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18/09/2008 - 09:51

Um milhão de árvores

A primavera está quase chegando! As flores dos ipês caíram, anunciando as “chuvas criadeiras”, como se dizia antes, o ar vibra de energia, de possibilidades. De repente, ás árvores parecem prenhes, prestes a explodir, transbordar! Adoro esse tempo feito de “quase”!

Carlos Solano é arquiteto e escritor. Autor do livro Feng Shui – Kan Yu, arquitetura ambiental chinesa, Editora Pensamento, co-autor do livro Alma da Pedra – anotações sobre assentamentos humanos para o terceiro milênio, Oficina Mineira de Edições e colunista da revista “Bons Fluidos”, da Editora Abril, onde assina a coluna Casa Natural. E é dele a idéia de lançar uma campanha que tem tudo a ver com esse tempo de criar e de brotar que nós estamos nos preparando para viver.

Plantar 1.000.000 de árvores, é essa a proposta de Solano, que já tem site: www.ummilhaodearvores.org.br  e 122.525 adesões! A idéia, ele conta no site, surgiu a partir de um comunicado da ONU sugerindo que se plantasse um bilhão de árvores em todo o planeta para ajudar a frear o aquecimento global. Era o “chamado das árvores” que fez o arquiteto lançar a campanha e encampar a idéia de convidar as pessoas a plantarem árvores…e a cuidarem delas, evidente!

A campanha, lançada no final de 2007, ganha peso, justamente agora, na entrada da primavera com a vinda da escritora canadense e conferencista internacional Dorothy Maclean, 88 anos, que é fundadora da Findhorn, aquela ecovila escocesa que virou uma Findhorn Foundation (www.findhorn.org/index.php). Ela vem acompanhada de Judy McAllister, que também era coordenadora da comunidade e vai fazer um ciclo de conferências e workshops em Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo: “O Chamado das Árvores” é o tema.

Entrar em sintonia com a vida em volta de nós… passear pelo ritmo das estações, ao menos do jeito que a gente aprendeu — primavera, verão, outono, inverno — nem sempre é fácil aqui abaixo do Equador. Mas dá sim para a alma sintonizar nas mudanças de tom, de cor, de luz que acompanham a passagem do tempo e compõem a música tão peculiar das criaturas.

É primavera em volta de você, basta prestar atenção…as árvores que fazem festa são um ótimo começo!

 

 

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Bem-viver, Estilo ecológico, Inspiração Tags: , , , , ,

10 comentários para “Um milhão de árvores”

  1. GISLENE DUMONT PASCOAL disse:

    Parabéns Carlos Solano,
    Também faço campanhas assim. No final do ano passado, distribui sementes de Pau-brasil, numa mensagem, convidando aos amigos a começar um ano plantando o futuro.
    Sou professora de curso de Gestão Ambiental, à distância, com alunos em todo país, e coloquei seu convite para todos eles também. No fim deste ano, quero distribuir mudas de Ipê. Conte comigo.
    At. Gislene Dumont Pascoal.

  2. Thaís Pontes disse:

    Oi Adilia! Que saudade de vc! Continuo adorando seu textos e suas reflexões… beijos!

  3. Alfredo Luiz disse:

    ALGO QUE DURE

    Vivemos dias de pressa. Tudo acontece muito rápido e dura muito pouco. Das roupas aos carros, das músicas aos ídolos, nada é feito para durar. Não vale a pena o esforço de preservação, pois tudo pode ser substituído por uma versão mais nova ou moderna. Nessa correria do dia-a-dia perdemos a noção de que na natureza o tempo é medido em outra escala, seus ciclos têm outra duração.
    Há poucos dias visitei o Parque Estadual de Vassununga, às margens da Rodovia Anhangüera, km 245, em Santa Rita do Passa Quatro – SP. Numa das glebas do parque, que preserva um pequeno trecho de floresta, existe a Trilha dos Jequitibás. É uma trilha de percurso fácil, com 2.300 metros, que podem ser percorridos folgadamente em 45 minutos. Entre outros atrativos, a trilha leva a um jequitibá-rosa que, do alto dos seus 40 metros de altura e 3,6 metros de diâmetro, domina a paisagem há mais de três mil anos.
    Sua contemplação emociona. Imaginem, desde que era apenas um broto na imensidão da mata, quantas vezes ele sobreviveu ao ataque de formigas cortadeiras. Quantas vezes, após ter se tornado um arbusto, devem ter passado por ali herbívoros que desdenharam suas folhas. Em quantas oportunidades, depois de alcançar alguns centímetros de diâmetro, deve ter sido preterido por índios que procuravam um cabo para suas ferramentas, em favor de algum guatambú. Após décadas de crescimento, salvando-se de queimadas que chamuscavam seus ramos, quantos índios passaram por ele em busca de um tronco para fazer uma canoa, mas preferiram um ipê ou um jatobá. Assim se passaram mil anos e na Europa começou a se estabelecer o Império Romano. Ele continuou a crescer e passaram-se ainda 1.500 anos para que os primeiros portugueses pisassem nossas praias. Aí começou a fase mais arriscada da sua história, pois formigas, herbívoros, queimadas e índios eram quase inofensivos se comparados ao homem branco. A voracidade e selvageria com que nossos colonizadores se entregaram à missão de desbravar os sertões foram as maiores ameaças já sofridas por esse milenar jequitibá que, surpreendentemente, sobreviveu a mais estes 500 anos e continua lá, majestoso, florescendo e frutificando todos os anos, vivo!
    Quantos de nós, civilizados cidadãos, já construímos algo para durar 10 anos? E 100? 1.000 então nem pensar, não é? Pois esse jequitibá tem mais de 3.000 anos, e sabem-se lá quantos mais ainda vai viver. Nós, ao contrário, temos contribuído para destruir o que a natureza levou muito tempo para construir. Através da erosão dos solos, assoreamento de rios, desmatamento, extinção de espécies, e muito mais. Especialmente em São Paulo, centenariamente habitado e explorado pelo colonizador branco, muito foi desbravado e pouco se tem preservado. Muitas foram as causas do desmatamento que só encontrou limites nas escarpas inatingíveis das serras, poupando poucos resquícios da floresta nativa.
    Mas hoje a realidade econômica, social e tecnológica é outra. Não precisamos mais desmatar e ocupar novas terras indiscriminadamente para aumentar a produção de alimentos ou madeira. Graças às pesquisas, sabemos determinar quais as regiões mais aptas para a agricultura, a pecuária e mesmo para o reflorestamento com objetivos comerciais. Por outro lado, possuímos tecnologia para aumentar a produtividade e, com isso, crescer a oferta de produtos agrícolas sem aumentarmos em nem um palmo de terra a área cultivada.
    Chegou, portanto, a hora de resgatarmos nossa dívida ambiental e pensarmos num grande e ambicioso projeto de reflorestamento com espécies nativas. Algumas das imensas vantagens obtidas seriam: melhoria do clima; diminuição da poluição do ar; diminuição no deslizamento de encostas; diminuição do assoreamento dos rios e, portanto, das enchentes; melhoria da qualidade da água; recomposição da fauna; mais beleza e incentivo ao turismo ecológico.
    Mas a minha ambição é muito maior. Eu queria mesmo é que daqui a 3.000 anos alguém olhasse para uma dessas árvores que nós vamos plantar e se admirasse da nossa sabedoria.

    Alfredo José Barreto Luiz
    Pesquisador na Embrapa Meio Ambiente.

  4. cleones martins disse:

    parabens pela iniciativa epela ideia,contem comigo nessa empreitada,tenho mudas de varias especies e estou fazendo minha parte aqui em meu estado,posso doar algumas mudas p voces.

  5. Jose Leonardo disse:

    Parabens pela iniciativa.

  6. Jose Leonardo disse:

    Parabens pela iniciativa

  7. Erika disse:

    Cara Adilia,
    já faz muito tempo que acompanho seu trabalho nesta coluna e confesso: amo tudo que escreve!
    Seus textos e toques são carregados de uma energia tão gostosa, que trazem reflexão, alegria e luz às idéias (e à alma, claro!).
    Parabéns, muita luz e sucesso sempre em sua caminhada…
    Erika

  8. Peter Lúcio disse:

    São estas atitudes que que nos fortalecem, já que o Governo não toma certas atitutudes em prol da população, alguém tem que fazê-lo. Parabéns e um grande abraço.

  9. Júlio César Alvarenga disse:

    Parabéns pela idéia! Acredito que é assim que vamos conseguir reverter o que estamos destruindo. Em minha casa aproveitei os espaços da calçada e plantei 3 árvores frutíferas, mais acho que é pouco e sempre faço algumas mudas para doar a quem esta precisando. Continue com o trabalho

  10. JACO BITTAR disse:

    Parabens pela iniciativa .

    se cada um plantar uma a gente planta 190000000

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