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Arquivo de junho, 2007

28/06/2007 - 10:39

O nome da gente

Escrevo rapidinho, lá do meio do lançamento das versões betas….mas escrevo, para não morrer, como diria uma amiga querida!

E outra amiga muito querida me falava dos nomes e de como tinha se libertado de um sobrenome que, assim como um vestido muito apertado, já não combinava mais com as novas formas do seu corpo.

O nome é tudo que temos, fala de nós e das nossas escolhas, ele nos aprisiona ou nos liberta…

E recebo esse vídeo maravilhoso, feito pela mesma empresa que criou aquele desenho ousado e interessantíssimo da campanha da AIDS para mulheres, lembram? Bom, então vão aí os dois, para você ver…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/06/2007 - 23:49

Meditação faz bem para a saúde

Ainda há quem ache que meditação é coisa de monastérios, privilégio de quem anda por aí vestindo saris e colares de conta…muito pelo contrário, os médicos andam receitando e ensinando técnicas de meditação para seus clientes.

Roberto Cardoso é um deles. Ginecologista e obstetra da UNIFESP, seu público-alvo são as gestantes. E foi pensando nelas que ele resolveu se dedicar à tarefa de tirar da meditação todas as suas cores festivas e, digamos, mais esotéricas e reduzi-la pura e simplesmente a um caminho comprovadamente eficiente em direção à harmonia e ao equilíbrio físico e psíquico.

Outro dia me mandou a notícia de que as técnicas meditativas tinham sido inseridas no rol de ferramentas “referendadas” pelo exigentíssimo National Center for Complementary and Alternative Medicine. E, como os bons pesquisadores gostam, criou uma definição “científica” do que poderia ser chamado “estado meditativo”:

“Segundo essa definição, um procedimento seria caracterizado como meditação, quando estivessem presentes os seguintes elementos: (1) uso de uma técnica específica (claramente definida), (2) relaxamento muscular em algum ponto do processo (como indicador do relaxamento psicofísico), (3) relaxamento da lógica (não se envolver em seqüências de pensamentos); (4) deve ser, necessariamente, um estado auto-induzido, e (5) utilizar um “artifício de auto-focalização” (cognominado de “âncora”)”

Viram como estamos longe das definições místico-religiosas? Não dá vontade de saber mais?

Pois então, o dr. Cardoso escreve agora para o site Rede Psi e você pode acessar todos os artigos clicando aqui.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/06/2007 - 13:20

Acorda, São João….

Você deve ter sentido o perfume…mesmo sem balão, a noite anda assim vestida de cheiro de São João, mistura de desejo e de memória, do perfume de fogueiras invisíveis, dos matos molhados de sereno, dos risos frouxos, frouxos…

Você já deve ter percebido sim. E a Lua? Reparou que Lua mais estranha, feito taça, cálice, marcando com seu jeito de mulher o escuro da noite…

Pois hoje é dia de São João. Melhor não acordar o santo porque com tanta festa na terra ele ia querer descer do céu e cair na folia dos humanos.

Espalhadas um pouco por todo canto do Brasil, as festas juninas são parte do tempo da alma, contabilizado em símbolos escondidos nas frestas do ano e nas histórias…

A rigor, São João é São João, o Batista, primo de Jesus, muitas vezes representado como menino gorducho, pastor de carneirinhos, mas já ninguém mais tem certeza dessas coisas. Adulto, São João aparece vestido com uma pele de cordeiro, adequada para os profetas. Mas sua festa, justo no tempo do solstício, festa do Sol, faz a gente pensar…Meu guru em assuntos de catolicismo popular, professor Miguel do Espìrito Santo, me ensina que os balões, que a gente não solta mais nas cidades, há muitos séculos eram uma homenagem ao Sol e tinham forma de cavalos porque acreditava-se que nesse dia, as oferendas dos homens poderiam percorrer a galope o firmamento e alegrar o Sol-menino que nascia.

A camaradagem entre o santo e o sol fez dessa uma noite especial. Dizem que hoje tudo pode acontecer e que o escuro abre as portas do tempo sagrado. Pode perguntar que o santo responde. Mas pergunte coisas de amor, porque a hora é leve e desavergonhada. E leia as respostas no orvalho, na água, nas folhas deixadas ao relento. Escolha uma das ervas do santo, manjericão por exemplo, deixe do lado de fora da casa, respirando a noite. No dia seguinte, olhe bem e “leia” a resposta. Combine antes com o santo as regras, invente um código só seu… São João entende, acredite! Valem as florzinhas sem vergonha como margaridinhas, vale um copo d´água onde se quebrou uma gema, “a noite é permeável a todos os desejos humanos”, diz meu mestre. Basta soltar o espírito e deixar que ele voe, feito balão pelo céu estrelado!

É, as festas mais bonitas são assim, misturanças de que ninguém mais lembra a origem, cozidas lentamente no caldeirão da fantasia…

Jangada Brasil é o site mais completo, interessante e seríssimo para ler histórias e conhecer as tradições populares que alimentam nossa Alma Brasileira É de lá a imagem que colore esse post!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/06/2007 - 11:27

Quanto tempo é bom o bastante?

Ontem levei para minha mesa na redação uma webcan. Ando trabalhando até bem tarde nas últimas semanas e achei que seria bom meus filhos poderem me “ver” durante o dia. Ou talvez fosse melhor dizer: achei que eu gostaria de ser “vista” por eles, como se fosse de alguma forma possível me tornar presente através das imagens.

Engraçados esses nossos tempos. Meu filho mora na Inglaterra. Todo domingo, colocamos o laptop na mesa para ele “comer pizza” conosco. É tããão quase real!!!!

E no entanto…nem sempre é fácil conciliar trabalho e família, ausências e presenças, pertos e longes. Tenho uma profunda implicância com aquelas mulheres que fazem pose de “resolvidas” e distribuem “não tem segredo nenhum, basta uma boa agenda e uma bolsa cheia de balas, sim é claro, sem açúcar!” e tome jantares de negócios, viagens de business, networking…decididamente, nunca fiz parte desse time. E não é à toa que meu nick sempre foi “fiddler on the roof”. Não sei porque me conforta pensar que sou esse violinista enlouquecido tentando extrair impossíveis harmonias equilibrado em cima de um telhado…

Outro dia descobri um blog chamado Alpha Mummy. Mães alfa, nos EUA, são mães profissionais, do tipo que acredita piamente que os filhos “são sua obra de arte”, e que entendem a maternidade em termos de “metas”, “sucesso”,”objetivos”, “resultados”, “técnicas de motivação” e, sobretudo, “prioridades”! O pediatra dos meus filhos dizia que para algumas mães uma gripe é um verdadeiro insulto! Essas são as tais “alpha mummies”. Apesar desse viés, hummm, digamos, excessivo, os posts são interessantes. E, graças a Deus, a maioria das mulheres ainda consegue escapar dos estereótipos, o que torna os comentários mais humanos e…fascinantes…

Essa semana, coincidentemente, o tema era o tempo. Quanto tempo com os filhos é bom o bastante? Você tem algum palpite? Sabem aquele famoso e já gasto “tempo de qualidade”, será que isso existe mesmo? Ou criamos a expressão para não nos sentirmos tão culpadas…Ou talvez a questão não seja propriamente o tempo, mas a intimidade.

Sim, quanto tempo é preciso para construir uma relação de intimidade com nossos filhos? Uma relação viva, quente, verdadeira e que consiga resistir aos nossos cotidianos de “violinistas nos telhados”?

Se quiserem navegar pelos blogs e sites que alimentaram minhas dúvidas…

Alpha Mummy

Babble

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/06/2007 - 12:05

Bagagem…

Ser simples está na moda. Mais do que isso, o despojamento virou receita de bem viver. Bom para o planeta, bom para cada um de nós. Se toda população do planeta tiver o padrão de consumo de um americano médio, alertam os ambientalistas, o mundo entra em colapso.

Hoje amanheci assim, com vontade de me livrar de pesos inúteis, de viajar mais leve, de caminhar mais fácil. Simples. Devagar. Duas das idéias mais interessantes que andam passeando por aí.

E aí recebi do Constantino, tarólogo e sábio, uma mensagem do Louco. É um dos meus arcanos favoritos. Gosto de pensar que ele representa o humano, combinação improvável de delírio e grandeza…somos assim, loucos.

A bagagem do Louco é a trouxa, o bornal, ancestral das mochilas. Feito de saco ou de couro, guardava os tesouros e as descobertas do caminho. Pouca coisa, na verdade. Mas os excessos, como sabem os caminhantes de todas as espécies, cansam…

Leia tudo sobre o Louco e sua trouxa no site do Clube do Tarô

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/06/2007 - 21:35

Um dia seremos irmãos…

Já falei da exposição Ashes and Snow aqui, mas na época não tinha sido disponibilizado no You Tube o vídeo com a apresentação do projeto pelo próprio autor, o fotógrafo canadense Gregory Colbert que desde 1992 viaja pelo mundo fotografando imagens de interação entre os seres humanos e a natureza.

As imagens mostram momentos extraordinários que alimentam o sonho de um dia viver em um mundo onde nós, humanos, não sejamos os maiores predadores da Criação, mas pares, companheiros, na Dança da Vida.

Assista e depois visite o site, é deslumbrante!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/06/2007 - 11:10

Andróginos, jovens que brincam de masculino e de feminino

Em tempos de Parada Gay…independente de opções sexuais, sempre me surpreendo com essa alegria meio debochada que brota quando a gente pode brincar com a própria identidade. Os blocos da Carnaval costumavam ser espaços assim, livres, onde conviviam homens vestidos de mulher e mulheres vestidas de homens, ricos usando andrajos e pobres vestidos de reis…

Leio na Marie Claire francesa que as ruas do Japão estão cheias de garotos que se vestem como garotas, tem cabelos de garotas, se pintam exatamente como fazem as garotas e se autodenominam: gal-o (pronuncie garu), mistura do inglês girl (garota) e do japonês otoko (homem). Homem-garota, feito de encomenda para seduzir. Porque, “no Japão”, continuo lendo, “a receita de sucesso para agradar às garotas é assemelhar-se a elas”.

E enquanto eles brincam suas cabeleiras coloridas e unhas pintadas de muitas cores pelas ruas de Tokio, os estudiosos se perguntam, afinal por quê? E não é um porque fácil. Por um lado, essa androginia fala de uma rigidez que, se é muito típica do jeito japonês de ser, também faz parte do repertório de boa parte dos homens do planeta e que em geral começa assim, macho que é macho tem que: ser frio, ser assertivo, não ter medo e, diante de qualquer situação do tipo “fugir ou lutar”, preferir…lutar! No Japão, isso é agravado por uma contenção que vê como escândalo qualquer manifestação física de afeto, e não só em público. “Meus pais não se tocam nunca”, diz um menino-garota na reportagem de Marie Claire.

Fico pensando…contenção é palavra fundamental para construir uma sociedade, para formar grupos, trabalhar em equipe…mas tem uma hora em que a gente precisa saber se soltar, experimentar outros jeitos, vestir coroa de rei ou de rainha, dar pulos, saltos, gritar bem alto, dançar até de manhã! Esse é o tempo da festa!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/06/2007 - 09:28

Imagens de sonho…

Imagine um encontro entre George Lucas, Steven Spielberg, Akira Kurosawa e…Van Gogh! Agora clique no link para ver uma das histórias do belíssimo filme Dreams, que foi lançado em 1990 e é considerado um dos trabalhos mais visionários do diretor de Rashomon, Os Sete Samurais e Dersu Uzala. O filme é uma viagem pela imaginação de Kurosawa, que coloca seu personagem literalmente mergulhado no colorido das telas de Van Gogh.

Além desse, você também pode experimentar as outras histórias — todas estranhamente belas — de Dreams, aí mesmo, sem precisar sair da sua cadeira….

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/06/2007 - 10:58

Nós e a Terra

Ninguém gosta do inexorável, nem da palavra…O inexorável nos coloca em contato com nossos limites e nossa impotência e somos uma espécie industriosa, “fazedora”, gostamos de realizar coisas…não temos vocação para os limites…

Os povos primitivos sabiam disso. Sabiam também que se essa era nossa maior virtude, era provavelmente nosso grande pecado. Os gregos chamavam “hybris” essa onipotência exagerada dos humanos. E por causa dela, ganhamos inúmeros puxões de orelha dos deuses.

Sobretudo quando nos sentíamos separados do restante da Criação e resolvíamos fazer tudo do nosso jeito, colocando em perigo o delicadíssimo equilíbrio da Teia da Vida…

Hoje, Dia do Meio Ambiente, resolvi consultar os sábios antigos e achei essa história dos maias, habitantes ancestrais da Mesoamérica sobre a destruição da raça dos Homens de Madeira.

Diz assim…

Havia muito, muito tempo que os deuses tentavam em vão criar uma espécie de homens que, ao contrário do restante da criação, pudessem falar, reconhecer e reverenciar o caráter sagrado do Universo. Na primeira tentativa fizerem esses seres do barro e foi um desastre. Os Homens de Lama eram, na verdade, muito mal-feitos. Mal podiam murmurar palavras desconexas e sequer conseguiam se reproduzir. Acabaram se extinguindo. Na segunda, experimentaram criar os homens com madeira, mas os resultados não haviam sido mais animadores…

Ao contrário, os Homens de Madeira, resistentes e trabalhadores, rapidamente povoaram a Terra, mas subjugaram todos os demais seres e usaram todos os recursos da terra abundante para seus próprios fins. Embora pudessem falar, as novas criaturas eram desprovidas de compaixão, de empatia e também não conseguiam honrar as origens sagradas da vida. “Não havia nada nos seus corações e nada nas suas mentes que lembrasse sua casa e seu criador e eles simplesmente faziam o que queriam”.

Os deuses se aborreceram com tanta arrogância e decidiram castigar suas criaturas. Reuniram-se num conselho, o Coração do Céu, o Coração da Terra, o Trovão e a Tempestade, a Serpente Emplumada, todos…era preciso bolar um plano.

Primeiro, Coração do Céu, mandou um dilúvio cobrir a terra de lama. Dia e noite, além da chuva, fazia descer do céu tempestades de resina, negra e venenosa. Mas não bastava apenas destruir as criaturas, era preciso que elas soubessem “por quê” estavam sendo castigadas para que seu exemplo pudesse ajudar os próximos que ocupariam seu lugar.

Então os deuses deram a todas as coisas mudas o poder da fala. E foi um desastre como nunca se viu. Objetos e animais, enfim, puderam dizer da sua indignação e vingar-se dos humanos. “Nós não falamos e nunca recebemos nada de vocês”, diziam os cães avançando nos seus antigos donos. “Como vocês não compreenderam?”, gritavam as árvores desabando em cima das assustadas criaturas. “Dor, é tudo que vocês nos ofereceram”…

A destruição foi total, ninguém sobrou…ninguém? Não, sobraram os macacos, meio animais, meio homens, encarregados pelos deuses de encarnar para sempre a conexão divina que existe entre todas as criaturas, para que ninguém nunca mais esquecesse…

Essa é a história que contam os maias, herdeiros de um dos povos mais antigos da América, que ainda vivem, espalhados pela Guatemala, Honduras, El Salvador e Belize. É uma história muito, muito antiga, registrada no “Popol Vuh”, um dos pouquíssimos registros desta antiga civilização que sobreviveram aos conquistadores.

Cá prá nós, não parece que foi escrito hoje?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/06/2007 - 00:01

A terra onde as mulheres é que mandam…

Marie Claire francesa é minha revista feminina favorita! Simplesmente adoro as reportagens, sobretudo as especiais, que mapeiam os cantinhos mais escondidos do planeta em busca de rostos, vidas e histórias de mulheres…

Esse mês, a revista traz uma matéria sobre um lugar, talvez o único do planeta, onde as mulheres realmente são as “donas do poder” e onde são os homens que vão às ruas lutar pelos seus direitos…

Meghalaya, que em sânscrito significa “a morada das nuvens”, é um pequeno estado no nordeste da Índia, encarapitado nas montanhas. Poderia ser um lugar como qualquer outro, mas em Meghalaya, 85% da população vive em tribos e existem 985 mulheres para cada homem nas cidades, o que é uma taxa estranhamente alta, se comparada a do restante da Índia. A razão? Lá nenhuma família fica triste quando nasce um bebê do sexo feminino na família porque Meghalaya é considerada a maior comunidade matrilinear da terra.

Apesar da descendência passar de mãe para filha, e não de pai para filho, os 5 milhões de habitantes do estado não vivem num matriarcado, quer dizer, as mulheres não dominam os homens. Um estudioso da cultura da região definiu assim o delicado equilíbrio de poderes a partir do qual se organiza a vida dos meghalayanos: “o homem é o defensor da mulher, mas a mulher é a guardiã da sua riqueza”. É ela que cuida dos bens e da casa, enquanto o homem se responsabiliza pelo sustento da família e o tio materno organiza o lado religioso da vida da comunidade. Em geral, quem herda a propriedade familiar é a filha mais nova ou “Ka Khadduh”. Caso ela morra sem filhas, a herança vai para sua irmã mais velha, para a filha dela, para a mãe da irmã e assim por diante… No entanto, ela não pode vender a propriedade ancestral sem o consentimento dos tios e dos irmãos.

Três tribos povoam o país, de florestas exuberantes, onde vive uma riquíssima diversidade de animais e um quarto das 1200 espécies de orquídeas nativas da Índia: os khasis, os jaintias e os garos. Na língua das tribos, falada junto com o inglês, os nomes das coisas inanimadas são do gênero masculino até se tornarem úteis, aí eles viram nomes femininos, assim “madeira” é palavra masculina, mas “tábua” é feminina.

Parece um paraíso? Mas os homens reclamam. Movimentos “masculinistas” pipocam exigindo direitos iguais ou simplesmente a instauração do patriarcado. Dizem que se sentem “animais reprodutores”, que são obrigados a se mudar para a casa da sogra quando se casam, que as mulheres podem colocá-los porta afora e que os filhos, além de não herdarem o nome do pai, em caso de separação ficam com o clã feminino.

Essas tradições ancestrais, preservadas até hoje, graças ao isolamento geográfico, começam a ser questionadas, sobretudo sob a influência das idéias supermachistas que dominam o restante da Índia e que conseguem chacoalhar a “morada das nuvens” via satélites…

Como será o futuro do pequeno estado onde as mulheres reinam, soberanas? Não dá para saber, mas é quase inacreditável que uma sociedade assim tenha conseguido florescer justamente na Índia, o país dos abortos de fetos femininos e onde é comum a imolação de mulheres pela família do marido! É torcer muito para que as mulheres e os homens de Meghalaya consigam achar uma terceira via, quem sabe, um modelo até que sirva de exemplo para o resto do pais…

Navegue mais pela Meghalaya, neste artigo da National Geographic

… e nas galerias de fotos do site do governo do estado da Meghalaya

No site da Travel with a Challenge, você lê o artigo de uma escritora sobre as mulheres de Meghalaya

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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