Sábado…de bike!
Não basta ser mãe. Tem que mostrar que você honra seus ideais. Precisa garantir que é possível viver seus sonhos em qualquer idade. E lá estava eu, a chave do carro na mão, quando minha filha de 16 me vem com: “Mãe, hoje É o Dia Mundial sem Carro”…vamos de bicicleta, então, certo?
Certo. Tudo na vida é só uma questão de percepção, estou convencida disso. Para mim, andar de bike de Alto de Pinheiros até a Cidade Jardim e fazer o Rally Paris-Dakar estão mais ou menos emparelhados…
Mas fui, porque não dá para fugir de certas coisas diante da sua filha de 16…
E foi um delícia, é claro, como sempre acontece quando a gente reveste uma coisa com panos sombrios só para descobrir que não é bem assim…
A ciclovia da Avenida Pedroso de Moraes, em São Paulo, funciona muitíssimo bem. O problema é o Largo da Batata…
Não há Dia Mundial sem Carro que sobreviva ao fato de que as calçadas da maioria das cidades são estreitas demais para os muitos humanos que precisam percorrê-las… e, se você estiver de bike, vai ter que escolher entre enfrentar o medo dos ôniibus e correr o risco de atropelar alguém…
É estranho viver as preocupações do Primeiro Mundo, num cenário de Terceiro, quiçá Quarto… Qual é o sentido de um Dia Mundial sem Carro numa cidade onde tanta gente anda de ônibus por absoluta falta de opções?
Mas fomos e voltamos de bike, felizes, rindo muito e dizendo “olá” para os eventuais companheiros de idealismo que, aliás, eram muitos…
Se eu soubesse, teria me prevenido…
Para obter maiores informações, navegue pelos sites do Sampa Bikers e neste outro dos usuários de bike de Florianópolis
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags: