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Arquivo de agosto, 2006

23/08/2006 - 10:43

Chegou no outlook

Elegância é o que? Com certeza, nada a ver com as boas maneiras que obrigavam as meninas a sentarem-se bem quietinhas e “compostas”, evitarem qualquer manifestação excessiva de humor ou de raiva e jamais assobiarem um público — nunca entendi o porquê desta última regra…Chic é ser inteligente, é o bordão da revista Marie Claire. Mas talvez elegância ainda seja um conceito mais amplo.

Este texto chegou daquela minha amiga que tem o grupo “Queridas”, lembram? Eu gostei muito…

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, seja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe do mexerico, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigirem aos seus interlocutores.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece; é quem presenteia fora das datas festivas,é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em conversas informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licença para o nosso lado desleixado, que acha que com amigo não tem que haver estas “frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso.

E detalhe, não é esnobismo: é a elegância do comportamento.

Para ler mais sobre etiqueta e elegância, navegue pelo Delas e procure pelos artigos da nova consultora do site, Lícia Egger

Se quiserem também mandar histórias para iluminar este Chegou no outlook, meu e-mail é belotti@brti.com.br e está sempre à disposição de vocês

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/08/2006 - 22:25

Nossos sites favoritos

Você já se sentiu alguma vez capturado pela beleza? A ponto de se esquecer do mundo e de sentir-se mergulhar numa dimensão diferente? E aí, como se de muito, muito longe, olhar o mundo com olhos recém-nascidos?

É assim que esta exposição vai fazer você se sentir. E foi exatamente assim que eu me senti quando meu amigo Walter me deu de presente estas belíssimas imagens.

Ashes and snow (Cinzas e Neve) é uma exposição itinerante de trabalhos do fotógrafo Gregory Colbert, que passou treze anos trabalhando para explicitar um vínculo que muitas vezes a gente nem percebe ou, se percebe, finge que não vê: o elo que nos une aos animais. Ele filmou e fotografou baleias, elefantes, pássaros, tigres e montou cenas que vão impregnar para sempre sua alma, tenho certeza. Cenas que revelam um destino comum e um universo compartilhado…nós e todos os outros seres, fazendo pulsar a teia da via!

Clique aqui para mergulhar nas imagens de Ashes and Snow

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/08/2006 - 11:29

Fique ligada…

Cabala da Alegria? Você também associava misticismo com silêncios e solidão, como eu? Pois é, hora de ampliar horizontes. O rabino Nilton Bonder, autoridade maior em Cabala e autor de inúmeros livros sobre o assunto vai dar um curso sobre A Cabala da Alegria – a alegria como caminho de transformação -, em São Paulo, na Associação Palas Athena.

Aprendo que a Cabala da Alegria não é coisa nova, invenção moderna, ao contrário, o curso vai se basear nos escritos de um rabino que viveu entre 1772 e 1810, Reb Nachman de Bratslav, mais precisamente, num conjunto de contos chamado Os Sete Mendigos. Gostou e quer incorporar a alegria às suas práticas espirituais? Visite o site da Palas Athena.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/08/2006 - 18:06

Nossos sites favoritos

Em muitos momentos a gente precisa extrair a beleza a fórceps da feiura do cotidiano ou dos cantos escuros das almas humanas. Nesta hora, o belo surge assim, selvagem, indomável, furioso, como quem ri de si mesmo.

Se você não gosta de imagens fortes, não clique. Mas se desejar mergulhar nesta beleza sem normas e sem leis que são os corpos nus das mulheres deste planeta. de todos os tipos, cores, formas e idades, então ouse clicar no belo site do fotógrafo Frank Cordelle, que minha amiga Carolina Rocha descobriu na web e mandou para mim. Com certeza vai transformar alguma coisa em você.

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/08/2006 - 19:09

Chegou no outlook…cuidado!

Caríssimos,

Adooooro poesia, mensagens inspiradas e tenho uma irritante vocação para tentar encantar a vida, mas também desenvolvi, ao longo desses anos de vida na web, uma implicância solene e intransigente em relação ao cuidado com a informação e uma exigência em buscar sempre as origens e destino ao avesso das coisas…o que nem sempre eu consigo, é claro!

Recebi via outlook um desses powerpoints com musiquinhas melosas, mas belas imagens e um convite para ficar de olho no céu porque Marte, aquele planeta vermelho, estaria tão próximo da Terra que nós o veríamos no dia 27 de agosto do mesmo tamanho da Lua!!!!

Achei belíssima a idéia de um céu assim exótico, de poder contar essa história para meus netos, de poder viver uma noite assim…mas…descobri que não é nada disso, Marte vai muito bem aliás, longe da Terra como de hábito e nem pensa em surgir diante de nós competindo com a Lua Cheia.

Se quiserem conferir, podem navegar no site do Urban Legends, do About.com, onde, aliás, a gente descobre, além dessa, outras fantásticas e absurdas “lendas urbanas”…

Ou confirmar a imperturbável trajetória do Planeta Vermelho no site da NASA

Se quiserem também mandar histórias para iluminar este Chegou no outlook, meu e-mail é belotti@brti.com.br e está sempre à disposição de vocês

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/08/2006 - 09:06

Chegou no outlook

Mais uma da minha amiga Beá para seu grupo de “Queridas”….essa, que pena, não tem assinatura…

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA
A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
“Nós somos a soma das nossas decisões”.

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:
A gente é o que a gente escolhe ser,
O destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que,
Ao fazer uma opção,
Estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
Se convencionou chamar “minha vida”.

Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
Se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz,
será quase impossível
conciliar com a arquitetura.

No amor, a mesma coisa:
Namora-se um, outro, e mais outro,
Num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é
Preciso decidir entre passar o resto da vida
sem compromisso formal com alguém,
Apenas vivenciando amores
E deixando-os ir embora quando se findam,
Ou casar, e através do
Casamento fundar uma microempresa,
Com direito a casa própria, orçamento
doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
Viver sem laços e viver com laços…
Escolha:
Beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas,
Mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera
pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6
meses,
Ser casados de segunda a sexta
E solteiros nos finais de semana,
Ter filhos quando se está
bem-disposto
E não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
Ouvir os outros,
Estagiar em várias tribos,
Prestar atenção ao que
Acontece em volta e não
Cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
Elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
Trocar de caminho:
Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para
acrescentar,
e não para anular a vivência do
Caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
Mas tenha responsabilidade e maturidade
Para arcar com as
conseqüências destas ações.

Lembrem-se:
Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo,
Mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua…

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/08/2006 - 20:21

Chegou no outlook

Às vezes, tantas, a gente esquece que as coisas que nos aproximam uns dos outros são tão mais fundamentais do que aquelas que nos afastam…criamos nossa identidade a partir da diferença do outro. E penso em meu irmão, tão sábio que nem tem nojo de baratas: “se estivéssemos sentados numa estrela, será que precisaríamos de tantas palavras, tantas regras, tantos discursos ou, à medida em que viajamos mais e mais longe vamos descobrindo, com horror e vergonha, que nenhuma dessas discussões usando o nome de Deus, na verdade, faz sentido”…

Recebi de meus colegas do grupo de Psicologia Transpessoal esse texto lindo, cujo autor é Bruno Kampel, um brasileiro, que vive na Suécia e tem vários blogs há dez anos já!

“Quando plantamos bombas e não sementes, germinam mortos e não flores.

Quando Deus ou a Pátria são o pretexto para matar e morrer sem motivo é o preço de viver, os inocentes irrigam com o seu sangue os atapetados jardins onde florescem as vitórias-régias militares.

O obscurantismo religioso e a prepotência militar são duas perigosíssimas minas de enorme poder de destruição, que escondidas sob a aveludada pele do fanatismo esperam ansiosamente o momento de serem pisadas por gente como nós, que só deseja e pede para poder caminhar em paz”.

Visite o site de Bruno Kampel, para ler mais artigos e reflexões deste web-autor inspirado

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/08/2006 - 16:56

A mandala da web

As mandalas têm sido usadas como âncoras para práticas meditativas há milênios. Os sábios ensinam que contemplar essas formas é uma forma das mais eficientes de entrar em estado meditativo e, ao mesmo tempo, um jeito de mergulhar fundo nas reflexões sobre a extraordinária ordem do universo.

E nem precisa ir procurar na Índia por belas mandalas cheias de significados. Dê uma olhadinha nos vitrais redondos das igrejas antigas, procure por elas nos símbolos dos índios norte-americanos, navegue na web caçando mandalas fractais, olhe à sua volta procurando “vê-las” nos ninhos dos passarinhos, no miolinho de uma flor, nos “olhos” das asas das borboletas…o mundo está cheio de mandalas…

Confesso que, de todas, tenho uma favorita. Encontrei-a há muito tempo, navegando…é uma mandala da web, construída por um professor de música americano, Bill Alves, a partir de palavras e frases que estão sendo escritas, lidas, vividas agora mesmo, em algum ponto da teia…ao menos, é assim que eu gosto de imaginá-la…

Dá só uma olhada e me diga depois se não é absolutamente bela esta mandala que a gente vai construindo sem parar enquanto clica e navega por aí!

Mandalas de todos os tipos

Aqui também, muitas mandalas e yantras, aquelas mandalas construídas a partir de figuras mais geométricas

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/08/2006 - 22:18

Sites do bem…

Feministas…todas somos, no fundo e fora do alcance dos rótulos… Mas, ao menos para mim, sempre incomodou um certo ranço revanchista e uma aura de vitimização da mulher que tingiam o discurso feminista mais tradicional. Meu lado feminista acabou indo se alimentar na fonte dos ecofeminismos e dos movimentos teológicos de revisão do papel das mulheres na construção do nosso jeito de viver a espiritualidade.

Navegando na web hoje, no entanto, percebi que tem muita coisa acontecendo por aí e descobri o cyberfeminismo, um jeito diferente de viver as questões relacionadas aos gêneros.

Aparentemente, a idéia nasceu na Austrália,em 1991, entre um grupo de artistas, VNS Matrix — Josephine Starrs, Francesca di Rimini, Julianne Pierce e Virginia Barratt — que lançaram uma espécie de manifesto, discutindo as possibilidades que a internet abriu para as mulheres se expressarem e atuarem.

Pela quantidade de textos sobre o assunto, não existe um único tipo de ciberfeminismo, existem várias idéias e reflexões relacionando mulheres e tecnologia.

Vale a pena navegar um pouco mais em busca de informações, mas, por enquanto, deixo para vocês a dica de um site lindo, com um timeline muito completo sobre o assunto: Function: feminism. Pena que é em inglês!

Mas tem muita coisa para ler neste artigo em espanhol: Las cyborg: ciberfeminismo

E neste artigo aqui, em português, com a chancela do grupo brasileiro representante da Labrys, estudos feministas, na Universidade de Brasília: Ciberfeminismo

Sugestão: vamos navegar um pouco mais e voltar a falar disso logo, logo?

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/08/2006 - 10:00

Acontece por aí…

Dizem que nos sonhos, as casas representam nossa morada interior, nossa alma, isto que somos nós…não admira que quando estamos acordados as casas tenham um impacto tão poderoso sobre nosso humor ou nosso estado de espírito. Definitivamente para mim ao menos a experiência de entrar em um ambiente é algo muito “energético”, inexplicávelmente distante das construções lógicas e racionais que regem o resto da minha vida. Lembro do livro Erva do Diabo, de Carlos Castaneda, do momento em que o índio e mestre don Juan ensina ao discípulo superracional como encontrar seu lugar no mundo, sentir seu canto, achar aquele ponto exato do universo onde você está em harmonia e pode recuperar suas forças.

Por isso, acho que Feng Shui deve muito mais do que apenas aqueles espelhinhos das lojas “esotéricas”.

No próximo dia 12 de agosto a Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan vai realizar uma palestra gratuita para quem quiser saber mais sobre Feng Shui. Se você gostar, depois pode aprofundar os ensinamentos no Curso de Formação para Consultores em Feng Shui. O evento é em São Paulo e a programação pode ser conferida no site da Sociedade

Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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