iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

Arquivo de fevereiro, 2007

28/02/2007 - 00:25

Perguntas sem resposta…

Às vezes, dá a impressão de que não existe mais nenhuma pergunta a ser feita…tudo já foi dito, cruzamos a última fronteira e, pior, mal nos demos conta da magnífica paisagem que passava pela nossa janela…

Bobagem, nem tudo está assim tão bem resolvido. Graças a Deus — sim, sempre Ele — não temos todas as respostas ainda, nem esgotamos nossa capacidade de fazer perguntas!

A Wired, preparou uma edição inteirinha sobre o tema: As Coisas que a Gente ainda NÃO Sabe, e se você é daqueles humanos arrogantes que acham que sabem tudo, melhor dar uma chance para a surpresa. Porque eu aposto que nem mesmo você sabia que ninguém sabe de verdade…

…porque é que a gente dorme, sim, ninguém sabe e descansar não é uma resposta porque ver TV também descansa;

…do que é feito o núcleo da terra, a gente imagina que de fogo, por conta dos vulcões que parecem cuspir as entranhas da terra, mas parece que o núcleo do planeta é uma bola de ferro, do tamanho da Lua, boiando num oceano de algum líquido desconhecido;

…o que aconteceu com os Neandertais, por que esses nossos primos ancestrais desapareceram há 30 mil anos, sem deixar pistas, deixando a tarefa da hominização por conta exclusiva dos seus contemporâneos, os Cro-Magnons;

…se o tempo não passa de uma ilusão, pura miragem, um truque da nossa mente para impedir que a gente perceba todas as coisas acontecendo juntas e ao mesmo “tempo”;

…o que ou quem fez a vida surgir…e como? ah, e por quê?

…do que é feito o universo, sim, conhecemos os elétrons, neutrons, quarks, mas esses minipedacinhos de “coisa” formam apenas 5% da matéria do Universo…do que então são feitos os outros 95%? Se Shakespeare estiver certo…quem sabe o estofo do Universo não é mesmo feito de sonhos…

…como o cérebro produz a consciência ou seja como é que aquela bola de massa cinzenta que temos dentro da cabeça torna-se “mente”…parece fácil, não?

…o que é mais importante na formação dos seres humanos, a Natureza ou a Cultura, quer dizer, a gente nasce como uma folha de papel branco e vamos nos construindo ao longo do caminho ou já chegamos aqui de malinha na mão?

Essas são apenas algumas das perguntas sem resposta da revista, ao todo os editores propuseram 40. Mas se você quiser mandar mais, eles aceitam o desafio e agradecem…O endereço é: www.wired.com/42

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2007 - 23:35

Chegou no outlook…

Acabou o Carnaval, dizem que o ano começa agora, prá valer…recebo no outlook esta receita para arrumar armários, aqueles da alma. Dê só uma olhada e aproveite as águas de março para vasculhar seus guardados e jogar fora tudo que não serve mais…

“Todos os anos há um momento em que olhamos nossos armários com um olhar crítico. Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo. Aquelas que tiramos do cabide e de vez em quando vestimos, olhamos no espelho, confirmamos mais uma vez que não gostamos e guardamos de volta no armário. Aquele sapato que machuca os pés, mas que insistimos em manter. Aquele terno caro, mas cujo paletó não cai bem ou o vestido “espetacular” ganho de presente de alguém
que amamos, mas que nunca usamos.

Às vezes tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá porquê.

Um dia alguém me disse: tudo o que não lhe serve mais e você mantêm guardado, só lhe traz energias negativas. Livre-se de tudo o que não usa e verá como isso lhe fará bem.

Acontece que nosso guarda-roupa não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais. Você tem um guarda-roupa desses no interior da mente.

Dê uma olhada séria no que anda guardando lá.

Experimente fazer uma limpeza e esvaziar a mente daquilo que não serve mais.

Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências
que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia.

Faça uma faxina nas amizade e diga adeus aqueles amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus.

Aproveite e tire de seu “armário” aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam arrastar você para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.

A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia, e lá vai você junto com elas.

Junte-se a seres entusiasmados que o apoiem em seus sonhos e projetos pessoais e profissionais. Não espere um momento certo, ou mesmo o final do ano, para fazer essa “faxina interior”. Comece agora e prepare-se para experimentar depois aquele sentimento gostoso de casa fresca, limpa e …livre!

Liberdade de não ter de guardar o que não serve mais. Liberdade de experimentar o desapego. Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor, e que só usa aquelas coisas que são verdadeiramente úteis e fazem bem.

O texto é de autoria do dr. Wilson Meiler, psicanalista e coaching.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2007 - 22:03

Fique ligada…

Se existem aspectos de nós que podem funcionar como sabotadores cruéis dos nossos sonhos, desejos e aspirações, um deles ao menos deve estar relacionado com a auto-estima.

Para alguns, essa delicada construção da auto-imagem pode se tornar um exercício contínuo de autodestruição, alimentado por frases como: por que ele iria querer alguma coisa comigo; não adianta, nunca vou passar neste exame; com certeza, meu chefe vai preferir a outra, a queridinha….as versões que usamos para chicotear nossa alegria de viver são infindáveis…

“A auto-imagem se forma na relação que temos com o mundo e com as pessoas desde que nascemos, e não temos em geral o hábito de questioná-la e atualizá-la”, ensina a PNL, Programação Neurolinguística, uma técnica que justamente promete ajudar a reprogramar as velhas “falas internas” que a gente usa contra nós mesmos.

“Nessa imagem de nós, há também o que chamamos de pontos cegos, áreas de nossa personalidade que não enxergamos e das quais não temos consciência. Com isso, podemos deixar de perceber nossas fragilidades e também nossos pontos fortes. Esses pontos cegos podem ser nocivos porque, desconhecendo nosso limite, não podemos ultrapassá-lo. Conhecendo nossos pontos fortes teremos mais recursos conscientes para qualquer tipo de ação”…faz sentido não acha?

E se a gente pudesse reaprender tudo de nós? Reeditar a auto-imagem, passar a limpo o velho eu amarrotado de idéias justas, asfixiado pela falta de confiança, seria isso realmente possível? Renascer, sim, feito fênix…esse, ao menos, é o objetivo do curso que a Sociedade de Programação Neurolinguística vai oferecer agora em fevereiro, aqui em São Paulo. Pode se agendar…

Quando: 24 a 25 de fevereiro de 2007
Local: Centro de Treinamento da SBPNL
Fone/fax.: 11-3887- 4000
e-mail: pnl@pnl.com.br
Mais informações no site da Sociedade de Programação Neurolinguística

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2007 - 21:32

Fique ligada…

Em tempos de overdose de cesarianas, não custa abrir um espacinho para refletir sobre jeitos mais acolhedores de trazer os bebês ao mundo…

A Palas Athena traz para o Brasil Mary Zwart, parteira há trinta anos e que já assistiu mais de 4000 nascimento. Além de pertencer a esta linhagem ancestral de mulheres que ajudam outras mulheres na hora do parto, Mary Zwart é pesquisadora ligada ao movimento internacional de humanização do parto e do nascimento e atenção ao parto domiciliar.

E se você imaginava que parteiras eram coisa de “antigamente”, dá uma olhadinha no tipo de evento e de organização nos quais Mary Zwart está envolvida: Conselho da Real Organização Holandesa de Parteiras, European Network of Consumers and Childbirth Educators, Coalition for Improving Maternity Services, Perinatal School Foundation International Confederation of Midwives, Midwifery Today, Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras, Associação Portuguesa pela Humanização do Parto e Conferência Internacional sobre Humanização do Parto.

Quando: 28 de fevereiro de 2007
Horário: das 9h30 às 16h30
Local: Palas Athena

http://www.palasathena.org.br/frames.asp?language=pt Mais informações no site da Palas Athena

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2007 - 01:13

Ser feliz é bom e só faz bem…

Se você é uma daquelas criaturas que tendem a achar que a busca da própria felicidade é uma espécie de luxo, mais ou menos egoísta, até mesmo reprovável, e que, na melhor das hipóteses a gente tolera nas crianças, cuidado…E se, além disso, você tem uma quedinha pelo papel de vítima, que suporta tudo em nome do bem-estar do marido, dos filhos, da mãe, do chefe…melhor abrir um parênteses já e repensar sua vida, amiga, a vida de mártir, além de produzir adultos ressentidos, faz mal para a saúde.

Não que a gente no fundo já não tivesse adivinhado, mas parece que os médicos estão cada vez mais convencidos de que nosso estado de espírito pode ser, em grande parte, responsável por muitas doenças, sobretudo aquelas relacionadas ao “estilo de vida”, como enfartes, acidentes vasculares, diabetes, úlceras. E não se passa um dia sem surgir alguma idéia nova sobre o tema…

Falando justamente de mulheres que suportam relações conjugais muitas vezes patológicas durante anos, por exemplo, o médico cardiologista Otávio Gebara, do Instituto de Cardiologia de São Paulo, explicava que “o estresse envolvido nas desavenças conjugais – que às vezes se arrastam por 20, 30 ou 50 anos – aumenta os níveis de catecolaminas na circulação, substâncias que levam ao estreitamento das artérias. Além disso, o estresse também ativa as plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue. A soma dos dois efeitos leva a uma condição propícia para o entupimento de uma artéria, o que causa o infarto e o acidente vascular cerebral”. E tem mais: “o estresse psicológico de vivenciar desavenças matrimoniais também pode contribuir para a síndrome metabólica, que é uma reunião de disfunções – como pressão alta, excesso de gordura abdominal, níveis anormais de colesterol e elevada taxa de açúcar no sangue – que aumentam o risco de diabetes, doenças do coração e enfarte.”

A infelicidade, além de provocar enfartes, engorda, entendi bem? Será que vale a pena? Em vez de alimentar brigas ou, pior ainda, amargurar culpas e ressentimentos, melhor procurar alternativas: “mulheres mais felizes liberam menores quantidades de cortisol, substância que participa no desenvolvimento da hipertensão e da arteriosclerose. Essas duas doenças são as responsáveis pela maioria das mortes em todo mundo”, explica nosso cardiologista.

E se não der para mudar de vida, ao menos mude de ponto de vista, porque não basta “desejar” ser feliz. Reaprender a cuidar de si com o mesmo carinho que você usa para cuidar dos outros é fundamental, questão de saúde, assunto absolutamente prioritário, pode acreditar!

Fico imaginando que cuidar de mim incluiria coisas como mexer no jardim, tempo para ler, conversas sem pressa, longos banhos de banheira…

Mas não basta. O bem-estar vem de dentro, é rotina aprendida, disciplinada, como ensinavam os mestres antigos e faz coro o dr. Gebara e outros muitos médicos modernos: “o que se sabe é que algumas atividades, como a meditação e o relaxamento, liberam na circulação substâncias protetoras e diminuem os hormônios ligados ao estresse, como o cortisol e a adrenalina”.

Vou correndo guardar meu lado Amélia na gaveta e começar a fazer por mim mesma, o que eu adoro fazer pelos outros!!!

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/02/2007 - 23:44

Eles e as guerras…

Tem alguma coisa nas guerras que inspira os seres do sexo masculino. Talvez as lutas e as batalhas acendam neles memórias longínquas de caçadores corajosos e vastíssimos horizontes…talvez exista até certa doçura no tipo tão especial de intimidade que os homens criam quando, juntos, precisam enfrentar algo realmente aterrorizante…

Essa relação arriscada e tão peculiar deve estar por trás da constatação de que dos filmes e livros de guerra, por exemplo, nascem algumas das mais explosivas cenas humanas e frases com altíssimo poder de detonar grandes reflexões!

Uma lembrança antiga chega trazendo junto a capa amarela do livro de Hemingway, Por quem os sinos dobram e meu pai me explicando que o dobre dos sinos sinalizava as mortes nas pequenas aldeias e nos vilarejos modorrentos de silêncio. E que a pergunta do livro, passado durante a Guerra Civil Espanhola, tinha que ser respondida assim: “os sinos sempre dobram por ti”, porque o destino dos homens é compartilhado, a morte de um é da conta de todos…

E colo tudo isso com a folia carnavalesca que me levou a ver todos os ótimos filmes que estão em cartaz, incluindo os dois de Clint Eastwood, Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra. Belos filmes, ambos, avessos perfeitos um do outro…você precisa ver os dois, portanto, tire o final de semana e nada de pressa! E preste atenção na forma como as relações masculinas são construídas, quase sem palavras, nervosas, superfícies carregadas de descargas elétricas produzidas no estalar das metralhadoras…e, de repente, você entende tudo, quando lá pelas tantas, um dos personagens olha de lado, busca num fundo de poço e traz à tona aquela única, improvável e louca razão para as histórias de guerra fascinarem tanto os homens — e as mulheres também, é claro, tirando talvez alguns closes de vísceras sujas e sanguinolentas: “não é pela pátria que a gente morre”, diz o soldado, “é pelo companheiro, por aquele que caminha ao nosso lado, atrás de nós, adiante”…na hora H, no dia D, é só isso que conta!

Veja o trailer do filme Em busca da honra no site oficial

E no site de Cartas de Iwo Jima, você além do trailer, ouve a música tema do filme

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/02/2007 - 00:19

Chegou no outlook…

Da minha amiga Beá, que envia esses achados para seu grupo chamado Queridas, coisa típica de mulher!!!

O artigo vem assinado por Tati Bernardi, ex-publicitária, escritora, que adoraria ter sido bailarina e cujo site vale muito a pena visitar. Não encontrei a crônica lá, mas, li com prazer todos os outros textos dela…

Esse é uma delícia de volta por cima!!!!! Pode saborear e distribuir para as amigas, afinal, a vitória de uma é, sim, na grande maioria das vezes, a vitória de todas…

De tudo o que ele me deu, o melhor foi um pé na bunda

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo “olha, não dá mais”.

Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha
acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?

Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu “mas agora eu to comendo um lanche com amigos”.

Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele.

Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não voltava pra mim? Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema.

Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta.

E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não
lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito.

Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve.

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e
resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários
livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu.

Mas eu sou taurina com ascendente em Áries, Lua em Gêmeos e filha única!

Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico de estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida.

Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.

Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha.

Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.

Resultado disso tudo: silêncio absoluto.

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu.

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele.

Ele quem mesmo?

Se quiserem também mandar histórias para iluminar este Chegou no outlook, meu e-mail é belotti@ig.com.br e está sempre à disposição de vocês

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/02/2007 - 00:15

Quarta-feira de Cinzas, por quê?

Nossos avós sabiam das coisas….sabiam que existia um tempo de trabalho e um tempo de ócio, sabiam que existia um tempo de contenção e um tempo de libertação, entendiam que é desse equilíbrio entre os vários aspectos da nossa alma que nasce a possibilidade de uma via espiritual mais rica, menos claustrofóbica…

Inventaram o Carnaval, a festa, a orgia, e criaram a Quaresma, um tempo de mergulho, 40 dias inteiros para a gente refletir sobre o valor da vida humana e se reaproximar de Deus.

Gosto desta simbologia, e gosto da imagem da Quarta-feira de Cinzas que abre essa temporada de reflexão. Cobrir o rosto ou o corpo com cinzas é costume antiquíssimo. O Velho Testamento traz várias histórias. No Livro de Judite (Jdt 4:17), por exemplo, quando os judeus desejam muito que Deus visite o povo de Israel, antes da guerra contra os assírios, se prostam diante do templo vestidos de sacos e cobertos de cinzas e oram com “todo seu coração”.

As cinzas são o resíduo último, tudo que resta depois de consumido pelo fogo. Por isso transformaram-se no símbolo mais contundente da situação dos homens distantes de Deus: somos nada, somos cinza, apenas…

E daí o costume cristão de marcar o início da Quaresma com a unção pelas cinzas. Desde o primeiro século depois de Cristo, aqueles que iam ser batizados na Páscoa tinham que passar por um tempo de arrependimento e de penitência, a Quaresma. Só depois de refletir longamente sobre a mais terrível e profunda das questões humanas é que eles poderiam ser afinal abençoados e acolhidos por Deus. Chamavam-se catecúmenos os que pediam para ser convertidos e batizados. Toda a comunidade ajudava, rezando e torcendo por aqueles que desejavam tanto a conversão. E na Páscoa, também todos participavam da alegria de serem acolhidos como “filhos de Deus” e membros da comunidade dos “escolhidos”.

Poucos de nós nascem com vocação para “ilhas”, quem acha que pode dispensar os demais, em geral, só não achou o jeito de se aproximar. Por isso fico imaginando que esse acolhimento devia significar a diferença entre a loucura, a exclusão e a morte e uma vida dignificada, cheia de significado e propósito. No olhar generoso do outro e gente vence a solidão…

A tradição manda queimar neste dia as palmas do Domingo de Ramos –como me corrige o Helinton, muito acertadamente –, símbolos da vitória e da conquista de si mesmo. São elas que vão produzir as cinzas que serão abençoadas. Durante a cerimônia, a frase: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ecoa, lúgubre…

Não faz mal, como nossos ancestrais sabiam tão bem, existe um tempo de sofrer e um tempo de se alegrar. Ano que vem, é Carnaval, de novo!

Essa pergunta, “Por que Quarta-feira de Cinzas?”, quem me fez foi a Ana. Se quiser mandar a sua dúvida, escreva para belotti@ig.com. Se a gente não souber a resposta, talvez algum outro internauta saiba…E não é essa a vocação maior desta teia www?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/02/2007 - 11:00

Inspiração

A terceira qualidade que mais favorece a criação de um estado de paz é a pureza. Não é possível haver paz se os meus sentimentos não forem genuínos, se a intenção não for verdadeira. Só existe paz quando sinto que a outra pessoa está sendo verdadeira comigo e quando eu também sou verdadeiro com ela. Só há paz quando tudo é criado de forma honesta e limpa. E a fundação para a minha paz acontecer são as minhas qualidades internas. Então, mesmo que o outro não esteja em paz, sou capaz de ajudar, inspirar e estabelecer uma atmosfera pacífica.

De Luciana Ferraz, Organização Brahma Kumaris

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/02/2007 - 10:51

Chegou no outlook…

Recebi da Sonia, que faz parte do Grupo Sandor, um aviso importante do céu, como diria minha amiga Izabel: cuidado, Mercúrio está retrógado, preste atenção naquilo que fala, seja tolerante com aquilo que ouve, Mercúrio é o planeta da comunicação…em tempos de Babel, é mesmo bom tomar cuidado!

E o que são planetas retrógados, você sabe? Aí vai a explicação que a Sonia mandou, cuja autora é uma das nossas grandes astrólogas, Celisa Beranger. Aproveite!

Planetas Retrógrados

Considerando do ponto de vista da Terra, os planetas podem ocasionalmente movimentar-se para trás. Esta condição é denominada astronômicamente de movimento retrógrado aparente, porque é o resultado da combinação dos movimentos da Terra e do planeta em torno do Sol, mas na realidade um planeta jamais move-se para trás.

Antes de mudar de movimento, também aparentemente o planeta estaciona.

É importante lembrar que isto acontece apenas com os planetas, portanto o Sol, estrela central do sistema ao qual a Terra pertence, e a Lua satélite da Terra, nunca passam por estas situações.

Para a Astrologia, estes fenômenos têm um significado simbólico importante. Quando o planeta está retrógrado, as questões regidas por ele apresentam retrações ou demoras no seu desenvolvimento. Quando estacionário, a força de seu significado é poderosa e positiva. Se o estacionamento for para voltar ao movimento DIRETO, contudo, se isto ocorre para passar ao movimento RETRÓGRADO, as atividades significadas pelo planeta podem apresentar dificuldades.

As mudanças de movimento mais perceptíveis são as dos planetas designados como pessoais: MERCÚRIO (apresenta o maior número de mudanças, porque a cada 4 meses permanece 19 ou 24 dias em movimento retrôgrado), VÊNUS (a cada um ano e sete meses fica cêrca de 45 dias retrógrado), e MARTE (a cada 02 anos fica 80 dias retrógrado).

Na Astrologia MERCÚRIO rege todas as formas de comunicação, negociação e intermediação. Durante seus períodos de retrogradação, ocorrem problemas, confusões e mal entendidos nas comunicações pessoais, cartas perdem-se ou demoram muito mais que o normal, informações ou documentos podem conter erros que não são percebidos ou deixam de conter dados essenciais. Preferencialmente, durante estes períodos, devem ser evitadas assinaturas de documentos importantes e é conveniente cuidado nas comunicações. MERCÚRIO, o mensageiro e o intermediário também, não favorece cirurgias quando RETRÓGRADO.

VÊNUS rege todas as formas de relacionamento, social e afetivo. Durante seus períodos de retrogradação, os acordos e as possibilidades de entrosamento podem estar dificultados. VÊNUS também representa o belo e o agradável, por isto não favorece cirurgias plásticas quando RETRÓGRADO.

MARTE rege as ações levando-nos a promover empreendimentos e tomar atitudes. Durante o períodos de retrogradação parece que avançamos e recuamos, sem progredir em nossos objetivos. Por isto não é um bom período para começar novos empreendimentos porque eles poderão ser prematuros e quando MARTE retornar ao movimento direto será necessário recomeçá-los ou poderão ser completamente abandados.

Entretanto, o período de retrogradação é favorável para o planejamento de um novo projeto ou para a revisão de um já em desenvolvimento, de modo a concluí-lo.

Fisicamente MARTE corresponde ao nosso dinamismo, e por este motivo, quando RETRÓGRADO não favorece atividades que exijam grande esforço físico, coragem ou espírito de aventura. Por este motivo no caso de cirurgias eletivas seu período de retrogradação deve ser evitado.

Se quiserem também mandar histórias para iluminar este Chegou no outlook, meu e-mail é belotti@ig.com.br e está sempre à disposição de vocês

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo