Ser feliz é bom e só faz bem…
Se você é uma daquelas criaturas que tendem a achar que a busca da própria felicidade é uma espécie de luxo, mais ou menos egoísta, até mesmo reprovável, e que, na melhor das hipóteses a gente tolera nas crianças, cuidado…E se, além disso, você tem uma quedinha pelo papel de vítima, que suporta tudo em nome do bem-estar do marido, dos filhos, da mãe, do chefe…melhor abrir um parênteses já e repensar sua vida, amiga, a vida de mártir, além de produzir adultos ressentidos, faz mal para a saúde.
Não que a gente no fundo já não tivesse adivinhado, mas parece que os médicos estão cada vez mais convencidos de que nosso estado de espírito pode ser, em grande parte, responsável por muitas doenças, sobretudo aquelas relacionadas ao “estilo de vida”, como enfartes, acidentes vasculares, diabetes, úlceras. E não se passa um dia sem surgir alguma idéia nova sobre o tema…
Falando justamente de mulheres que suportam relações conjugais muitas vezes patológicas durante anos, por exemplo, o médico cardiologista Otávio Gebara, do Instituto de Cardiologia de São Paulo, explicava que “o estresse envolvido nas desavenças conjugais – que às vezes se arrastam por 20, 30 ou 50 anos – aumenta os níveis de catecolaminas na circulação, substâncias que levam ao estreitamento das artérias. Além disso, o estresse também ativa as plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue. A soma dos dois efeitos leva a uma condição propícia para o entupimento de uma artéria, o que causa o infarto e o acidente vascular cerebral”. E tem mais: “o estresse psicológico de vivenciar desavenças matrimoniais também pode contribuir para a síndrome metabólica, que é uma reunião de disfunções – como pressão alta, excesso de gordura abdominal, níveis anormais de colesterol e elevada taxa de açúcar no sangue – que aumentam o risco de diabetes, doenças do coração e enfarte.”
A infelicidade, além de provocar enfartes, engorda, entendi bem? Será que vale a pena? Em vez de alimentar brigas ou, pior ainda, amargurar culpas e ressentimentos, melhor procurar alternativas: “mulheres mais felizes liberam menores quantidades de cortisol, substância que participa no desenvolvimento da hipertensão e da arteriosclerose. Essas duas doenças são as responsáveis pela maioria das mortes em todo mundo”, explica nosso cardiologista.
E se não der para mudar de vida, ao menos mude de ponto de vista, porque não basta “desejar” ser feliz. Reaprender a cuidar de si com o mesmo carinho que você usa para cuidar dos outros é fundamental, questão de saúde, assunto absolutamente prioritário, pode acreditar!
Fico imaginando que cuidar de mim incluiria coisas como mexer no jardim, tempo para ler, conversas sem pressa, longos banhos de banheira…
Mas não basta. O bem-estar vem de dentro, é rotina aprendida, disciplinada, como ensinavam os mestres antigos e faz coro o dr. Gebara e outros muitos médicos modernos: “o que se sabe é que algumas atividades, como a meditação e o relaxamento, liberam na circulação substâncias protetoras e diminuem os hormônios ligados ao estresse, como o cortisol e a adrenalina”.
Vou correndo guardar meu lado Amélia na gaveta e começar a fazer por mim mesma, o que eu adoro fazer pelos outros!!!
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
E é incrível como essas pessoas que cuidamos não respeitam ou não entendem o quanto esse “cuidar de nós” é necessário. Às vezes tenho que brigar com todos para conseguir que me deixem em paz por algumas horas…. ele não entendem como é necessário para o meu bem estar esse tempo só meu.