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24/06/2008 - 19:36

Procuram-se avós

Saudades de colo de avó? Anda precisando de um avô que ensine você a jogar xadrez? Ou quer esquecer do presente e passar alguns momentos ao pé do fogo ouvindo histórias do passado?

Em qualquer caso, se você não tem mais uma avó ou um avô à mão, a internet resolve seu problema de falta de “contatos intergeracionais”. Na França, já existem sites de relacionamentos que promovem só esse tipo de encontro: “Menino de 8 anos precisa de um avô para levá-lo ao jogo de futebol”; “Menina de 10 anos procura avó para ensiná-la a fazer tricô”; “Gêmeos de 6 anos procuram desesperadamente um avô para contar histórias antes de dormir”…

No site Super Grands Parents vale também o contrário: “Avó de 65 anos, craque em navegar na web, cujos netos andam com a mãe em algum lugar ignorado do mundo, procura…”; “Avó de 78 anos, ex-piloto de avião, procura neto que goste do assunto para iniciar uma coleção de aeromodelos”; “Avó de 80 anos, totalmente lúcida, mas abandonada pela família, procura netos “postiços” e desafia: sou craque em vídeogames!”…

Pois, é…não sou saudosista, de jeito nenhum, meu tempo é sempre agora.. Mas confesso que fiquei confusa…será que em tempos de supernannies muito mais sabidas das artes de educar crianças perfeitas do que mães comuns, estamos vendo nascer a era dos “avós profissionais”, muito mais avós do que os avós comuns?

E será que isso não sugere que talvez a gente ande à cata da família ideal? Afinal, por que aguentar uma familia assim chinfrim, fuleirinha mesmo, cheia de defeitos, mau-humor de manhã, impaciência no final do dia, falta de tempo, falta de jeito, se podemos ter, nem que seja no mundo virtual, a família dos nossos sonhos?

Resta um consolo. Para os que se recusam a desistir de competir com os “profissionais” do assunto, existem também sites cheios de dicas, idéias e recursos online para avós… Teste este aqui, My Grand Child, é muito fofo, aliás…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:

2 comentários para “Procuram-se avós”

  1. Erika disse:

    Cara Adília,
    há tempos admiro e adoro ler o que escreve. Tenho a impressão de que vc. conseguer ler nas entrelinhas, captar a essência de certos sentimentos e sensações…
    Seu texto sobre “Avós e avôs” mexeu comigo por dois motivos.
    O principal é a saudade IMENSA da minha querida avó Tereza, falecida há sete meses. Enquanto lia suas palavras, minha mente revivia momentos doces, alegres, típicos que só uma avó carinhosa e dedicada é capaz de proporcionar.
    O outro motivo adveio da perplexidade ao saber que as pessoas estão buscando na web o resgate desses sentimentos de afeto, típicos de vovós e vovôs, mesmo que não sejam cosangüíneos. As pessoas andam carentes de sensações essenciais, simples, conquistadas em um abraço sincero, num pouco de atenção, em palavras amigas, em “bolinhos de chuva”…
    Espero que quem tenha como compartilhar e conviver com avós e netos o faça, de forma livre e com o coração, pois o tempo passa, mas o que vivenciamos com eles ficará impresso nas lembranças, na alma!

  2. Chérri Filho (jornal disse:

    OI..somos uma Tv e rádio via net ao vivo! Gostei do seu blog…parabéns..bjusss

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