O dia foi realmente muito bom. Reconheço que estava um pouco ansioso pelo inicio do Web 2.0 Expo, afinal o evento promete, mas hoje pela manhã quando cheguei ao Moscone Center rapidamente essa sensação passou e deu lugar a um sentimento de expectativa, que até o final da manhã já havia se transformado em satisfação. Além disso, o Twitter me ajudou a descobrir vários brasileiros que também estão participando do evento e isso foi uma grata surpresa.
Tenho que confessar que o primeiro Workshop do dia “Economics 2.0: Highly Effective Strategies for Putting Your Business on a Recession Diet” com Dion Hinchcliffe (Hinchcliffe & Company) me surpreendeu pois esperava algo mais burocrático e evasivo, mas a abordagem do Sr. Hinchcliffe foi excelente.
O foco principal de toda a apresentação foi sobre o conceito de Empresa 2.0 – que seriam os fundamentos da Web 2.0 aplicados ao ambiente interno da empresa. Ficou claro que ferramentas como wikis, blogs, redes sociais e aplicações sociais possuem imensas vantagens sobre sistemas e processos das corporações convencionais.
O principais benefícios desse tipo de abordagem seriam: maior integração entre as equipes, retenção do conhecimento empresarial, otimização do uso da inteligência empresarial, redução do esforço redundante, maior transparência, baixo custo de implementação, etc.
Após o almoço, entrei na sala 2009, onde seria apresentado outro workshop “VCTips: An Inside Look at Growth and Fundraising Strategy” com Christine Herron (First Round Capital), Jeff Bonforte (Xobni), Matt Asay (Alfresco) e Bryce Roberts (O’Reilly AlphaTech Ventures). Esse painel levantou interessantes questões relacionadas ao processo de Venture Capital.
Christine apresentou as etapas principais de um processo de Venture Capital para investimentos em um novo negócio:
Qualificação – Avaliação do conceito da idéia. Nessa etapa é feita a triagem de negócios – de cada 1000 sobram 5.
Evaluation – São analisados pontos como a história da empresa, características do negócio, plano de negócio, modelo de remuneração e retorno do investimento.
Carta de intenção – Documento indicando a intenção de investimento do fundo de VC no negócio.
Due Diligence – Todas as informações apresentadas anteriormente deverão ser comprovadas e será feita a busca de referências sobre os empreendedores ou/e a empresa.
Assinatura do acordo – Documento com o acordo entre o fundo e os empreendedores.
Além disso, durante o painel rolou um esquema de perguntas e respostas no Twitter (@vctips). Muito bacana.
Matt Asay abordou um tema polêmico: a sustentação de serviços de Web 2.0 com muitos usuários, mas pouco retorno financeiro. Deu o exemplo do Facebook e do Google Docs… Serviços gratuitos e muito populares, mas que não dão o retorno esperado por seus investidores. Ainda pretendo escrever um post apenas sobre esse assunto, pois é muito controverso e tenho uma opinião pouco convencional sobre isso.
No geral os workshops atenderam minhas expectativas, apesar que gostaria de ter participado também das palestras que estavam acontecendo ao mesmo tempo em outras salas. Mas, felizmente, meus amigos Thiago Guerreiro, Marcelo Menegatti e Paulo Lyra dividiram-se entre as várias palestras e ficaram de me passar tudo de relevante que aconteceu.
Amanhã (01/04) – segundo dia do evento – tudo indica que teremos muitas novidades e colocarei tudo que for interessante aqui no Tecnozilla.
#web2expo