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18/07/2008 - 13:42

A cauda longa do mercado de mídia online

Tenho acompanhado o mercado de publicidade online já a alguns anos e quase sempre os grandes anunciantes se concentraram nos grandes portais de conteúdo e serviços. Nos últimos tempos tenho notado que essa lógica tem mudado um pouco (principalmente nos EUA).

Os valores de CPM (custo por mil impressões) que os anunciantes estão dispostos a pagar tem sido maiores em blogs e sites pequenos, que em grandes sites.

Para confirmar isso, vejam os dados de um relatório da PubMatic (empresa americana especializada nesse tipo de pesquisa):

Isso indica que os anunciantes estão querendo atingir nichos e públicos específicos na Internet e que a audiência heterogênea, oferecida pelos grandes portais convencionais, não está está atendendo mais como atendia no passado.

Podemos concluir com isso, que apesar do faturamento dos grandes portais ser imensamente superior aos de pequenos portais quando comparados individualmente, a cauda longa da publicidade online, composta de milhares de pequenos sites e blogs de nicho, tende (em um futuro próximo) a se tornar maior e mais relevante.

De qualquer maneira, estou apenas especulando (apesar de me basear em dados reais), mas vamos ficar de olho para ver o que acontece. :)

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Blogs, Games, Inovação, Internet 2.0, Marketing, Mídias Sociais, Serviços online, Tecnologia, comunicação Tags: , , , , , , , , ,
09/06/2008 - 14:24

Freeconomics: A cultura da abundância em um mundo gratuito

Na última edição da revista HSM, saiu um artigo muito bom de Chris Anderson (editor-chefe da Wired e autor do livro “The Long Tail”). Nesse artigo, ele prega a cultura do “tudo grátis”, onde o modelo do custo zero como estimulo a abundância provoca uma onda de inovações. Precisamos entender aqui, que quando Anderson fala sobre custo zero ele está se referindo ao cliente final e que a receita deve ser gerada através de outros meios, como publicidade ou vendas cruzadas (apesar que a abundância permite que muitos produtos cheguem próximos do custo zero realmente).

Um exemplo interessante que ele descreve é do serviço de e-mail, que por muitos anos os usuários tiveram que pagar pelo armazenamento de suas mensagens. Até que um dia, como os custos de armazenamento caíram muito, o Google foi atrás dos novos clientes oferecendo 1GB de espaço grátis para cada um. Nisso o Yahoo! respondeu imbatível: espaço infinito grátis (custo zero para o usuário). Como as páginas de webmail vem com anúncios publicitários, mais usuários significa mais receita (cultura da abundância).

Podemos encontrar exemplos desse modelo em vários setores. As Lojas Americanas vendem DVDs a preços mínimos esperando que o cliente compre outros produtos na loja. Algumas empresas aéreas oferecem passagens de ida a R$ 50,00 desde que se compre a volta com preço cheio. A Sony vende seu PlayStation 3 com prejuízo considerando que terão lucro na venda dos jogos. A Comcast, gigante norte-americana de TV a cabo, distribuiu aparelhos de gravação de DVDs a 9 milhões de clientes apostando na venda de outros serviços como suporte premium, filmes em sistema pay-per-view e banda larga.

Agora é olhar para o próprio umbigo e pensar em como esse novo conceito pode melhorar o modelo de negócio da sua empresa. Mas cuidado para não sair distribuindo produtos e serviços de graça sem uma boa estratégia de receita por trás. :)

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