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Arquivo de abril, 2007

03/04/2007 - 01:03

Polêmicas…

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Assuntos polêmicos são estimulantes…fazem a gente refletir e convidam a rever posições, enfrentar dogmas e preconceitos…no final, todo mundo aprende um pouco, sai da discussão um tantinho melhor do que quando entrou…ou deveria, certo?

Acaba de ser publicado no Brasil um livro que com certeza vai esquentar muitas conversas. Lembram quando a revista americana Time publicou uma excelente matéria “Deus X Ciência”, na qual se discutia se a religião conseguiria fazer face aos avanços científicos?

A revista americana foi buscar debatedores peso-pesado para alimentar a polêmica. Do lado dos ateus, o professor de Oxford e autor do best-seller The God Delusion, Richard Dawkins, e mais uma dúzia de cérebros científicos para quem, no mínimo, a religião é uma ilusão, algo, digamos “impossível”…

Mas o time dos pró-Deus também era cheio de “estrelas”. E uma delas, ninguém menos do que o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Genoma Humano dos EUA, Francis Collins, responsável pelas pesquisas que revelaram a sequência do DNA da nossa espécie.

E é o livro A Linguagem de Deus, de Francis Collins, ex-ateu e convertido aos 27 anos que está sendo lançado no Brasil, pela editora Gente. O cientista não chega a “provar” a existência de Deus, mas garante: “a Ciência não deve se sentir ameaçada por Deus, mas sim reforçada. E Deus certamente não está ameaçado pela Ciência; foi Ele quem tornou tudo isso possível”.

Ao contrário, o trabalho científico pode até mesmo favorecer a experiência religiosa. “No meu campo de estudos”, ensina o geneticista, “a fé e a ciência convivem e se tocam”. E continua: “O DNA é o mais notável dos textos”, uma conquista científica e uma descoberta que incita à veneração”.

E para quem ainda acha que a história de Adão e Eva, tal como está descrita no Gênesis, contradiz a idéia de evolução e barra o caminho da ciência, ele avisa: “Meu Deus, não é improvável para mim. Ele não precisa de uma história da criação para si mesmo, nem precisa estar afinado com o que quer que seja exterior a Ele. Deus é a resposta para todas as questões do tipo “como todas as coisas tornaram-se aquilo que são”…

No site da editora Gente, você lê o primeiro capítulo do livro A Linguagem de Deus

Para ler a matéria da Time na íntegra, clique aqui

A ilustração é de Brad Holland e ilustra a matéria da revista Time

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade, Toques de alma Tags:
01/04/2007 - 11:24

Passagens…

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Dessas coisas que a gente sempre soube: “páscoa” vem de “passagem”, do hebraico e tem a ver com o evento bíblico da fuga do povo judeu do Egito e da escravidão e sua “passagem” pelo Mar Vermelho que se abriu diante do profeta Moisés. Certo?

Mas hoje, decidi ir além do que “aquilo que a gente sempre soube” e descobri que a tal “passagem” talvez pudesse ser melhor compreendida como “escapada”, porque tem a ver com a cena imediatamente anterior desta história. Eu conto.

Na véspera do episódio do Mar Vermelho, Javé havia mandado a última das dez pragas com que assolou o Egito para convencer o faraó a libertar o povo judeu do cativeiro. Os judeus deveriam marcar com o sangue de um cordeiro a porta de suas casas para “escapar” da passagem do Anjo da Morte, enviado para matar todos os filhos primogênitos dos egípcios, incluindo o filho do faraó.

Por mais que eu tenha ouvido essa história tantas e tantas vezes, sempre me surpreendo. Talvez seja a mais terrível das histórias bíblicas, a mais dramática e difícil de compreender, e olhe que os relatos bíblicos não são propriamente “água com açúcar”…

Pois é esse momento tremendo que os judeus vão mais uma vez reviver nesta segunda-feira, dia 2 de abril.

E foi nesta estranha sincronicidade que pensei quando recebi da Margot a petição em favor do rabino Sobel, que está sendo passada em corrente pelas finas teias da web.

A gente morre de várias formas. Na Natureza, a morte é transformação necessária para alimentar a vida. Os cupins fazem isso, são os coveiros da Natureza, abrem espaço nas matas, eliminando as árvores mortas para que as novas possam crescer. E viver não será sempre esse deixar “velhos eus” morrerem para acolher os novos “eus” que vamos nos tornando?

Quem ontem assistiu ao depoimento do rabino Sobel talvez concorde comigo: só quem nunca passou a madrugada lutando contra os próprios demônios pode acreditar que existem caminhos fáceis para a gente caber nos nossos sonhos e se tornar aquilo que desejamos ser…

Nossos ancestrais sabiam que as vidas humanas às vezes são melhor descritas com histórias dramáticas, feitas de sangue e sofrimento…a gente é que anda viciado em filmes “água com açúcar”…


Eu assino…e você quiser assinar também, aí vai o endereço…

E por falar nisso, será que a Ministra da Igualdade Racial, senhora Matilde Ribeiro, também diria que os judeus “seriam justificados” se odiassem os egípcios até hoje por conta dos açoites que receberam enquanto construíam as pirâmides do Egito?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade, Toques de alma Tags:
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