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Arquivo de janeiro, 2007

17/01/2007 - 00:20

idéias…Mulheres de vermelho!

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E por falar em moda, e aproveitando esses tempos de Fashion Rio e Fashion Week, enquanto a editora responsável pela Bazaar americana fala no seu editorial de moda e compaixão e de mulheres que usam a moda para transformar não só suas próprias vidas, mas a vida de outros…fiquei pensando…

Se é para andar por aí, feito um outdoor ambulante, vestindo logos e fazendo publicidade de todo tipo de produto, então é melhor usar isso para divulgar boas idéias…

Eu achei algumas…

No site da GAP você conhece a campanha RED (Vermelho), lançada por Bono (do U2) em 2006, cujo objetivo é angariar fundos para o The Global Funds, um projeto gigante envolvendo governos e organizações do terceiro setor para levantar fundos e favorecer ações de auxílio urgente aos países assolados por doenças, como malária e tuberculose.

Vestindo vermelho, você ajuda a melhorar a situação de mulheres e jovens com AIDS na África. O primeiro país a receber donativos foi Ruanda. Além da GAP, Armani, Motorola e outros fabricantes de produtos fashion também aderiram e lançaram sua linha de produtos RED.

O logo (RED) tem uma explicação: é a palavra “vermelho” em inglês envolvida num abraço, representado pelos parênteses…

Se é para desfilar logomarcas por aí…

Entre no site da campanha para conhecer melhor o projeto RED

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
16/01/2007 - 09:44

Valei-me Santa Bárbara!

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Que imagem impressionante aquela do pequeno altar azulado em honra a Santa Bárbara no fundo da cratera cavada pelo desmoronamento das paredes de uma estação do Metrô, em São Paulo!

Faz a gente se dar conta de repente da nossa colossal fragilidade, que os desastres, naturais ou não, transformam em tragédia…A imagem daqueles homens minúsculos no gigantesco buraco reflete a medida humana diante da Natureza. E assusta…

Valei-me Santa Bárbara! Protetora dos bombeiros, dos mineiros, dos soldados, Santa Bárbara teria vivido em algum momento do século 3, em Nicomédia, na Asia Menor ou em Heliopolis, no Egito. Era uma jovem belíssima que viveu aprisionada numa torre por seu pai, um homem rico e pagão. Ao ver que a filha havia se convertido ao cristianismo, o pai enfurecido ameaça matá-la, mas um buraco se abre na torre e a menina escapa, se esconde em uma caverna, mas sua presença é denunciada por um pastor. Presa e espancada, suas feridas saram milagrosamente à noite. Finalmente é decapitada, junto com outra jovem, Juliana.

Santa Barbara foi eliminada da lista de santos católicos, mas continua sendo cultuada pelos ortodoxos. Oficialmente, 4 de dezembro é seu dia, mas a santa pode ser invcada sempre, e onde quer que os riscos de explosão, de incêndio, de desmoronamentos ameacem nossas certezas tão frágeis…

Leia aqui a história de Santa Bárbara

Aqui você acessa um banco de dados supercompleto sobre os santose santas

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
15/01/2007 - 22:20

Chegou no outlook…

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Lembram da minha amiga Beá, manancial inesgotável dos textos mais interessantes da web? E também dos mais provocadores…e dos mais gostosos de ler…

Aí vai esse, para lembrar 2006, de autoria do escritor colombiano Santiago Gamboa, publicado originalmente na revista Cambio, sobre As mulheres de mais de 40 anos

“Hoje têm quarenta e muitos anos, inclusive cinquenta e tal, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afectuosa celulite que capitoneam as suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais.

Formosamente reais. Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciadas e casadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarto intento. Que importa?

Outras, ainda que poucas, mantêm um pertinaz celibatarismo, protegendo-o como uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre as suas portas a algum visitante.

Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!

Nascidas sob a era de Aquário, com influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais.

Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução.

Jamais viram no homem um inimigo, apesar de lhe cantarem algumas verdades, pois compreenderam que a sua emancipação era algo mais do que pôr o homem a lavar a louça ou a trocar o rolo do papel higiénico quando este tragicamente se acaba.

São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam.

Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam a sua parecença com Maria, a Virgem, numa noite de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El Raton com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Neruda e do cinema de Bergman.

No fundo das suas mochilas traziam pacotes de rouge, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e, ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, que se chama “Teu amor é um jornal de ontem”.

Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor as canções de Sílvio Rodriguez e de Pablo Milanez, conhecerem os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos mosquitos, porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam a fazer na sua formosa e sedutora madureza.

Souberam ser, apesar de sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu companheiro por dentro.

A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda que nos façam sofrer, quando nos enganam, ou nos deixam, pois o seu sangue não é suficientemente gelado para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia de Santana.

Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você.

Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!”

Leia o texto traduzido no blog Casas velhas

Clique aqui para ler o texto em espanhol, que foi publicado originalmente na revista Cambio

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
15/01/2007 - 00:44

Idéias… (Bons) conselhos de Drew Barrymore

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Entrevistas com celebridades podem nos surpreender. Entre plumas e paetês, é curioso ver surgir aqui e ali, nas entrelinhas, aqueles sinais que identificam os humanos, e que nos tornam todos tão iguais…

Estava lendo na Bazaar deste mês a entrevista com Drew Barrymore, a garotinha do ET, que sobreviveu a uma vida familiar de fazer inveja a qualquer filme de terror psicológico — a primeira internação para desintoxicação aconteceu aos 13 anos! –virou uma Charlie Angel, em Panteras e tem um jeito de quem está sempre dando risada de alguma coisa que só ela sabe…

E sobre rir, ela ensina: “Você sabe, tudo é uma questão de humor. Não leve a vida tão a sério. Não leve a moda tão a sério. Não leve a indústria cinematográfica tão a sério. Não leve o amor e as relações afetivas tão absurdamente a sério, tão pesado, todo o tempo. Rir, rir, rir. A vida é feito a escola: dura pouco e todo mundo fala de todo mundo. Melhor rir de tudo isso!!!”

Vale para os não-célebres também, não acham?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
14/01/2007 - 14:03

Frases…

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“Sabe, dona, 99% das pessoas gostam da paz, querem viver suas vidas de um jeito simples, educar os filhos, ter amigos…o problema é que os outros 1% fazem muito barulho”…

(De um motorista de táxi de São Paulo, obrigada, amigo, pela sabedoria!)

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
09/01/2007 - 12:23

Fique ligada…

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O Centro de Estudos Filosóficos da Palas Athena, em São Paulo, já está com inscrições abertas para os seminários, cursos e programas de férias. As opções são inúmeras — eu vou descobrir a filosofia de Ken Wilber, com o professor Ari Raynsford, e mergulhar no pensamento colaborativo do terapeuta Arnaldo Omair Bassoli Jr. A programação completa você encontra no site da
Palas Athena.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
08/01/2007 - 14:02

Nossos sites favoritos: Ano-novo, vida nova

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Para mim o ano só começa quando consigo aprontar minha lista de resoluções de Ano-novo. Aprendi a dividi-la em três partes: coisas que gostaria de FAZER, coisas que desejo SER, coisas que quero TER. E aprendi também que só “pensar” nisso não funciona, o simples fato de escrever, de alguma forma, nos ajuda a assumir o compromisso do desejo, a alavancar os sonhos, sacundindo-os da poeira do impossível…

Por isso, adorei a proposta do pessoal da Personare de criar uma página só para acolher minhas resoluções para 2007. Além de ajudar a gente a lembrar disso ao longo do ano, o site envia todos os dias para o seu e-mail um horóscopo pessoal e alertas dos trânsitos astrológicos que podem estar interferindo na sua vida…

Confira no site da Personare

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
08/01/2007 - 13:43

Milagres…

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Recebi a newsletter deste mês do site Spiritual Parenting, de Mimi Doe, autora de vários livros sobre a arte de conciliar nossas muitas vidas como mães, mulheres, seres espirituais…

Falando de mudanças de estação, na passagem do ano, no ciclo extraordinário de nascimento e renovação de todas as coisas, a autora cita o monge Thich Nhat Hanh: “As pessoas em geral acham que andar sobre a água ou elevar-se no ar são milagres. Mas eu acredito que o verdadeiro milagre não é caminhar sobre a água ou no ar, mas é andar sobre a terra. Todos os dias nós realizamos um milagre do qual mal temos consciência: um céu azul, nuvens brancas, folhas verdes, os olhos negros e curiosos de uma criança — nossos próprios olhos… Sim, tudo isso é um milagre!”

Entre no site Spiritual Parenting, de Mimi Doe

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Toques de alma Tags:
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