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25/03/2009 - 17:47

Nintendo e Sony sentem a pressão da Apple

A Apple – com seu polivalente iPhone – começa incomodar mais uma indústria estabelecida: a dos consoles portáteis de jogos.

No dia de abertura da Game Developers Conference, que acontece essa semana em São Francisco-CA, o ex-executivo da Electronic Arts Neil Young – atual CEO da ngmoco, empresa especializada em jogos para iPhone – disse que “as oportunidades que o iPhone propiciará para o mercado de games podem ser comparadas ao lançamento do Atari, ou do NES, ou do XBox, ou ainda, dos MMOs“.

É claro que precisamos filtrar com muita atenção esse tipo de declaração, pois a opinião do tal Sr. Young é totalmente parcial – sendo ele CEO de uma empresa onde o negócio é produzir jogos para iPhone. Mas se analisarmos ceticamente a questão e contextualizarmos de maneira imparcial, podemos chegar a um cenário impressionantemente real.

Ok. Vamos por partes então. Pontuando a questão, é possível chegar as respostas de como o iPhone da Apple está em vantagem em relação ao PSP da Sony e ao DS da Nintendo.

1 - Jogar no celular é infinitamente mais prático e cômodo que jogar em um outro console portátil, pois o celular está sempre conosco. Não é necessário ficar andando por ai com mais de um dispositivo.

2 - Nenhuma loja virtual de conteúdo digital é tão bem sucedida e popular quanto a iTunes/App Store da Apple.

3 – Já existem 30 milhões de consumidores – proprietários de iPhones – treinados e preparados para o download de aplicações em seus celulares.

4 – A demanda já existe, pois 60% das aplicações TOP 100 baixadas para iPhones por seus usuários são jogos.

5 – Fantástica utilização do conceito de “cauda longa” na produção de novos conteúdos, ao permitir que qualquer pessoa ou empresa baixe o SDK de desenvolvimento de aplicações do iPhone e publique seus aplicativos na App Store. Para mim, essa foi a grande sacada.

6 – O iPhone é multi-uso. Você tem música, vídeos, aplicativos, e-mails, acesso a Internet e jogos em um mesmo aparelho.

7 - A navegação do iPhone é imbatível.

8 - Grande base de aplicações na App Store com 25.000 aplicações disponíveis para download, sendo muitas gratuitas. São 165 novas aplicações em média por dia.

9 - O iPhone já nasceu para ser um dispositivo conectado, enquanto que seus concorrentes nasceram como simples consoles de jogos.

Após analisar os pontos citados, começo a ser convencido pela afirmação do Sr. Young. A Nintendo e a Sony já estão se movimentando para correr atrás do prejuízo, a empresa do Mário prometeu para 5 de abril o lançamento do DSi com conexão a Internet e memória flash para download de jogos e outros conteúdo, enquanto a Sony está fortalecendo sua operação de distribuição online. Mas sair atrás nunca é bom, principalmente em um mercado tão dinâmico como este. O problema é que precisarão correr atrás para alcançar a vantagem de mercado que a Apple já conquistou.

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Gadgets, Games, Inovação, Marketing, Sem categoria, Serviços online, Tecnologia, comunicação Tags: , , , , , , , ,
13/01/2009 - 17:54

Paixões e Games

Existem coisas que são difíceis de se evitar. Tem gente que não resiste a um transbordante cachorro-quente, outros venderiam a mãe (no sentido figurado, é claro – a sogra seria melhor, mas seria complicado arrumar comprador no eBay) por um belo clássico automotivo e, ainda, há aqueles que não conseguem controlar a volúpia pelo celular mais “fashion” do momento.

Oh Paixões… cada um tem a sua, ou suas, dependendo do indivíduo. Por isso, preciso confessar que também tenho as minhas… são algumas… mas com certeza uma que está entre as TOP 3 é a paixão pelos games. Aquela interação homem-máquina ou homem-máquina-homem… isso realmente me fascina.

Os gráficos, os roteiros, a inteligência artificial, as disputas online… toda aquela capacidade de interação com os personagens… todas aquelas possibilidades… Nossa !! Só de falar já dá vontade correr para a sala de TV e ligar meu XBox 360.

Tá bom, tá bom !! Mas vamos parando por aqui… como diria Brás Cubas no romance homônimo de Machado de Assis: – “Vamos deixar de rodopios para não entediar o leitor”. Minha esposa diz que sofro de relances de DDA (Deficit de Atenção), será mesmo?

Na verdade eu comecei a escrever esse post para elogiar o trabalho do meu amigo Pablo Miyazawa (do blog Gamer.br), que todo ano organiza – com extrema competência – a lista dos melhores jogos do ano. Este ano ele conseguiu reunir a nata dos jornalistas brasileiros dessa indústria, que elegeram uma consistente e democrática lista – apesar de eu ainda não me conformar de “BioShock” ter ficado de fora dos TOP 10.

*Fato Relevante: O Pablo me justificou a ausência do “Bioshock” entre os TOP 10 devido a somente a versão para PS3 ter sido lançada no ano passado. Originalmente ele foi lançado em 2007 – Tá bom! boa justificativa.

Dessa forma, apresento os escolhidos pela ABGP (Academia Brasileira de Games do Pablo):

1. Metal Gear Solid 4 – PlayStation 3/Konami
2. Grand Theft Auto IV – PS3, X360, PC/Rockstar
3. Gears of War 2 – Xbox 360/Microsoft
4. LittleBigPlanet – PlayStation 3/Sony
5. Fallout 3 – PS3, X360, PC/Bethesda
6. Left 4 Dead – PC/Valve
7. Dead Space – PS3, X360/EA
8. Super Smash Bros. Brawl – Wii/Nintendo
9. Braid – Xbox 360/Jonathan Blow
10. Mirror’s Edge – PS3, X360/Electronic Arts

Clique aqui para ver a lista completa. Vale a pena.

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Blogs, Games, Internet 2.0 Tags: , , , , , , ,
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