13/11/2009 - 10:58
Vivemos um momento único nos mercados de consumo. Os modelos e ferramentas que sempre foram utilizados pelas empresas na economia tradicional já dão sinais de ferrugem.
Os economistas sempre trataram mercados “não monetários” (aqueles onde as trocas não são realizadas através de papel-moeda) com um pouco de desdém. O problema é que agora não está dando mais para ignorá-los e a economia da reputação está ocupando um lugar de destaque nos mercados atuais.
Com a expansão da Internet e proliferação das redes sociais, o valor das coisas não são mais definidos apenas pelas campanhas de marketing que as empresas fazem, mas também pela reputação que os mesmas possuem dentro das mídias sociais.
Podemos dizer que esse fenômeno não é novo, pois sempre houveram redes de conhecidos, que através do milenar boca-a-boca, criavam e espalhavam a reputação de produtos e pessoas.
A grande diferença para os tempos atuais é que a Internet potencializou esse comportamento humano. Com isso, fez com que o inocente boca-a-boca de antigamente transformasse-se no pesadelo dos profissionais de marketing.
Com isso, o valor das trocas (indicações, links, twittadas, blogs de recomendação, comunidades de reclamação, etc) na economia da reputação tem tornado-se cada vez mais relevante e perceptível para as organizações.
Uma pesquisa recente, publicada no Valor Econômico, mostrou que mais de 90% dos internautas pesquisam sobre produtos e serviços antes de comprar. Assim, aqueles produtos que tiverem a melhor reputação dentro das mídias sociais saem na frente na concorrência com seus rivais de menor valor no mercado de reputação.
Já está muito claro para todos, consumidores e empresas, que o ambiente de negócios não é mais o mesmo e não adianta ficar indiferente a pressão que a reputação digital tem exercido sobre marcas, produtos, pessoas e tendências. Sendo assim, quem souber aproveitar melhor as oportunidades que este novo cenário está gerando sairá na frente.
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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Blogs, Governo Digital, Inovação, Internet 2.0, Marketing, Mídias Sociais, Música, Tecnologia, comunicação
Tags: comportamento, consumidor, economia, empresas, produtos, redes sociais, reputação
25/10/2009 - 12:17
Como já mencionei no post anterior muitas novidades foram apresentadas durante a Futurecom 2009. Abaixo seguem as 5 principais tendências que identifiquei durante o evento e que devem estar na pauta do mercado para o próximo ano:
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1 – 2010 será o ano do Android no Brasil
Não tem para onde correr, vários fabricantes e operadoras de telefonia estão preparando lançamentos utilizando a plataforma móvel do Google. Para aqueles que ainda estão meio céticos recomendo abrir os olhos, caso contrário correm o risco de ficarem para trás.
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2 – Banda larga cada vez mais larga e mais barata
Grande parte das discussões na Futurecom 2009 giraram em torno da banda larga. De representantes do governo à executivos das operadoras, todos em algum momento tocaram no assunto. Independente de posições ideológicas ou econômicas, o que ficou claro é que a banda larga deverá suportar fortemente o crescimento do uso da Internet entre os brasileiros.
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3 – Aumento da navegação na Internet a partir de dispositivos móveis
O iPhone e os modems 3G já deram uma impulsionada nessa tendência no Brasil, mas agora com a chegada de vários equipamentos com Android para o próximo ano, o uso da Internet móvel deve ganhar mais fôlego.
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4 – Redes sociais em todos os lugares
Os sites de redes sociais já estão entre os mais utilizados (85% de todos internautas brasileiros utilizam alguma rede social) e motivam os outros setores da indústria (operadoras de telefonia, fabricantes de aparelhos, produtores de aplicativos) a criarem produtos e serviços que utilizem de alguma forma essas redes. Apesar da maioria das iniciativas serem levadas pelo modismo, com pouco ou nenhum planejamento, algumas empresas mais antenadas estão fazendo coisas bacanas.
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5 – Nuvens por todos os lados
Outra tendência forte que estava no ar (ou melhor, na nuvem) foi a proliferação de serviços baseados em Cloud Computing. Devido a menor capacidade computacional de celulares, smartphones e netbooks (em relação aos PCs e Notebooks, claro), aplicações desse tipo tornam-se atraentes, pois grande parte do processamento acaba acontecendo na nuvem e não no dispositivo.
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Tags: 2009, Android, banda larga, Celulares, cloud computing, computação, Futurecom, iPhone, Mobilidade, netbooks, nuvem, redes sociais
19/10/2009 - 17:21

Como sempre acontece todos os anos, a indústria de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações) compareceu em peso a Futurecom – o principal evento do genero da América Latina. Este ano, mais uma vez, participei como palestrante e painelista.
Imaginei que a crise mundial afetaria de maneira mais dura a participação das empresas na feira, mas me enganei, pois grandes operadoras de telefonia (Telefônica, Embratel, Oi, TIM, Vivo, Claro) e grandes empresas de tecnologia (Nokia, Cisco, IBM, NEC, Microsoft, Oracle, Juniper, Motorola, BlackBerry) investiram pesado em seus estandes.
A Motorola apresentou o terminal MotoDext, dispositivo que vem embarcado com o sistema operacional Android e tecnologia “Motoblur”, onde o grande diferencial é integrar os contatos do usuário com suas redes sociais. O celular, modelo slider touchscreen 3G, com teclado QWERTY, será comercializado pela Claro (América Móvil), com exclusividade, até o primeiro trimestre de 2010 – o que significa que a Claro o monopólio da vende desse aparelho no Natal.
A TIM anunciou o lançamento da appstore da Qualcomm, a Plaza Retail, previsto para acontecer no primeiro trimestre de 2010. O interessante da loja da Qualcomm é que ela trabalha com múltiplos fabricantes de aparelhos.
Além da feira, a Futurecom 2009 teve ótimos painéis e palestras, onde os principais executivos e autoridades da indústria se apresentaram. Pena que não deu para ir na maioria, pois sempre ocorriam uns seis ou sete ao mesmo tempo.
Os principais temas das palestras e painéis foram convergência (que já está na pauta a vários anos), banda larga e redes sociais.
Dei uma palestra sobre “Social Media and Mobile Marketing“, no dia 15/10, e participei do painel “Redes Sociais gerando desenvolvimento e novos paradigmas de comportamento na sociedade e nos negócios“, no dia 16/10, onde a coordenadora foi a linda e inteligente apresentadora da Band, Renata Fan. Ela roubou a cena com ótimas perguntas e sua envolvente simpatia. (fui eu mesmo que tirei a foto durante o painel)

Durante esta semana tentarei compilar todas as minhas anotações e percepções sobre as tendências de mercado que pude identificar durante o evento e assim que possível publicarei aqui no Tecnozilla.
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Tags: Android, Celulares, Futurecom, Novidades, redes sociais, Renata Fan
04/08/2009 - 15:24
Tá chegando a hora.
Como Mark Zuckerberg havia dito meses atrás, o Facebook não concorre mais com outras redes sociais. (Afinal, ele é muito maior que todas as outras juntas). Seus concorrentes atuais são os grandes players da web mundial, como Microsoft, Yahoo! e Google.

Prova disso, são os últimos dados apresentados pela comScore que colocam o Facebook como o 4o site mais acessado do mundo (em unique visitors).
1 – Google Sites: 844 milhões
2 – Microsoft Sites: 691 milhões
3 – Yahoo! Sites: 581 milhões
4 – Facebook: 340 milhões
5 – Wikimedia Foundation sites: 303 milhões
6 – AOL: 280 milhões
7 – eBay: 233 milhões
8 – CBS Interactive: 186 milhões
9 – Amazon: 183 milhões
10 – Ask Network: 174 milhões
Inclusive, Mark já deu várias declarações insinuando que, após ter deixado para trás o MySpace, seu objetivo principal é assumir o posto do Google como a maior empresa de Internet do planeta em um futuro próximo.
Realmente o Facebook tem se mostrado uma pedra no sapato dos garotos de Mountain View. Logo após a frustada tentativa de compra da empresa de Mark pelo Google, ele fechou a venda de um pequeno percentual do site de relacionamento para o principal rival do site de buscas: a Microsoft.
Além disso, o Google não consegue replicar o sucesso do Orkut no Brasil em outras partes do mundo e tem tomado uma lavada do Facebook nesses mercados.
Ainda não temos como prever qual o limite de crescimento do Facebook nos próximos meses, mas considerando os números apresentados podemos esperar uma ótima briga.
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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Inovação, Marketing, Mídias Sociais, Serviços online, comunicação
Tags: audiência, facebook, Google, Microsoft, Mídias Sociais, myspace, orkut, redes sociais, TOP 10
21/07/2009 - 18:40
Atualmente é uma muito difícil encontrar bons livros sobre mídias sociais. Tem muita coisa sendo publicada por ai, mas na grande maioria dos casos a qualidade do conteúdo deixa a desejar.
Como o movimento ainda é novo e existe uma forte demanda dos profissionais de marketing por livros que tratam desse assunto, editoras de todos os portes estão colocando no mercado qualquer coisa que lembre redes sociais ou Web 2.0.
O problema é que por falta de conhecimento e, principalmente, falta de opção muita gente tem adquirido livros que, no final das contas, trazem conceitos incompletos ou distorcidos sobre estratégias e ferramentas de mídias sociais.
Por isso, para ajudar quem está procurando por bons livros sobre o assunto, fiz uma pequena lista dos meus preferidos.
Web 2.0: A Strategy Guide: Business thinking and strategies behind successful Web 2.0 implementations – Amy Shuen
Buzz Marketing – Mark Hughes
Ponto de Virada – Malcolm Gladwell
The Long Tail – Chris Anderson
Social Media is a Cocktail Party: Why You Already Know the Rules of Social Media Marketing – Jim Tobin, Lisa Braziel
Wikinomics, como a comunicação em massa pode mudar seu negócio – Don Tapscot
The Social Media Bible – Lon Safko/David Brake
New Rules of Marketing and PR – David Meerman Scott
Naked Conversations – Shel Israel e Robert Scoble
Join the Conversation – Joseph Jaffe
Now Is Gone: A Primer on New Media for Executives and Entrepreneurs – Brian Solis, Geoff Livingston
Personality Not Included – Rohit Bhargava
Tribes – Seth Godin
Web 2.0: New Tools, New School - Gwen Solomon e Lynne Schrum
Here Comes Everybody – Clay Shirky
Age of Conversation – Gavin Heaton, Drew McLellan
Social Media Marketing An Hour A Day – Dave Evans
Secrets of Social Media Marketing – Paul Gillin
Radically Transparent – Andy Beal e Judy Strauss
Blog Marketing – Jeremy Wright
Web 2.0: New Tools, New School - Gwen Solomon e Lynne Schrum
Blogs Corporativos: Modismo ou Tendência? - Carolina Terra
The Whealth of Networks - Benkler, Yochai / Yake University Press
Estratégia 2.0 para a Mídia Digital - Beth Saad
Redes Sociais na Internet – Raquel Recuero
Blog Corporativo – Fábio Cipriani / Editora Novatec
Se alguém tiver alguma outra indicação fique a vontade para compartilhar.
Outras referências:
Blog do GJOL – Livros para baixar
UPDATE: 06/11/09
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Tags: dicas de livros, Lista, livros, mídia social, redes sociais, Web 2.0
30/06/2009 - 18:58
Tenho acompanhado de perto as movimentações do Facebook no tabuleiro da Internet mundial. A estratégia de Mark Zuckerberg, fundador da rede social, vem se mostrado muito mais eficaz que a de seus concorrentes. Prova disso, é a o crescimento vertiginoso que o Facebook tem conseguido nos últimos meses.
Já começa a ficar claro que a briga não é mais com os outros serviços de redes sociais, afinal a audiência do Facebook é assustadoramente superior as dos outros sites com um 1/5 de todos internautas do globo utilizando o serviço, mas sim com o ator principal da arena atual de Internet: o Google (que já tentou comprá-lo, mas levou toco).
Pretendo escrever um post com sobre como Mark Zuckerberg pretende ameaçar o posto dos garotos de ouro de Stanford, Larry Page and Sergey Brin, mas antes, para dar uma noção do tamanho do desafiante, seguem alguns números do Facebook:
Crescimento Geral
• Mais de 220 milhões de usuários ativos
• Mais de 100 milhões de usuários conectam ao Facebook, pelo menos uma vez por dia
• Mais de dois terços dos usuários do Facebook já terminaram o colégio
• O mais rápido crescimento demográfico é os 35 anos de idade e mais velhos
Engajamento do usuário
• Em média cada usuário tem 120 amigos no site
• Mais de 4 bilhões de minutos são gastos no Facebook cada dia (mundial)
• Mais de 30 milhões de usuários atualizam seus estatutos, pelo menos uma vez por dia
• Mais de 6 milhões de usuários se tornam cada dia fãs de alguma página do site
Aplicações
• Mais de 850 milhões de fotos enviadas para o site a cada mês
• Mais de 10 milhões de vídeos carregados por mês
• Mais de 1 bilhão de pedaços de conteúdo (links, notícias, blogs, notas, fotos, etc) compartilhados por semana
• Mais de 2,5 milhões de eventos criados cada mês
• Mais de 30 milhões de grupos de usuários ativos existentes no site
Crescimento Internacional
• Versões do site para mais de 50 idiomas, com mais de 40 em desenvolvimento
• Cerca de 70% do Facebook usuários estão fora dos Estados Unido
Plataforma
• Mais de 950.000 desenvolvedores e empresários de mais de 180 países
• Todos os meses, mais de 70% do Facebook usuários interagem com aplicações plataforma
• Mais de 52.000 aplicações disponíveis atualmente no Facebook Application Directory
• Mais de 100 aplicações têm mais de um milhão de usuários ativos mensais
• Mais de 10.000 sites têm implementado Facebook Connect desde a sua disponibilidade geral em Dezembro de 2008
Mobile
• Existem mais de 30 milhões de usuários ativos atualmente acessando Facebook através dos seus dispositivos móveis
• Pessoas que utilizam o Facebook em seus dispositivos móveis são quase 50% mais ativo no Facebook que os não-usuários móveis
• Existem mais de 150 operadores móveis em 50 países trabalhando para implementar e promover produtos móveis para o Facebook
Fonte: Facebook
Impressionado? Não tenho muito o que comentar, pois os números falam por si, mas em um post futuro tentarei decifrar os planos e estratégias de domínio global dos garotos da maior rede social do planeta. E acreditem em mim, os planos deles são realmente audaciosos.
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Tags: buscas, facebook, Google, Larry Page, Mark Zuckerberg, Mídias Sociais, números, redes sociais, Sergey Brin, Web 2.0
29/04/2009 - 10:24
Uma das formas mais eficientes para identificar tendências na web é analisar os volumes de busca de um determinado termo em ferramentas como Google, Yahoo! Search ou MSN Search . Como nos últimos meses tenho ouvido muito “burburinho” sobre o crescimento do Facebook no Brasil, resolvi analisar, utilizando estatísticas de busca, o que de verdade existe neste “buzz” e o real impacto na audiência das redes sociais da web brasileira.

Como podemos constatar no gráfico, realmente houve um aumento considerável na quantidade de buscas utilizando o termo “Facebook“, principalmente a partir do final de 2008. Mas o que mais me chamou a atenção foi o crescimento do interesse do internauta brasileiro pelo Twitter (atualmente mais popular que todas as outras redes sociais, com exceção do Orkut que nem inclui na pesquisa por ser onipresente – 80% de todos internautas brasileiros tem conta no Orkut). Acredito que boa parte desse interesse foi despertado devido a grande divulgação na mídia de massa, como TV e Revistas, nos últimos tempos. De qualquer forma, vamos ver como o Twitter se comporta nos próximos meses para confirmar, ou não, se seu crescimento repentino é sustentável.

Outro caso interessante, que conseguimos identificar no gráfico, é o da rede social argentina Sonico, que até o final de 2008 era a segunda rede mais popular do Brasil (obviamente, atrás do Orkut). A Sonico não aparece muito na mídia mas faz muito sucesso no Brasil, principalmente em estados do norte e nordeste, como pode ser comprovado nas tabelas (a legenda de cores é a mesma do gráfico).

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Inovação, Internet 2.0, Marketing, Mídias Sociais, Serviços online, comunicação
Tags: Brasil, buscas, crescimento, facebook, Google, Gráficos de busca, internet brasileira, Mídias Sociais, MSN Search, myspace, redes sociais, Sonico, twitter, Yahoo! Search
24/07/2008 - 17:39
Por que algumas amizades terminam tão rápido enquanto outras podem durar toda uma vida? Para além das diferenças de personalidade e muitas outras razões, a comunicação (ou a falta dela) é um dos principais fatores que determina a força ou a longevidade das relações sociais de uma pessoa.
Baseados nos dados de quase 2 milhões de pessoas e 8 milhões de chamadas telefônicas ao longo de um ano, Cesar Hidalgo físico da Universidade de Notre Dame e o sociólogo Carlos Rodriguez-Sickert da Pontifícia Universidade Católica do Chile investigaram a persistência das relações sociais. Eles descobriram que a principal causa de relacionamentos persistentes é a reciprocidade. Quanto mais você liga ou retorna ligações de seus contatos (pessoais e/ou profissionais), mais longos e duráveis tornam-se seus relacionamentos (apesar de parecer óbvio, a grande maioria não tem consciência disso).
Além disso, a pesquisa também identificou que quanto maior e mais integrada a rede de contatos de um indivíduo mais forte esses relacionamentos tendem a ficar. Isso se explica facilmente, pois a rede de relacionamentos começa a funcionar através de estímulos (dos vários membros da rede) que retroalimentam suas próprias conexões e criam um efeito viral e, muitas vezes, exponencial.
Transportando isso para o universo das mídias sociais, podemos perceber o porque do sucesso de serviços como Orkut, Facebook, Twitter, Plurk e MSN Messenger. Apesar dessas formas de comunicação online serem menos pessoais, não são menos legítimas.
Através de um serviço como o Twitter, você pode manter contato constante e direto com centenas de amigos diariamente (isso seria humanamente impossível sem a Internet e os serviços de Web 2.0).
Para os blogueiros esses mecanismos funcionam da mesma forma, quanto mais eles interagem com seus leitores e parceiros mais fortes ficam suas ligações.
Não vamos esquecer que essa receita também vale para todas as empresas que atuam na Internet, pois não adianta ter uma página ou blog todo bacana para envio de críticas e sugestões se as mensagens dos clientes não forem respondidas.
Fica aqui a lição, cultivar e manter relacionamentos exige um trabalho árduo, disciplinado e constante. E que mesmo os novos serviços de internet tendo ajudado muito nisso, ainda assim somos nós os responsáveis por alimentar esses relacionamentos. Afinal de contas, somos animais sociais e, por mais que alguns neguem veementemente, temos necessidades psicológicas e físicas de interagirmos uns com os outros.
E como já dizia o Velho Guerreiro: “Quem não se comunica, se trumbica!“.
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07/07/2008 - 13:25
Logo que surgiram as primeiras
redes socias (no estilo
orkut), muitas pessoas e empresas olhavam para elas com um pé atrás. As pessoas que participavam dessas redes foram classificadas, diversas vezes, como carentes e desocupadas. Mas nada como o tempo para o mundo virar de cabeça para baixo e os céticos caírem de joelhos diante de um dos maiores e mais rápidos fenômenos sociais que a história já viu.
Para se ter uma idéia, só nas redes que fazem parte do OpenSocial (consórcio liderado pela Google para criação de um padrão universal de redes sociais) são 250 milhões de pessoas, sendo que o FaceBook uma das maiores redes dos EUA não faz parte.
Para aqueles que querem conhecer um pouco mais o potencial dessas comunidades virtuais fiz uma lista com alguns serviços desse universo:
Orkut (67 milhões de usuários)
Rede social do Google muito popular no Brasil, Índia e Paraguai.
MySpace (110 milhões de usuários)
Muito popular nos EUA. É um dos principais destinos para quem gosta de música (muitas bandas tem páginas nessa comunidade).
Facebook (80 milhões de usuários)
Rede social de maior crescimento nos EUA.
Linkedin (22 milhões de usuários)
Rede social especializado em contatos profissionais e carreira.
Plaxo (15 milhões de usuários)
Foco similar ao do Linkedin. Foi comprada a pouco tempo pela Comcast (empresa de TV a cabo americana.
Twitter (1 milhões de usuários)
Uma espécie de “relatos pessoais” em que a pessoa pode enviar um SMS direto para sua página na internet.
TeeBeeDee
Específico para o público acima dos 40 anos trocar experiências.
LibraryThing (400 mil usuários)
Os usuários podem compartilhar informações e indicações de livros.
Last.FM
Rede social de música.
Ning
Uma espécie de Orkut mais costumizável.
Dodgeball
Rede social que permite aos seus amigos ficarem informados sobre sua localização via celular.
eSnips
Oferece um serviço para compartilhar qualquer tipo de arquivo organizado por temas.
Black Planet (20 milhões de usuários)
Voltado para a comunidade negra.
Cake Financial
Para quem se interesse pelo mundo dos negócios.
Gaia Online
Anime e games.
Ravelry (80 mil usuários)
Conecta os amantes do tricô e crochê.
Para quem se interessar, existe uma lista bem completa no Wikipedia (inglês).
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31/01/2008 - 11:53
Estamos vivendo uma nova fase no marketing online. Quase todas as premissas que no passado eram tão sólidas estão sendo ameaçadas pela força silenciosa da
Internet 2.0. Assim, resolvi postar aqui no Tecnozilla alguns fatores que considero fundamentais para entender esse fenômeno que cedo ou tarde alcançará todos.
O e-mail marketing não é mais o mesmo.
Não adianta tapar o sol com a peneira, o e-mail como ferramenta de marketing está com os dias contados. De acordo com o instituto de pesquisas americano Pew, somente 14% dos jovens que navegam na Internet usam e-mail com freqüência.
Ai você me pergunta, então como esses jovens estão se comunicando? A resposta é simples: por scraps em redes sociais (além é claro das ferramentas de mensagens instantâneas). Na verdade, esses jovens só criam contas de e-mail porque muitos serviços, na hora do cadastro, exigem isso, mas na prática quase ninguém usa no dia a dia.
Micromídia: O fim dos portais como os conhecemos
Blogs, redes sociais e agregadores de gadgets estão roubando a audiência de portais convencionais. O comportamento dos internautas tem mudado muito nos últimos tempos. A audiência tem migrado para esses serviços, que permitem uma interação muito mais profunda e flexível com conteúdos e comunidades online. Um bom exemplo disso, é o Orkut, que hoje é o site mais visitado Brasil, acessado por 70% dos internautas brasileiros ativos (ibope/netrantings). Impressionante, não?
Para essa nova forma de empacotamento e distribuição de conteúdo, através de gadgets/widgets e mashups, eu dou o nome de micromídia. São pílulas de conteúdo, pulverizadas pelos serviços de Internet 2.0 e propagadas pelo efeito de rede da colaboração online. No futuro, tudo indica que os portais de conteúdo tradicionais terão um formato menos centralizado, onde a distribuição será pulverizada e baseada no conceito de micromídia.
A Media 2.0 e o declínio da ERA DOS BANNERS
Está cada vez mais difícil captar a atenção da audiência online. As campanhas online tradicionais (Mídia 1.0) estão cada vez mais caras e produzem inversamente menos resultados. A mídia 2.0, por sua natureza viral, produz resultados muito melhores e a custos imensamente menores.
Vejo tudo isso como um esgotamento do modelo de mídia tradicional, onde a escassez de atenção está alimentando a contagem regressiva para a implosão desse modelo. Quem demorar muito para acordar para isso, pode peder o bonde para o futuro.
E agora? O que fazer?
Está claro que o ambiente está mudando. As fórmulas que considerávamos sagradas até um tempo atrás, não estão mais produzindo resultados satisfatórios.
Precisamos de um novo marketing. Que entenda o fenômeno das redes sociais. Que perceba a relevância da micromídia para entrega de conteúdo. Que aproveite as oportunidades do protagonismo digital. Que perceba que não adianta ficar martelando sobre velhas regras que não são mais adequadas. Que utilize a força das comunidades online a seu favor. Que olhe para agregadores de gadgets (iGoogle, Netvibes) como ferramentas de propagação e de relacionamento com os clientes.
Precisamos de um marketing com tudo isso e mais um pouco. Precisamos de um Marketing 2.0.
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