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Arquivo de agosto, 2008

17/08/2008 - 12:25

Listas de desejos: para fazer antes de partir

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Todo mundo sabe que vai morrer, mas saber quando faz uma imensa diferença. De certa forma estranha, é como se de repente, nos tornássemos senhores do nosso destino. Esse tempo, daqui até o final, é mais nosso do que todos os outros dias, de “antes”, em que vivíamos, displicentes, a ilusão da eternidade…

Se você soubesse que tem, digamos, apenas 3 meses mais para viver, o que faria? Que sonhos decidiria realizar? Que situações escolheria viver?

É esse o tema de “Bucket List“, o filme de Rob Reiner, o mesmo de “Harry e Sally“, lembram? Não que seja um grande filme, embora Jack Nicholson e Morgan Freeman sejam um espetáculo sozinhos, sem cenários, quem precisa? Mas é daquelas boas idéias, que viram roteiros corretos e fazem a gente gostar de ter ido ao cinema…

No filme, os dois homens são doentes terminais e decidem “chutar o balde”, ou seja, fazer tudo o que gostariam antes de partir…

Parece simples fazer uma lista de coisas para fazer antes de partir? Mas não é não, ao menos, se você for honesto consigo mesmo…Experimente: o que realmente, faria toda a sua vida ganhar sentido no último minuto? Como será que a gente precisa ter vivido, experimentado, sentido para chegar lá no final e conseguir dizer: OK, cada minuto valeu a pena…pode cair o pano!

A web ajuda:

No site 43things.com, você se inspira, cria sua lista, vê a lista dos outros, corrige, assinala os progressos, compartilha…

Os desejos campeões? Veja só:

- perder peso
- parar de procrastinar
- escrever um livro
- apaixonar-se
- ser feliz
- fazer uma tatuagem
- fazer uma viagem de carro, sem rumo, sem hora para chegar, uma “road trip”
- beber mais água
- casar
- viajar pelo mundo

Outra rede social de desejos, a Your 100 things, também tem listas compartilhadas, aqui, você ainda recebe estímulos de outros “desejantes”, palavras de apoio, votos de felicidade, coragem, você vai conseguir…

Conhecer a África, ter um filho, aprender chinês, viajar para o Peru com a família, comer saudavelmente, perder peso, dançar com a mulher, amar a humanidade, são alguns dos desejos mais comuns.

Muitos psicólogos aconselham fazer essas listas. Dizem que escrever cria um comprometimento nosso, e que o sonho começa a se realizar no momento em que conseguimos formulá-lo, extraí-lo do fundo de nós, arrancá-lo da correria do cotidiano. No mínimo, criar uma “bucket list” é uma forma de tomar consciência dos nossos desejos, iluminá-los, e, através deles, descobrir o que realmente é importante para nós…

No Omelete, você lê a crítica e a resenha do filme “Antes de Partir

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Local: Pavilhões do Anhembi
Rua: O
Data: de 14 a 24 de agosto
Horário: das 10h às 22h

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Inspiração, Toques de alma Tags: , , , ,
13/08/2008 - 16:35

Uma pulseira contra a violência doméstica

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A partir deste mês, procure nos catálogos da Avon por essa pulseirinha azul. A “Pulseira da Atitude” só custa R$5,00 e cada centavo deste valor vai para o escritório regional do Unifem Brasil/Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento da ONU para a Mulher).

A ação faz parte da campanha Fale sem Medo – não à violência doméstica, que é coordenada pelo Instituto Avon. A pulseira tem o símbolo do infinito em metal prateado, que, segundo a assessoria da empresa, “simboliza o futuro sem limitações para as mulheres, que merecem estar seguras, autônomas, saudáveis, para buscar seus sonhos e transformá-los em realidade”.

E não é uma ação isolada, segue a campanha mundial da Avon Foundation, Speak Out against Domestic Violence, que existe desde 2004 e já investiu mais de US$ 6 milhões em ações com o objetivo de conscientizar a sociedade e reduzir os índices de violência contra a mulher, em várias partes do mundo.

Conscientizar a sociedade…todas as campanhas contra a violência são importantes, é óbvio! Desde que tragam no bojo alimento para reflexão e propostas de mudanças. Mas existe uma certa indulgência na fala “conscientizar a sociedade”, não acha? Dá a impressão de que no fundo no fundo, nós, cada um de nós, de alguma forma está excluído do incômodo, NÓS, que lemos ou ouvimos a frase somos inocentes, culpados são sempre…os outros! Porque a violência não nasce em algum lugar lá bem lá fora de nós, nada disso, ela nasce no espaço mais escuro de nós mesmos, se alimenta do nosso medo e cresce até ocupar cada cômodo da casa, as ruas, as cidades, o planeta…

Ou você acha que não é violência bater numa criança, gritar com o motorista do carro ao lado, xingar moça do caixa do supermercado, controlar obssessivamente a vida dos outros, brigar na torcida do jogo de futebol, manipular o afeto do parceiro, macular, da forma que for, o corpo de quem quer que seja, o seu, inclusive…são inimagináveis as tantas formas de violência…

Dá para imaginar que uma em cada 3 mulheres apanham ou sofrem algum tipo de abuso, sexual, sobretudo, seja do pai, do marido ou de algum membro da família? Dá para entender o que nós, adultos, estamos fazendo com as nossas crianças? O documento da ONU sobre o assunto, de 2006, fala de “epidemia global de proporções escandalosas”, fala 250 milhões de crianças que estão sendo agora, enquanto eu escrevo e você lê, sendo torturadas, abusadas, machucadas e mortas pelas mesmas pessoas que deviam protegê-las, cuidar delas e garantir o seu futuro!

E se, ainda, ousarmos olhar de frente os estudos que falam da violência doméstica contra os homens (sim, não precisamos nos iludir quanto a nossa capacidade de inflingir dor, certo?) vamos descobrir, por exemplo, que em um deles, mais de 24% dos homens relataram ter sofrido algum tipo de violência por parte de suas parceiras, seja essa violência definida como física (tapas, pontapés, socos) ou psíquica (ameaças, escândalos, humilhações, comportamento controlador). Que 1 em cada 9 homens nos EUA são vítimas de violência por parte de suas parceiras! Um em cada 9!!!?

E para que não haja dúvidas sobre o que é mesmo que estamos chamando de violência, transcrevo o que está no site do National Domestic Violence Hotline, dos EUA. Além da violência física, são consideradas formas de violência também:

Xingamentos ou humilhações
Gritos e ameaças
Tapas, bofetadas e empurrões
Ciúmes e desconfianças
Proibir alguém de estar com sua família e amigos
Arremessar sobre o outro objetos de qualquer tipo

No site Psiq Web, de Psicologia Forense, você encontra mais material para discutir esta questão com seu parceiro, seus amigos, sua família…porque no fundo, todos somos responsáveis por todos…

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10/08/2008 - 15:40

Pateta, o eterno pai fofo

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Dia dos Pais, plantão no iG. Recebemos vários releases com novos estudos falando da importância da figura paterna para as crianças, do quanto essa figura vem se ampliando e tornando-se mais e mais complexa ao longo dos anos.

Quantas figuras de pai a gente conhece? Tem os pais biológicos, tem os adotivos, os que veêm os filhos nos finais de semana, os que cuidam dos filhos de outros homens, os que cuidam dos filhos de vários outros homens, pais de aluguel, pais coletivos, pais que são mães, pais jovens, muito velhos, pais de todas as cores, de todos os jeitos…novos pais!

Não importa que forma esta figura assume nas nossas vidas modernas, dizem as pesquisas, quanto mais próxima, comprometida e afetuosa ela for, melhor para as crianças.

Mas…que figura é essa? O que é que cabe na imagem de um pai?

E lembro dos desenhos do Pateta como pai, você lembra deles? São da década de 50, falam de um pai recém-nascido, arrumadinho, de terno, gravata e chapéu, voltando do trabalho para uma casa que ele sempre imagina impecável e nunca é, de um pai que apenas começa a aprender a dividir, a compartilhar, parceiro de uma mulher irrequieta, insatisfeita, uma “dona de casa de subúrbio americano” que também se deseja arrumadinha, impecável, e nunca é…mas falam da vida como eterno e bem-humorado aprendizado e deve ser por isso que gosto tanto deles!

De todo modo, imagino que mesmo os novíssimos pais vão se reconhecer na ingênua arrogância do “George”, com sua inabalável confiança na própria competência, suas certezas, seus desajeitos, suas bem-intencionadas tentativas de lidar com o universo feminino, tão novo, tão estranho, de fraldas e de perplexidades, seu orgulho, seu cansaço, sua ternura…o mais frágil dos pais-heróis!

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04/08/2008 - 17:11

Africa: viagem virtual

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Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa.
Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares. Olhou o horizonte e chamou:
— Pai!
Então, se abriu uma fenda funda, a ferida de nascença da própria terra. Dos lábios dessa cicatriz se derramava sangue. A água sangrava? O sangue se aguava? E foi assim. Essa foi uma vez.

Mia Couto, jornalista e escritor de Moçambique, sempre me faz lembrar que não há nada de morno na África, tudo tem a medida do exagero, do impossível, do inusitado.
´
E é assim que fiz minha África de fantasia e costurei com cores viscerais, extremadas, de primórdios e de esperanças…

Por isso fiquei feliz quando recebi esta mensagem da minha amiga Lélia. Tão difícil alimentar com imagens minhas fantasias sobre a África, que acabo ficando nas palavras…de Mia Couto, por exemplo. Agora não mais…porque Chegou no outlook, África, uma viagem virtual

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Chegou no outlook, Toques de alma Tags: , , , ,
01/08/2008 - 14:06

Uma vela para o Tibet

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No dia 7 de agosto de 2008, milhares de pessoas no mundo todo estarão acendendo uma vela e colocando-a diante da janela. O gesto coletivo é sinal de solidariedade em relação ao povo do Tibet, na véspera da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Coisa bem simples, acender uma vela. E, talvez, ingênua. Não vai mudar nada, nem resolverá os conflitos existentes entre o Tibet e a China. Minha amiga, Margot, me diz que nem se vê mais nenhum monge budista pelas ruas de Llhasa, a capital do Tibet. Talvez eles nunca mais voltem. Mas a cada vez que uma cultura tradicional é ameaçada de extermínio, o mundo todo perde a memória, um pouco, ao menos…e sabemos menos de nós mesmos…

Não sei não, embora uma vela seja bem pouco, esses gestos antigos podem, quem sabe, trazer de volta um sentimento forte de união em torno de uma idéia, um idéia de paz…e milhões de velas, já pensou quanta luz?

Perguntei por e-mail ao criador da idéia, David Califa, um australiano de 52 anos, aposentado e que vive em Israel, como essa campanha que já tem 88.519.074 de adesões começou e ele me disse que o início tinha sido um simples convite no Facebook.

Logo, um grupo de pessoas aderiu a proposta e juntos eles criaram o Unity Network, cujo objetivo é mostrar para o mundo o poder que um único indivíduo tem hoje de mudar suas circuntâncias, de alterar o rumo da história. “Nunca isso foi possível antes”, avalia David, “mas hoje, com os recursos de que dispomos, não podemos mais ficar quietos, podemos mudar nossa realidade, só precisamos ficar juntos”.

David Califa deve acender a primeira das 100 milhões de velas que ele espera ver acesas pelo Tibet no dia 7 de agosto de 2008, às 21 horas (hora local).

Você também vai emprestar sua luz para a paz?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Chegou no outlook, Inspiração Tags: , ,
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