Gavetas…
Blogs são assim feito gavetas. Gavetas da alma, caixas, onde a gente guarda coisas, preciosas ou fúteis, mas que não se quer perder ou que faz algum sentido jogar para o lado do futuro.
Alguns são bagunçados e coloridos, como as gavetas dos adolescentes, outros formais, impecáveis, feito gavetas de revistas de decoração, uns outros tantos são gavetões, pesados de saberes, outros, ainda, pueris como as gavetas das meninas. É fácil de se encontrar em uns, enquanto em outros a alma se escarafuncha e afinal desiste, cansada de buscar.
Todos, no entanto, são gavetas escancaradas ao olhar curioso de quem passa.
Nesse blog-gaveta estão (des)arrumadas as reflexões e idéias que fui catando durante esses seis anos de caminhada e que foi uma alegria compartilhar com vocês. Essa gaveta, abarrotada, continua aberta. Há que se abrirem outras…
Partir e voltar são apenas dois momentos do mesmo sentimento irresistível e urgente de mudança. Não é à toa que nossa espécie às vezes é tão confusa!
Não é mudança de rumo, nem de caminho, a estrada é sempre a mesma, a gente é que se perde, dá voltas, guinadas, nós…e, em algum momento, percebe que foi longe, e está na hora de voltar…
Ou, como dizem os sábios chineses:
Primeiro havia a montanha
Depois não havia a montanha
E, afinal, havia apenas a montanha, assim como ela existia desde o início. Era óbvio, você é que não via!
E foi pensando nas gavetas da alma e nas montanhas que surgem e desaparecem no horizonte, conforme as curvas da estrada e o cansaço do viajante, que resolvi adormecer esse blog sem tristezas e me despedir com poesia.
Escolhi essa, de uma mulher que canta o mar feito marinheiro e tem alma de pirata, Sophia de Melo Breyner:
“Sou o único homem a bordo do meu barco
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento como os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo desse sonho e nunca durmo.”
Vamos nos encontrar por aí…
Anotem os endereços dos novos experimentos:
Em Casa, um blog sobre a arte de ficar no seu canto
Fifties, mulheres apaixonadas pela vida
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags: Em Casa, Fifties, Toques de alma
Por ser meio iniciante nestas plagas, não cheguei a visitar o blog, mas pala amostra de hoje, percebi que perdi momentos de reflexão, de beleza e de delicadeza. Uma pena. que seu caminho seja largo, suave e plano.
Um abraço.
Ainda bem que existe pois, sem ela acho que seria muito mais triste, quando embruteço, o coração vira pedra e apenas a poesia me retorna ao “normal”, ao humano fragil e carente…………sem amor e poesia sou apenas um animal……………………
Tudo de bom…………..
so hoje tive a oportunidade de ler, sentirei saudades – continue a sua jornada – parabens
Minha querida Adilia,
É muito bom saber que você continua crescendo, mudando, arrumando e desarrumando gavetas e sempre buscando mais poesia na vida…
Adoro você e sinto uma saudade quase insuportável… parabéns por quem você é e pelo que vai se tornando a cada dia…
cuca
Querida Adília
Muito obrigada por suas lindas palavras. Sempre cheias de poesia, alegria e um convite para pensarmos e agirmos de uma forma mais leve e gostosa.
Estamos sempre fuçando e (des)arrumando nossas gavetas, e no meio desta deliciosa bagunça, vamos nos descobrindo, nos encontrando…
Será muito bom te encontrar por aí…Já xeretei o Em casa e gostei!
Um grande e carinhoso abraço,
Ana Lúcia
Procurando um blog de avós ,surgiu em minha frente este blog e por sinal não tem nada com avós.
Gostei muito e gostaria que visitasse o meu blog:Filha,mãe e avóRegina e deixasse o seu comentário.
olá Adilia que prazer em conhecer algo tão precioso nos nossos dais…tenho 50 anos 13 vividos em um casamento que hoje acaba de fechar aas cortinas de uma forma brusca…meu nome esta investido para que minha privacidade seja mantida mais como critica sei que ira descobri-lo.
Estava en duvida qto ao curso escolher ,pois pretendo retomar o fio da meada da minha EXISTENCIA!!e fazer o minha tão sonhada Faculdade,estou optando por Letras!!Não sei qto tempo de vida terei mais de agora em diante quero viver por prazer e resgatar um pouco do que fui no passado e apagar de mim as lembranças sombrias de uma vida sem graça….Um abraço