iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de março, 2007

17/03/2007 - 17:20

Sábado de manhã…

Compartilhe: Twitter

A anã caminha pelo canteiro central da avenida. É bonita e loira e veste preto. Carrega uma enorme mochila do Smiley no peito. Por que será que ela não colocou a mochila nas costas? Adivinho: assim, vista de longe, ela pode caminhar exibindo sempre um sorriso imutável, ainda que não seja seu…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
17/03/2007 - 17:16

Sábado de manhã…

Compartilhe: Twitter

O casal na escada rolante à minha frente parece afobado. Ele moreno, atarracado, de bermudas, ela chique, faixa no cabelo escuro, longo. Carregam sacolas. Ele diz mais alto do que o zum zum do shopping: “é claro, cabeção, que naquela loja não tinha o que a gente queria…”, ela responde algo num meio tom abaixo. Ele devolve: “mas você, cabeção, precisava insistir….” Fico imaginando como eu me sentiria se meu parceiro me chamasse de cabeção…

E lembro de um artigo lindo do Rubem Alves sobre relacionamentos entre casais que começava assim: “Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.”

Leia o resto do artigo aqui

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
17/03/2007 - 17:07

Sábado de manhã no cabelereiro…

Compartilhe: Twitter

A garotinha sobe dois degraus da escada, olha para trás por cima do ombro, como quem diz “será que vale um último esforço?”…volta devagar, queixinho no peito, olhos desafiadores. A mãe, ui! ,entre dois puxões de pelos indesejáveis que a moça de branco insiste em perseguir nas suas fartas sombrancelhas, avisa: “já, devolver o pão de mel na bandeja de onde você pegou, não é hora de comer, Mariana!” Ui!! Mariana, faz bico, a mãe não vê. Ela sobe os dois degraus, mais um, dá para pegar no ar sua resistência. Mas ela coloca com cuidado o pão de mel na pilha e volta. Passa por mim: “que lindas suas unhas pintadas, parece que você tem uma estrelinha em cada dedo!”, eu digo. Ela ri, daquele jeito inteiro que as crianças riem, mas joga a cabeça para o lado e aí a gente já adivinha a faceirice da mulher que um dia ela vai ser…Dá a volta, a saia cor de rosa gira em torno dela. Num salto, ajeita a cabeça morena entre o pescoço e o ombro da mãe, feito gata. Livre dos puxões a mulher ri e vira para a vizinha: “eu sempre quis ter uma filha que fosse exatamente assim”…Mariana esquecida do pão de mel, se aconchega. Ao redor, outras mulheres sorriem e lembram de si mesmas, meninas…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
12/03/2007 - 23:51

No céu

Compartilhe: Twitter

O que eram aqueles dois aviões brincando de pássaros na tarde calorenta de São Paulo, no sábado?

Alguém viu?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
12/03/2007 - 00:04

Fique ligada…

Compartilhe: Twitter

A terapeuta Gilda Telles reuniu num livrinho desses de levar na bolsa várias técnicas de meditação. Além de explicar a origem de cada uma e trazer mantras do Tibet, koans do budismo zen e visualizações tântricas, o Livro das meditações traz dicas para praticar e, mais legal ainda, incorporar essas práticas na sua vida. É da Publifolha.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
11/03/2007 - 19:47

Final de semana…

Compartilhe: Twitter

Acordei desejando me sentir outra, mais simples, mais fresca…Vesti calça e camiseta brancas, amarrei na cintura uma canga fininha e longa, puxei para cima uma das pontas, que enfiei de volta na cintura, e minha imaginação foi pousar em alguma praia orlada de coqueiros no sul da Índia. Elas estavam lá, as mulheres. Usavam, como eu kangas coloridas de algodão ou seda, amarradas na cintura, mundus, chamavam, ou lungi. Mas usavam apenas saias, os seios nus, como suas ancestrais, catadoras de cocos. Trançaram meu cabelo e eu caminhei com elas. Andei descalça na lama, comi as gosmas da terra e tive meus filhos na mata. Descobri que elas não têm palavras para falar de dor…cobrem-se de panos…

Quantos jeitos a gente não inventou para falar sem precisar de palavras…Na África, as mulheres swahilis usam kangas com dizeres, slogans, frases inspiradas, coisas proibidas, jinas, elas dizem…as palavras se misturam aos símbolos coloridos nos panos, tudo tem um sentido, para quem souber ler…

Têm até estudos falando dessa roupa que é linguagem! Kidogo changu pokea na dua njema nakuombea ou “aceite este pequeno presente com as minhas preces”, diz uma, vermelha, com a barra de pequenas folhas pretas alinhadas…fico imaginando esses panos ao vento…será que as palavras voam?

Quer saber mais sobre as kangas? Navegue por aqui

Gosto deste site Bella Online. Leia aqui o artigo de Claire Niala, editora de cultura, com o título: Khangas, mais do que simples panos

A foto linda é do verbete “khanga”, da Wikipedia

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
09/03/2007 - 08:33

Compartilhe: Twitter

A astronauta Lisa Nowak, mãe de três filhos, que tentou sequestrar a amante do namorado, foi demitida da NASA. Os detalhes da história — como ela se aproximou da rival no aeroporto de Houston, como usou spray de pimenta para imobilizar a “vítima”, como usava fraldas para não ser obrigada a parar para ir ao banheiro e o fato de que havia uma arma no banco do carro — fazem a gente imaginar que a moça não era lá um primor de equilíbrio.

Ou estamos sendo exigentes demais? O fato é que a gente imagina que um astronauta é necessariamente cool. Sempre. Imperturbável. No máximo, ao aterrisar em alguma estrela do outro lado da galáxia, ele dirá para a Terra azul ao longe: “um pequeno passo para um homem, um enorme salto para a humanidade”. Nenhum grito, nem pulos de alegria (claro, pulos, como se sabe são coisas imprevisíveis no espaço!)… só os monges costumam exibir a mesma calma, a mesma absurda tranquilidade diante do maior dos nossos inimigos, o medo.

Nem mesmo as infelizes peripécias de Lisa Kowak vão me convencer de que astronautas não são alguma forma de “melhor versão de nós mesmos”…

E por isso, quando li o perfil ideal de criaturas com alguma chance de serem consideradas aptas para mergulhos nos buracos negros do universo, achei, bem…quem sabe eu também podia estar lá…

Foi o artigo de Marcus Wynne, o ser mais parecido com um James Bond de verdade, ex-qualquer coisa associada com espionagens e trillers de suspense, na revista Psychology Today, que iluminou minhas reflexões matinais sobre esse perfil ideal de humano.

Segundo Mr. Wynne, antes de mais nada, você precisa ser forte, evidentemente, e compententíssimo no quesito, “capacidade de trabalhar em equipe”. Capacidade de se adaptar rapidamente às mais diversas estressantes e esquisitas situações, como extremos de calor, de humidade, falta absoluta de privacidade, quem sabe até encontros com alienígenas semelhantes a baratas, também é fundamental, até para a sua própria sobrevivência…

Não, astronautas não podem ser bananas, à mercê de Huston, we got a problem, eles precisam saber fazer bons julgamentos, e rápido. Mas não devem pensar muito sobre si mesmos, porque podem ficar deprimidos…alguém já viu James Bond revirando na cama às voltas com questões complicadas do tipo, será que ela vai me achar muito gordo? Ou muito estúpido? Ou….ou…ou…

Finalmente, suas chances de ser aceito na próxima viagem espacial crescem se você souber comunicar bem seus pensamentos e sentimentos e souber acolher com a mesma competência aquilo que vem do outro, isto é, inteligência interpessoal é outro quesito importantíssimo…

Além desses pré-requisitos, é claro, os candidatos vão receber treinamento intensivo em todas aquelas coisas que os tornam tão heróicos aos nossos olhos terrenos, e muito apoio psicológico para lidar com a saudade…

Alguém aí se habilita? Pode clicar aqui para saber mais direto na fonte: o departamento de admissões da NASA

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
08/03/2007 - 08:47

Chegou no outlook…

Compartilhe: Twitter

A Dre me manda uma mensagem que fala de irmãs. Não apenas as irmãs biológicas, mas aquelas que a gente vai adotando pelo caminho, “irmãs de alma”…

Uma jovem esposa estava sentada num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita a sua mãe.

Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, a mãe remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para sua filha.

– Nunca esqueça de suas “irmãs”, aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente, do quanto você ame seu marido, dos filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de “irmãs”. Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com elas; faça coisas com elas; telefone para elas … Irmãs são TODAS as mulheres… suas amigas, filhas, parentes, todas. Você sempre vai precisar de outras mulheres.

Que estranho conselho!, pensou a moça. Pois não acabo de me casar? Não acabo de ingressar no mundo dos casados? Agora sou uma mulher casada, pelo amor de Deus! Uma adulta! Com certeza meu marido e a família que vamos criar serão tudo de que necessito para dar sentido à minha vida!

Mas ela obedeceu à mãe. Manteve contato com suas irmãs e anualmente aumentava o número de amigas.

Aos poucos, foi compreendendo que sua mãe, de fato, sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizavam nela mudanças e mistérios, ela entendia, mais e mais porque as “irmãs” eram os baluartes de sua vida.

E aprendeu que:

O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa.
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor fica mais frouxo e desaparece.
Os homens não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
MAS…..
As “irmãs” estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros existem entre vocês. Uma amiga nunca está tão distante que não possa acolher suas urgências. Quando você precisa atravessar aquela tal vale solitário e precisa fazer isso sozinha, as mulheres de sua vida vão estar à beira do caminho, incentivando-a continuar, rezando por você, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando-a de braços abertos no final do caminho. Muitas vezes, até, vão quebrar as regras e caminhar ao seu lado ou vão invadir a estrada para carregar você, exausta, para fora…

Amigas, filhas, netas, noras, irmãs, cunhadas, mães, avós, tias, sobrinhas, primas, todas são nossa família expandida, todas abençoam nossa vida!

O mundo não seria o mesmo sem mulheres. Quando iniciamos esta aventura chamada condição feminina, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos umas das outras. A cada dia que passa, no entanto, mais e mais precisamos de nós mesmas…

Feliz Dia Internacional da Mulher para nós todas!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade, Toques de alma Tags:
08/03/2007 - 08:25

Desafios…

Compartilhe: Twitter

Mônica Horta, nossa intérprete do céu, avisa no horóscopo de hoje do Delas: “Até parece que o céu sabe que o dia de hoje é dedicado às mulheres. Poderosamente colocadas em signos regidos por Marte, a Lua de Escorpião e a Vênus de Áries exaltam um feminino corajoso que não tem medo da vida e encara alegremente o desafio das grandes paixões.”

E pelo outlook chegam carinhos de “irmãs”: imagens, textos, piadas — sim, a gente também sabe rir de nós mesmas –, ou só um “felicidades” digitado às pressas, entre um gole de café e outro…

Aqui e ali, a homenagem surge com reservas: “por que só um dia?” Mesmo assim, a gente gosta…se a voz masculina ainda é padrão universal, na língua e no mundo, nós somos obrigadas a nos refletir todo o tempo, privilégio de quem precisou ser diferente, antes de ser igual…

Muito tempo depois, qual seria o nosso maior desafio? A mãe do Lucas ajuda: “encontrar de novo nosso rosto de mulher”… eu gosto! E você, o que acha?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade, Toques de alma Tags:
07/03/2007 - 10:08

Liberdade é pedalar no Dia da Mulher!!!

Compartilhe: Twitter

Meu amigo William, vem todos os dias de bicicleta para o IG. E come maçãs nas (muitas) reuniões das quais participamos juntos. A última grama de gordura corporal que ele devia ter, diluiu-se há muitíssimo tempo em alguma das trilhas que ele percorre todos os finais de semana na sua bike…

E é dele o convite para a gente (nós, mulheres) celebrarmos o Dia da Mulher de um jeito profundamente libertador: pedalando!

O passeio noturno só para mulheres pelas ruas de São Paulo está sendo organizado pelo Sampa Bikers Mulher.

Quando: 8 de março
Onde: Restaurante Pé no Parque – Rua Inhambu 240, esquina com a Hélio Pelegrino, em Moema
Horário de saída: 21 horas
Obrigatório o uso de capacete!
Obrigatório: leve dois quilos de alimento e ganhe uma linda camiseta do passeio!
Que bom: não será necessário fazer inscrição antecipada.
Fofo: homens poderão participar desde que levem uma rosa para entregar para alguma participante.
Mais informações ligue 11 3045 2722

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Religião e espiritualidade, Toques de alma Tags:
Voltar ao topo