iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

Arquivo de junho, 2008

29/06/2008 - 20:14

Festa no mar, dia de São Pedro!


A foto é de Eliseo Fernandez, da Reuters

20 de junho, Dia de São Pedro, festa no mar. Na foto, uma imensa estátua de São Pedro avança pelo mar durante a procissão anual em homenagem ao santo padroeiro dos pescadores na cidade de Valparaiso, no Chile. Todos os anos, em várias cidades à beira-mar espalhadas pelo mundo cristão, os pescadores aprontam os barcos, enfeitam os mastros de fitas e saem para festejar o apóstolo mais “humano” de Jesus…

” E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque isto não te revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Mateus 16:17-19

Você lembra desse trecho do Novo Testamento? Pedro e pedra, Pedro e as chaves do céu, Pedro e a construção da Igreja Católica. Os versículos de São Mateus que você acabou de ler são considerados há séculos, a prova de que Cristo instituiu o apóstolo Pedro como cabeça da sua futura igreja e, de que, em função disso, ele seria o responsável pela unidade dessa congregação (igreja, vem do grego ecclesia, a comunidade ou o templo dos cristãos), pela sua firmeza diante das tempestades — daí a associação com a pedra – e pelo seu crescimento nos séculos que viriam.

Uma missão e tanto para o apóstolo, que nos evangelhos aparece como um pescador, espontâneo e impulsivo, capaz de defender seu Mestre e, logo adiante, fingir que não o conhece. Esse personagem fascinante e contraditório se transformará, depois da morte do mestre, no líder sólido e determinado da recém-nascida comunidade de cristãos. Pelo menos é isso que os poucos relatos que temos de sua vida – e de seu martírio – mostram.

Pedro na verdade chamava-se Simão, um nome que faz adivinhar sua origem grega. Além do grego, é quase certo que também falava aramaico, porque era judeu. Seu sobrenome é Petros, em grego, Képhas ou Chépha, em aramaico. E significa rocha. Jesus o chama Bar Jonas, que é uma expressão em aramaico que significaria “filho de João ou de Jonas”, um jeito bem comum na época de construir sobrenomes.

Depois da morte do mestre, Pedro viaja muito, mas permanece morando em Jerusalém. Por volta do ano de 44, ele é preso por ordem de Heródoto Agripa, mas consegue escapar miraculosamente (”as portas da prisão se abrem e as cadeias tombam”). O apóstolo anuncia que vai partir para “outro lugar”, mas não diz para onde. Isso é uma complicação, porque, se até então o que acontece está registrado direitinho nos Atos dos Apóstolos da Bíblia, depois desse momento, os registros são bem poucos. O fato é que ele deve ter viajado mesmo e muitas igrejas, em toda a região ao redor do Mar Mediterrâneo pretendem ter sido fundadas por ele.

O apóstolo Pedro, embora não tenha sido o fundador da comunidade cristã de Roma, passou lá seus últimos anos e foi martirizado, durante a perseguição aos cristãos promovida pelo imperador romano Nero, por volta do ano 64. Dizem que Nero colocou nos cristãos a culpa do famoso incêndio de Roma. Por conta disso, os cristãos foram caçados violentamente. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, em um grande espetáculo promovido pelo imperador nos jardins do palácio, no monumental Circo de Nero, que ficava na região do Vaticano, na margem direita do rio Tibre.

No lugar onde Pedro foi enterrado, o imperador Constantino mandou erguer uma basílica no início do século 4. Durante toda a Idade Média, esse templo foi local de peregrinação e, hoje, ao seu redor, se ergue a imponente Basílica de São Pedro, construída no século 16. É aí que o papa vive. Mas o Pedro dos pescadores, esse vive lançando suas redes no mar…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/06/2008 - 19:36

Procuram-se avós

Saudades de colo de avó? Anda precisando de um avô que ensine você a jogar xadrez? Ou quer esquecer do presente e passar alguns momentos ao pé do fogo ouvindo histórias do passado?

Em qualquer caso, se você não tem mais uma avó ou um avô à mão, a internet resolve seu problema de falta de “contatos intergeracionais”. Na França, já existem sites de relacionamentos que promovem só esse tipo de encontro: “Menino de 8 anos precisa de um avô para levá-lo ao jogo de futebol”; “Menina de 10 anos procura avó para ensiná-la a fazer tricô”; “Gêmeos de 6 anos procuram desesperadamente um avô para contar histórias antes de dormir”…

No site Super Grands Parents vale também o contrário: “Avó de 65 anos, craque em navegar na web, cujos netos andam com a mãe em algum lugar ignorado do mundo, procura…”; “Avó de 78 anos, ex-piloto de avião, procura neto que goste do assunto para iniciar uma coleção de aeromodelos”; “Avó de 80 anos, totalmente lúcida, mas abandonada pela família, procura netos “postiços” e desafia: sou craque em vídeogames!”…

Pois, é…não sou saudosista, de jeito nenhum, meu tempo é sempre agora.. Mas confesso que fiquei confusa…será que em tempos de supernannies muito mais sabidas das artes de educar crianças perfeitas do que mães comuns, estamos vendo nascer a era dos “avós profissionais”, muito mais avós do que os avós comuns?

E será que isso não sugere que talvez a gente ande à cata da família ideal? Afinal, por que aguentar uma familia assim chinfrim, fuleirinha mesmo, cheia de defeitos, mau-humor de manhã, impaciência no final do dia, falta de tempo, falta de jeito, se podemos ter, nem que seja no mundo virtual, a família dos nossos sonhos?

Resta um consolo. Para os que se recusam a desistir de competir com os “profissionais” do assunto, existem também sites cheios de dicas, idéias e recursos online para avós… Teste este aqui, My Grand Child, é muito fofo, aliás…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/06/2008 - 00:54

Chegou no outlook…Zé Carioca e Pato Donald no Rio

Depois de tanto tempo sem escrever, acumularam-se muitos “chegou no outlook”, na minha caixa de e-mails…alguns inspirados, outros sérios, outros ainda mais moralistas. O e-mail da Maria Eugênia, no entanto, vinha com a promessa: “É uma delícia!” Comecei a assistir e acabei toda respingada com as tintas coloridas e exageradas que a Disney usou para falar de um Rio de Janeiro talvez um tanto folclórico, mas, com certeza, muito, muito mais saboroso… Ou seja, uma delícia!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/06/2008 - 00:42

Chegou no outlook…o yoga dos bebês

Ok, a gente adora bebês! Porque a Natureza usou todas as suas armas secretas de sedução nos filhotes e caprichou nos mamíferos…eles são fofos, pequenos, roliços, macios, quentinhos, amorosos e alegres. Só não tinha me dado conta do quão craques eles são em…yoga! Assista e você também vai ficar com vontade de imitar seu pequerrucho no alongamento!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/06/2008 - 06:58

A Casa Cor e as cavernas masculinas

Casa na árvore de Fernanda Abs e Fred Benedetti

Todo ano vou à Casa Cor. Gosto de saborear esta vitrine do viver em casa. É claro que, como todas as vitrines, nem sempre a gente gosta de tudo que vê. Lembram daquela Casa Cor onde a tecnologia era a estrela absoluta de ambientes em que era impossível imaginar humanos vivendo? Não sei mais em que ano foi, mas lembro que saí exausta…e vazia!

Já li vários comentários sobre a Casa Cor 2008 e deixo para os especialistas a árdua tarefa de fazer a triagem das tendências e avaliar todos os detalhes.

Mas aquela Cabana do Roberto Migotto é coisa para se pensar…a tal cabana, aliás, versão nada rústica daqueles refúgios de caça que povoam os bosques da imaginação, junto com a Casa na Árvore, o Chalé de Golfe, a Garagem cheia de vasos de murano, me fizeram viajar pela idéia de que talvez estejamos antecipando um tempo de buscar dentro das casas um espaço mais masculino, onde caibam os jeitos dos homens estarem no mundo.

E fico surpresa ao ler na CNN um artigo com o título sugestivo de “Porque ele precisa de um canto só seu”. Os homens andam em busca de suas cavernas, avisa a reportagem.

Um santuário masculino ou “mantuary”, em inglês. Lugar onde acolher tudo que não cabe nos espaços mais sofisticados, caprichados e, cá prá nós, femininos do restante das casas modernas: do vídeo game às TVs gigantes, passando pela coleção de gibis, de velhos discos de vinil, memorabilia de esportes, gadgets de todos os tipos.

Um canto onde os homens podem talvez se comportar um pouco menos “bem”, receber os amigos para intermináveis sessões de Halo 3 e piadas escatológicas e machistas, longe dos ouvidos femininos, longe das culpas, lembrar de tempos na garagem tocando guitarra e ouvindo música bem alto…gritos primais, batcavernas, vai saber do que sentem saudades os nossos homens modernos, urbanos?

Junto com o espaço, viria o tempo. Um tempo para redescobrir camaradagens, gargalhadas, do que eu gosto mesmo afinal, do que sinto falta. Meu marido, logo depois de uma das nossas separações (foram algumas nestes 30 e poucos anos) me disse: “incrível é descobrir que você não tem a quem culpar pelas coisas que não consegue fazer, pelos sonhos que não viveu, pelas horas disperdiçadas, de repente, é tudo seu!” Sim, uma caverna só faz sentido se for para você descobrir-se dentro dela…

Está certo que a visão Casa Cor destes espaços “masculinos” é refinadíssima, mas a imagem de uma caverna ultrasofisticada, povoada de confortos e maciezas cheirando a grama molhada, a bicho e de lembranças estrangeiras…não sei não, mas vai ter muita mulher disputando um pedacinho…

Clique para ler o artigo da CNN

No Urban Dictionary “mantuary” já tem até definição

<a href=”http://themantuary.wordpress.com/”
target=’ _blank>E no blog “Mantuary”, uma amostra do estilo novo ‘caveman’

As fotos são do site da Casa Cor 2008, de São Paulo

A Cabana de Roberto Migotto

A Sala do Hobby do Dono da Casa, de Vanessa Feres

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo