Arquivo de agosto, 2007
26/08/2007 - 12:12

Web 2.0 é assunto polêmico. Há quem diga até que nem existe, invencionice nascida da nossa necessidade sem limites de dar nomes para coisas…
Mas gosto de pensar que ainda estamos aprendendo a usar essas ferramentas, e esse aprendizado, a gente passa por ele exatamente como os humanos têm passado desde sempre: experimentando…
A web, seja 2.0, beta, semântica, ou lá como queiram chamar, é o espaço experimental deste tempo experimental. E talvez porque o avesso da web, feito de algorritmos e códigos binários elevados ao infinito, não seja de fato “minha praia”, gosto de pensar que a grande experiência por trás de tudo é o relacionamento entre os humanos. Cara a cara ou por trás das telas, o outro é sempre nossa última fronteira, nossa maior aventura…
Essa possibilidade de realizar projetos na web a partir das fantasias, sonhos e idéias de milhões de pessoas, gente que nunca se viu, anônimos, estrangeiros absolutos uns dos outros, não é algo fascinante? Inteligência coletiva, dizem, é um dos aspectos mais interessantes da tal web 2.0 e a wikipedia é um exemplo destas obras coletivas que podemos construir juntos. Aos trancos e barrancos, sim, mas experiência não é isso mesmo, por definição?
Essa semana meus amigos designers me mostraram algumas outras tentativas nesta linha…Funciona mais ou menos assim: você faz um post em algum you tube ou flickr ou similar. Este post, com sua imagem, seu vídeo, seu verso de pé quebrado, aquela idéia brilhante que surgiu enquanto você tomava banho, o sonho de ontem à noite, um desejo de fim de tarde, o fiapinho de esperança num futuro melhor que você cultivou até hoje, enfim, esse post vai ser lido e reconhecido por um desses maravilhosos robôs que habitam os meandros da web. E, junto com outros zilhões de posts, formará um desenho, um vídeo, um mural planetário vivo, sempre em movimento…um obra de arte!
E como por trás de toda máquina inteligente, existe um humano sensacional, o artista, neste caso, é um alinhavador de possibilidades, um gênio da arte da transformação, um ilusionista…o mago da teia!
Os dois links que vou compartilhar com você são pesados, levam muito tempo para carregar, mas garanto que valem cada minuto de paciência que você vai precisar ter…
Neste site, você ajuda a construir um mural-ponte, postando sua “milha” em forma de imagens e palavras. O nome do projeto é GLUE, ou “cola” e o objetivo é esse mesmo, colar-nos uns aos outros., através desta forma coletiva de “fazer arte”…
Clique aqui para conhecer um outro projeto, da Getty Images. Eles usam as imagens para compor um quadro infinito de possibilidades, feito um jogo de espelhos. Cada imagem é feita de centenas de imagens que são feitas de outras centenas de imagens….
Ah, em tempo: obrigada pelas correções no post anterior. “Excessão” é erro imperdoável, inafiançável, vocês têm toda a razão. E é por esssas e por outras que continuo sendo uma irrecuperável apaixonada pela nossa língua, por suas armadilhas e por seus excessos…
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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23/08/2007 - 00:50
Números sempre impressionam…para nós, eles funcionam como uma espécie de “selo de garantia”! De alguma forma, é como se o simples fato de poder ser expresso em números tornasse um fenômeno qualquer menos incompreensível. Dizemos “reduzir” alguma coisa a uma cifra, mas no fundo, essa “redução” é magro consolo para o imponderável que insiste em nos surpreender….
Mas, o que se há de fazer…a gente adora números! Ainda mais quando eles falam de um outro dos nossos assuntos favoritos: os homens, essas criaturas tão diferentes de nós, que passamos a vida tentando compreender e que insistem em nos escapar…sempre!
Estava navegando pelo Psychology Today, um site excelente e seriíssimo sobre todos aqueles assuntos que povoam nossa cabeça com pontos de interrogação, quando dei de cara com o título: “Cinco dados chocantes sobre os homens e o sexo“! Hein?
No fundo, no fundo, a gente já desconfiava, mas é sempre bom saber que:
- Eles não pensam todo tempo em sexo. Um estudo feito pelo Instituto Kinsey (sim, o do famoso relatório Kinsey, que virou até filme!) revelou que 54% dos homens pensava em sexo todos os dias ou várias vezes ao dia, enquanto 43% dos homens admitia pensar no assunto apenas algumas vezes por semana ou por mês. Como o estudo, como era de se imaginar, foi baseado nas informações que os próprios objetos de pesquisa forneceram, é de se imaginar que houve algum exagero nos 54%….
Por outro lado, a situação-clichê, homens que querem sexo toda noite X mulheres que têm dor de cabeça para justificar o fato de preferirem virar para o lado e dormir, tem grandes chances de expressar a mais pura e difícil de administrar das verdades. Um estudo na Alemanha, confirmou que depois do casamento, o desejo das mulheres diminui. Depois de quatro anos de casadas, menos da metade das mulheres fazia sexo regularmente. Depois de 20 anos, o número cai para espantosos 20%! Enquanto isso, a libido de nossos companheiros mantém-se firme durante todo o tempo que durar a relação…meninas, aí está um bom ponto de reflexão…
- É fato, o tamanho do pênis deixa nossos parceiros aflitos e medir-se, além de comparar-se com os outros, parece realmente ser uma espécie de hobby cruel do sexo oposto… Aqui, os estudos não chegam nem perto da verdade porque, bom, eles mentem! Os dados mais confiáveis vem de publicações dedicadas aos médicos, como o Journal of Urology e o International Journal of Impotence Research e revelam que o pênis médio em ereção mede entre 12.90cm e 13.58cm. E, por favor, mais, muito mais importante do que o tamanho, garantem os especialistas, é o ângulo. Tamanho do pênis é fetiche, fica na mesma categoria dos seios do tamanho de bolas de basquete, dos famosos bumbuns de tanajura e de outras esquisitices anatômicas da nossa espécie…
- Lembram quando a AIDS surgiu como praga divina, ameaçando dizimar a população homossexual da face da terra? Lembram que na enxurrada iríamos todos, até os inocentes, se é que existem…não se salvaria nem mesmo a mais conservadora e “certinha” das donas de casa dos subúrbios, indefesa, à mercê das aventuras de seu maridos… Pois bem, essa é a parte do exagero…de acordo com o Journal of the American Medical Association, os homens quase nunca são contamidados pelas mulheres e as chances de um homem transmitir o vírus para uma mulher, embora maiores, são de 1 para 1000. O que não quer dizer que as mulheres devem parar de se proteger, por favor! Ao contrário, mais do que nunca, “sexo seguro” é a melhor prática! A África, onde morrem 6 mil pessoas todos os dias, sim, todos os dias, de AIDS, está aí para nos fazer pensar nisso…
- E finalmente, para quem se cobra a performance de um mestre em sexo tântrico, é bom saber que uma sessão de sexo dura em média de três a dez minutos. As maratonas sexuais, são a exceção, não a regra…
Pois é, “muito barulho por nada”, diria Shakespeare…
O site do Kinsey Institute é um mundo de informações sobre sexualidade, dá até para fazer perguntas e para navegar por galerias de arte erótica, interessante! (em inglês)
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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19/08/2007 - 16:46

Morro de medo de cobras! Esses seres rastejantes, invisíveis e letais, para mim, são sinônimo de pesadelos, puro filme de terror!!!Ponto final!
Ponto final? Que nada…Há muito milênios, os humanos vêm usando as serpentes como símbolos poderosos de transcendência. A Ouroborus da alqumia, por exemplo, que morde a própria cauda e simboliza o todo, o tudo e a renovação cíclica de todas as coisas…quer símbolo mais importante?
E hoje descubro que na Índia, mais especificamente em Guwahati, cidade importante da província de Assam, existe um festival que dura três dias em homenagem à deusa-serpente Manasha, o Manasha Puja, celebrado sempre no quinto dia do mês hindu de Shravan.
Os rituais em honra de Manasha são realizados no templo de Kamakhya, um dos mais importantes locais de reverência da Índia, dedicado à Shakti, a energia primordial feminina. Manasha é uma deusa favorita das mulheres. Em sua homenagem, elas alimentam as cobras capturadas antes do festival, com leite e mel. E dançam, e dançam, sem parar, vestidas de cores vibrantes…
Um lenda hindu conta como a jovem Behula dançou diante da deusa-cobra para que ela devolvesse seu marido, o belo Lakhindar, envenenado por uma serpente. E dançando, Behula fundiu-se na deusa, e elas uniram-se na música e no ritmo…Nada Brahma, o universo é som, dizem os hindus…
A deusa atendeu o pedido da jovem Behula e por isso, é com muito música e muita dança que os hindus estão festejando sua sábia deusa-serpente, Manasha. Durante o tempo que durar a festa, os dançarinos sagrados, deodhanis, reencenam a dança divina, caem em transe, iluminam as ruas, enchem de cores feéricas os templos e só voltam para suas vidas ao raiar da aurora. Até o ano que vem!
Um dia, se Manasha quiser, ainda faço as pazes com as cobras….
A foto é de Utpal Baruah/Reuters: devotos hindus, cobertos de pó vermelho, dançam como deodhanis em Guwahati, na província de Assam, na Índia, onde estão celebrando, durante três dias o Festival de Manasha, a deusa-serpente.
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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16/08/2007 - 12:57

A gente cansa de passar por caçambas de entulho, daquelas horrorosas que ocupam as ruas e atrapalham o trânsito, sem nem imaginar que no meio dos cacos das vidas e das casas de alguém podem se esconder verdadeiras preciosidades.
Imagine uma dona de casa austríaca (imaginou?). Imagine que ela passeia sem pressa, vadiando mesmo, às margens de um lago, em uma estação de sky chamada Zell am See (conseguiu imaginar? Não é lindo este lugar?).
Na volta do passeio, ela descobre que seus vizinhos tinham se mudado e deixado aquele monte de lixo tão típico destas megafaxinas que a gente faz na vida, ali na calçada. Esta nossa amiga, casualmente, é apaixonada por antiguidades e vê um velho crucifixo jogado no meio do entulho. Ela pega e guarda. Dois anos depois, descobre que é a feliz proprietária de um tesouro.
O crucifixo, na verdade, nasceu das mãos de algum artesão na cidade de Limoges, na França, em algum momento da Idade Média!
Não é incrível pensar quanta coisa guardam estas caçambas? Não sei você, mas eu nunca mais vou passar por uma sem dar uma olhadinha, nem que seja assim de lado…
E se um dia for à Áustria, visite o Museu de Leogang, o crucifixo de 800 anos está morando lá, depois de ser avaliado em $539.000!!!!
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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15/08/2007 - 14:42
É na abertura do seu Samba da Benção que Vinícius de Moraes declama: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”…bonito de chorar!
Os mitos, as histórias, além da música e da poesia, não cansam de falar desse encontro tão precioso, porque tão raro, de muitíssimas formas…
Escrevi há muito tempo uma crônica recontando o Mito do Andrógino, que ainda acho a mais linda história de amor de todos os tempos! É grega, está lá no Banquete, de Platão. Leia e depois me diga se você não concorda…
O fato é que nascemos para experimentar o amor em suas infindáveis versões, de todas as maneiras, reinventando todo tempo a mais velha das histórias, deixando-a com a nossa cara.
Foi isso tudo que eu pensei quando a Margot veio me dizer que um bom lugar para encontrar “almas gêmeas” eram as aulas de dança! Mas concordo em gênero, número e grau, como diriam os gramáticos. Onde você deve ir se quiser encontrar alguém com a sua cara? Ora, vá aos lugares que você curte. Óbvio? Nem tanto, porque nem sempre a gente se permite umas incursões em sonhos alternativos.
Porque não aula de dança? Ou um curso de culinária? Ou uma palestra de filosofia? Aula de yoga? Afinidade de alma você acha naqueles lugares onde a sua alma se sente em casa, não parece?
As opções são inúmeras e, gostando da idéia, você adapta ao sabor da fantasia…Margot, você não acha?
Academia de Dança Palladino
Espaço Ruth Rachou
Site da Casa do Saber, onde você encontra a programação completa dos cursos
Outra excelente alternativa de cursos na área de filosofia, história, ecologia…Associação Palas Athena
Atelier Gourmand, onde você encontra uma enorme variedade de cursos na área de culinária e gastronomia
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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13/08/2007 - 14:00

Dizem que a melhor dieta é comer devagar. Dizem mesmo que é por isso que tem mais gente obesa nas grandes cidades frenéticas do que nas pequenas e modorrentas cidades do interior, onde as pessoas ainda têm tempo para se reunir em volta da mesa e, juntas, transformarem a comida num evento, o comer, numa celebração da vida!
Depois de fazer dieta anos a fio, minha tendência é concordar. Comer devagar, faz a gente comer pouco, aprender a saborear os alimentos nos faz amantes naturais da boa mesa, dos ingredientes de qualidade, da comida bem feita, com capricho e carinho…
Não é à toa que Nigella Lawson, belíssima autora de livros de nomes inspirados como How to be a domestic goddess, com todas as receitas de bolos e bolinhos que você pode imaginar, diz que ninguém precisa realmente aprender a cozinhar, precisa, antes, aprender a comer…
Para começar, vale uma visita ao site do Slow Food, o movimento que começou na Itália e espalhou-se pelo mundo para divulgar a idéia de que comida é cultura, comer devagar é comer bem e escolher cuidadosamente os ingredientes mais puros e mais próximos do local onde são produzidos é sinal de sabedoria. No conjunto, um jeito mais calmo de viver…por que não?
Navegue pelo novo site do movimento Slow Food no Brasil/
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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12/08/2007 - 00:30

Meu amigo Wash me manda um e-mail, “Olhe para o céu neste domingo”, ele me diz. Isso e um link…vou atrás e descubro “Agosto”, um show de astros no céu, estrelando todos os dias, bem em cima da minha cabeça e que eu nem vejo, nem me dou conta, ocupadíssima em varrer o chão da minha vida…
A programação de hoje no céu inclui uma chuva de estrelas cadentes e meteoritos que acontece de madrugada, fechando o Dia dos Pais. Se não chover, é claro…
Para quem mora no sul, vai ser como sentar naqueles lugares escondidos atrás das pilastras nos teatros…a promessa é de céu nublado. Mas para quem mora ao norte do Rio de Janeiro, olhar para o céu vai ser como sentar na fila do gargarejo para assistir à maior chuva de meteoros do ano: patrocínio do cometa andarilho Swift-Tuttle, observado pelos astrônomos pela primeira vez em 1862.
Basta achar a constelação de Perseus que o espetáculo vai acontecer por lá. Não é difícil, embora nossos olhos viciados em luz talvez precisem de tempo para se acostumar: “Para localizar a constelação do Perseu, procure os pontos cardeais norte e nordeste por volta das 2 horas da manhã de 13 de agosto e acompanhe a trajetória aparente das estrelas dessa região”, ensina Marcos Calil, na seção excelente do site do Climatempo, chamada Momento Astronômico…
Navegue por lá que você vai descobrir tudo sobre o show do céu com que a Natureza nos brinda todos os dias…de graça!
Foto: Um meteoro fotografado no dia 12 de agosto de 2007 por Pierre Martin, de Ontario, no Canadá, do site da Nasa, onde você lê mais (em inglês) sobre a chuva de Perseus…
<Página do professor Marcos Calil, no site do Climatempo
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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05/08/2007 - 21:43

A revista européia Monocle fez uma pesquisa entre arquitetos e urbanistas de vários países para descobrir as cidades mais gostosas para se viver. Gostosas, mesmo, não necessariamente belas, ricas, poderosas ou bem-resolvidas do ponto de vista dos imensos problemas sociais que ainda desafiam as coletividades humanas, cidades onde viver é bom!
A pergunta dos editores da revista era: o que torna uma cidade generosa e acolhedora? E quais eram as 20 melhores cidades do planeta para se viver?
Vamos medir coisas realmente importantes para humanos sensatos,devem ter pensado os autores da idéia: nível de tolerância dos seus habitantes, quanto tempo eles passam em congestionamentos, quantidade de sol durante o ano, possibilidade de encontrar um lugar agradável para tomar uma cerveja ou comer um sanduíche de madrugada, numa noite de insônia, chances de encontrar um táxi num dia de chuva, gentileza na hora de dar ou pedir informações…coisinhas miúdas que tornam o viver menos tenso e o convívio entre as gentes mais cordial…
É claro que índices de criminalidade tiraram do páreo todas as cidades da América, de norte a sul, com a honrosa exceção do Canadá. E nem poderia ser diferente, certo? Qualidade de vida não rima com injustiças de nenhuma espécie…
E como o assunto são cidades, essa fantástica combinação de muita gente, espaços limitados e vertigens modernas, as cidadezinhas de cartão-postal, marca registrada da Suíça, por exemplo, também ficaram de fora. Estar bem no mundo é poder estar em qualquer lugar, a qualquer hora e aí entram exigências outras como bons aeroportos e boas conexões de todos os tipos, de trens a wi fi.
Saúde e educação, evidentemente, eliminaram até algumas cidades que habitam nossas fantasias de bem viver, como Londres. E também, pasmem, contou pontos negativos cidades onde jovens agressivos andam pelas ruas intimidando avós que vão dar seu passeio à tardinha ou mães com carrinhos de bebê. Na cidade ideal, riqueza rima de verdade com gentileza e bons modos. E os adultos devem dar aos jovens boas razões para viver…e bons exemplos, ponto final.
Nada disso adianta, no entanto, se a Natureza é áspera e maltrata a gente, frio demais isola e deprime os humanos…pena que estamos tão mal-equipados nos quesitos sócio-econômicos, poderíamos dar uma banho neste aspecto! Mas, mesmo o frio não bate a necessidade de existirem, na cidade dos sonhos, políticas de meio-ambiente adequadas e dinâmicas e amplos espaços urbanos onde se possa estar em contato com a Natureza.
Feitas todas as contas, Munique foi considerada a melhor cidade do mundo para se viver. Seguida por Paris, Hamburgo, Estocolmo, Auckland, Kyoto, Honolulu, Vancouver, Helsinki, Madrid, Zurique, Melbourne, Tokyo, Geneva, Cingapura, Montreal, Copenhagen, Sydney, Viena e Barcelona. Lisboa e Roma quase chegaram lá…talvez na próxima, sim, porque uma das características da cidade ideal é que ela é viva, está sempre sendo construída, adaptada, ajustada para equilibrar tantas peças neste quebra-cabeças que são as comunidades dos homens.
Quanto a nós, aqui no Brasil, Curitiba não chega perto? Não temos visionários como Jaime Leirner — citado, inclusive, como referência, no estudo da Monocle — cuidando de pensar nosso futuro urbano? Como a gente constrói a cidade dos nossos sonhos?
Leia o Manifesto Urbano da Monocle
Navegue pelo site da revista
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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02/08/2007 - 23:26
Alguns homens nunca crescem, toda mulher sabe disso.
E embora eu ache que eles devem ser a contrapartida necessária para o fato de que algumas mulheres já nascem velhas zangadas e ranzinzas ou a resposta inevitável à uma certa onipotência materna típica de muitas de nós…brrrrr, que medo que dá!
Tem sempre alguém que conhece alguma história — se não a sua própria — de “filhinhos da mamãe” mimados e ultradependentes que andam pela vida se relacionando com as mulheres exatamente como os filhos se relacionam com as mães. Ou são o centro da vida delas ou…correm para o colo da mamãe…De tão comum, a coisa virou livro, virou síndrome: a Síndrome de Peter Pan, o menino que não queria crescer.
Esta notícia que saiu na Reuters, no entanto, supera tudo que eu imaginava sobre o assunto: um homem de 61 anos ficou sem a chave de casa e sem a mesada porque se comportava mal e chegava tarde em casa. A mãe, uma senhora aposentada da cidade de Caltagirone, na Sicília, ainda se queixou à polícia que, não bastasse não querer prestar contas da hora de chegar em casa, o filho “só reclamava da comida”!
Realmente, existem homens que não querem crescer, mas para cada um deles, existe uma mãe que não consegue se relacionar com filhos adultos e que, por isso, faz de tudo para evitar que eles cresçam…
E para ninguém achar que eu ando por aí inventando histórias da carochinha, aí vai o link para a notícia da Reuters
E o llink do artigo da Wikipedia sobre Peter Pan, para quem já esqueceu como era tão fascinante e tão cruel a tal Terra do Nunca
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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01/08/2007 - 12:27
Será possível viver em paz num campo de batalha? Dá para imaginar alguém zen no meio de uma praça de guerra? Ou, ao contrário, é possível viver em paz se por dentro você está invadido por sentimentos destrutivos, como a raiva, o ressentimento, o ódio? Faz sentido falar de uma paz que não nasce dentro de cada um?
Lembram do fool on the hill, o louco da colina da música dos Beatles, imperturbável e plácido, enquanto o mundo rodopiava à sua volta. Louco? Sábio?
Afinal, dá para construir dentro de si mesmo um campo de paz tão poderoso que nos torne imunes à violência e ao horror que nos cercam?
Para responder a essas perguntinhas nada fáceis, aliás, a psicóloga clínica e coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica e do Núcleo de Estudos Junguianos da PUC-SP, Denise Ramos, vai fazer uma palestra, daquelas fundamentais, com a benção da Palas Athena.
“A falta de autoconhecimento leva-nos a projetar memórias inconscientes no outro, que se torna amigo ou inimigo à primeira vista. O mundo passa a ser nada mais do que o espelho de nosso interior. Simpatias e antipatias são imediatamente formadas, mesmo antes que o outro pronuncie seu nome: “tem um olhar calmo, deve ser uma boa pessoa”, “não sei quem é, mas não fui com a cara dele”, ou “pela cara, não presta”. Conflitos internos levam ao estabelecimento de uma cortina de ilusões que distorce minha visão de quem eu sou e de quem é o outro. O outro, que mal conheço, é “um chato”, antipático e prepotente que só quer me lesar, e, portanto, precisa ser destruído antes que me destrua”.
Esses “pré-conceitos” ficam registrados no nosso corpo, sob a forma de tensões, de dores, de sintomas variados que só reforçam os sentimentos negativos que temos em relação a nós e aos outros.
Vale ou não a pena mergulhar um pouco mais fundo em nós mesmos para tentar “pescar” em águas mais profundas essa paz?
Para saber mais
7 de agosto de 2007 terça-feira 19 horas
Auditório do MASP Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1.578 – São Paulo – SP
Estação Trianon-Masp do Metrô
Informações: Palas Athena (11) 3266 6188
Realização: Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz
Comitê Paulista Pela Paz
Associação Palas Athena
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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