Em tempos de crise, todo mundo sai à cata de bodes…eventualmente, é claro, nenhum dos pobres bodes têm culpa no cartório, mas…
No Times inglês de hoje leio uma reportagem interessantíssima sobre o impacto da testosterona na crise financeira do planeta. Alguns estudos sugerem que quando um homem amanhece com níveis mais altos de testosterona, ele tende a assumir mais riscos ao longo do dia. Na mesma linha de raciocínio darwianiano, homens tendem a assumir mais riscos se uma criatura do sexo feminino estiver acelerando seus batimentos cardíacos. Um estudo da Universidade de Liverpool mostrou que os homens em geral são mais propensos a atravessar uma rua movimentada fora do sinal, por exemplo, do que as mulheres. Pior. Digamos que você peça a um ser do sexo masculino para brincar de “cara ou coroa” valendo dinheiro. Digamos que você coloque ao alcance da vista desta destemida criatura, uma foto erótica de mulher. Adivinhou? Ele vai apostar mais alto…
A pergunta ultracontrovertida do Times, em função dessa predisposição masculina para associar risco com desempenho sexual – o que faria a crise financeira ser um produto de “delinquentes intoxicados de testosterona” –, é: e se as mulheres dominassem o mercado financeiro, será que estaríamos em crise?
Na falta de respostas conclusivas, o jornal sai com elegância britânica pela tangente, pode ser que sim, pode ser que não. Mulheres quando chegam aos cargos de poder das organizações tendem a reproduzir os mais estereotipados comportamentos masculinos, são tão agressivas quanto eles, por exemplo. Por outro lado, algumas doses de “feminino” não fazem mal, nem para eles nem para elas, certo?
Na falta de conclusão, sobra esperança. “Um grande massa de mulheres transformaria o ethos financeiro do mundo, o ambiente de trabalho das corporações e as horas que passamos no trabalho de tal forma que isso reduziria muito as chances de uma outra crise financeira destas proporções”.
Se você correr, ainda dá tempo. Porque hoje é o Dia Internacional da Paz. Houve manifestações aqui e ali pelo mundo todo, como essa, em Multan, no Paquistão.
A comemoração do Dia Internacional da Paz foi estabelecida em 1982, em uma assembléia das Nações Unidas. Meu filho nasceu em 82. Um bom ano, afinal, para se nascer…
Em 2008, a ONU está convidando os cidadãos do mundo inteiro a exercitarem sua vocação para a paz e enviarem mensagens de tolerância e boa vontade por e-mail ou por carta. As mensagens reunidas serão apresentadas para os dirigentes de vários países que vão se reunir para a 63a. Assembléia Geral da ONU, em Nova York, no dia 23 de setembro.
E na web você descobre que milhões de pessoas em todo o planeta vão participar de eventos para celebrar o dia. No site do International Day of Peace, por exemplo, você encontra um mapa com todos os eventos programados. E, se quiser participar de forma mais permanente, também não faltam opções. O mesmo pessoal que organizou o protesto de luz, Candle4Tibet, criou uma comunidade só para amantes da paz, a IPeace. Gosto dessa idéia de comunidades de idéias. Você acredita que uma pessoa faz diferença? Sim, sem dúvida. E juntas, elas se apóiam e alimentam a esperança comum.
“A paz”, disse Martin Luther King, “não é apenas um objetivo a ser alcançado, é também os meios e os recursos de que dispomos para alcanar esse objetivo”.
Por isso, corra. Porque hoje se você parar e observar à sua volta. Deve existir uma energia nova no ar.
Ouvir Mozart faz bem, para a alma e para a saúde. E nem é coisa genérica, não, 12 minutos de Mozart por dia, três dias por semana, durante no mínimo quatro meses, bastam para baixar a pressão arterial.
A conclusão é de um estudo conduzido pela Escola de Enfermagem da Seattle University e que acabou de ser apresentado na conferência anual da American Heart Association sobre pressão arterial em Atlanta. “É um programa muito simples, muito fácil de ser seguido e que efetivamente ajuda a baixar a pressão”, afirmou a dra. Jean Tang, autora do estudo.
O grupo estudado incluía 40 idosos. Metade deles ouvia uma sonata de Mozart, a outra metade ouvia um cd com exercícios de relaxamento e de respiração e sons de ondas do mar. O grupo que ouvía Mozart apresentou resultados quase tão bons quanto o grupo que fazia os exercícios de relaxamento.
No Brasil, 35% da população com mais de 40 anos sofre de hipertensão, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). É uma das doenças mais comuns do mundo moderno. E mata. Além de remédios, o que se sabe é que são mudanças radicais no estilo de vida que ajudam a controlar a pressão. Essas mudanças incluem exercícios, dieta e técnicas variadas para lidar com o stress.
Para aqueles dentre nós que não podem cercar-se de “rocks rurais” e mudar para uma casa no campo, há que se exercitar a imaginação e achar alternativas para não deixar o ritmo da cidade grande e os apelos ansiosos da vida moderna acabarem com a nossa saúde. Mozart e ondas do mar…por que não?
A primavera está quase chegando! As flores dos ipês caíram, anunciando as “chuvas criadeiras”, como se dizia antes, o ar vibra de energia, de possibilidades. De repente, ás árvores parecem prenhes, prestes a explodir, transbordar! Adoro esse tempo feito de “quase”!
Carlos Solano é arquiteto e escritor. Autor do livro Feng Shui – Kan Yu, arquitetura ambiental chinesa, Editora Pensamento, co-autor do livro Alma da Pedra – anotações sobre assentamentos humanos para o terceiro milênio, Oficina Mineira de Edições e colunista da revista “Bons Fluidos”, da Editora Abril, onde assina a coluna Casa Natural. E é dele a idéia de lançar uma campanha que tem tudo a ver com esse tempo de criar e de brotar que nós estamos nos preparando para viver.
Plantar 1.000.000 de árvores, é essa a proposta de Solano, que já tem site: www.ummilhaodearvores.org.br e 122.525 adesões! A idéia, ele conta no site, surgiu a partir de um comunicado da ONU sugerindo que se plantasse um bilhão de árvores em todo o planeta para ajudar a frear o aquecimento global. Era o “chamado das árvores” que fez o arquiteto lançar a campanha e encampar a idéia de convidar as pessoas a plantarem árvores…e a cuidarem delas, evidente!
A campanha, lançada no final de 2007, ganha peso, justamente agora, na entrada da primavera com a vinda da escritora canadense e conferencista internacional Dorothy Maclean, 88 anos, que é fundadora da Findhorn, aquela ecovila escocesa que virou uma Findhorn Foundation (www.findhorn.org/index.php). Ela vem acompanhada de Judy McAllister, que também era coordenadora da comunidade e vai fazer um ciclo de conferências e workshops em Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo: “O Chamado das Árvores” é o tema.
Entrar em sintonia com a vida em volta de nós… passear pelo ritmo das estações, ao menos do jeito que a gente aprendeu — primavera, verão, outono, inverno — nem sempre é fácil aqui abaixo do Equador. Mas dá sim para a alma sintonizar nas mudanças de tom, de cor, de luz que acompanham a passagem do tempo e compõem a música tão peculiar das criaturas.
É primavera em volta de você, basta prestar atenção…as árvores que fazem festa são um ótimo começo!
Pesquisas…meu sogro costumava dizer que se alguém conseguisse cruzar todas as pesquisas que saem nos jornais descobriria que o mundo está muito longe de fazer algum sentido!
Minha amiga, Lélia me manda uma notícia: o número de suicídios aumentou 60% nos últimos 45 anos! A informação vem de uma pesquisa divulgada essa semana pela Organização Mundial de Saúde, como parte de uma campanha de conscientização lançada no Dia Mundial de Prevenção do Súicídio, 10 de setembro.
A cada dia, informa a OMS, cerca de 3 mil pessoas se suicidam no mundo. Para cada suicídio, no entanto, contam-se algo como 20 tentativas frustradas. O objetivo da campanha da OMS é justamente sinalizar a necessidade de políticas de saúde pública que incluam o acompanhamento de pessoas que tentaram se matar logo na primeira vez. Fingir que não aconteceu nada e varrer o problema para debaixo do tapete é, sem dúvida, a pior opção, alertam os autores do estudo.
O suicídio é a terceira causa de morte entre pessoas de 25 e 44 anos e, em 90% dos casos, está relacionado a problemas mentais. Questões familiares e crises sócioeconômicas também podem ter aí um certo papel, mas o fato é que a maioria das pessoas que resolvem tirar a própria vida, faz isso sem uma razão externa aparente, ou seja, as estatísticas não dizem que em zonas de guerra as pessoas se suicidam mais, por exemplo. Nem tampouco informam que nas favelas do mundo a taxa de suicídios é maior. Nada disso, o aumento do número de suicídios aparentemente tem a ver com países desenvolvidos ou em desenvolvimento e afeta cada vez mais os jovens.
E como a gente junta isso com a pesquisa da semana passada, da World Value Survey Organization, que concluía que as pessoas andavam mais felizes?
Meu sogro diria: “cuidado, ler pesquisas não é coisa tão simples”, e ele teria razão…
Porque veja só. O estudo da WVS foi feito com foco nos países, tentando relacionar felicidade da população e nível sócio-econômico. O estudo da OMS, ao contrário, olha para as pessoas e para suas razões individuais.
Isso nos deixa com algumas perguntas penduradas: será que esse aumento do número de suicídios não estaria ocorrendo justamente nos países nos quais as pessoas se disseram menos felizes? E isso teria algo a ver com aquele tal “tédio de consumo” sobre o qual falavam os autores do estudo da WVS? Por que os jovens? Lembram que no outro estudo os especialistas relacionavam oportunidades pessoais, capacidade de realizar alguns sonhos e o senso de pertencer a uma família, a um grupo, como sendo das coisas importantes para se medir a felicidade? Será que os jovens estariam perdendo esse vínculo com suas comunidades? Seria esse um fenômeno geral ou ele estaria relacionado, por exemplo, às grandes cidades, aos países mais desenvolvidos…será que essas coisas todas estão relacionadas: tédio, jovens, perda de vínculos, falta de horizontes, suicídio?
Pesquisas, para mim, elas trazem mais perguntas do que respostas, meu sogro diria: “é para isso que elas servem”, e ele teria razão…
Não, talvez no formato como hoje os conhecemos, mas fico imaginando o espanto da primeira criatura que ao ver a imagem refletida numa poça d´água gritou para si mesmo: “esta sou eu!”
De lá para cá, as poças guardaram extraordinários reflexos de nós mesmos, mas, muitas vezes nos aprisionaram, como aconteceu com o jovem grego, Narciso. A lenda, cheia de versões, fala que Narciso era filho de um deus da natureza, um rio chamado Cefiso e uma ninfa, Liríope. Assim que o bebê nasceu, seus pais consultaram o adivinho cego Tirésias para descobrir o que o destino reservava para o menino. Descobriram que ele viveria até ser velho, desde que não olhasse para si mesmo. E Narciso cresceu, belo e indiferente ao amor que inspirava nos outros. Dizem que a ninfa Eco, desesperada de paixão, retirou-se para a solidão e emagreceu tanto que em pouco tempo não lhe restava senão a voz , um eco… Indignadas, as jovens desprezadas por Narciso pediram vingança à deusa da Justiça Divina, aquela cuja função é fazer os mortais perceberem os limites de sua própria humanidade, Nemêsis, uma das filhas da Noite. E a deusa fez com que um dia, depois de uma caçada, Narciso se abaixasse sobre uma fonte para beber da água fresca. Lá no fundo estava seu rosto, tão inacreditavelmente belo…Imediatamente, ele se apaixona pela imagem que vê e, por ela, deixa-se consumir junto à fonte, até morrer…Dele restou a flor, que herdou seu nome…
É, espelhos não são só um problema feminino. Ao contrário, estão entre os mais expressivos símbolos que nós criamos. O que diz o espelho mágico das histórias? Sempre a verdade, a verdade mais profunda de nós, aquela que muitas vezes, preferíamos que ficasse escondida, tanto dos outros quanto de nós mesmos. Meu dicionário de símbolos me conta que um antigo espelho chinês, que está no museu de Hanói, traz a inscrição: “Como o Sol, como a Lua, como a água, como o ouro, seja claro, brilhante e reflita aquilo que existe dentro do seu coração.”
Tão poderoso era o efeito deste reflexo na consciência dos humanos que em muitas tradições a imagem no espelho acabou sendo vista como o rosto de Deus e das coisas divinas e perfeitas que povoavam o mundo acima das nossas cabeças. Sim, tão belas, mas, um detalhe: a imagem que surge na superfície brilhante está sempre invertida, apontando para uma semelhança que no final é pura miragem, ilusão. O espelho mágico nem sempre fala a verdade, afinal, e muitas vezes cabe a nós corrigirmos aquilo que vemos refletido.
Em tempos de anorexias desfilando nas passaleras, obesidades epidêmicas e meninas enchando consultórios de cirurgiões plásticos, talvez a gente precise urgentemente corrigir nossa imagem de beleza. E nos vermos refletidos na poça assim belos, extraordinários, de novo…
Escrevi esse artigo há tanto tempo…ainda para o Delas…
Mas hoje, quando recebi de uma nova amiga muito querida um artigo falando de mulheres, de espelhos, fiquei pensando: que bom que tem gente colocando no You Tube mulheres tão belas…porque a beleza, a gente sabe, é feito os espelho, tem muitas, muitas faces…
Pois é, apesar do salário baixo, da corrupção dos políticos, dos desmandos da economia, apesar das guerras, dos relatos de crianças que são maltratadas, apesar até das manchetes dos jornais e das imagens aterrorizantes da TV, as pessoas no planeta estão encontrando boas razões para afimar: sim, eu sou feliz!
A conclusão é de uma pesquisa realizada pela World Value Survey Organization, uma ong dedicado ao estudo das mudanças sócio-culturais e políticas do mundo.
De tempos em tempos essa organização promove estudos sobre o comportamento das criaturas do planeta. No estudo divulgado este ano, foram questionadas 1400 pessoas em 52 países. A compilação de resultados dos últimos 25 anos, publicada na revista New Scientist e reproduzida nos principais jornais revela: os índices de felicidade aumentaram em nada menos do que 45 países!
A análise dos resultados revela que o crescimento econômico aumenta os níveis de felicidade, sim. Mas antes que você saia por aí dizendo que o dinheiro compra a felicidade afinal, os pesquisadores do WVS alertam: “o desempenho econômico afeta a felicidade apenas (APENAS, vejam bem!) nos países nos quais a renda per capita anual não ultrapassa os $12 mil dólares.
Explicando, uma vez que você tenha atingido níveis considerados mínimos de sobrevivência, o dinheiro deixa de ser um fator de felicidade. Ou seja, nos países ricos, as pessoas não se sentem mais felizes, nem mesmo com a conta bancária recheada, nem mesmo pilotando um iate, nem mesmo enchendo prateleiras e prateleiras do armário com sapatos de Manolo Blahnik!
A equação da felicidade é bem complicada avaliam os cientistas envolvidos na pesquisa. “O que o progresso democrático e os melhores desempenhos econômicos têm em comum é a sensação de liberdade pessoal que eles garantem”, afirma, Robert Foa, da Harvard University, co-autor do estudo. Assim, as pessoas da Europa Oriental se sentem muito mais felizes hoje do que há 25 anos atrás, apesar da situação econômica dos países onde vivem ter até piorado desde a transição do comunismo para o capitalismo.
Existem as exceções, evidente, o povo de Belarus, apesar da falta de abertura política se considera feliz e os chineses, apesar do crescimento econômico andam mais tristes. A Índia também vai assim, assim, em matéria de felicidade…os pesquisadores falam até de uma espécie de “epidemia” de tédio que ameaçaria os paises assim que eles alcançam níveis exagerados de consumo!
Na onda da felicidade, uma surpresa: os paises latino-americanos sempre se saem bem nas pesquisas. Não somos os mais ricos, mas o México, por exemplo, é um campeão de felicidade! A razão? A valorização dos laços familiares e o orgulho que têm do seu país. Essa felicidade só aumentou nos últimos anos com maiores oportunidades de trabalho e de expressão, proteção aos direitos das mulheres e das crianças, mais tempo para o lazer…
E a última boa noticia sobre a felicidade planetária: as pesquisas comprovam que um gatilho importante das emoções negativas é o individualismo. O que ajuda a explicar porquê alguns países ocidentais têm níveis tão baixos de felicidade. Nações da Ásia e da América Latina seriam menos suscetíveis aos sentimentos negativos porque, em geral, as pessoas consideram que as necessidades coletivas são mais importantes do que as razões individuais.
Agora, cá para nós, se você fosse um dos entrevistados da pesquisa o que responderia? Você é feliz? Vale a pena tentar responder porque talvez nenhuma outra pergunta seja tão importante!
As mulheres são belas em Paris! Elegantes, sim, também, mas belas! Basta dar uma voltinha para se sentir embriagado pelas infinitas variedades de beleza que essas criaturas desfilam pelas ruas e oferecem nas lojas, nos cafés…
Longe de Paris, belas são as mulheres jovens, belas são as mulheres…lindas! Aqui não. Aqui todas as mulheres parecem ter recebido seu quinhão divino de Beleza. É possível que seja a “allure”, um “jeito” altivo, decidido de andar. Talvez seja mesmo a convivência diária com o universo dos sentidos, o à vontade com as coisas da moda, lia na Marie Claire no outro dia que, na França, chique mesmo é você comprar vários perfumes diferentes e compor, em gotas precisas e borrifadas minuciosas, seu próprio, único, diferenciado, aroma!!! Sim, só uma gente expert em sensações consegue pensar em misturar Chanel e Guerlain, antes do café da manhã, assim, com tanta intimidade!
E os sapatos, quem sabe se não são os sapatos, altíssimos, belissimos, desavergonhados, os verdadeiros mestres na arte de deixar as mulheres belas…e os cabelos, atrevidos — nunca vi tantas mulheres, como eu, de cabelos brancos, arrebitados, zombeteiros, arrepiados no cocoruto dos narizes arrebitados dessas mulheres sensacionais!
Por isso, fiquei encantada com o ensaio deste mês da revista Standard, que brinca com imagens de mulheres mais velhas, fazendo caras e bocas nas pontes de Paris!