alguma tarefa rotineira, como atender o telefone, escrever um e-mail, entrar numa aula… Pronto, eis você mais perto do ideal budista: mente limpa e coração tranquilo!

Então complete já a frase: sou…… (jornalista, no meu caso) e vou respirar a cada vez que…….(escrever um e-mail — são milhares por dia!)

Pode começar e não desista: “Somos o que fazemos repetidas vezes. A excelência, portanto, não é um ato, é um hábito”, ensinava Aristóteles.

Nos vemos pelo caminho!

Se quiser ler o artigo (em inglês), clique aqui

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Bem-viver, Sem categoria Tags: , ,
03/09/2008 - 11:14

Acredite, o mundo anda mais feliz!

Pois é, apesar do salário baixo, da corrupção dos políticos, dos desmandos da economia, apesar das guerras, dos relatos de crianças que são maltratadas, apesar até das manchetes dos jornais e das imagens aterrorizantes da TV, as pessoas no planeta estão encontrando boas razões para afimar: sim, eu sou feliz!

A conclusão é de uma pesquisa realizada pela World Value Survey Organization, uma ong dedicado ao estudo das mudanças sócio-culturais e políticas do mundo.

De tempos em tempos essa organização promove estudos sobre o comportamento das criaturas do planeta. No estudo divulgado este ano,  foram questionadas 1400 pessoas em 52 países. A compilação de resultados dos últimos 25 anos, publicada na revista New Scientist e reproduzida nos principais jornais revela: os índices de felicidade aumentaram em nada menos do que 45 países!

A análise dos resultados revela que o crescimento econômico aumenta os níveis de felicidade, sim. Mas antes que você saia por aí dizendo que o dinheiro compra a felicidade afinal, os pesquisadores do WVS alertam: “o desempenho econômico afeta a felicidade apenas (APENAS, vejam bem!) nos países nos quais a renda per capita anual não ultrapassa os $12 mil dólares.

Explicando, uma vez que você tenha atingido níveis considerados mínimos de sobrevivência, o dinheiro deixa de ser um fator de felicidade. Ou seja, nos países ricos, as pessoas não se sentem mais felizes, nem mesmo com a conta bancária recheada, nem mesmo pilotando um iate, nem mesmo enchendo prateleiras e prateleiras do armário com sapatos de Manolo Blahnik!

A equação da felicidade é bem complicada avaliam os cientistas envolvidos na pesquisa. “O que o progresso democrático e os melhores desempenhos econômicos têm em comum é a sensação de liberdade pessoal que eles garantem”, afirma, Robert Foa, da Harvard University, co-autor do estudo. Assim, as pessoas da Europa Oriental se sentem muito mais felizes hoje do que há 25 anos atrás, apesar da situação econômica dos países onde vivem ter até piorado desde a transição do comunismo para o capitalismo.

Existem as exceções, evidente, o povo de Belarus, apesar da falta de abertura política se considera feliz e os chineses, apesar do crescimento econômico andam mais tristes. A Índia também vai assim, assim, em matéria de felicidade…os pesquisadores falam até de uma espécie de  “epidemia” de tédio que ameaçaria os paises assim que eles alcançam níveis exagerados de consumo!

Na onda da felicidade, uma surpresa: os paises latino-americanos sempre se saem bem nas pesquisas. Não somos os mais ricos, mas o México, por exemplo, é um campeão de felicidade! A razão? A valorização dos laços familiares e o orgulho que têm do seu país. Essa felicidade só aumentou nos últimos anos com maiores oportunidades de trabalho e de expressão, proteção aos direitos das mulheres e das crianças, mais tempo para o lazer…

E a última boa noticia sobre a felicidade planetária: as pesquisas comprovam que um gatilho importante das emoções negativas é o individualismo. O que ajuda a explicar porquê alguns países ocidentais têm níveis tão baixos de felicidade. Nações da Ásia e da América Latina seriam menos suscetíveis aos sentimentos negativos porque, em geral, as pessoas consideram que as necessidades coletivas são mais importantes do que as razões individuais.

Você pode navegar e conferir os dados da pesquisa da World Value Survey Organization no site.

Agora, cá para nós, se você fosse um dos entrevistados da pesquisa o que responderia? Você é feliz? Vale a pena tentar responder porque talvez nenhuma outra pergunta seja tão importante!

 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Inspiração, Sem categoria Tags: , , , ,
01/09/2008 - 14:37

As velhas damas de Paris

Dames de Paris

As mulheres são belas em Paris! Elegantes, sim, também, mas belas! Basta dar uma voltinha para se sentir embriagado pelas infinitas variedades de beleza que essas criaturas desfilam pelas ruas e oferecem nas lojas, nos cafés…

Longe de Paris, belas são as mulheres jovens, belas são as mulheres…lindas! Aqui não. Aqui todas as mulheres parecem ter recebido seu quinhão divino de Beleza. É possível que seja a “allure”, um “jeito” altivo, decidido de andar. Talvez seja mesmo a convivência diária com o universo dos sentidos, o à vontade com as coisas da moda, lia na Marie Claire no outro dia que, na França, chique mesmo é você comprar vários perfumes diferentes e compor, em gotas precisas e borrifadas minuciosas, seu  próprio, único, diferenciado, aroma!!! Sim, só uma gente expert em sensações consegue pensar em misturar Chanel e Guerlain, antes do café da manhã, assim, com tanta intimidade!

E os sapatos, quem sabe se não são os sapatos, altíssimos, belissimos, desavergonhados, os verdadeiros mestres na arte de deixar as mulheres belas…e os cabelos, atrevidos — nunca vi tantas mulheres, como eu, de cabelos brancos, arrebitados, zombeteiros, arrepiados no cocoruto dos narizes arrebitados dessas mulheres sensacionais!

Por isso, fiquei encantada com o ensaio deste mês da revista Standard, que brinca com imagens de mulheres mais velhas, fazendo caras e bocas nas pontes de Paris!

Lindo, provocante e inspirador! Clique para ver!

Visite o site de Olivier Mulin, produtor das fotoreportagens da Standard

E conheça o blog da revista Standard

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Mulher, mulheres, Sem categoria Tags: , , , ,
17/08/2008 - 12:25

Listas de desejos: para fazer antes de partir

Todo mundo sabe que vai morrer, mas saber quando faz uma imensa diferença. De certa forma estranha, é como se de repente, nos tornássemos senhores do nosso destino. Esse tempo, daqui até o final, é mais nosso do que todos os outros dias, de “antes”, em que vivíamos, displicentes, a ilusão da eternidade…

Se você soubesse que tem, digamos, apenas 3 meses mais para viver, o que faria? Que sonhos decidiria realizar? Que situações escolheria viver?

É esse o tema de “Bucket List“, o filme de Rob Reiner, o mesmo de “Harry e Sally“, lembram? Não que seja um grande filme, embora Jack Nicholson e Morgan Freeman sejam um espetáculo sozinhos, sem cenários, quem precisa? Mas é daquelas boas idéias, que viram roteiros corretos e fazem a gente gostar de ter ido ao cinema…

No filme, os dois homens são doentes terminais e decidem “chutar o balde”, ou seja, fazer tudo o que gostariam antes de partir…

Parece simples fazer uma lista de coisas para fazer antes de partir? Mas não é não, ao menos, se você for honesto consigo mesmo…Experimente: o que realmente, faria toda a sua vida ganhar sentido no último minuto? Como será que a gente precisa ter vivido, experimentado, sentido para chegar lá no final e conseguir dizer: OK, cada minuto valeu a pena…pode cair o pano!

A web ajuda:

No site 43things.com, você se inspira, cria sua lista, vê a lista dos outros, corrige, assinala os progressos, compartilha…

Os desejos campeões? Veja só:

- perder peso
- parar de procrastinar
- escrever um livro
- apaixonar-se
- ser feliz
- fazer uma tatuagem
- fazer uma viagem de carro, sem rumo, sem hora para chegar, uma “road trip”
- beber mais água
- casar
- viajar pelo mundo

Outra rede social de desejos, a Your 100 things, também tem listas compartilhadas, aqui, você ainda recebe estímulos de outros “desejantes”, palavras de apoio, votos de felicidade, coragem, você vai conseguir…

Conhecer a África, ter um filho, aprender chinês, viajar para o Peru com a família, comer saudavelmente, perder peso, dançar com a mulher, amar a humanidade, são alguns dos desejos mais comuns.

Muitos psicólogos aconselham fazer essas listas. Dizem que escrever cria um comprometimento nosso, e que o sonho começa a se realizar no momento em que conseguimos formulá-lo, extraí-lo do fundo de nós, arrancá-lo da correria do cotidiano. No mínimo, criar uma “bucket list” é uma forma de tomar consciência dos nossos desejos, iluminá-los, e, através deles, descobrir o que realmente é importante para nós…

No Omelete, você lê a crítica e a resenha do filme “Antes de Partir

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Promoção no Toques de Alma!!!

Você vai à Bienal do Livro? Sim, dia 14 começa a 20ª Bienal Internacional do Livro de SP, segundo maior evento mundial da área – o 1º é a feira de Frankfurt. E os leitores deste blog que comparecerem ao estande da editora Totalidade, a mesma que publicou o livro Toques de Alma, ganham 20% de desconto. Pode aproveitar!

Bienal do livro de SP
Local: Pavilhões do Anhembi
Rua: O
Data: de 14 a 24 de agosto
Horário: das 10h às 22h

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Inspiração, Sem categoria, Toques de alma Tags: , , , ,
13/08/2008 - 16:35

Uma pulseira contra a violência doméstica

A partir deste mês, procure nos catálogos da Avon por essa pulseirinha azul. A “Pulseira da Atitude” só custa R$5,00 e cada centavo deste valor vai para o escritório regional do Unifem Brasil/Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento da ONU para a Mulher).

A ação faz parte da campanha Fale sem Medo – não à violência doméstica, que é coordenada pelo Instituto Avon. A pulseira tem o símbolo do infinito em metal prateado, que, segundo a assessoria da empresa, “simboliza o futuro sem limitações para as mulheres, que merecem estar seguras, autônomas, saudáveis, para buscar seus sonhos e transformá-los em realidade”.

E não é uma ação isolada, segue a campanha mundial da Avon Foundation, Speak Out against Domestic Violence, que existe desde 2004 e já investiu mais de US$ 6 milhões em ações com o objetivo de conscientizar a sociedade e reduzir os índices de violência contra a mulher, em várias partes do mundo.

Conscientizar a sociedade…todas as campanhas contra a violência são importantes, é óbvio! Desde que tragam no bojo alimento para reflexão e propostas de mudanças. Mas existe uma certa indulgência na fala “conscientizar a sociedade”, não acha? Dá a impressão de que no fundo no fundo, nós, cada um de nós, de alguma forma está excluído do incômodo, NÓS, que lemos ou ouvimos a frase somos inocentes, culpados são sempre…os outros! Porque a violência não nasce em algum lugar lá bem lá fora de nós, nada disso, ela nasce no espaço mais escuro de nós mesmos, se alimenta do nosso medo e cresce até ocupar cada cômodo da casa, as ruas, as cidades, o planeta…

Ou você acha que não é violência bater numa criança, gritar com o motorista do carro ao lado, xingar moça do caixa do supermercado, controlar obssessivamente a vida dos outros, brigar na torcida do jogo de futebol, manipular o afeto do parceiro, macular, da forma que for, o corpo de quem quer que seja, o seu, inclusive…são inimagináveis as tantas formas de violência…

Dá para imaginar que uma em cada 3 mulheres apanham ou sofrem algum tipo de abuso, sexual, sobretudo, seja do pai, do marido ou de algum membro da família? Dá para entender o que nós, adultos, estamos fazendo com as nossas crianças? O documento da ONU sobre o assunto, de 2006, fala de “epidemia global de proporções escandalosas”, fala 250 milhões de crianças que estão sendo agora, enquanto eu escrevo e você lê, sendo torturadas, abusadas, machucadas e mortas pelas mesmas pessoas que deviam protegê-las, cuidar delas e garantir o seu futuro!

E se, ainda, ousarmos olhar de frente os estudos que falam da violência doméstica contra os homens (sim, não precisamos nos iludir quanto a nossa capacidade de inflingir dor, certo?) vamos descobrir, por exemplo, que em um deles, mais de 24% dos homens relataram ter sofrido algum tipo de violência por parte de suas parceiras, seja essa violência definida como física (tapas, pontapés, socos) ou psíquica (ameaças, escândalos, humilhações, comportamento controlador). Que 1 em cada 9 homens nos EUA são vítimas de violência por parte de suas parceiras! Um em cada 9!!!?

E para que não haja dúvidas sobre o que é mesmo que estamos chamando de violência, transcrevo o que está no site do National Domestic Violence Hotline, dos EUA. Além da violência física, são consideradas formas de violência também:

Xingamentos ou humilhações
Gritos e ameaças
Tapas, bofetadas e empurrões
Ciúmes e desconfianças
Proibir alguém de estar com sua família e amigos
Arremessar sobre o outro objetos de qualquer tipo

No site Psiq Web, de Psicologia Forense, você encontra mais material para discutir esta questão com seu parceiro, seus amigos, sua família…porque no fundo, todos somos responsáveis por todos…

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Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Inspiração, Mulher, mulheres, Sem categoria Tags: , , , ,
10/08/2008 - 15:40

Pateta, o eterno pai fofo

Dia dos Pais, plantão no iG. Recebemos vários releases com novos estudos falando da importância da figura paterna para as crianças, do quanto essa figura vem se ampliando e tornando-se mais e mais complexa ao longo dos anos.

Quantas figuras de pai a gente conhece? Tem os pais biológicos, tem os adotivos, os que veêm os filhos nos finais de semana, os que cuidam dos filhos de outros homens, os que cuidam dos filhos de vários outros homens, pais de aluguel, pais coletivos, pais que são mães, pais jovens, muito velhos, pais de todas as cores, de todos os jeitos…novos pais!

Não importa que forma esta figura assume nas nossas vidas modernas, dizem as pesquisas, quanto mais próxima, comprometida e afetuosa ela for, melhor para as crianças.

Mas…que figura é essa? O que é que cabe na imagem de um pai?

E lembro dos desenhos do Pateta como pai, você lembra deles? São da década de 50, falam de um pai recém-nascido, arrumadinho, de terno, gravata e chapéu, voltando do trabalho para uma casa que ele sempre imagina impecável e nunca é, de um pai que apenas começa a aprender a dividir, a compartilhar, parceiro de uma mulher irrequieta, insatisfeita, uma “dona de casa de subúrbio americano” que também se deseja arrumadinha, impecável, e nunca é…mas falam da vida como eterno e bem-humorado aprendizado e deve ser por isso que gosto tanto deles!

De todo modo, imagino que mesmo os novíssimos pais vão se reconhecer na ingênua arrogância do “George”, com sua inabalável confiança na própria competência, suas certezas, seus desajeitos, suas bem-intencionadas tentativas de lidar com o universo feminino, tão novo, tão estranho, de fraldas e de perplexidades, seu orgulho, seu cansaço, sua ternura…o mais frágil dos pais-heróis!

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Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Família 360o, Sem categoria Tags: , , , , ,
04/08/2008 - 17:11

Africa: viagem virtual

Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa.
Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares. Olhou o horizonte e chamou:
— Pai!
Então, se abriu uma fenda funda, a ferida de nascença da própria terra. Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue. A água sangrava? O sangue se aguava? E foi assim. Essa foi uma vez.

Mia Couto, jornalista e escritor de Moçambique, sempre me faz lembrar que não há nada de morno na África, tudo tem a medida do exagero, do impossível, do inusitado.
´
E é assim que fiz minha África de fantasia e costurei com cores viscerais, extremadas, de primórdios e de esperanças…

Por isso fiquei feliz quando recebi esta mensagem da minha amiga Lélia. Tão difícil alimentar com imagens minhas fantasias sobre a África, que acabo ficando nas palavras…de Mia Couto, por exemplo. Agora não mais…porque Chegou no outlook, África, uma viagem virtual

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Chegou no outlook, Sem categoria Tags: , , , ,
11/07/2008 - 12:06

A benção do pão

Abençoar a comida, orar antes das refeições, agradecer pelas bençãos recebidas da terra, são coisas tão antigas…pena que hoje ninguém mais tem tempo prá isso e bem poucos de nós conseguem chegar nas refeições com a calma interior necessária para entrar em sintonia verdadeira com o momento e com o alimento.

E no entanto…já li vários estudos que afirmam que alimentar-se de maneira mais consciente, mais atenta, mais calma, faz bem para a saúde e até ajuda a emagrecer!

Pelo sim pelo não, experimente: na próxima refeição, em vez de jogar-se sobre a comida, páre por alguns instantes, respire, aquiete-se, entre em contato com seu corpo e com o alimento e agradeça, ao seu Deus, à Natureza, à Terra, a si mesmo, ao seus pais, ao agricultor, não importa, o que é transformador é sua atitude diante disso.

Alimento é vida, não é alternativa, nem dá para fazer de conta que a gente não está nem aí para a comida, quando os hindus dizem que “tudo é alimento”, eles não estão brincando…

É bem simples, na verdade, com a vantagem de que qualquer coisa que você inventar funciona: Que todos os seres que contribuíram para que esse alimento chegasse à nossa mesa sejam abençoados. E que nós possamos sempre nos alegrar por receber as bençãos da Terra

Se você, feito eu, se diverte fazendo pão, na hora de sovar e esmurrar, nunca deixe de “jogar” na massa umas pitadas de sentimentos generosos. “Abençoado é o Senhor, Rei do Universo, que faz nascer o pão da terra”, é uma antiga oração dos judeus, viu só? Simples, e bela!

Encontrei no Beliefnet uma série de preces para abençoar as refeições. De todas as religiões. Bom apetite!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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