Arquivo de setembro, 2007
24/09/2007 - 12:28

Paula me manda um “chegou no outlook”: “Achei legal para o seu blog”…vou ver, Paula sempre acerta, deve ser coisa de Escorpião!
E atrás do link descubro um Atlas de Nuvens! Lá estão, em belas e generosas imagens todas as nuvens do planeta…e com nomes! Alguns até poéticos, é claro, que na medida em que cientistas ainda que sem querer, acabam extraindo poesia das classificações: e vão surgindo Cirrus floccus, que parecem cavalos-marinhos celestes; Cumulus humilis que enchem o céu de carneirinhos; estranhas massas quase transparentes, os Altostratus translucidus; cogumelos gigantes de nomes assustadores, como Cumulonimbus capillatus incus…
John Day é um professor e meteorologista, que vive no Oregon, nos EUA. Sua paixão é fotografar nuvens. “São o maior espetáculo do planeta”, ele afirma. E inteiramente grátis! No site dele, Cloudman, as nuvens deixam de ser fenômenos científicos, renascem como puro encantamento!
Lá o professor dá dicas para você começar a fotografar nuvens e elenca suas 10 Boas Razões para Olhar para o Céu:
1. É o maior show da Terra, e não custa nada;
2. As nuvens nunca se repetem, nunca são exatamente iguais, não há como se entediar;
3. Eventualmente, alguns céus vão tirar seu fôlego e fazer você imaginar quem foi o pintor genial que criou uma tela tão bela;
4. As nuvens são feito anúncios de néon convidando para as próximas atrações do tempo;
5. Criar o hábito de olhar o céu antes de dormir e assim que acordar ajuda você a entrar em contato imediato com a Natureza e faz imaginar que no fundo, no fundo, não estamos tão longe de casa, afinal!
6. É impossível tornar-se um observador de nuvens sem desenvolver sua consciência planetária. A Teia de Vida, com certeza, deve ser costurada com fios de nuvens…
7. A água, de que são feitas as nuvens, é o que torna nosso planeta único e tão precioso.
8. E a água é uma substância miraculosa, nada é mais simples do que H2O nem mais essencial…
9. Observar nuvens é nunca se sentir entediado, lembrou?
10. As nuvens são um espanto da Natureza. Mesmo o mais cético dos cientistas, observando essa mutação da água em levíssimos arranjos, fica pasmo diante do incrível mistério da vida!
E a gente olha tão pouco para o céu…
Visite o site do Instituto Nacional de Metereologia
E passeie pelo jardim de nuvens de Cloudman
A foto foi tirada por John A. Day
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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22/09/2007 - 17:26
Não basta ser mãe. Tem que mostrar que você honra seus ideais. Precisa garantir que é possível viver seus sonhos em qualquer idade. E lá estava eu, a chave do carro na mão, quando minha filha de 16 me vem com: “Mãe, hoje É o Dia Mundial sem Carro”…vamos de bicicleta, então, certo?
Certo. Tudo na vida é só uma questão de percepção, estou convencida disso. Para mim, andar de bike de Alto de Pinheiros até a Cidade Jardim e fazer o Rally Paris-Dakar estão mais ou menos emparelhados…
Mas fui, porque não dá para fugir de certas coisas diante da sua filha de 16…
E foi um delícia, é claro, como sempre acontece quando a gente reveste uma coisa com panos sombrios só para descobrir que não é bem assim…
A ciclovia da Avenida Pedroso de Moraes, em São Paulo, funciona muitíssimo bem. O problema é o Largo da Batata…
Não há Dia Mundial sem Carro que sobreviva ao fato de que as calçadas da maioria das cidades são estreitas demais para os muitos humanos que precisam percorrê-las… e, se você estiver de bike, vai ter que escolher entre enfrentar o medo dos ôniibus e correr o risco de atropelar alguém…
É estranho viver as preocupações do Primeiro Mundo, num cenário de Terceiro, quiçá Quarto… Qual é o sentido de um Dia Mundial sem Carro numa cidade onde tanta gente anda de ônibus por absoluta falta de opções?
Mas fomos e voltamos de bike, felizes, rindo muito e dizendo “olá” para os eventuais companheiros de idealismo que, aliás, eram muitos…
Se eu soubesse, teria me prevenido…
Para obter maiores informações, navegue pelos sites do Sampa Bikers e neste outro dos usuários de bike de Florianópolis
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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21/09/2007 - 12:09
Minha amiga Beá é aquela que tem uma lista chamada “Queridas”, para quem ela manda reflexões e textos, ora engraçados, ora inspiradores…o de hoje é atribuído ao rabino Nilton Bonder, mas não consegui confirmar isso. De todo modo, o site do rabino vale sua visita, mas escolha um momento de calma para poder desfrutar de todos os artigos e pensamentos que estão lá disponíveis…e por falar em momentos de calma, você também não acha que OS DOMINGOS PRECISAM DE DESCANSO?
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta de trabalho, entendemos a pausa como
fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser
suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia.
Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo…
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e
perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN
inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado…
Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ’ser’ pelo ‘estar’.
Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma
interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento.
É um dia de atençãoatenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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16/09/2007 - 10:35

O hinduismo é tão rico, e tão variadas são suas manifestações que a gente quase poderia dizer que são…muitos! A religião de 80% dos hindus é tão cheia de cores, de símbolos, de histórias, de imagens, que já foi comparada a uma floresta tropical exuberante, onde as memórias ancestrais se misturam em infindáveis camadas à experiência cotidiana dos rituais religiosos.
E talvez porque sejam tantos os deuses desta religião cujas raízes a gente encontra vagamente em algum momento por volta de 1500aC, a festa parece não ter fim..e, algumas duram mais de uma semana!
É o caso de um dos deuses favoritos dos hindus e, com certeza, a mais simpática das criaturas alimentadas da imaginação humana: Ganesh, o gorducho deus meio menino, meio elefante, de muitos braços e que chega cavalgando…um ratinho! Ganesh Chaturthi, o festival de Ganesh acontece todos os anos no 4. dia da Lua Cheia de Bhadrapada, que, para nós acaba coincidindo com o mês de setembro e são dez dias de festa nas ruas da Índia!
Cabeça de elefante? Por quê? São muitas as histórias que contam como Ganesh perdeu sua cabeça. Eu adoro a que está no livro Ka, de Roberto Calasso. Lá estava Parvati, a bela “filha das montanhas” esposa de Shiva, o deus dançarino que cria e destrói o universo. E estava só no leito que compartilhava com o marido. Por que ele havia de deixá-la para amar outros seres, criar ou destruir outros aspectos do mundo? E disse: “Vou ter um filho, por capricho”.
Lentamente passou pelo corpo um óleo perfumado, misturando-o ao suor, às escaras da pele. Com raiva passava as palmas da mão no ventre, nas pernas, nos seios. Quase se arranhava, para não perder o mínimo de resíduo. Colheu um grumo de matéria, do qual nasceu Ganesh.
Siva estava contrariado e, certo dia, vendo Ganesh barrar a entrada do quarto de sua mãe, decepou-lhe a cabeça com fúria. Imediatamente, diante de Parvati emudecida de dor, ele deu-se conta do afeto que tinha pelo menino. E convocou seus “ganas” para que fossem atrás da cabeça de Airavata, o elefante do deus Indra. E voltaram com ela, depois de uma grande luta, na qual uma das presas do animal quebrou-se. Siva então, com cuidado de artesão, moldou a cabeça do velho e sábio elefante no corpo de Ganesh. E ordenou que dali em diante, ele fosse invocado antes do início de qualquer empreendimento humano.
Parvati acompanhava tudo com o olhar dulcíssimo. Sabia com quanta perspicácia Shiva realizava a delicada operação. E, subitamente, pensou que só agora seu filho seria verdadeiramente ele mesmo. Desde esse dia, não teve mais medo da solidão.
Foi para ele que ela ditou todas as histórias do mundo (o Mahabharata). E ele escrevia, escrevia, agachado a seus pés…
Quer época mais linda para reverenciar o deus dos inícios do que esse finzinho de inverno já com as cores da primavera?
E se realmente quiser entrar no clima da festa, prepare um doce. Um pudim, por exemplo. Saboreie pensando em Ganesh. Este deus gorducho carrega na enorme barriga todas as dores dos homens e na mão estendida oferece um modaka, para lembrar que o caminho espiritual é árduo, mas é muito, muito doce…
Ganapathi Bappa Morya, Purchya Varshi Laukariya(Ó senhor Ganesha, venha de novo até nós, bem cedo, no ano que vem!)
A imagem é da Reuters, de Punit Paranjpe, Índia.
E alguns links interessantes e confiáveis para você descobrir mais coisas sobre Ganesh…
Religion Facts
About.com
Exotic Índia
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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09/09/2007 - 15:22
“Flertar é um aspecto universal e essencial das interações humanas”, aprendo no Guia do Flerte que a Carocha me enviou pelo outlook e que foi preparado por um Social Issues Research Center de Oxford, na Inglaterra. Descubro que à luz das ciências sociais essa que é uma das ocupações favoritas dos humanos fica ainda mais interessante, ao menos do ponto de vista teórico…
Por exemplo, você sabe por que a gentepaquera? Não? Então, se nós não conseguíssemos capturar e atenção e expressar interesse pelo sexo oposto há muito nossa espécie estaria extinta.
Alguns especialistas em psicologia evolutiva chegam a afirmar que o tamanho do cérebro humano – e tudo que vem junto com isso e nos distingue dos outros animais, como nossa inteligência e capacidade de expressão – funcionam como a cauda do pavão: são adereços mais ou menos coloridos com um único objetivo, conquistar o interesse de nossos potenciais parceiros sexuais. Pode imaginar? Tudo que conquistamos, da arte à matemática, tudo de que nos orgulhamos tanto, seria apenas um subproduto da nossa capacidade de seduzir…
É para se pensar…
E em função da importância deste tipo de contato entre humanos, também inventamos uma séria infindável de rituais e comportamentos que funcionam exatamente como uma vitrine da Tiffany: mostrar para o outro o quanto somos interessantes e o quanto estamos ou não interessados nele…
Algumas festas e celebraçõesfestas e celebrações, por exemplo, são praticamente feitas para favorecer a paquera. Carnaval e Ano-novo são algumas delas. Nestes momentos, dizem os especialistas, reina o que se chama “remissão cultural”, quer dizer, as regras da “boa conduta” ficam temporariamente suspensas, e assim, mesmo os muito tímidos podem abandonar por algum tempo, suas inibições e entrar na festa. Mesmo na mais selvagem das festas, no entanto, existe uma certa etiqueta: se no dia-a-dia o flerte explícito pode não ser sempre adequado, nestes momentos, se você insistir em ficar de fora, com aquela cara de “eu não sou daqui” pode pegar muito mal…
Paquerar em outros locais, no entanto, é uma dança, cujos passos todo mundo tem que aprender e que variam de cultura para cultura. A área em volta do balcão de um bar, por exemplo, é considerada na Inglaterra como “zona pública”. Ali em volta você flerta com quem quiser. Mas não faça a mesma coisa com quem está sentado às mesas, quanto mais distante do balcão, mais “privadas” vão ficando as mesas.
Regra geral: zonas onde se bebe e se dança favorecem o flerte, ao contrário, zonas de comer não incentivam os contatos entre estranhos.
À medida em que você se afasta das baladas, o comportamento da paquera vai ficando mais e mais “ritualizado”, menos explícito. escolas e cursos, se, por um lado, favorecem o flerte entre pessoas com a mesma idade e que compartilham os mesmos interesses, por outro exigem um pouco mais de “delicadeza” na aproximação, afinal, supõe-se que num local destes, o aprendizado deveria ser mais importante do que a sedução. Mesmo assim, os cursos noturnos são considerados verdadeiros oásis de oportunidades de paqueras…
Hobbies e esportes também aparecem como excelentes facilitadores dos contatos entre estranhos que querem se conhecer. Mas cuidado, os estudiosos advertem que se seu objetivo é esse, melhor experimentar as classes de iniciantes. O clima competitivo que reina entre os experts e esportistas sérios dificilmente encoraja os flertes…
De todos os locais favoráveis aos encontros, o mais cheio de armadilhas, com certeza, é o trabalho. Não existem regras universais, o que deixa tudo mais complicado, depende da empresa, depende da área…melhor sempre observar com cuidado o comportamento dos colegas antes de tentar qualquer aproximação na hora do cafezinho. Mas escolha como benchmarking aquele colega mais respeitado para não acabar imitando por engano o estilo de abordagem de algum dos alpinistas sociais de todos os tipos, gêneros e posições que vivem nas organizações…
E como escolher o “alvo” certo para dançar conosco? Existem duas (só?) regras, de acordo com o nosso guia:
1. Procure flertar com alguém tão atraente quanto você. Isso é a medida mais segura de compatibilidade e garante relacionamentos com mais chance de darem certo. Sim, é estatístico. Mas como fazer para avaliar sua própria beleza? Mulheres são as rainhas da baixa auto-estima, ao passo que os homens tendem a se superestimar um pouco, até porque são menos massacrados por padrões de beleza inatingíveis… Os sociólogos sugerem então uma subregra, igualmente simples: uma mulher deve pensar sempre para cima e escolher alguém que ache mais atraente (não muuuuito mais) do que ela mesmo. Um homem, ao contrário, deveria tentar ser mais “pé no chão” em relação a si próprio e parar de correr atrás da mulher mais linda, desejável e atraente da festa. Até porque a maioria dos homens precisa de muito exercício na hora da dança do flerte…e bastante treino nas sutilezas das aproximações!
2. Não paquere alguém que não esteja minimamente interessado. Os estudos mais recentes sobre nossa espécie mostraram que as mulheres buscam homens poderosos, seguros e financeiramente bem resolvidos. Os homens, ao contrário, buscam companheiras mais jovens e atraentes. Na prática isso significa que elas querem segurança, eles querem beleza.
Mas se você se sentir fora deste padrão, nem pense em desistir da dança do flerte. Tudo é uma questão de atitude , ensinam os estudiosos dos comportamentos humanos. 55% da impressão inicial que nós criamos uns dos outros depende da aparência e da linguagem corporal, 38% do nosso jeito de falar e apenas 7% naquilo que efetivamente dizemos.
Traduzindo, sinta-se seguro, transmita tranqüilidade, olhe diretamente nos olhos do outro, fale com entusiasmo e suas chances aumentam vertiginosamente no mundo da paquera.
Ufa, nada simples para um comportamento tão primitivo, não é? Quer saber mais?
O guia tem muito mais idéias interessantes e surpreendentes sobre a arte do flerte – são 22 páginas, amigos –, vale a pena clicar aqui, imprimir e guardar para ler com calma.
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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03/09/2007 - 00:15

Ainda não li Deus, um delírio, do biólogo Richard Dawkins, publicado em português pela Companhia da Letras.
Em princípio, desconfio dos ateus tanto quanto morro de medo dos fanáticos religiosos. Richard Dawkins, no entanto, foi eleito um dos três mais importantes intelectuais do mundo numa pesquisa conduzida pela revista inglesa Prospect(o campeão foi o linguista Noam Chomsky, seguido por Umberto Eco, definido lindamente pela revista como “um homem da Renascença”). Não dá para não prestar atenção…
E ele nem está sozinho, outros cientistas e intelectuais andam se alinhando diante do público contra ou a favor de Deus, o “mistério tremendo”, como diria Rudolf Otto. Lançamentos recentes, como a Linguagem de Deus, do geneticista, Francis Collins, publicado pela editora Gente, God: The Failed Hypothesis. How Science Shows That God Does Not Exist do físico, Victor J Stenger e God Is Not Great: How Religion Poisons Everything, do jornalista britânico, Christopher Hitchens, comprovam: Deus é o assunto do dia…
Não que a ciência nunca tenha falado de Deus, ao contrário, Ele sempre foi uma espécie de pano de fundo sobre o qual se construíam as indagações e as descobertas científicas, ora funcionando como hipótese, ora como contraponto, mais ou menos distante, mas sempre por ali, à mão, para um caso de necessidade…
Cresci achando que os cientistas eram criaturas elegantemente agnósticas: uma vez que não é dado ao homem saber se Deus existe ou não, vamos deixar de lado as discussões vazias e “voltar ao trabalho”…
Não mais. E o pivô desta provocação é a briga entre o Livro do Gênesis, da Bíblia, e a Origem das Espécies, de Charles Darwin…
Criacionismo X Darvinisno. A narrativa do Gênesis deve ser entendida literalmente? A teoria da evolução vai contra os princípios da religião cristã?
Parece provocação, mas é sério.
Lembram de uma notícia há alguns meses, sobre a inauguração de um Museu do Criacionismo, em Petersburg, no Kentucky, nos EUA? Pois então, fui lá conhecer o site do tal Museum of Creationism, levada por um vídeo no Youtube…encontro uma espécie de “disneylândia do criacionismo”, onde inspirações religiosas e fatos científicos se confundem numa espantosa misturança!
É contra iniciativas como esta que Richard Dawkins anda se rebelando. Sua arma, além de fortes argumentos científicos, evidentemente, é o humor.
No site do cientista, além de inúmeros artigos e entrevistas sobre o tema, você pode participar dos vários fóruns de discussão e assistir a programas e palestras em vídeo, mas o mais interessante é a campanha: ateus de todo mundo, saiam do armário, o espírito científico corre perigo e precisa de ajuda, “Out”, já…
“É tempo de fazer com que nossas vozes sejam ouvidas, contra a intromissão da religião nas escolas e na política. Os ateus, junto com milhões de outras pessoas estão cansados de serem ameaçados pelos que querem enfiar goela abaixo de nossas crianças e de nossos governos a agenda do sobrenatural. Temos que manter o sobrenatural fora dos nossos princípios morais e das nossas políticas públicas”, reza uma dos itens do decálogo da campanha.
É tempo de tomar coragem e “sair do armário”…
Enquanto a coisa pega fogo, me vem à mente a frase famosa, entalhada na porta da casa de Carl G. Jung, na Suíça, Vocatus atque invocatus Deus aderit, “invocado ou não, Deus está presente”…e deve estar rindo!
O Museu do Criacionismo visto sob a óptica da comunidade científica
O outro lado da história: Visite o site do Creation Museum (a foto é da entrada do museu)
Conheça os maiores intelectuais da atualidade
Saiba mais sobre a campanha “Out”
E conheça as idéias de Richard Dawkins, antes de ler o livro
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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02/09/2007 - 23:01
Vedanta é um ramo do pensamento hindu, que reflete sobre o fim último do Vedas, ou seja, sobre a origem e o desenvolvimento do homem. Advaita, que quer dizer, “não-dualista”, é um sub-ramo desta escola de pensamento e, muito grosseiramente falando, está relacionada com a unidade de todas as coisas, com o caráter divino do humano e sua união com o Todo (Brahman). As reflexões da Vedanta Advaita estão ancoradas na mais rica literatura da Índia, os Upanishads, o Bhagavad Gita e os Brahma Sutras. Adi Shankara, um monge que viveu por volta do ano 700 é considerado o grande sistematizador dos princípios da Vedanta Advaita.
Durante muito tempo considerada uma versão hinduísta do budismo, muito em função da ênfase na meditação como forma de atingir a união com o divino, a Vedanta tem sido reinterpretada à luz tanto da sabedoria ancestral da Índia quanto em relação às modernas tradições filosóficas.
Um dos expoentes nesta leitura moderna da Vedanta Advaita é o colombiano Ivan Oliveros (Sesha), autor de vários livros, como A Busca do Nada e O Eterno Presente, que está no Brasil para uma série de palestras.
No site da Vedanta Advaita você encontra a programação completa da visita e mais informações para entender melhor este ramo da filosofia hindu.
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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