Arquivo de junho, 2006
30/06/2006 - 09:53
Tenho uma amiga geminiana que diz que o ano-novo dela começa em julho. Pode ser que isso seja válido só para os nascidos no signo de Gêmeos, mas não sei não….quem sabe a esta altura do ano não é mesmo bem legal passar o ano a limpo, lembrar das resoluções que a gente fez ao som dos fogos de artifício do reveillon…
Hoje recebi este link para uma destas apresentações em ppt que, pessoalmente, nunca repasso. Mas esta, foi feita pela agência NMedia, aqui de São Paulo, é bonita e tem belíssimas imagens e faz a gente pensar em começos… Vale a pena conferir! Pode clicar aqui para começar
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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23/06/2006 - 13:47
A China é a nova “fronteira” da imaginação humana! De repente, você começa a ouvir falar aqui e ali, fulano viajou para a Hong Kong, beltrano foi morar em Xangai…Durante milênios, a China esteve lá, do outro lado do mundo, intacta, virgem dos contatos com o restante do mundo…de lá vinham fantasias exóticas, Marco Polo, sedas finíssimas, e, mais recentemente, Confúcio, I Ching, Tai Chi, convites para um jeito de viver mais harmonioso, mais sábio.
Mas, no fundo, a gente não sabe tanto assim da China, não acha?
Conheci aqui no IG um sociólogo, Ricardo Reale, que morou anos por lá…fez muitas anotações e centenas de belíssimas fotos. E ele vai dar uma palestra contando esse experiência. Não vai caber tanta gente assim, mas você sempre pode tentar e, quem sabe ele se entusiasma e faz outras.
O Pensamento Oriental
Data: dia 25 de junho (domingo)
Horário: 15hs- 18hs
Local: Será na minha casa localizada à Rua Miranda Guerra n510 casa134. Vejam o mapa: http://maplink.uol.com.br/guiadasemana/pega_mapa_email.asp?id=101301
Confirmem a presença através do e-mail: guilhermepassos@globo.com
Ajuda de custo proposta: R$50 por pessoa. Valor para pagar os custos do evento (aluguel do data-show + preparação da exposição de fotos + vinhos e petiscos)
Tópicos abordados:
1. O pensamento aristotélico
2. A visão reducionista do ocidente
3. A escola Yin-Yang
4. O TAO
5. Intervalo e exposição de fotos da China
6. A linguagem e o pensamento chinês
7. A visão sistêmica do oriente
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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22/06/2006 - 23:24
Dez minutos são quase nada no seu dia, não é? Mas podem fazer muita diferença. Para mim, pausas ao longo do dia, nem que sejam de cinco minutos, apenas para dar uma olhadinha no sol lá fora, na tarde que tinge tudo com suas luzes oblíquas, são jeitos extraordinários de recuperar a calma, o foco, a atenção…Experimente parar agora mesmo e clicar neste link para fazer uma prática curta. Esta é em inglês, narrada pela professora de meditação budista americana, Tara Brach. Mas aí ao lado, neste podcasting, a diretora da Brahma Kumaris conduz uma meditação em português exclusiva para Toques de Alma. É só clicar…
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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21/06/2006 - 14:58
Caros, hoje é o dia mais curto do ano! O primeiro dia do inverno aqui no sul, o primeiro dia do verão lá no norte! Alguém aí reparou?
Pois é, viver numa cidade com o São Paulo, pode até fazer a gente esquecer da mudança das estações. Mas ainda é tempo de dar uma paradinha e sentir o cheiro do inverno, cheiro de festa junina, de noite estrelada com balão (melhor sem, balões se tornaram tão politicamente incorretos!), cheiro de madeira queimando na fogueira, cheiro de aconchego…
Nesses sites aqui, você descobre o que você tem a ver com a passagem do tempo e o círculo sem fim das estações do ano.
Na Wikipedia, para aprender
No site do Somos todos Um, para meditar
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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18/06/2006 - 20:14
Caros,
Descobri recentemente o site de Sonia Hirsch, Correcotia. De fato, já conhecia a jornalista e escritora de fala gostosa, bem-humorada, através de seu livro, Meditando na cozinha, pelo qual você vai passeando, conduzida pelas ilustrações delicadas e redondas da artista Celina Gusmão, xará muito querida da minha filha… Mas o site, só conheci agora e convido você para passar por lá: tem receitinhas, capítulos inteiros de livros da Sonia para saborear, conselhos sobre dietas, bem-viver, uma delícia!
Dê um pulo lá para ver!!! E só para você sentir o gostinho, leia abaixo uma historinha de Sonia Hirsch, envolvendo Deus, o Diabo e o …açúcar!
Lenda, é? Pois sim. Contam que o Diabo
ficou doente de inveja quando Deus criou Adão e Eva, seus seres mais perfeitos, e resolveu se vingar. Destruindo-os, é claro.
Mas tinha que ser lentamente, de um jeito bem sutil, bem inocente, pra ninguém desconfiar; e com alguma coisa muito gostosa. Inventou o açúcar. E logo espalhou um pouco na terra, de forma que todos os seus rebentos tivessem um gostinho ligeiramente doce.
Foi aí que aconteceu o episódio da maçã. Não tinha aquela história de fruto proibido, serpente e coisa e tal? Pois eram artes do Demo. E Eva não só seduziu Adão, como já na primeira mamada passou pro filho o prazer do doce na boca. Como comia frutas, a Eva!
Deus, que naqueles tempos ainda era meio sujeito a crises de mau humor, ficou danado. Falou, explicou lá da maneira dele que o amargor da vida é que era o quente, depois esbravejou, chegou a proibir a coisa, não conseguiu nada e acabou expulsando os três do Paraíso.
Eles foram embora tristes que só vendo.
Andaram, andaram e finalmente chegaram na Índia, embora também se diga que foi no Egito, e armaram um ranchinho ao lado de um canavial.
Claro que o Diabo, esse imoral, estava por trás de tudo; um dia se disfarçou de pedra e esmagou uma vara de cana de um modo que o caldo foi espirrar bem na boca do Adão.
Cana, pra que te quero? Virava caldo, o caldo secava, sobravam umas pedras doces no fundo. Às vezes ficavam cheias de formigas e Adão reclamava um pouco, mas comia do mesmo jeito. Às vezes comia tanto que chegava em casa meio torto e Eva resmungava um bocado, se lembrando nessas horas de Deus e achando que ali tinha coisa.
Deus tudo via e tudo sabia. Só que tinha decidido deixar o barco correr. Não dera a eles o precioso bem da inteligência? Pois eles que se virassem.
Oh, Senhor! protestavam os anjos. Mas assim vai ficar tudo do jeito que o Diabo gosta!
Deus, nem te ligo. Se fazia de surdo. Mesmo porque andava muito ocupado planejando a era de Peixes, por coincidência esta que está terminando agora e que é curiosamente simbolizada por um bicho que morre pela boca.
Terra à vistaaa! grita o marujo lá do alto da gávea.
Ó Manoel, traz as mudinhas de cana! grita o comandante lá pro fundo do porão.
Andavam com elas a bordo, os portugueses, por volta de 1500. O açúcar importado do Oriente era a droga mais cara e cobiçada da Europa. Tinham que encontrar outros solos tropicais para plantá-la.
Aí descobriram a América.
Só que era preciso preparar a terra, plantar, limpar, cortar, moer, arre. Coisa demais para europeus encalorados. Onde era mesmo que tinha um povo capaz de dar esse duro sem se acabar? Como? Logo ali, na África?
Ora, pois. Foi assim, com os africanos, que os europeus fizeram a América.
E aí vai uma receitinha…
Pão de mel do Elias e da Marly
5 xícaras de farinha de trigo integral, ou
4 de trigo e 1 de aveia, fubá ou trigo-sarraceno
1 xícara de melado
1/2 xícara de mel
2 colheres de chá de bicarbonato
2 colheres de sopa de cacau
noz-moscada
casca de laranja ralada
gengibre ralado
castanhas e frutas secas a gosto
2 copos de suco ou chá
Misture tudo; a consistência deve ficar pastosa. Asse em fôrma untada e forno brando por 40 minutos.
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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13/06/2006 - 16:38
Viva sem pressa…
“Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra.
Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.
Os suecos discutem, discutem, fazem “n” reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais “slow down”. O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.
E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade,Estocolmo,tem 500.000habitantes(compare com Curitiba,tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux,ABB,Nokia, Nobel Biocare… Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles. Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro).No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro… Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei:
- Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final. Ele me respondeu simples assim:
- É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association – cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália ( o site, é muito interessante. Veja-o! ). O que o movimento Slow Food prega que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição européia.
A base de tudo está no questionamento da “pressa” e da “loucura” gerada pela globalização, pelo apelo à “quantidade do ter” em contraposição à qualidade de vida ou à “qualidade do ser”. Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas( 35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.
Essa chamada “slow atitude” está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do “Fast” (rápido) e do “Do it now” (faça já).
Portanto, essa “atitude sem-pressa” não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais “qualidade” e “produtividade” com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos “stress”.
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do “local”, presente e concreto em contraposição ao “global” – indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.
Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais “leve” e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.
Gostaria de que você pensasse um pouco sobre isso…
Será que os velhos ditados “Devagar se vai ao longe” ou ainda “A pressa é inimiga da perfeição” não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?
Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de “qualidade sem-pressa” até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da “qualidade do ser”?
No filme “Perfume de Mulher”, há uma cena inesquecível, em que um
personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde:
- Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos.
- Mas em um momento se vive uma vida – responde ele, conduzindo-a num passo de tango.
E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só
alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, “A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”…
Parabéns por ter lido até o final!
Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem “perder” o seu tempo neste mundo globalizado. Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família.
De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas…Antes que seja tarde demais!”
Vale o mesmo pedido de sempre: se alguém souber o nome do autor deste texto, por favor, fale conosco e ajude-nos a encontrá-lo! E se conhecer alguma outra destas mensagens simpáticas, mande para nós…
Abraços
Adília
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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12/06/2006 - 12:15
Dia dos Namorados, dia de escolher ficar junto…dia de valorizar o encontro, mesmo que seja difícil! Lembro de Adélia Prado e seu jeito tão feminino de falar de amor…e copio para você o poema dela, Casamento:
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
Texto extraído do livro “Adélia Prado – Poesia Reunida”, publicado pela editora Siciliano. Você pode ler mais sobre Adélia e sobre poesia no site Releituras
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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09/06/2006 - 16:40
A gente recebe coisa geniais nas nossas caixas de outlook. Está certo, nem todas, mas muitas são sim…e algumas definitivamente merecem estar em alguma antologia “os melhores momentos da alma humana”!
Pena que tanto as jóias quanto as bobagens são, em geral, anônimas ou, pelo menos, raramente vêm com assinatura.
Essa aqui, por exemplo, é para refletir e guardar…ah, e quem sabe compartilhando com vocês este texto a gente não consegue descobrir o autor ou a autora?
Tudo que hoje preciso realmente saber aprendi no jardim-de-infância!
“Tudo que hoje preciso realmente saber – como viver, o que fazer e como ser – eu aprendi no jardim-de-infância. Ao contrário do que eu tinha imaginado, a sabedoria não se encontrava no topo da montanha do pós-graduação, mas no montinho de areia da escolinha…
Compartilhe tudo. Jogue dentro das regras. Não bata nos outros. Coloque as coisas de volta onde pegou. Arrume a sua bagunça. Não pegue as coisas dos outros. Peça desculpas quando machucar alguém. Lave as mãos antes de comer.
Dê a descarga. Biscoitos quentinhos e leite frio fazem bem para você. Leve uma vida equilibrada – aprenda um pouco e pense um pouco e desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco todos os dias. Tire uma soneca todas as tardes.
Quando sair, cuidado com os carros, dê a mão e fique junto. Repare nas maravilhas da vida. Lembre-se da sementinha no copinho plástico: as raízes descem, a planta sobe e ninguém realmente sabe como ou porquê, mas somos todos assim. O peixinho dourado, o hamster, os camundongos brancos e até mesmo a sementinha no copinho plástico – tudo morre. Nós também.
E lembre-se da sua cartilha e da primeira palavra que você aprendeu, a maior de todas: OLHE. Tudo o que você precisa saber está lá, em algum lugar: amor, higiene básica, ecologia e política, igualdade e vida sadia. Pegue qualquer um desses conceitos, coloque-o em termos mais adultos e sofisticados e aplique-o à sua vida familiar ou ao seu trabalho ou ao seu governo ou ao seu mundo e verá como eles são verdadeiros, claros e firmes.
Pense como o mundo seria melhor se todos nós – no mundo todo – tivéssemos biscoitos com leite todos os dias por volta das 3 da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver todas as coisas ao lugar em que as encontraram e arrumassem a bagunça que fazem.
E é sempre verdade, não importa a idade: ao sair para o mundo, é sempre melhor dar as mãos e ficar junto. ”
Gostaram? Conhecem alguma outra mensagem simpática, dessas que andam circulando nas estradinhas da web? Mandem para nós…
Ah, e quem souber o nome do autor deste texto, por favor, fale conosco e ajude-nos a encontrá-lo!
Abraços
Adília
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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06/06/2006 - 07:55
Conheci Flora Figueiredo ontem. Uma amiga me trouxe o livro Amor a Céu Aberto, numa edição antiga, da Nova Fronteira. Abri o livro e trombei de frente com o poema Fax, que vou dividir com você, porque ainda é de manhã e nós estamos todos nos preparando para chegar:
Avise ao mundo que estou para chegar.
Peça a ele para guardar
um pedaço do azul de amanhã cedo,
que a nuvem vai crescendo
e eu tenho medo;
para aguar as flores que puder salvar
do corte da enxada e seus horrores;
adoçar o bico da passarinhada
que ainda tiver chance de voar,
(do pavão ao tico-tico).
Parece que o sol anda pleiteando uma polida
para me dar como presente a luz do dia.
Não sei se tenho esse direito,
mas já que venho,
bem que gostaria.
Se xonseguir achar um tanto de água pura,
que a deixe preservada
para eu poder ver como se lava a febre,
como se embebe a racha de secura.
Segure um resto de manhã,
que acorda comperfume de roseira,
saborosa de alecrim.
Não sei quanto tempo vão deixar isso para mim,
até que a terra escureça inteira
ou que a beleza embace por completo.
Mas, vou chegando de qualquer maneira.
Se me vê inquieto,
é pelo prenúncio da chegada, já tão perto.
Conheça mais sobre Flora Figueiredo no site Jornal de Poesia
Autor: Adília Belotti - Categoria(s): Sem categoria
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