Exercícios de imaginação coletiva…

Web 2.0 é assunto polêmico. Há quem diga até que nem existe, invencionice nascida da nossa necessidade sem limites de dar nomes para coisas…
Mas gosto de pensar que ainda estamos aprendendo a usar essas ferramentas, e esse aprendizado, a gente passa por ele exatamente como os humanos têm passado desde sempre: experimentando…
A web, seja 2.0, beta, semântica, ou lá como queiram chamar, é o espaço experimental deste tempo experimental. E talvez porque o avesso da web, feito de algorritmos e códigos binários elevados ao infinito, não seja de fato “minha praia”, gosto de pensar que a grande experiência por trás de tudo é o relacionamento entre os humanos. Cara a cara ou por trás das telas, o outro é sempre nossa última fronteira, nossa maior aventura…
Essa possibilidade de realizar projetos na web a partir das fantasias, sonhos e idéias de milhões de pessoas, gente que nunca se viu, anônimos, estrangeiros absolutos uns dos outros, não é algo fascinante? Inteligência coletiva, dizem, é um dos aspectos mais interessantes da tal web 2.0 e a wikipedia é um exemplo destas obras coletivas que podemos construir juntos. Aos trancos e barrancos, sim, mas experiência não é isso mesmo, por definição?
Essa semana meus amigos designers me mostraram algumas outras tentativas nesta linha…Funciona mais ou menos assim: você faz um post em algum you tube ou flickr ou similar. Este post, com sua imagem, seu vídeo, seu verso de pé quebrado, aquela idéia brilhante que surgiu enquanto você tomava banho, o sonho de ontem à noite, um desejo de fim de tarde, o fiapinho de esperança num futuro melhor que você cultivou até hoje, enfim, esse post vai ser lido e reconhecido por um desses maravilhosos robôs que habitam os meandros da web. E, junto com outros zilhões de posts, formará um desenho, um vídeo, um mural planetário vivo, sempre em movimento…um obra de arte!
E como por trás de toda máquina inteligente, existe um humano sensacional, o artista, neste caso, é um alinhavador de possibilidades, um gênio da arte da transformação, um ilusionista…o mago da teia!
Os dois links que vou compartilhar com você são pesados, levam muito tempo para carregar, mas garanto que valem cada minuto de paciência que você vai precisar ter…
Ah, em tempo: obrigada pelas correções no post anterior. “Excessão” é erro imperdoável, inafiançável, vocês têm toda a razão. E é por esssas e por outras que continuo sendo uma irrecuperável apaixonada pela nossa língua, por suas armadilhas e por seus excessos…
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags: