Liga das amenidades
A prioridade era o jogo, e por isso deixei passar algumas curiosidades do clima pré-final de ontem. Uma sobre o trânsito. E outra, de novo, sobre a (suposta) lei seca.
* Sobre a segunda, parece piada, mas não é. Como eu já tinha dito uns posts atrás, em Roma, cada um adapta as regras como lhe convém. Eu havia citado o exemplo do atendente segundo o qual só podia beber quem não saísse do bar; e do outro que afirmou que só estava proibido de vender as bebidas em garrafas ou latinhas.
Ontem, porém, pintou uma terceira modalidade de burlar a regra. Pedi uma cerveja em um restaurante, e a atendente me disse que estava proibida por causa do jogo. Resignado, aceitei uma água com gás. Pouco tempo depois de me servir a água, porém, ela chegou mansamente e, simpática, falou baixinho: “La tua birra! (a sua cerveja)”. E colocou na mesa isso aqui:
Parece brincadeira, mas é isso aí: cerveja ou vinho passaram a ser servidos em latinhas de refrigerante. E, a partir de então, toda vez que alguém quisesse pedir realmente um refrigerante, tinha que colocar a palavra “verdadeira” depois: “Una Sprite vera, per favore!”.
* Já sobre o trânsito, que ficou caótico horas antes do jogo, primeiro achei muito legal, e quis registrar, a (nem tão) nova versão do Cinquecento, o histórico carrinho italiano:
Depois me pareceu que motorista e passageira, assim como o carrinho, também mereciam registro:
Só não tenho certeza, até agora, se elas realmente conseguiram sair daquela bagunça que virou a entrada do estádio logo após o fechamento de várias ruas da cidade. Ó:
* Por fim, uma terceira curiosidade, esta sobre o clima pós-final: embora o jornal esportivo mais popular de Roma seja o Corriere dello Sport, nesta quinta ficou impossível, a partir de um certo horário, encontrar exemplares da Gazzetta dello Sport na cidade. Isso porque o diário de esportes mais popular internacionalmente foi o preferido dos mais de 20 mil espanhóis que vieram à cidade para ver o Barça levantar a taça da Liga.



