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20/10/2010 - 16:00

Admirável Mundo Novo na Indústria de Games

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No mundo digital as coisas estão acontecendo cada vez mais rápido. Uma empresa ou produto que está na parada de sucessos em um ano, no outro pode já ter sido esquecida. Isso acontece devido a grande facilidade em produzir, divulgar e distribuir produtos e serviços utilizando a Internet. Nos últimos tempos, esse processo ganhou mais velocidade com a popularização em massa das mídias sociais. Para os produtos que são, na sua essência, digitais, como músicas, vídeos, fotos e games, os impactos nas cadeias produtiva e de consumo são ainda mais significativos.

No caso da industria de jogos eletrônicos, o setor está sofrendo uma transformação drástica com a demanda cada vez maior por jogos sociais, que rodam sobre plataformas de redes sociais como Facebook e Orkut, e jogos para dispositivos móveis, que estão entre os aplicativos mais utilizados no iPhone da Apple e no Android do Google.

O iPhone, que nasceu com a missão de transformar a experiência do consumidor na utilização de um telefone celular, entrou na briga do mercado de consoles portáteis e já abocanha uma parcela significativa desse mercado. Para se ter uma ideia, em 2008 o iPhone acumulou 5% da receita do setor e em 2009, após uma forte expansão, fechou o ano com 19%, de acordo com a Flurry Analytics. O mais impressionante é ver que isso aconteceu em menos de 2 anos.

Mas qual o segredo por trás desse crescimento? A questão é simples, além da praticidade de se ter um smartphone com múltiplas funções, incluindo a de um console portátil, a Sony e a Nintendo não estão conseguindo competir com a legião de desenvolvedores de jogos independentes que invadiram a App Store. É claro que tem muita porcaria, mas como a prateleira virtual de jogos tende ao infinito, sempre aparece alguma coisa que atraia o consumidor de jogos. Está é a beleza da cauda longa.

No mundo dos jogos que utilizam redes sociais como plataforma, a história não é diferente. Desde o momento que Mark Zuckerberg abriu a plataforma do Facebook para que qualquer um pudesse desenvolver aplicativos que funcionassem integrados a seus serviços que o mundo das redes sociais não é mais o mesmo. Com isso, a quantidade de jogos que utilizam o Facebook como plataforma também cresceu drasticamente e estão entre os aplicativos mais utilizados pelos usuários do Facebook. Por exemplo, o jogo social online FarmVille, da desenvolvedora de jogos sociais Zynga que estima faturar US$ 450 milhões em 2010, já passou dos 80 milhões de jogadores. Neste caso a lógica que descrevi para o iPhone funciona de maneira similar, onde milhares de desenvolvedores de jogos independentes e de novas empresas lançam jogos diariamente e ameaçam o status quo dos gigantes da indústria.

Todas essas mudanças no mercado têm feito as grandes empresas do setor redefinirem suas estratégias. Nos últimos meses, houve alguns movimentos relevantes, como a aquisição das desenvolvedoras Playdom e Tapulous pela Disney e a compra da Playfish pela Eletronic Arts.

Agora é esperar para ver como o mercado irá se comportar nos próximos meses. Pois como já vivenciamos, o vencedor de hoje pode não ser o mesmo de amanhã.

*artigo de minha autoria publicado na Revista EGW de out/10

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24/03/2010 - 11:46

Apple ultrapassa Sony e ameaça Nintendo

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Como havia profetizado um ano atrás no post Nintendo e Sony sentem a pressão da Apple – e muita gente me crucificou por isso -, a Apple está reinventando (mais uma vez) o mercado de jogos para consoles portáteis, onde passou de um market share de 5% em 2008 para 19% em 2009 (de acordo com pesquisa da Flurry), e fazendo um grande estrago na participação de mercado de seus concorrentes.

A questão é simples, além da praticidade de se ter um smartphone com ótimas carateristicas de um console portátil, a Sony e a Nintendo não estão conseguindo competir com a legião de desenvolvedores de jogos independentes que lotam a App Store com novos jogos todos os dias.

É claro que existe muita porcaria, mas a equação funciona assim: Se imaginarmos, que de cada 1000 jogos publicados um é bom, e considerando os milhões de jogos já publicados você tem muitos jogos bons disponíveis. Simples assim. :)

Na minha humilde opinião, acredito que caso a Sony e a Nintendo não se reinventem logo, seus modelos de negócios ficarão ultrapassados em no máximo 2 anos. E olha que tem o Android do Google entrando nesse mercado também.

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02/03/2010 - 15:40

O Google em números

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Os números do Google são realmente impressionantes. Podemos ter uma ótima visão do tamanho desse gigante da Internet através deste infográfico produzido pela Pingdom.

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19/01/2010 - 09:53

A Economia da App Store da Apple

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O negócio de apps da Apple vai muito bem obrigado e Steve Jobs não tem do que reclamar. Dêem uma olhada nos números abaixo.

economia-app-store-apple

Será que Google (Android), Microsoft (Windows Mobile), Nokia e RIM (Blackberry) conseguirão alcança-los? Tá difícil hein!?

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25/10/2009 - 12:17

Tendências Futurecom 2009

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futurecom_2009_portuguesComo já mencionei no post anterior muitas novidades foram apresentadas durante a Futurecom 2009. Abaixo seguem as 5 principais tendências que identifiquei durante o evento e que devem estar na pauta do mercado para o próximo ano:

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1 – 2010 será o ano do Android no Brasil

Não tem para onde correr, vários fabricantes e operadoras de telefonia estão preparando lançamentos utilizando a plataforma móvel do Google. Para aqueles que ainda estão meio céticos recomendo abrir os olhos, caso contrário correm o risco de ficarem para trás.

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2 – Banda larga cada vez mais larga e mais barata

Grande parte das discussões na Futurecom 2009 giraram em torno da banda larga. De representantes do governo à executivos das operadoras, todos em algum momento tocaram no  assunto. Independente de posições ideológicas ou econômicas, o que ficou claro é que a banda larga deverá suportar fortemente o crescimento do uso da Internet entre os brasileiros.

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3 – Aumento da navegação na Internet a partir de dispositivos móveis

O iPhone e os modems 3G já deram uma impulsionada nessa tendência no Brasil, mas agora com a chegada de vários equipamentos com Android para o próximo ano, o uso da Internet móvel deve ganhar mais fôlego.

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4 – Redes sociais em todos os lugares

Os sites de redes sociais já estão entre os mais utilizados (85% de todos internautas brasileiros utilizam alguma rede social) e motivam os outros setores da indústria (operadoras de telefonia, fabricantes de aparelhos, produtores de aplicativos) a criarem produtos e serviços que utilizem de alguma forma essas redes. Apesar da maioria das iniciativas serem levadas pelo modismo, com pouco ou nenhum planejamento, algumas empresas mais antenadas estão fazendo coisas bacanas.

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5 – Nuvens por todos os lados

Outra tendência forte que estava no ar (ou melhor, na nuvem) foi a proliferação de serviços baseados em Cloud Computing. Devido a menor capacidade computacional de celulares, smartphones e netbooks (em relação aos PCs e Notebooks, claro), aplicações desse tipo tornam-se atraentes, pois grande parte do processamento acaba acontecendo na nuvem e não no dispositivo.

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19/10/2009 - 17:21

Android e Renata Fan são destaques na Futurecom 2009

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Futurecom 2009

Como sempre acontece todos os anos, a indústria de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações) compareceu em peso a Futurecom – o principal evento do genero da América Latina. Este ano, mais uma vez, participei como palestrante e painelista.

Imaginei que a crise mundial afetaria de maneira mais dura a participação das empresas na feira, mas me enganei, pois grandes operadoras de telefonia (Telefônica, Embratel, Oi, TIM, Vivo, Claro) e grandes empresas de tecnologia (Nokia, Cisco, IBM, NEC, Microsoft, Oracle, Juniper, Motorola, BlackBerry) investiram pesado em seus estandes.

A Motorola apresentou o terminal MotoDext, dispositivo que vem embarcado com o sistema operacional Android e tecnologia “Motoblur”, onde o grande diferencial é integrar os contatos do usuário com suas redes sociais. O celular, modelo slider touchscreen 3G, com teclado QWERTY, será comercializado pela Claro (América Móvil), com exclusividade, até o primeiro trimestre de 2010 – o que significa que a Claro o monopólio da vende desse aparelho no Natal.

A TIM anunciou o lançamento da appstore da Qualcomm, a Plaza Retail, previsto para acontecer no primeiro trimestre de 2010. O interessante da loja da Qualcomm é que ela trabalha com múltiplos fabricantes de aparelhos.

Além da feira, a Futurecom 2009 teve ótimos painéis e palestras, onde os principais executivos e autoridades da indústria se apresentaram. Pena que não deu para ir na maioria, pois sempre ocorriam uns seis ou sete ao mesmo tempo.

Os principais temas das palestras e painéis foram convergência (que já está na pauta a vários anos), banda larga e redes sociais.

Dei uma palestra sobre “Social Media and Mobile Marketing“, no dia 15/10, e participei do painel “Redes Sociais gerando desenvolvimento e novos paradigmas de comportamento na sociedade e nos negócios“, no dia 16/10, onde a coordenadora foi a linda e inteligente apresentadora da Band, Renata Fan. Ela roubou a cena com ótimas perguntas e sua envolvente simpatia. (fui eu mesmo que tirei a foto durante o painel)

Painel_redes_sociais

Durante esta semana tentarei compilar todas as minhas anotações e percepções sobre as tendências de mercado que pude identificar durante o evento e assim que possível publicarei aqui no Tecnozilla.

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03/04/2009 - 04:19

Nokia, Facebook, Spore e bate papo exclusivo com Tim O’Reilly na Web 2.0 Expo

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Este terceiro dia de evento começou animado com vários palestrantes de peso se revezando no palco do auditório principal do Moscone West. Os pontos altos dessa sessão de keynotes foram a palestra sobre computação móvel de Anssi Vanjoki, CEO da Nokia, e uma entrevista com Will Wright – o gênio por trás de jogos como The Sims e Spore – conduzida com maestria por John Battelle – um dos fundadores da cultuada revista Wired e autor do aclamado livro “The Search”.

A palestra da Nokia foi focada nas novas tecnologias que a empresa está desenvolvendo e deu para perceber que estão investindo forte para poderem bater de frente com o iPhone da Apple e o Android do Google. Como o Sr. Vanjoki disse: “Tudo indica que este ano o celular brigará, em vários aspectos, com os computadores pessoais”. E por experiência própria, concordo com ele, pois em grande parte do tempo meu iPhone atende muito bem minhas necessidades computacionais. Com ele tenho navegação na web, e-mail,MSN, Skype, Twitter e muitas outras coisas.

A entrevista com o Will Wright foi a última atividade da manhã de keynotes e foi fantástica – pelo menos para mim que sou um grande fã do cara. Will explicou o conceito  do jogo Spore como um ambiente colaborativo e como isso permite a criação de experiências únicas para o jogadores – para quem não conhece, o jogo é um simulador de criaturas que vai desde o surgimento do organismo unicelular evoluindo até seres mais complexos que podem explorar outros planetas e galáxias. O fato inusitado foi que ao final do evento acabei encontrando Will no corredor e troquei algumas palavras com ele, que se mostrou muito simpático com seu fã boca aberta aqui. Infelizmente, no calor da emoção acabei esquecendo de pedir para alguém tirar uma foto. Imperdoável. :(

No resto do dia assisti mais algumas palestras, onde a tônica foi sempre a necessidade de integração dos negócios convencionais com serviços de mídia social. Clara Shih, da Salesforce.com e autora do livro “The Facebook Era“, apresentou uma ótima abordagem sobre ferramentas de CRM que buscam informações de seus clientes em redes sociais como Facebook e Orkut. O próprio aplicativo da Salesforce.com é integrado com o Facebook e consegue traçar um perfil comportamental muito mais profundo do cliente com isso.

Outra palestra bacana foi de Tara Hunt – autora do livro “The Whuffie factor”. Ela conseguiu expressar bem a necessidade de trabalhar em conjunto com o consumidor de forma transparente e honesta, mesmo quando isso expõem problemas e fragilidades da empresa. Seu ponto de vista parte do pressuposto que não adianta tentar mentir ou enganar o cliente, pois cedo ou tarde isso cai na rede e o estrago é sempre muito maior.

Mas o ponto alto do meu dia foi quanto estava saindo do Moscone West, após ter circulado na área de exposições, e encontrei Tim O’Reilly – organizador do evento e o principal responsável pela popularização do termo Web 2.0 -  e aproveitei para bater um papo rápido com ele. Perguntei o que estava achando dos resultados do evento, visto que em 2008 haviam 3 vezes mais pessoas participando e que o evento da Europa foi cancelado. Ele me disse, que já estavam prevendo uma quantidade menor de pessoas mesmo, devido a crise, mas que mesmo assim tudo está acontecendo dentro do programado e que no próximo ano acredita que tudo será ainda melhor. Além disso, ficou muito alegre quando disse que eu era brasileiro, que segundo ele é um país que gosta muito. Ao nos despedirmos aproveitei para tirar uma foto e não comer bola igual fiz com Will.

Assim encerro meus relatos sobre os principais momentos deste terceiro dia do Web 2.0 Expo, mas amanhã teremos mais novidades aqui no Tecnozilla. Quem sabe não encontro o Will novamente e tiro a bendita foto.

Quem quiser acompanhar o que está acontecendo na Web 2.0 Expo em tempo real pode me acompanhar pelo Twitter – http://twitter.com/marcelominutti. Mais informações é só fazer uma busca no twitter por #w2e.

Outros posts sobre o evento:

Web 2.0 Expo: Segundo dia
Web 2.0 Expo: Ford investe em mídias sociais
Web 2.0 Expo: Primeiro dia

#web2expo

Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Blogs, Gadgets, Games, Inovação, Internet 2.0, Marketing, Mídias Sociais, Música, Serviços online, Tecnologia, comunicação Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
05/11/2008 - 00:50

Futurecom 2008: Pistas sobre o futuro

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Tenho andado um pouco ausente do Tecnozilla nas últimas semanas, mas foi por motivos de força maior (qualquer dia desses eu conto por aqui :) ). De qualquer maneira, vamos voltar ao objetivo desse blog: informações relevantes sobre tecnologia, internet e inovação.

Para começar acho interessante falar um pouco sobre a Futurecom 2008 – que aconteceu na semana passada em SP – e que para mim é o melhor evento de tecnologia do Brasil. Nesse ano participei da feira como painelista (fui convidado do painel sobre Publicidade 2.0 para o mercado móvel) e circulei pelo evento tempo suficiente para conseguir levantar algumas pistas para onde o mercado nacional está indo nos próximos anos. Como em um blog não é lugar para ficarmos escrevendo textos enormes e chatos, segue uma pequena lista dessas minhas percepções de futurologia:

1 – O padrão de navegação de internet no celular será a Web convencional. (WAP o que?);

2 – O estilo “iPhone” será seguido pelos outros fabricantes de celulares (essa foi fácil);

3 – Perda total do controle das operadoras de telefonia sob o conteúdo acessado por celulares através da internet;

4 – Google, Microsoft, Yahoo, MySpace, Twitter e Facebook, através de seus serviço de internet móvel, serão os novos donos das almas dos clientes de telefonia móvel;

5 – Os serviços de Governo Digital serão cada vez mais colaborativos e com mais características 2.0 (a infra-estrutura de redes multisserviço será o primeiro passo para isso);

6 – Usuários de banda larga móvel serão mais numerosos que usuários de banda larga convencional;

7 – Tudo será wireless (via 3G, Wi-fi, WiMax, etc);

8 – Com o Android e o iPhone a quantidade de aplicações inovadoras para dispositivos móveis ganharão uma escala nunca antes imaginada;

9 – Os vírus de computador invadirão os celulares dos cidadãos comuns (segurança móvel se tornará o grande novo mercado);

10 – Grátis, grátis, grátis…. a cultura do conteúdo gratuito contribuirá significativamente para o crescimento do uso de internet móvel.

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Autor: Marcelo Minutti - Categoria(s): Blogs, Gadgets, Governo Digital, Inovação, Internet 2.0, Mídias Sociais, Música, Serviços online Tags: , , , , , , , , ,
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