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30/05/2007 - 22:31

Silêncio…

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“No futuro, ricos serão aqueles que forem donos do seu tempo, que puderem usufruir do contato com a Natureza e que consigam desfrutar de ao menos alguns momentos de silêncio”, profetizou um desses “gurus do amanhã”, do qual não lembro o nome embora — extraordinário! — nunca mais eu tenha conseguido pensar em riqueza de outra maneira…

Além de privilégio de poucos num cenário futurístico permanentemente explodindo em sons, ruídos e estrondos, o silêncio é uma via. Um caminho que os místicos de todos os tempos e de todas as crenças conhecem bem. Porque é ele que conduz ao êxtase, à união entre a Alma e o Divino.

Religiosos e buscadores, sim, mas teólogos e filósofos também tentaram traduzir as possibilidades contidas neste mergulho interior. Plotino, um grego que viveu em Alexandria, entre os séculos 2 e 3 da nossa era, foi um deles. O divino está além das palavras, ensinava o filósofo, herdeiro de Platão e que é considerado um dos fundadores do pensamento neoplatônico.

É no exercício do silêncio e da contemplação que a verdade absoluta, que discurso nenhum, nem nenhuma racionalização pode vislumbrar, aparece, revela-se, despede-se dos seus véus…

Plotino parece tão “moderno” para nós, “modernos”, que dá a impressão de que ele trouxe para o pensamento grego, ocidental e intelectualizadíssimo, o frescor das intuições fundamentais que as religiões do oriente — da Índia, por exemplo — já haviam incorporado em suas práticas espirituais.

E Silêncio e contemplação, uma introdução a Plotino é justamente o nome do livro recém-lançado pela Paulus, da professora Gabriela Bal. Sem desculpas de que livro de filosofia é difícil. Gabriela, mestre em Ciências da Religião, passeia pelas idéias do filósofo grego como que sem esforço, e leva a gente junto neste mergulho na “arte da quietude”…

Saiba mais sobre o livro Silêncio e contemplação no site da editora Paulus.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade, Toques de alma Tags:

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6 comentários para “Silêncio…”

  1. anesiobaliane disse:

    gostei. gostaria de aumentar o diálogo sobre o assunto
    Abraços
    anesio

  2. Angela Bordeira disse:

    Assisti um filme esse semana, “Um amor para recordar”, onde a protagonista tinha uma lsita de sonhos a realizar, nesta segunda-feira, resolvi fazer a minha, e adivinhe o que foi o primeiro item… Ser dona do meu tempo e podem usufruir do contato com a Natureza… Bem, acho que estou almejando ser rica no futuro.. risos! Um abraço, adorei o texto!

  3. Renata disse:

    Parabêns pela matéria, muito boa. As vezes esqueçemos que nosso o “silêncio” tem muito a dizer….

  4. Valentina disse:

    é preciso saber o que incomoda mais se silêncio ou barulho
    adoro o silêncio de vozes humanas desagradáveis, de música de péssima qualidade, de ruídos em horários de descanso, mas adoro o barulho de vida em torno de mim, como o som do tráfego, do ir e vir accesível das pessoas andando nas ruas, dos lugares onde se consegue ir a pé, do som da televisão, do rádio do carro,e, do silêncio em minha casa, qdo lá fora é só movimento e dinamismo.
    Não sinto necessidade alguma de outras riquezas, nem é o que vejo ao meu redor, vejo sim, muita pobreza, e muita!..mas muita! Muita vontade de parecer ter riquezas, qdo falta o principal…

  5. Leda disse:

    de aparências muitos vivem,contrariando sua visível e real condição, na ilusão de que os outros são bobos ou burros…

  6. Luiz Horta disse:

    Assisti um filme chamado “Into great silence” sobre os monges da Grande Chartreuse, cartuxos. Espero que passem aqui. Tem uma página web com algumas informações:
    http://www.diegrossestille.de/english/

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