Arquivo de dezembro, 2006
26/12/2006 - 11:43
Um espaço de inspirações é, necessariamente, povoado de todo tipo de ditos, idéias, reflexões vindas de muitas partes, à esquerda e à direita, inspiradas pelos muitos rostos de Deus e cujo único objetivo é atiçar nossa imaginação, provocar, apontar caminhos…
Resolvemos eleger o melhor conselho não porque esse seja mais inspirador do que outro ou porque contenha mais ou mais nobres verdades….Esse é o melhor conselho apenas porque ele sugere um rumo novo, instiga a alma com uma idéia inesperada…
Esse “melhor conselho” veio de Dean Karnazes, um atleta americano, de 44 anos, casado, pai de dois filhos, que tem dedicado os últimos 14 anos a desafiar os limites do esforço humano. Seu mais recente feito foi correr 50 maratonas em 50 dias consecutivos!!!!
A inspiração de Dean Karnazes, pinçada de uma entrevista que o atleta deu para a edição de janeiro de 2007 da revista americana “Wired”.
O corpo humano tem limites, diz o atleta, mas o espÃrito humano é ilimitado. Sua mente é seu músculo mais importante. E como um amigo me disse certa vez: A vida não é uma jornada em direção ao túmulo cujo prêmio vai para quem chegar com o corpo mais em ordem e melhor preservado…O desafio é chegar lá num corpo bem vivido, usado, gasto, exausto, e no instante mesmo de morrer, gritar bem alto: “Meu Deus!!! Que tremenda viagem!!!!”
E que extraordinária aventura!!!!!!
Um lindo e muitÃssimo bem vivido 2007 para você!
Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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21/12/2006 - 14:05
Que prazer viver neste tempo!!! Que bom ter um outlook, compartilhar idéias, sentimentos, histórias…
Foram muitas, ao longo desse ano, muitas…algumas chegam com alegria, outras chegam tÃmidas, muitas acabam coladas em imagens meio pasteurizadas, outras são aprisionadas em musiquinhas nada muito a ver…todas, porém, falam de tesouros, de coisas preciosas, são, de fato, TOQUES DE ALMA…
Essa, eu recebi da minha amiga Re, ao contrário da maioria dos textos, essa autora eu conheço, você também vai gostar muito dela…
De repente é Natal e o primeiro pensamento é qualquer coisa como: “Já?”, “Que saco!”, “E, daÃ?”, “Lá se foi mais um ano!”…
O trânsito enlouquece, o cartão de crédito estoura, a balança dispara, o fÃgado arrebenta. Tem ainda as coisas inevitáveis: o especial do Roberto Carlos, os chatos que só surgem nos dias 24 e/ou 25, as filas para tudo, os presentes de última hora. Uma quase histeria verde-vermelha regada à champagne e neve de mentira toma conta de tudo e nós nos sentimos quase que obrigados a nos sentir felizes !!! Dizem que no Natal gastamos o que não podemos, comemos mais que devemos e abraçamos quem não gostamos!!!
Tudo conspira contra o verdadeiro espÃrito de Natal.
De repente é Natal, e nos sentimos cansados, espantados e quase tristes, por que os novos natais parecem velhos e sem magia. Tudo parece vulgar, frenético, obrigatório e despido de reflexão. Tudo é feérico, nervoso, pomposo. O rito se perde e um turbilhão de frivolidades nos afasta do essencial.
Mas, o Natal insiste e chega e, independentemente, de todas as loucuras, de todo o consumismo, de todo o desencanto: é Natal, mais uma vez. Queira você ou não. E mais uma vez recomeça uma inquietação, uma melancolia, que vai crescendo, devagarzinho, como semente, mexendo na alma, soprando lembranças nos nossos ouvidos, enchendo nossos corações de vontades antigas e nossa cabeça de sonhos eternos.
Vai dando uma saudade dos natais das nossas infâncias. Os natais dos tempos de certezas simples e valores cristalinos. AÃ, começamos a sentir falta da singeleza e da simplicidade que deveria ser o tom do Natal. Sentimos falta da Missa do Galo, do abraço dos avós, da alegria indizÃvel de ser criança, ter pai, mãe, famÃlia e esperar pelo Natal, cantar “Noite Feliz” e olhar com
reverência o Menino Jesus no presépio.
E aÃ, quando menos esperamos, o Natal acontece: é quando, nos lembramos de duas crianças: uma no presépio e outra dentro de nós…
Então, já não somos mais os mesmos… Somos o menino, a menina, somos nós em essência, o melhor de nós, aquele “eu-mesmo” de quem tanto gostamos… Por que no Natal nasce o Menino-Deus, renascem as crianças em nós, e a Esperança!
O Natal insiste e chega todo ano, pontual, irredutÃvel, para que nós insistamos também. O Natal resiste para que nós resistamos, à falta de tempo, ao comodismo, à frieza, à superficialidade, à s anestesias, à banalização de tudo, à indiferença.
De repente é Natal, e aà vem o possÃvel milagre: lembrarmo-nos de quem somos, de quem sonhamos ser, de quem queremos ser, de quem podemos ser e, darmo-nos, a nós mesmos, de volta, de presente.
Você já tentou se lembrar de quem você sonhava ser quando era criança e ADORAVA o Natal?
Acredito que esse é o milagre do Natal. O milagre da esperança: de poder recomeçar, retornar, renascer, reescrever o futuro. O milagre da reconciliação: de fazer as pazes conosco, com nossos sonhos, nossos propósitos, nossas crenças. O milagre da serenidade: de reconhecer e ser fiel à nossa canção interior, nossa lenda pessoal, nossa verdadeira história.
Recebi esse arquivo que fala sobre o costume de uma tribo africana que é dar a cada criança quando nasce, uma canção própria, só dela, uma espécie de mantra, de cântico, que a tribo canta para aquela pessoa ao longo da sua vida, em todos os momentos marcantes, felizes ou não, inclusive aqueles momentos em que a pessoa decepciona ou fere a comunidade. A idéia é fazer
com que a pessoa nunca se esqueça e nunca se afaste da sua “canção pessoal”, pois essa é a chave da harmonia e da felicidade. A tribo tem o papel fundamental de manter a canção viva. Hoje, esse papel é dos amigos. Os amigos nos ajudam a voltar para o tom…
Acredito que todos temos uma canção pessoal e que nossa felicidade está na razão direta da nossa fidelidade à essa canção. Como uma impressão digital da alma. Ela nos identifica, traduz, ilumina, orienta, redime e nos impele a buscar o que é bom, harmônico e justo no Universo. Às vezes não a ouvimos, outras vezes, esquecemos de cantá-la, mas ela está dentro de nós, não pode
ser calada.
Essa canção é o sussurro de Deus nos lembrando quem somos e de onde viemos.
Essa canção é nosso fio de Ariadne a nos guiar para fora dos labirintos; pedrinhas mágicas que marcam o caminho de volta para nós mesmos. Essa canção é a voz do nosso coração.
Que neste Natal, possamos relembrar nossa canção pessoal e nos sintamos felizes, confortados e protegidos por ela. Que neste Natal, os corações entoem suas canções, num coro silencioso, capaz de compor uma música maior, chamada PAZ na TERRA !
Que neste Natal, e sempre, você cante muito e sinta vontade de sorrir, chorar, celebrar, mudar, recomeçar, não importa, contanto que você se sinta totalmente afinado com a sua canção!
Feliz Natal!
Com carinho e música…
Hilda Lucas é escritora. Seu livro, Memórias LÃquidas, foi publicado pela Editora de Cultura, da Livraria Cultura. Não deixem de dar uma olhada….
Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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19/12/2006 - 00:29
Todo dia traz uma nova oportunidade para escolhas.
Que tipo de escolhas você fará hoje? (Norbert Weber)
Mário Campello é um grande amigo desse blog. Toda semana meu outlook recebe e-mail seu com algum texto genial, colhido na web. Quem é você Mário? Bom, talvez não tenha importância, a internet é construção anônima, feita das inspirações e dos sonhos coletivos. Mas, de qualquer jeito, obrigada por ter enfeitado meu outlook e o blog Toques de Alma durante todo esse ano. Continuamos juntos em 2007, certo?
Com vocês, a mensagem da semana enviada por Mario Campello: Chutando o pau da barraca:
Sinta em seu coração.
Siga a essência de sua alma.
Ouça a sua intuição.
Milagres acontecem todos os dias, basta acreditar.
A felicidade é um estado de espÃrito… não depende de outras pessoas.
Deixe o sol brilhar dentro de você.
Fundamental é ser sincero com o nosso eu interior.
Não renuncie à vida para agradar aos outros.
Se você se violentar, no começo vem um desconforto, logo uma dor, daà a pouco, doenças…
Você, frente a frente com o espelho: a máscara cai, tudo fica muito claro e as coisas começam a fluir.
Estar aberto às mudanças, encarar a vida de frente, aproveitar as oportunidades que aparecem no seu caminho, é estar sintonizado com Deus!
Este Deus maravilhoso que habita em você, materializa suas intenções e faz acontecer…
Tudo aquilo em que você joga sua energia, sua concentração, concretiza-se!
As sincronicidades (nada é por acaso): encontrar as pessoas que vão fazer parte desta caminhada, no lugar certo, na hora exata e no momento apropriado. E seu coração fica leve e feliz. Você entra nesta vibração e o Universo conspira a seu favor.
Sua vida se enche de luz, o amor incondicional invade sua alma e você percebe a beleza nas pequenas coisas…
“Vegetar”, “ir levando para ver se melhora”, “quem sabe um dia talvez”… esqueça tudo isso, faça acontecer!
Daqui a pouco já se passaram trinta anos e nada…
A juventude se foi, muita energia foi desperdiçada, gerando arrependimento sem fim. Não deixe os outros controlarem você: uma pessoa especial, única, com um caminho só seu…
Você é fruto de seus pensamentos, palavras e atitudes.
Você é o personagem principal da sua história.
Curta a vida!
Não dê desculpas.
Não jogue a responsabilidade de suas decisões nas costas de outra pessoa.
Acredite que você pode tudo.
Não existem culpas e nem cobranças.
O passado são só recordações, não volta mais.
Viva no momento presente.
O futuro, você cria a partir do que realizar agora.
Caso você não consiga tomar uma atitude e “chutar o pau da barraca”, peça ajuda ao “Todo Poderoso Nosso Amigo” e fale:
“Eu não estou conseguindo resolver este problema, por isso peço a sua ajuda. Confio plenamente em Você!”
Faça sem impor condições, sem chantagens, delegue mesmo e esqueça, sem ansiedade nem estresse. A solução vem espontaneamente e rápida.
Sempre pense positivo, leia livros inspirados, caminhe junto à natureza (florestas, cachoeiras, mar, sol, ar puro, parques).
Assista filmes com conteúdo. Pratique o que você leu. Ajude outras pessoas. Valorize seus amigos. Demonstre gratidão. Durma com bons pensamentos. Sua alma vai agradecer…
A beleza de sua vida depende de você.
Por isso… faça tudo para ser feliz!
Tudo para você e por você!
Lembre-se:
O impossÃvel Ele já fez por nós.
Mon Liu
(Mon Liu é consultora de fengshui e colunista do site Somos Todos Um)
Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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18/12/2006 - 10:27
Durante todo esse ano, meu outlook recebeu mensagens de amigos do Toques de Alma. Na maior parte das vezes, eu apenas leio, corrijo bobagens — resÃduos de copy/paste –, tento (desesperadamente) descobrir os autores dos textos e uso esse espaço privilegiado no IG para divulgar idéias, inspirações, poesias que parecem surgir espontaneamente na web…Essa experiência me faz pensar que não existe hoje nenhum espaço assim tão democrático, tão aberto a tantas vozes. E que, já que é Natal, talvez fosse uma boa idéia aproveitar para refletir sobre as imensas possibilidades que essa abertura e liberdade propõem e sobre a maneira como vamos usar isso, para o bem de todos…e para a construção da PAZ…
Na 5a. feira, dia 21, vocês está convidado para refletir sobre essa PAZ que a gente precisa ajudar a construir. O encontro será no MUBE, em São Paulo, para o lançamento do livro A Dança da Paz na Música da Vida, de Elisa Guerra Malta Campos.
Confira a programação do encontro que vai incluir palestras e vivências sobre o tema:
- Ouvir o dom da paz dentro de nós.
- Harmonizar com paz o ritmo da vida.
- Transmitir a paz é nossa missão.
- Criar com a arte da paz.
- Reger a paz no compasso da natureza.
- Afinar a paz à espiritualidade.
- Vibrar com paz na prática diária.
Quando:
dia 21 de dezembro de 2006 das 18 Ã s 22h
Onde:
MUBE
Av. Europa, 218 (entrada pela Rua Alemanha)
Jardim Europa
Informações:
3064-3688 / 3088-4868
Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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14/12/2006 - 09:01
O tempo é um grande mistério…será que ele existe, o tempo? Será que cinco minutos para mim e cinco minutos para você são a mesma coisa? E uma hora de alegria tem a mesma duração que uma hora de sofrimento? Em que situação o tempo leva mais tempo para passar: no dentista ou no cinema?
Nem imagino o que Einstein queria mesmo dizer com “tempo relativo”, mas acho que todo mundo sabe que, no fundo no fundo, o tempo é somente a experiência única, de cada um, a cada instante…Hannah Arendt não falava do homem, preso entre o passado e o futuro? Então, ESSE é o nosso tempo…
E aà vai um Chegou no outlook que fala do tempo e de como podemos espichá-lo…
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobÃlia, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo
as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardÃacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguÃnea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva
do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da
repetição de eventos cÃclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que
considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita
fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no Ãndice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente). O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles crÃticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… São apagados de sua noção de passagem do tempo…
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir-as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difÃcil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…
r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capÃtulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antÃdoto para a aceleração do tempo: M & M ( Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a famÃlia (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências
diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou paÃses, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras… V-I-V-A. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aÃ.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
Artigo atribuÃdo a Airton Luiz Mendonça
Se quiserem também mandar histórias para iluminar este Chegou no outlook, meu e-mail é belotti@ig.com.br e está sempre à disposição de vocês
Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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10/12/2006 - 20:53
A semana aqui começa com um desabafo que a Beá enviou para este outlook…
Em geral, não sou nada nostálgica, meu tempo é sempre agora e o futuro é tão meu quanto dos meus filhos.
Mas, nessa época de correria, até que vale uma pitada de nostalgia e fantasiar a vida mais calma e mais simples das nossas avós…
Então lá vai o desabafo da mulher moderna (quem será a autora, meu Deus?!!!)
São 6h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede. Estou tão acabada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até!
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles.
Se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem.
Espaço? Fazendo alongamento.
Leite condensado? Brigadeiro.
Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos da mulher e por que ela fez isso conosco, que nascemos depois dela.
Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária…
Aà vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã tampouco de espartilho e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre:
“vamos conquistar o nosso espaço”.
QUE ESPAÇO!!??
Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo ao seus pés.
Detinha o domÃnio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer?
Agora eles estão aà todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz!
Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim!
Antigamente, os casamentos duravam para sempre. Por que, me digam por que, um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bÃceps deles, e olha o tamanho do nosso… Tava na cara que isso não ia dar certo.
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas.
Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currÃculo impecável, recheado de mestrados, doutorados e especializações.
Viramos “super-mulheres”, mas continuamos a ganhar menos do que eles…
Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?
CHEGA!!!
Eu quero alguém que abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela…
Ai, meu Deus, são 6h30, tenho que levantar!
E tem mais… que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés pra cima e diga: “meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?”, pois eu descobri que é muito melhor servir. Ou pensam que eu tô ironizando?
To falando sério!
Estou abdicando do meu posto de mulher moderna…
Troco pelo de Amélia.
Alguém mais se habilita?
Antes eu sonhava,agora nem durmo mais direito…
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Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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05/12/2006 - 00:56
Adoro mulheres fazendo poesia consigo mesmas, honrando seus seres femininos…
MULHER MADURA é o nome do poema enviado por Ivone Boechat, para esse outlook. Aprecie…
Esse ar puro oxigenado de maturidade
me dá o aspecto de que já vi tudo na vida,
disposta a rever a própria vida.
Este sentimento de mulher humana
me dá o direito de viver feliz,
inspirando segurança,
como se já tivesse tudo o que quis.
Esse jeito felino ou de criança
me dá a certeza de ser forte como nunca,
agarrada nos braços da esperança.
Essa determinação de chegar faceira,
sem ter que explicar nada
nem dizer porque,
me dá a sensação
de estar no auge da vida,
a vida inteira.
Ivone Boechat é escritora, do Rio de Janeiro, membro da Academia de Letras de Duque de Caxias.
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Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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03/12/2006 - 18:53
Em tempos anoréticos, vozes a favor da libertação do corpo feminino são sempre gostosas de ouvir, feito doce…Esse Chegou no Outlook é para todas nós que andamos desaprendendo nossos corpos, gordas demais, magras demais…
Ricardo Kelmer, que é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. pedra do Sol, como ele mesmo se define, propõe a criação da SAMUCA: Sociedade de Amparo à Mulher Carnuda, alguém se habilita a ajudá-lo?
Em breve, minha amiga, não mais abraçaremos vocês e diremos assim no ouvidinho: gostooosa… Infelizmente. Pois do jeito que vai essa paranóia feminina de emagrecer, gostosas serão espécimes rarÃssimos. Sim, eu sei que tem homem que traça tudo que aparece. Mas até esse nunca vai achar gostosa uma magrela esquelética que mais parece um lego desmontando. Pois bem. Foi pra lutar contra esse absurdo que criamos a Samuca. Sejam todos bem vindos à Sociedade Amparadora da Mulher Carnuda.
Somos uma sociedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo: ajudar a mulher a se libertar da cruel ditadura da magreza. Assim teremos mais mulheres carnudas…. e de bem com a vida. Se a mulher carnuda atrai mais pretendentes, imagine a mulher carnuda e feliz! E nós, homens do sexo masculino, finalmente poderemos chamá-las novamente de gostooosas. Será uma grande festa. Membro da Samuca pagará meia.
Quem disse, minha querida, que homem gosta de esqueleto? Não gosta. Com exceção de antropólogo. Homem gosta é de mulher carnuda, mulher gostosa. Nós gostamos de pegar, apalpar, apertar, agarrar, espremer. Homem é parente do polvo, tem oito mãos, e todas elas, vem cá, deixa eu te dizer, todas elas amam deslizar assim, ó, pelo relevo ondulante do teu corpo, sabia?… subir e descer as protuberâncias… se enxerir nas reentrâncias… Ops, mas você não tem carne. Onde eu vou pegar? Mulher é como abismo de filme de ação: tem que ter um lugarzinho pra segurar senão adeus mocinho.
Ultimamente as mulheres só querem ter ossos. Suam, gastam fortunas, fazem dietas impossÃveis, ficam mal humoradas, adoecem, morrem… Pra quê? Pra extirpar as deliciosas saliências com que a natureza lhes brindou e que tanto nos fascinam. Enlouqueceram? Não sei, isso tudo tá muito estranho…
Essa paranóia é ridÃcula. Sei que vaidade é algo natural da espécie: o Homo sapiens se embeleza pra conquistar um bom parceiro. Mas como vocês esperam nos seduzir com ossos? Magra tudo bem, dá pra ser uma magra gostosa. Mas magrela não. Aliás, o magrelismo feminino exclui automaticamente a possibilidade de protuberância glútea, que, você sabe, nós amaaamos…
Lamentavelmente, em vez de invejar a mulher que tem os homens a seus pés, muitas mulheres invejam a magrela seca desnutrida. Acontece que essa, mesmo fazendo compras em Paris, não atrai o bicho homem. Tá, uma mulher obesa também é complicado. Mas é possÃvel ser gorda e gostosa, claro que sim. Infelizmente muitas de vocês estão tão paranóicas que se excitam mais com dieta que com sexo. Nessas mulheres a real felicidade se mede pela inveja óssea com que se provocam umas à s outras. É o fim do mundo.
Escutem, meninas, por favor: isso é i-lu-são. E é contra essa ilusão que a Samuca luta. Oferecemos cursos gratuitos de DDM, desconexão da ditadura da magreza, com os melhores profissionais do mercado, eu inclusive. O que está esperando? Comece hoje mesmo! Venha sentir as delÃcias que só uma mulher carnuda pode ter! E você ainda ganha esse incrÃvel controle remoto que também gela a cerveja. Heim? Não, não tem outro brinde, foi esse que o departamento de promoções escolheu.
Toda essa paranóia é causada pela ditadura da magreza. Mas quem instalou essa ditadura? Arrá! O responsável por tudo isso é uma entidade muito poderosa. Ela é abstrata, descentralizada e tem ramificações em toda a sociedade e agentes infiltrados em banheiros femininos. E nós homens nunca a entendemos muito bem. É o terrÃvel Mundamoda. Essa maléfica entidade é mantida por estilistas, donos de agências, publicitários, editores de revistas e empresários que, na verdade, têm ódio mortal das mulheres. Por isso se superam a cada dia no objetivo de torná-las infelizes em nome de um ideal de beleza que é tão ridÃculo quanto inatingÃvel.
O mais chato sabe o que é? Muitas mulheres concordarão comigo, sim. Mas amanhã se sentirão novamente infelizes assim que passarem pela primeira banca e virem uma revista feminina.
Sim, é preocupante, minha amiga. Mas a Samuca tem a solução. Vou te resumir como funciona o curso de DDM. NÃvel 1: você presta atenção ao que realmente atrai os homens. Como sei que você gosta mais de sexo que de dieta, você vai conseguir. NÃvel 2: esqueça os elogios de seu amigo gay. Ele jamais te verá com os nossos olhos. NÃvel 3: você proÃbe papo de dieta em sua casa. Sim, é necessário, qualquer amiga pode ser uma agente infiltrada do Mundamoda. Conseguiu passar desse ponto? Ótimo! OlhaÃ, você já tá com umas curvinhas bem apetitosas, hummm, a cinturinha boa de segurar… Desculpa, me empolguei. Quarto e último nÃvel: você pára de comprar certas revistas femininas, a principal arma do Mundamoda. Elas na verdade são pÃlulas mentais que deformam a auto-imagem feminina. Passou desse nÃvel? Maravilha! Olhe só pra você: você agora é uma linda mulher carnuda! E muito feliz! Uma mulher cuja maior preocupação será administrar a fila. Parabéns! Hummm, mas você… realmente… Vem cá, deixa eu te dar um abraço. Gostooooosa…
Para ler com imagens e comentários de leitores visite o site de Ricardo Kelmer
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Autor: AdÃlia Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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